História A promessa dos 30 - Capítulo 2


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Categorias Christopher Uckermann, Dulce María
Personagens Christopher Uckermann, Dulce Maria
Tags Christopher, Dulce, Rbd, Rebelde, Vondy
Visualizações 32
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - A promessa


Fanfic / Fanfiction A promessa dos 30 - Capítulo 2 - A promessa

Segundo Capítulo:

Dulce María, Outubro, 2016

- Você foi ótima - disse Iliana recepcionando a amiga após seu belo discurso a respeito da riqueza da cultura mexicana, Dulce sempre teve sensibilidade de sobra para produzir discursos e sempre tocava diversas pessoas com suas palavras.

- Obrigada - disse sorrindo - Vou ficar no backstage um pouco mais antes de irmos para a plateia. - Afirmou já se encaminhando para trás do palco onde uma pequena multidão de celebridades e sub celebridades se amontoavam ao redor de mesas de frios, petiscos ou no bar montado nas laterais onde enchiam a cara e se preparavam para a festa que os aguardava após o evento, alguns poucos fotógrafos credenciados faziam parte do registro de todo o evento. Dulce pensou que não seria nada mal ir até o bar e tomar apenas um drinque antes de aguentar tudo o que a esperava pela frente. Cruzou o salão desviando-se de pessoas e conversas, sempre pedindo licença e se desculpando pela pressa com que passava - Um martini, por favor -disse sentando-se no bar e respirando pela primeira vez desde que chegara.

- Ora, ora - Dulce ouviu uma voz masculina dizer bem atrás de si, seria impossível não reconhecer esse tom levemente embriagado, sentiu-se congelar no banco, toda a tensão que sentia minutos atrás retornou com força total e foi preciso algum tempo para que criasse finalmente coragem para se virar e encarar aquele par de olhos castanhos que a encaravam do outro lado do bar.

- Christopher - disse limpando a garganta e fazendo o possível para parecer tranquila enquanto seu corpo se arrepiava dos pés a cabeça, sabia que se levantasse para ir até ele suas penas não iriam obdecê-la e cairia no chão, por sorte Christopher resolveu ele mesmo se aproximar, enquanto caminhava Dulce não podia deixar de se lembrar de tudo o que viveram juntos e de como era bom tê-lo ao seu lado todos os dias, como não se cansavam um do outro mesmo com a rotina que os obrigava a ficar juntos por meses seguidos sem se desgrudar. Seu corpo foi percorrido por mais um calafrio ao se lembrar de um dia, dentre tantos outros, em que estiveram juntos.

-

Dulce María, Dezembro, 2007

Dulce nunca havia se sentido tão empolgada em uma festa de Reveillon como naquele ano, parecia séculos desde que brigara com Christopher pela última vez e mais ainda desde a última conversa séria que teve com Pedro Damián onde, pela primeira vez na vida, ameaçou sair do grupo caso ele não parasse de se intrometer nos seus assuntos particulares. E, pela primeira vez na vida, ele pareceu querer de fato dar uma chance a ela e a Christopher, desde que os dois conseguissem manter tudo em segredo dos fãs e da impressa ele não iria fazer nada para impedir.

Hoje, último dia do ano, na casa que os seis alugaram em Cancún bem de frente para a praia onde Anahí se encarregou pessoalmente de que fosse servido de tudo do bom e do melhor, sobretudo no que diz respeito as bebidas, ela não poderia se sentir mais feliz. E levemente embriagada é claro. Haviam muitos convidados de que Dulce nunca ouviu falar mas todos concordaram com Anahí de que tudo o que vissem ali seria sigilo absoluto e, para todas essas pessoas, era melhor ficar ao lado da estrela Anahí mesmo que não pudessem dizer nada do que estar em qualquer outro lugar. Tinha que assumir que a amiga tinha um dom.

- Ei você - disse Christopher sentando-se ao seu lado na areia da praia - Faltam menos de cinco minutos para a virada do ano e vai mesmo ficar sentada aqui filosofando?

- Como sabe que estou filosofando? - retrucou Dulce fingindo-se de irritada.

- Eu te conheço muito bem meu amorzinho - respondeu passando a mão pela sua cintura e puxando-a para mais perto de si.

- Odeio quando me chama assim - respondeu Dulce sabendo que ele também estava embriagado.

- Mas vou continuar te chamando de meu amorzinho até que você pare de ser turrona e se case comigo de uma vez.

- Eu não me entregaria assim tão fácil pra você Uckermann - respondeu aproximando-se ainda mais dele.

- Daqui dois anos então? - Sabe que a banda não vai durar tanto assim, estaríamos livres para fugir pro exterior e viver uma vida tranquila e feliz, você ficaria em casa cozinhando pra mim e eu iria arrumar um emprego em um escritório ou algo assim.

- Eu não me casaria com um homem que acha que devo cozinhar pra ele - respondeu rindo.

- Eu cozinho então - disse assumindo um ar mais sério - Não me importaria, você arruma um emprego num escritório então.

- Eu ia preferir morrer.

- Eu sei que ia - disse passando a mão novamente pela sua cintura e depositando um beijo suave na base de seu pescoço, um gesto que ele já havia repetido centenas de vezes e mesmo assim ainda a deixava arrepiada e um pouco fora de si - Quando então?

- O que?

- Quando vai se casar comigo?

- Quando tivermos 30 anos -respondeu de forma brincalhona.

- Isso é uma promessa? - Christopher perguntou olhando em seus olhos.

- Se você me aguentar até lá ou se aguentar ficar solteiro aos 30, a gente se casa. - disse

- Não estou brincando, Dulce. Quero que me prometa o que acabou de dizer - disse Christopher sentando-se alguns centímetros mais longe dela na areia e encarando-a de forma séria, o que finalmente a fez perceber que não era mais um jogo.

- Eu prometo Christopher Uckermann, que se estivermos solteiros aos trinta anos de idade eu me caso com você, não importa em que lugar do mundo eu esteja, eu me caso com você - repetiu sentindo seus olhos ficarem marejados sem saber ao certo o porque de uma inocente brincadeira terminar com ela chorando - Agora você. - disse limpando os olhos.

- Eu prometo Dulce María Espinosa Saviñon que, se estivermos solteiros aos trinta anos de idade o que eu acho que você não vai estar pois não vou te soltar até lá, eu me caso com você, não importa em que lugar do mundo eu esteja, largo tudo e me caso com você porque eu te amo mais do que tudo, meu amorzinho - disse rindo com a provocação que fez.

Ao ouvir a risada em resposta e ver os pequenos olhos de Dulce cheios de lágrimas prestes a cair, Christopher sentiu seus olhos ficarem marejados também e para evitar que ela visse o quanto tudo isso era de fato importante pra ele, antes que ela percebesse qualquer outra emoção, ele se aproximou, segurou-a pelo pescoço passando a mão por seus cabelos e a puxou para si em um beijo desesperado mas cheio de sentimentos, Dulce só conseguiu entregar-se e retribuir o beijo na mesma medida. No instante seguinte fogos explodiram no céu, pessoas gritavam em todos os cantos enquanto se abraçavam e riam umas com as outras desejando votos de feliz anos novo, enquanto ali na areia aquele casal parecia alheio a tudo o que acontecia ao redor, fazendo com que o ano começasse da maneira como desejavam que todos os outros começassem: juntos.

Estranhamente, tanto Dulce quanto Christopher lembraram-se na manhã seguinte da promessa que haviam feito enquanto estavam na areia na noite anterior e decidiram, mesmo sem comunicar um ao outro, que aquela promessa era pra valer, que de fato iriam honrar as palavras que disseram na véspera.

-

Christopher, Outubro 2016

Nem mesmo ele saberia dizer de onde veio a coragem de cruzar o bar e ficar em pé, parado ao lado de Dulce enquanto ela estava naquele vestido, com aquele cabelo e aquele sorriso que o mataria aos poucos dia após dia apenas com a lembrança. Não saberia mesmo dizer tendo em vista que passara metade do discurso dela enfiando no bar, pedindo um drinque após o outro enquanto ouvia apenas o som da voz de Dulce ecoando pelos quatro cantos daquele evento, enquanto todas as pessoas ficavam paradas hipnotizadas por cada palavra  que ela dizia, ela tinha esse dom, ele não conseguiu se concentrar em uma única frase completa.

- Quanto tempo - ela disse limpando a garganta pela segunda vez.

- Pois é - respondeu - Embora nunca pareça ser o bastante - no momento em que disse aquelas palavras se arrependeu e, se pudesse, as teria puxado de volta, sabia que já havia sido duro demais com Dulce durante os anos que se passaram desde a separação definitiva, mas quando estava frente a frente com ela não podia evitar o ressentimento.

- Bom, sinto muito que a minha presença te cause desconforto mas se não percebeu é você que está esquentando minha bebida - respondeu ríspida virando para o outro lado.

- Pois vejam, alguém não acordou doce como sempre - disse Christopher dando uma risada.

- Não estou no clima pras suas provocações Uckermann, porque não vai procurar sua namorada e me deixa terminar meu drinque em paz? - da mesma forma, Dulce repreendeu-se assim que disse aquelas palavras, sabendo que estava magoando Christopher novamente, no fundo sabia ser merecedora de qualquer palavra ou frase de ódio que ele quisesse dirigir a ela mas sempre se pegava sendo impulsiva e retrucando.

- Acho que você não está por dentro das novidades, não deve ter lido as revistas e nem entrado no twitter já que aquelas traumadas estão malucas de vez.

- As traumadas que supostamente eu alimento, não é? - disse fulminando-o com o olhar.

- Você sabe que eu não tive culpa naquele tweet.

- Teve no momento em que deixou aquela rata comandar sua vida e suas redes sociais. Não sei como ela nunca me chamou de coisa pior por lá se fazendo passar por você.

- Olha, isso também eu não sei, adoraria que ela tivesse feito - disse Christopher tomando um gole de seu drinque e deixando o copo vazio na bancada enquanto sinalizava para o bartender que queria outro.

- Mas não parece esse o ponto - disse Dulce fazendo o mesmo e dando outro gole em sua bebida- O que tem a ver eu ler as revistas ou entrar no twittter? -disse fingindo não saber de nada.

- Eu e aquela rata terminamos - disse Christopher rindo e virando o copo de bebida deixado no balcão para ele. Ao perceber o adjetivo utilizado por ele Dulce também não pode evitar rir e por uma fração de segundo os dois se pegaram olhando um para o outro da forma que sempre fizeram: com carinho.

- Posso propor uma trégua? - Dulce disse por fim.

Christopher não respondeu, não estava preparado para que ela lhe dissesse isso, estava armado para lhe dizer coisas ruins, para esclarecer todos os pontos que ficaram em aberto e, até mesmo, para magoá-la na mesma medida com que ela havia lhe magoado. Mas nunca esteve preparado para uma trégua, por sorte sempre teve um raciocínio rápido e ficou surpreso ao perceber que esse era exatamente o melhor caminho para aquilo que queria fazer. Quando estava pronto para responder com seu melhor sorriso de bom moço, foram interrompidos por um fotógrafo.

- Dulce, Christopher, aqui por favor - disse - Uma pose?

Dulce ficou de pé e Christopher pôde sentir seu perfume bem ao seu lado, o que o fez instintivamente fechar os olhos por um segundo para absorver aquele cheiro, aquela sensação. Colocou seu braço ao redor da cintura de Dulce, os dois se olharam por um segundo onde o fotógrafo disparou o primeiro flash, os dois sabiam que no dia seguinte todas as traumadas iriam fazer o ressurgimento das "miradas calientes" somente com essa pequena foto dos dois se olhando, em seguida olharam para a câmera e abriram um largo sorriso.

- Isso é uma trégua - Christopher respondeu discretamente enquanto eram fotografados, sentiu Dulce prender a respiração e ficar tensa ao redor de seu braço que ainda se encontrava em sua cintura. Christopher não pôde evitar um pequeno sorriso, um sorriso completamente sincero ao perceber o efeito que ainda causava nela, mesmo tantos anos depois.

- Obrigada - disse o fotógrafo deixando-os a sós mais uma vez, Christopher relaxou o braço sentindo-se tentando a não fazer isso, queria permanecer com seu braço ali, queria que suas mãos estivesse presentes em outras partes do corpo de Dulce, precisava urgentemente relembrar a sensação de tocar aquele corpo macio, os dois se encararam mais uma vez, por um minuto a mais que o necessário antes de serem interrompidos novamente pelo empresário de Christopher.

- Ai está você - disse Mauro se aproximando enquanto Christopher e Dulce ainda se olhavam - Precisamos ir te promover por ai, vamos? - dessa vez estava parado bem ao lado de Christopher que continuava imóvel olhando Dulce.

- Você ainda vai estar aqui em Los Angeles amanhã? - perguntou Christopher ignorando o empresário e dirigindo-se a Dulce.

- Vou ficar por quatro dias, tenho umas entrevistas e tal - respondeu.

- Ótimo, ela trabalha - respondeu Mauro segurando o braço de Christopher - Agora podemos ir fazer o mesmo?

- A gente se vê? - Perguntou Christopher ainda ignorando Mauro.

- Claro - respondeu Dulce nervosamente, quando foi que os dois voltaram a ficar nervosos na presença um do outro? Só se lembrava de sentir-se assim no início das gravações de Rebelde quando Dulce ainda estava com Poncho e fingia não sentir nada quando gravavam cenas de beijos, Christopher odiava sentir-se assim de novo perto dela.

Ele se aproximou e passou as mãos pelo cabelo de Dulce até chegar ao seu pescoço, fazendo-a não somente ficar arrepiada e com as pernas fracas, mas também lembrar-se daquela noite em especial, na virada do ano quando ele fez o mesmo gesto após os dois terem prometido. Será que se lembrava da promessa que haviam feito anos atrás?

- Até amanhã então - ele disse em seu ouvido enquanto ainda estava com a mão em seu pescoço, Christopher fechou os olhos e inspirou novamente aquele perfume, tomando coragem para tudo o que ainda estava por vir.



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