História A profecia entre mundos - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 33
Palavras 2.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Vai ser tenso.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Capítulo 8

- E então, animado por hoje ser o último dia de aula?- perguntou Martin.

- Bastante.- respondeu Luka.- Até porque, por algum milagre, eu passei de ano.

- Eu também, eu passei raspando em matemática.- respondeu Martin, se virando para Anthony.- É claro que nem precisamos perguntar ao Anthony, ele só tira boas notas.

 Anthony estava sentado em uma mesa no centro do pátio da escola lendo o livro que Bastian o dera, enquanto seus colegas conversavam ao seu redor.

- Ele deve fazer algum feitiço, porque eu quase perdia o ano.- disse Luka

- Não se preocupe, já passamos e esse é o último dia de aula!- rebateu Martin, levantando os braços em comemoração.

- Oitava série... lá vamos nós!- disseram os dois animados e dando gritos.

- Vocês são muito barulhentos.- disse Anthony, revirando os olhos por trás dos óculos.

 Eles riram.

-Anthony, depois das aulas nós vamos para o cinema com o pessoal. Quer ir?- perguntou Luka.

- Não, obrigado.- disse Anthony, retirando os olhos do livro.- Chegarei cedo em casa hoje, meus pais remarcaram uma reunião e voltarão mais cedo.

- Você é sortudo por ter pais tão importantes.- disse Martin.

- Deixa disso.- disse Anthony, voltando sua atenção ao livro.

 Anthony era realmente sortudo por ter pais tão bem financeiramente em um mundo como esse, mas para Anthony, isso não era o suficiente, ele não gostava de tê-los longe.

               ════════ஜadg ஜ════════

 

 Anthony já estava a caminho de casa, quando, de repente, sentiu uma sensação ruim, difícil de ser descrita, apenas um mau pressentimento.

- O que foi isso?- perguntou-se.

 Sem receber resposta, continuou seu caminho pensando no que poderia ter sido aquela sensação, e em pouco tempo, havia chegado em casa.

 Abriu a porta.

- Mãe, Pai.- disse Anthony, entrando e fechando a porta trás de si.- Cheguei.

 Rodou pela casa procurando por seus pais, então percebeu que não haviam chegado ainda.

" Devem estar em um engarrafamento."- pensou Anthony. Subiu as escadas e foi para seu quarto, jogando sua mochila em um canto e deitando na cama em seguida.

- Finalmente férias!- falou rindo.

- Que bom que está feliz.- disse uma voz.

 Anthony se virou e tomou um susto, caindo da cama. Bastian estava de pé ao lado da cama encarando ele.

- Sério isso?- perguntou Anthony.- Para de aparecer desse jeito! O que eu te falei sobre aparecer do nada?

- Você se assusta muito facilmente.- disse Bastian.

 Anthony se levantou do chão e se sentou na cama, novamente.

- Quero aproveitar que você não tem aulas pela manhã.- disse  Bastian.- Vou lhe ensinar práticas essenciais para viver em Mercenia.

- Mas por que? Não vou poder ir pra lá mesmo.

- Achei que quisesse aprender sobre o lugar de onde eu vim.

- Está bem, é claro que eu quero.

- Ótimo. E não pergunte-me o que aprenderá, você verá.

 Anthony bufou.

- Não reclame.- disse Bastian.

Anthony olhou para o relógio na parede e franziu as sobrancelhas.

- É estranho o fato de que os meus pais terem dito que voltariam cedo e ainda não terem chegado, eu fiquei um  tempo maior  na escola hoje, e já é quase fim de tarde. Se tivessem cancelado a remarcação da reunião teriam me avisado.

- Posso mandar Órion procurá-los e dizer onde estão, se assim quiser.- sugeriu Bastian.

- Ótima ideia.

 Bastian foi até a janela e a abriu, olhando ao longe da paisagem da floresta de pinheiros.

- Órion já está em movimento, passando pelos prédios e indo pela rota alternativa ao congestionamento...- Bastian se calou, de repente.

- O que foi? Por que parou assim de repente?

 Bastian assoviou, imitando um pio de coruja, e saiu da janela, encarando Anthony.

- O que você viu?- perguntou Anthony.

- Anthony, eu sinto muito... A estrada alternativa que seus pais pegaram era por um penhasco, um pouco longe daqui... o carro derrapou na pista e caiu do penhasco...

 Bastian fez uma pausa. Anthony não expressava reação.

- Eles ainda não foram socorridos, pelo fato de que o carro caiu em uma floresta e ninguém viu o ocorrido.

 Anthony continuava imóvel, sua feição congelada. Até que uma lágrima escorreu de seus olhos.

- Anthony...- chamou Bastian.

- Não...- Anthony finalmente falou, colocando suas mãos na cabeça e andando desesperado pelo quarto.- Temos que salvá-los!

- Você quer ir até lá?

- Sim, ou eles podem morrer!

- Tudo bem, me dê sua mão.- disse Bastia, estendendo a mão direita.

 Anthony rapidamente pegou a mão de Bastian, porém ela estava tremendo, então Bastian a apertou e segurou firmemente. Pontos de luz azul se formaram ao redor deles, os rodeando e dissolvendo-os, até que eles se tornassem parte dos pontos de luz. Passaram pela janela e foram em uma velocidade absurda através da floresta até o local do acidente, contornavam e se desviavam das árvores como se fossem o vento, no entanto, brilhando em azul. Essa sensação seria uma das melhores da vida de Anthony, se ele não estivesse tão preocupado a ponto de se desligar do que estava acontecendo e só desejar desesperadamente que seus pais estivessem bem, e Bastian sabia disso, por isso sentia por ele.

 Ao chegar próximo do local onde o carro estava, Bastian se materializou e pôs-se no chão junto de Anthony e os pontos de luzes se dissiparam.

- Onde estão eles?- perguntou Anthony.

- Atrás de você.- respondeu Bastian.

 Anthony se virou e viu a BMW X1 preta de seus pais. O carro havia capotado entre os pinheiros e amaçado completamente a lataria, deixando um rastro de destruição desde o início do penhasco ao local onde havia caído. Correu exasperado até o que restou da parte dianteira do carro, o para-choque estava completamente amassado, e os vidros estilhaçados. Seu pai encontrava-se com a testa sangrando e com as pernas presas nas ferragens, enquanto sua mãe, estava com vidros pelo corpo, sangrando. Os dois estavam desacordados, imóveis.

- Mãe, pai!- chamou Anthony, tentando acordá-los com cuidado.

- Não os mova, pode piorar a situação.

- Então faça alguma coisa! Aquelas suas mágicas de cura!

- Eu não posso...

- Por que?!

- Eles não conseguem me ver. É como se eu não existisse.

 Anthony começou a chorar, novamente.

- Tenho que chamar a ambulância!- disse Anthony.

 Pegou seu celular do bolso traseiro da calça e discou rapidamente o número da emergência, enquanto Bastian apenas o olhava.

 Minutos após, a ambulância e o resgate chegaram, e Anthony não notou que Bastian já não estava mais no local.

 Por meio de cordas, eles desceram com duas macas de resgate e foram até o carro entre os pinheiros. Eles cortaram as ferragens com as ferramentas e retiraram seus pais do carro, Anthony sentiu vontade de vomitar quando viu as pernas de seu pai completamente destroçadas, mostrando a carne interior, a única coisa que ele pôde fazer foi chorar mais e rezar para que fiquem bem. Colocaram eles em macas que foram erguidas pelas cordas de volta ao topo do penhasco, onde voltaram à pista, onde estava a ambulância.

 Anthony viu uma corda vazia e subia por ela até chegar onde estavam seus pais, ele poderia cair, mas estava tão determinado a subir que foi como se fosse experiente, apenas machucou as mãos com a corda áspera e cortou sua calça quando se bateu contra as pedras do penhasco. Ao chegar no topo, ofegando, os policiais chegaram.

 Quando Anthony viu as portas da ambulância se fecharem com seus pais dentro, ele gritou:

- Eu vou junto!

 Vendo a situação, um jovem policial e uma enfermeira foram até Anthony.

- Garoto, você não poderá ir.- disse o policial.

- Por que?- irritou-se Anthony.

- Não seria bom para você ir até lá nesse estado.- respondeu a enfermeira, gentil.

 Anthony tentou pensar.

- Eles ficarão bem?- perguntou Anthony, limpando as lágrimas do rosto.

- Faremos o possível, querido.- disse a enfermeira.

- Venha comigo.- disse o policial, pondo a mão no ombro de Anthony.- Você me responder umas coisas.

 A enfermeira voltou para a ambulância e Anthony seguiu o policial até a viatura, onde le pegou um bloco de notas. Anthony assistiu a partida da ambulância e sentiu um vazio no peito.

- Muito bem, me responda à alguma perguntas.-disse o policial.- Como você não se feriu no acidente?

- Eu não estava presente.

- Como você descobriu sobre isso?

- Eles tinham me dito que chegariam cedo, mas não chegaram, então rastreei eles pelo celular e cheguei até aqui.

- Onde você mora?

- Um pouco longe daqui.

- Como veio tão rápido?

- Err... Bicicleta...- Anthony já estava se sentindo mal pelo acidente, ainda ter que responder ao questionário do policial piorava tudo.

- Onde está sua bicicleta?

- Na floresta,mas eu subi o penhasco pela corda do resgate.

- Você tem algum outro responsável?

- Não...

- Então, você vai ficará sobre proteção do estado, entre na viatura.

- O que?- Anthony não queria ir para um lugar com pessoas estranhas e se seus pais não ficassem bons e ele tivesse de ficar lá?

- É só até eles estiverem de alta, ou alguém vir te buscar.- respondeu o policial, impaciente.

 Anthony não tinha ninguém além dos pais para irem buscá-lo. Com medo e mais desesperado do que já estava, Anthony correu do policial pela estrada.

 O policial entrou na viatura e foi atrás de Anthony, que corria descendo a colina e reduzindo a altura da estrada para a floresta, então quando já estava próximo da entrada da floresta, Anthony tentou despistar o policial entrando na floresta e correndo entre as árvores.

 Mesmo correndo na floresta e ouvindo as folhas baterem em suas orelhas, ele ouviu o barulho de mais sirenes de policiais, como era fim de tarde e estava escurecendo, começou a ver movimentos com flashes de luz, que Anthony deduziu ser as lanternas dos policiais em sua procura. Entrou mais na floresta, tentando fazer o mínimo de barulho possível, no entanto, estava ficando cansado e sem ar,quando as pernas já estavam ficando fracas de tanto correr, Bastian surgiu em sua frente e Anthony parou bruscamente, caindo de joelhos no chão.

 Bastian ergueu seus braços e deslizou-os pelo ar fazendo movimentos circulares, até que um grande circulo azul se formou ao redor deles e Bastian abaixou os braços.

 Foi quando cinco policiais surgiram e ficaram de frente para eles, Anthony se encolheu no chão coberto de folhas, chorando silenciosamente.

- Onde ele está? Como pode um garoto sumir assim?- perguntou um dos policiais

- Nós temos que achá-lo.- disse outro.

- Ele deve ter voltado para a cidade, só deve ter vindo aqui para nos despistar, ele não seria louco de ficar na floresta sozinho.- disse o policial que Anthony falara mais cedo.

Os policiais voltaram a correr na direção contrária da de Anthony e Bastian, e Anthony ergueu sua cabeça quando não se era mais possível ver os fachos de luz das lanternas, restando apenas a luz que Bastian emanava na escura floresta.

- Eles não podem nos ver, coloquei um filtro em nossa volta que reflete o cenário, fazendo parecer que não há nada.- disse Bastian, olhando para Anthony ainda ajoelhado no chão, com lágrimas caindo de seus olhos que estavam sem brilho.

 Anthony ficou olhando para as folhas no chão, pensando em tudo que aconteceu no dia, deixando as lágrimas rolarem descontroladamente. Levantou a cabeça quando percebeu o olhar de Bastian sobre si.

- O que?- perguntou Anthony.

 Bastian se sentou no chão, ficando na mesma altura de Anthony. Se aproximando, esticou seus braços até tocar o rosto de Anthony, e limpar suas lágrimas, fazendo-o parar de chorar.

- O que está fazendo?- perguntou Anthony.

- Não chore, pequeno humano. Não me sinto bem quando está assim.

- Como não quer que eu chore? Eu sou humano.- disse Anthony, olhando através da máscara de Bastian.- Os policiais querem me levar para um local estranho, meus pais podem morrer a qualquer momento  e eles são tudo que eu tenho, se eles se forem... Ficarei sozinho... Parece até que estou sozinho agora...

- Lua, você não está sozinho.- disse Bastian, se levantando e erguendo Anthony para ficar de pé também.- Aqueles homens não irão pegá-lo, eu cuidarei de você  até seus pais voltarem. Não ficará sozinho.

- Agora, mas e se eles não voltarem? E quando você voltar para Mercenia, ficarei sozinho de novo.

- Não pense demais. Pensar é bom, mas o excesso de pensamentos de uma só vez é prejudicial, eu disse que cuidarei de você até seus pais voltarem.

-Como tem certeza que eles voltarão?

- Não sei como lhe explicar, mas você como humano deve ter esperança, isso é uma das coisas que admiro em seu povo.

 Anthony acreditou nas palavras de Bastian e o abraçou, surpreendendo Bastian com a ação repentina, então apenas retribuiu ao abraço.

- Obrigado, Bastian.

- Não me agradeça, somos amigos, Thony. Vamos para a gruta? Não podemos voltar à sua casa agora, seria um local provável para eles o procurarem. E já é noite, você precisa dormir.

- Verdade, mas não sei se vou conseguir dormir.

- Não se preocupe, farei você dormir.

- Tudo bem.- disse Anthony, desvencilhando-se do abraço.- O que eu vou fazer agora será difícil para mim, mas eu vou ter que deixar meu celular aqui ou eles podem me rastrear.

 Anthony tirou seu celular do bolso e jogou-o em qualquer lugar da floresta.

- Então,vamos?- perguntou Bastian.

- Vamos.

                ════════ஜadg ஜ════════

 

  Ao chegar na gruta, Bastian fez de tudo para deixar Anthony confortável, acrescentou mais uma réplica da cama que ele tem em seu quarto, colocou livros e inclusive teletransportou o livro da coruja que Anthony havia deixado em seu quarto, tomou banho em um lago que Bastian o levara na parte subterrânea da gruta, e vestiu as roupas que Bastian criara e deixara perto do lago.

 Depois de ter se vestido, voltou ao encontro de Bastian que estava fazendo carinho em Órion que descansava na mesa de madeira. Anthony estava se sentindo muito melhor do que estava mais cedo, Bastian lhe deu uma paz repentina, apesar de ainda continuar triste, agora ele tinha esperança que seus pais ficarão bem.

 Bastian ainda estava surpreso por Anthony tê-lo abraçado, porém, sabia que estava cada vez mais próximo de voltar.

- Bastian.- chamou Anthony.

 Bastian se virou para Anthony.

- Parece que as roupas estão corretas.

- Sim, especialmente porque é calça moletom, eu adoro.

 Bastian riu.

- Durma, está tarde.- disse Bastian.- Eu vou para a floresta,não quero atrapalhar o seu sono.

- Não!- disse Anthony, rapidamente.- Eu já acho que não vou conseguir  dormir com tudo que está acontecendo, eu estou lutando para tentar esquecer o que aconteceu, imagine se eu estiver sozinho. Por favor, fica. Além de que, você disse que me faria dormir.

- Você quer que eu durma com você?

- Não exatamente...- disse Anthony, corando um pouco.- Quero que fique comigo, afinal você tem sua própria cama.

- Tudo bem.- disse Bastian.- Em pouco tempo aqui ficará frio. Deite-se.

 Anthony foi até uma das camas e se deitou. Bastian o cobriu até os ombros e se sentou na beira da cama.

- Vou fazer agora uma espécie de encantamento, você dormirá quase que instantaneamente. Antes de você dormir, quero que relaxe, tudo vai ficar bem, Lua.

- Obrigado, Bastian. Você me fez ficar mais calmo.

 Bastian inclinou um pouco a cabeça para a direita, e Anthony entende que ele sorriu. Com o tempo que eles estão passando juntos, Anthony começou a conseguir decifrar Bastian.

- Muto bem.- disse Bastian.- Feche os olhos.

 Anthony o fez, e em pouco tempo, mergulhou no sono, tendo um sonho agradável pelo resto da noite.

                      ════════ஜadg ஜ════════

 

 Ao acordar no dia seguinte, Anthony procurou por Bastian, mas ele não estava lá.

 Não esteve durante dois dias.


Notas Finais


Não me matem, amo demais vocês rs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...