História A Professora - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Personagens Originais, Severo Snape
Exibições 84
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi ;)
Quero agradecer a quem comentou o cap anterior, vcs são uns amores!

Quero avisar algumas coisas:

1º- Eu sei que o Harry está em seu primeiro ano em Hogwarts, mas eu irei colocar o Lupin na história a partir do próximo cap, gosto muito desse personagem.

2º- O próximo cap vai ser com o ponto de vista do Snape, pra justificar algumas coisinhas do cap.

Espero que gostem!!

Capítulo 5 - Lembranças


Dia seguinte:

—Mãos dadas? - Ron perguntou arregalando os olhos enquanto caminhava junto aos amigos pelos corredores do grande castelo - Com o Snape?

Ele fez uma expressão de nojo.

—Eles parecem se odiar - Hermione se manifestou - Até alguns dias queriam matar um ao outro.

—Quem sabe - Harry disse em um suspiro - Só não imagino ela… vocês sabem, namorando ele.

-Ninguém conseguiria - Ron comentou por fim, entrando na sala de DCAT.

....

Mais tarde:

Elizabeth havia acabado de terminar sua última aula do dia, ela então se encaminhou até a Torre de Astronomia da escola, onde ela apenas se sentou no chão e encarou a bela paisagem do local.

—Foi aqui - pensou em voz alta com um sorriso travesso nos lábios.

Flashback ON

"A aula de astronomia alegrava Elizabeth, aquela era uma de suas matérias favoritas, entre muitas. A professora Naguille havia se retirado deixando os alunos sozinhos. A garota, ao contrário dos colegas, optou por abrir um livro e lê-lo.

Porém, sua leitura foi interrompida por alguns murmúrios e um pequeno grupo de alunos se formando no meio da torre.

—Ninguém te perguntou nada - Bridget exclamou auto - Sangues ruins não tem que se manifestar em conversas de pessoas superiores.

Bridget Mensure era uma típica aluna da Sonserina que se achava superior a todos, seus cabelos loiros e olhos azuis só lhe davam mais porte, o que a fazia se sentir uma rainha.

Para Elizabeth não existia diferença entre pessoas de sangues diferentes, algo que ela havia aprendido com a mãe e ela tratava de carregar consigo.

Porém, algo que fez o sangue da garota ferver foram os violentos empurrões que a jovem garota ruiva levava de Bridget.

—Deixe ela em paz - Lisa tratou de se colocar na frente da menina.

Bridget apenas gargalhou perante a pose de Elizabeth:

—Quem pensa que é Zabini? - ela perguntou rindo de lado, sendo copiada pelas fiéis amigas - Defendendo gente do tipo dela? O que seu pai pensaria?

—Não me importa o que ele pensa - a garota retrucou gritando - Você não tem o direito de tratar ninguém assim.

Elizabeth pode notar o olhar de fúria da outra garota, que a encarava com ódio.

—Traidora do mundo bruxo - foi a resposta de Bridget.

Lisa nada respondeu apenas sorriu para Bridget e lhe deu as costas, porém, antes que pudesse sair de perto da garota, pode ouvir algo que fez com que seu sangue fervesse.

—É igualzinha a mãe dela - a loira comentou - Protege trouxas, as duas deveriam se…

Elizabeth encerrou seus passos e rapidamente se virou para Bridget lhe socando a cara violentamente, fazendo com que todos que encaravam ficassem de boca aberta.

Não achando o suficiente, a garota tratou de retirar sua varinha da bota e apontou para garota:

—Cara-de-Lesma - ela disse lentamente com um sorriso vitorioso nos lábios e após alguns segundo o resultado do feitiço estava visível, a garota loira começou a vomitar lesmas, criando repulsa nos alunos.

—O que fez Zabini? - a professora que acabará de chegar a pegou pela manga das vestes e tratou de puxar a garota para a sala do diretor.

—Professora - Elizabeth insistia - Ela começou, Bridget que começou.

—Não importa… agredir uma aluna, é uma falta muito grave.

Naguille não deixaria a garota se defender, não naquele momento. As duas se aproximaram da sala do diretor e a professora apenas com um toque de sua varinha abriu as portas e desceu as escadas, sem soltar a garota.

—Diretor? - a professora disse com um tom diferente do usado segundos antes - O senhor está aqui?

—Aqui Dayan - o velho disse calmamente - Algum problema?

A mulher se guiou até a mesa do diretor.

—Sim - ela apontou para Elizabeth - A filha de Blasio atacou uma aluna… Bridget Mensure.

Dumbledore apenas encarou as duas por cima de seus óculos.

—Elizabeth - ele disse calmamente - O que tem a dizer?

—Minha mãe - Lisa disse baixo - Ela ofendeu a minha mãe, por eu ter defendido uma garota que ela zombava.

O diretor ficou em silêncio.

—Onde está a senhorita Mensure? - o velho se pôs a perguntar.

—Deve estar na enfermaria - a professora disse - A Zabini conseguiu tirar sangue do nariz dela.

Longos segundos de silêncio cobriram a sala, silêncio que foi quebrado por Alvo.

—Pode ir Lisa - o velho exclamou calmo.

—O que? - a professora quase gritou - Mas não vai fazer nada?

—Enviarei uma coruja para os pais das duas - ele finalizou - Só tenho uma única pergunta… que aluna a senhorita Mensure estava ofendendo?

—Lilian Evans - Elizabeth respondeu por fim"

Flashback OFF

Com seus pensamentos ainda a levando para longe, Zabini encarou a paisagem e o sol se pondo, com um suspiro ela se encolheu no chão e se permitiu relaxar.

—O que está acontecendo comigo? - ela disse baixo e devagar, sem mudar seu olhar de tristeza.

—Finalmente se fez está pergunta? - uma voz grave se ouviu atrás de Elizabeth que levantou em um pulo.

Ela se virou para olhá-lo.

—Snape - ela disse em um tom de bronca -Nunca mais na sua vida ouse me assustar assim, ou juro que azaro você.

—Tem prazer em azarar pessoas nessa torre Elizabeth? - ele perguntou com um sorriso que beirava a malícia.

"O meu nome fica tão mais bonito quando sai de sua boca", pensou a jovem.

—Digamos que a primeira pessoa que azarei mereceu - Zabini comentou dando os ombros - Você presenciou Severo.

—Sim - o mestre de poções concordou - Foi naquele dia que pude notar que seu coração era enorme, e que sua bravura era maior ainda.

Lisa corou bruscamente.

—Você me notava - ela sorriu amarelo tentando mudar de assunto - Parecia que só tinha olhos para Lilian.

Snape se aproximou dela.

—Eu notava Lisa - disse dando mais um passo, que se repetia a cada palavra dita - Já notei a anos que seus olhos azuis são muito bonitos. Que mexe em seu colar quando está nervosa. E principalmente, que quando sorri é capaz de desarmar muitos.

Elizabeth pode notar que suas bochechas começaram a queimar.

"Não o deixe te intimidar", pensou, "Ele vai achar que tem controle sobre você".

—Se me conhece tão bem… - ela disse calma, notando que o professor estava colado em si - O que diria sobre mim agora?

Snape a encarou com seus olhos negros.

—Seu olhar me diz que… - ele pensou um pouco - Que eu tenho permissão pra isso.

Ele finalizou sua frase, colando os lábios com o da professora. Elizabeth sem reação apenas ficou de olhos abertos, mas após alguns segundos, se deixou levar pela bela sensação que sentia. O ar se fez necessário após longos segundos de êxtase, ao se separar de Snape, a professora apenas sentia saudade da bela sensação de segundos antes.

Ambos ficaram em silêncio, de início encaravam um ao outro e após um tempo, Lisa encarou a paisagem e começou a falar sem olhar pra ele:

—Nova York - ela disse ainda sem olhá-lo, mas notou que o professor de poções não havia entendido - Você havia me perguntado o por que de eu ter abandonado tudo pra depois de anos, voltar para Hogwarts… estava em Nova York, uma rua trouxa. Na casa da minha mãe, ela comprou quando ainda não era casada com Blasio.

Elizabeth suspirou.

—Me mudei pra lá depois que descobri o que aquele cretino havia feito - ela fechou as mãos em um punho - Thiago e a Evans mortos, Siriús preso e Blasio vendendo minha alma pra quem pagasse mais. Achei que iria morrer com tanto ódio que havia dentro de mim, então resolvi ir embora. Esquecer tudo, não entrei em contato com mais ninguém.

O silêncio cobriu o local, a respiração da mulher estava ofegante graças a intensidade das palavras que acabará de cuspir, mas Severo pode notar que mesmo após tudo aquilo, a mulher estava serena.

—Ainda não disse por que voltou - ele perguntou fazendo com que a mulher finalmente o encarasse.

—É verdade - ela sorriu - Alvo… ele me enviou uma coruja, me contou sobre Harry, contou que o garoto precisaria de mim. E eu resolvi que não era hora de me esconder.

Lisa sorriu de lado.

—Blasio não vai lhe fazer mal - Severo disse tocando a mão da professora - Não importa o que ele tenha dito para, você-sabe-quem, ele não pode lhe fazer mal.

—Eu sei - ela se aproximou depositando um beijo casto na bochecha do mestre de poções - Te vejo depois.

Elizabeth caminhou para fora da torre, deixando Snape sozinho no local.



Ainda naquela noite Elizabeth não conseguia dormir, ainda atormentada pelos mesmo pesadelos de anos. A professora tratou de se levantar e dar uma volta em Hogwarts, não cogitava a possibilidade de se perder, pois já se acostumará novamente com tantos corredores e salas.

Ainda de camisola, tratou de vestir um casaco por cima, se guiou pra fora de seu quarto e ainda nas masmorras pode notar uma certa movimentação no fim do corredor.

A professora se escondeu atrás de uma das colunas e observou as duas figuras que discutiam.

—Espero que estejamos entendidos Snape- a mulher reconheceu a voz gaga do professor Quirrell e após espiar um pouco e notar o turbante que o homem usava pode confirmar suas dúvidas.

-Estamos mais que entendidos - era a vez da voz de Snape ser ouvida.

—A professorinha pertence ao Lorde das Trevas - ele disse pausadamente - Então continue a se aproximar dela e ganhar sua confiança. Assim será mais fácil quando o Lorde a convocar.

Eles falavam dela.

Elizabeth sentiu cada centímetro de seu corpo gelar, ela sabia da infiltração de Severo como Comensal, mas não podia imaginar que ele a envolveria.

A mulher tratou de correr novamente para seu quarto com cuidado para não ser notada, tentou não chorar, em vão, pois fantasmas do passado voltaram para lhe assombrar. Assim que retornou, se deitou em sua cama em prantos, ela confiava nele, o único que ela confiava plenamente a havia traído.

—Blasio não se aproximará dela? - a conversa entre Snape e Quirrell continuava.

—Ele está proibido de se aproximar - o outro homem disse - Ordens do Lorde.

—Ótimo - Snape exclamou dando as costas ao homem e saindo.

Notas Finais


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