História Profecia entre Mundos I - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fofo, Romance, Yaoi
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Palavras 1.363
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Parece que tem uma pessoa muito viciada...kkkkkkk

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Profecia entre Mundos I - Capítulo 6 - Capítulo 6

Capítulo 6

 Anthony decidira ir a pé para a escola hoje, já que acordou cedo demais e tinha tempo de sobra até o início das aulas. Sua mãe e seu pai estranharam ele ter acordado tão cedo, mas eles ainda assim aprovaram e disseram que seria realmente bom que ele acordasse nesse horário.

- Está mais frio que o normal. Ainda bem que estou de casaco.- disse Anthony para si. Estava caminhando pelo mesmo percurso que fazia quando ia de bicicleta, só que ao invés de estar no acostamento da rua, estava na calçada. O vento gelado batia em seu rosto deixando seu nariz frio e suas mãos geladas, então colocou-as nos bolsos da calça, esquentando-as.

" Está frio porque você está no percurso de uma corrente de ar."- disse Bastian em sua cabeça.

" Estava demorando... Tá legal, já entendi que conversamos mentalmente, mas como você sabe onde estou?"- perguntou Anthony.

" Novamente, o pingente nos conecta. Além de outro motivo... Olhe para cima."

 Anthony olhou para cima e viu Órion voando sobre ele.

- Ah, mas é claro.- riu Anthony.

 Caminhando mais alguns minutos, ele chegou nos portões da escola que já estavam cobertos de estudantes, Anthony falou com todos sorrindo, e os outros retribuíam com os mesmos gestos.

" Você tem muitos amigos.''- disse Bastian

" Não, eu não tenho muitos amigos. Apenas conheço muitas pessoas.".- disse Anthony.

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 Anthony ficara lendo o livro que Bastian lhe dera durante toda a aula, não ouvira uma palavra dos professores, nem dos colegas, mas para eles era uma coisa normal, Anthony sempre fazia isso, mas não com essa intensidade, tanto que até quando foi embora, foi com o livro aberto em mãos.

 Já era início de tarde e estava agora a caminho de casa com os olhos fixos nas páginas do livro, não prestava atenção em nada ao seu redor. Quando ele estava prestes acair em um buraco de construção na calçada, a coruja desceu dos céus e puxou Anthony pelo capuz do seu casaco vermelho.

 Anthony caiu para trás sentado no chão, surpreso, e olhou para a coruja.

- Qual foi o motivo disso?!- perguntou irritado.

 Órion, que estava voando em sua frente, pousou em seu joelho e deu um pio esganiçado, como se estivesse frustrada.

- Por que está irritada?- perguntou Anthony, gesticulando com as mãos.- Eu que deveria estar! Você me derrubou!

 Órion apontou, com a asa esticada, para o buraco. Anthony olhou.

- Ah... Tem um buraco alí...- disse Anthony, batendo com a mão na testa.- Você só me protegeu, obrigado.

 A coruja piou em afirmação e Anthony acariciou sua cabeça, fazendo-a corresponder ao carinho.

" Você deveria prestar mais atenção por onde anda."- disse Bastian.

" Eu estava concentrado no livro. Ele é incrível!"

" Venha se encontrar comigo."

" Onde?"

                                 " Na gruta."                                  

" Não sei como ir pra lá."

" Siga Órion."- instruiu Bastian.

 Anthony estendeu o braço e a coruja planou até ele. Anthony pegou suas coisas que caíram no chão e se levantou.

 Olhou para a coruja.

- Me leve até o Bastian.- disse Anthony para a coruja que voou.

" Vocês está pegando o jeito."- disse Bastian.

" Lá vamos nós de novo."

 Anthony levantou as mangas do casaco e correu seguindo-a pela calçada, até ela entrar no corredor entre duas casas e chegar na entrada da floresta de pinheiros. Anthony adentrou a floresta por um caminho estreito, e acabou se cortando em galhos de árvores, novamente.

- Será que toda vez que eu entrar na floresta vou me cortar em alguma coisa?- resmungou Anthony, esfregando com cuidados seus ferimentos abertos.

- Você é muito descuidado.- disse Bastian.

 Quando Anthony ou

viu a voz de Bastian e o viu, percebeu que estava na entrada da gruta.

- Até que chegou rápido.- disse Bastian, estendendo o braço, onde Órion automaticamente pousou.- Agora, deixe-me ver seu braço.

 Anthony o fez, e as mesmas luzes azuis  que provocaram a sensação refrescante, o curaram.

- Sabe, não precisa ficar me curando a cada machucado que eu fizer.- disse Anthony.

- Mas eu sou seu amigo.- disse Bastian.- Devo cuidar de você.

- Tudo bem, então.- disse Anthony um pouco envergonhado.- Obrigado.

- Então, você ficou lendo o livro que lhe dei a manhã inteira?- perguntou Bastian.

- Não exatamente, mas sim.- respondeu Anthony.

- O que você mais se interessou?

- Princialmente as criaturas, elas são incríveis.

- Vamos falar sobre elas, mas primeiro entre na gruta.

 Bastian entrou na gruta com Anthony seguindo-o. Ao chegar no fundo da gruta, Anthony se surpreendeu.

 Apesar de ser uma gruta, não era muito úmida, era fresca. Estalactites pontudas bioluminescentes pendiam do teto, deixando o ambiente iluminado. Tinha estantes de pinheiros com enormes livros e pergaminhos, uma mesa de madeira com cinco cadeiras estava no centro, e a coisa que fez Anthony morrer de rir foi que tinha uma réplica da cama dele no canto de uma estalagmite.

- É sério isso?- disse Anthony, rindo e apontando para a cama,

- Não menti quando eu disse que tinha gostado.- disse Bastian.- Sente-se ou deite-se.

 Anthony deixou sua mochila na mesa de madeira e com o livro em mãos, se sentou na beira da cama.

- Quais das criaturas você mais achou interessante?- perguntou Bastian, pegando uma das cadeiras e colando-a de frente para Anthony, sentando-se em seguida.

- Um dos que eu mais gostei foi aquele que parece um leão, mas tem asas e penas nas patas.

- O Kijiom.- disse Bastian.- São criaturas agressivas e fatais, mas elas realmente são muito belas. Os leões desse mundo são Kijioms sem magia, quando dois deles passaram pela fenda e perderam sua magia, eles viraram os leões que você conhece.

- Nossa, eu nunca imaginaria isso. É muito surreal.

- Existe uma maneira de amansar um Kijiom, todas as criaturas possuem um método de amansá-las.

- Eu li sobre isso. Se agirmos de uma forma nobre, eles mantêm respeito, e não atacam.

- Parece que você aprendeu mesmo. No entanto, vale acrescentar que não é só o Kijiom que segue essas normas, todas as criaturas do clan de ataque  cedem para essa ação. Eles prezam a nobreza.

- Existem exatamente quantos clans?

- O clan de ataque, o clan da sabedoria, da magia, da observação... Tem muitos, cada um com suas características.

- Também gostei daqueles dragões que retém sua magia na Lua, como são chamados mesmo...- disse Anthony, tentando se lembrar.- Dreikan!

- Muito bem, continue lendo sobre essas criaturas, cada uma delas tiram sua força de algo e tem uma fraqueza, seja física ou mental.

- Agora que eu mencionei a Lua...- começou Anthony.- Por que você me chama de Lua?

 Bastian ficou em silêncio por uns instantes, mas logo disse:

- Posso chamá-lo assim? Acho que combina com você.

- Se é assim, pode.- disse Anthony.- Sempre gostei da Lua mesmo.

Órion saiu do braço de Bastian e foi para uma estalagmite.

- Consegue definir a qual clan Órion pertence?- perguntou Bastian.

- Está me testando?- perguntou Anthony, arqueando a sobrancelha.- Eu li até lendários, e sei bem que ela não se encaixa em somente um clan. Ela pertence ao clan da magia, observação e sabedoria.

- Me surpreendeu, Lua.- disse Bastian, bagunçando o cabelo de Anthony.- Eu lhe dei o livro ontem e já conhece esses assuntos, tenho que admitir que estou sentindo orgulho por você agora.

- Também estou orgulhoso de mim mesmo.- disse Anthony.

 Os dois riram.

- A partir de quando você não precisa mais ir para sua instituição de ensino?- perguntou Bastian.

- Daqui a dois dias. Por que?

- Vou lhe ensinar umas coisas.

- Bastian, quando vamos começar os planos para ajudar você a voltar? Não que eu queira que você vá embora.

- Já te expliquei que você vai me ajudar aos poucos, não se preocupe, está cumprindo sua parte do acordo.

- Então, tudo bem.- Anthony se levantou da cama e pegou sua mochila e seu livro.- Vou voltar para casa, ou meus pais piram, eles chegarão cedo hoje.

- Certo. Você sabe como voltar?

- Sim, decorei o caminho.- disse Anthony.- Tchau, Bastian.

- Até mais, Lua.


Notas Finais


*_* Até mais.


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