História A Prometida - Tom and Hermione - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Fenrir Greyback, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Rabastan Lestrange, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Scorpius Malfoy, Theodore Nott, Tom Riddle Jr., Vincent Crabbe
Tags Harry Potter
Visualizações 61
Palavras 2.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pela demora, espero que gostem!! Até semana que vem!

Capítulo 6 - Uma Lady


Hermione abriu os olhos preguiçosamente, fechando-os rapidamente quando a luminosidade vinda da única janela do grande cômodo incomodou sua visão, tentou se espreguiçar, mas seu corpo reclamou de dor, o triangulo no meio de suas pernas parecia doer mais que qualquer outra coisa, resmungou baixo, incomodada com aquela dor. Tentou abrir os olhos novamente, dessa vez esperando para que sua visão se acostumasse com a claridade vinda do quarto, amava o sol e a paz que ele trazia consigo, mas naquela manhã era como se fosse incapaz de aceita-lo sobre si. A primeira coisa que percebera fora que estava sozinha naquela imensa e fria cama, agradeceu em seu íntimo por isso não conseguiria se levantar tendo-o do seu lado, não naquela situação constrangedora, não depois de tudo que ocorrera naquela noite.

Sentou-se na cama, puxando o lençol negro consigo, tapando a nudez de seu corpo, passando rapidamente seus olhos pelo amplo cômodo não havia nem sinal dele por ali estava completamente sozinha como rezou para estar quando o dia amanhece-se.

Impressionou-se com a bandeja de café da manha posta no outro canto da cama, longe de onde seu corpo estava. Não precisava de um bilhete e nem nada do gênero para saber que fora ele quem levara aquela bandeja até lá, ou quem mandara levar, as duas rosas uma vermelha e outra negra postas no pequeno jarro de cristal que continha água já lhe dava a certeza de que havia sido ele. Não se comoveria com aquele gesto, fora a mensagem que mandara para seu coração, não era um ato romântico, um pedido de desculpas pela noite anterior, não.

Não queria comer, não estava com fome, seu corpo parecia renegar a comida, ou talvez fosse a sua mente que se negava a aquele gesto ele não era um cavaleiro não sobre quatro paredes, ele não era um príncipe das histórias que costumava ouvir, ele não era o amor da sua vida, ele não era.

Levantou-se da cama sentindo suas dores piorarem cada vez mais, suas pernas latejavam, fracas, sua intimidade tinha uma dor que a incomodava, seu quadril também doía. Fechou os olhos levemente e respirou fundo ao olhar a mancha de sangue no único lençol branco da cama. Esperou poucos segundos antes de voltar a andar, os passos mais lentos do que gostaria, tentando se acostumar com a dor. Assustou-se ao encontrar uma grande cobra próxima a lareira do quarto, enrolada a mesma parecia dormir, só parecia já que com sua aproximidade erguera a cabeça. O que aquela cobra estaria fazendo ali, o que era aquela cobra. Ela não a atacou, o que lhe deixara ainda mais confusa e assustada. A passos rápidos e temerosos entrara na porta mais próxima, tinha conhecimento que na outra seria o banheiro, mas não passaria enfrente aquela cobra.

A porta em que entrara a levava para um lugar que não havia entrado antes, se parecia com um grande quarto, que estaria vazio se não fosse os tantos armários embutidos em todas as paredes do cômodo, do começo ao fim, tão grandes e escuros, a poltrona no meio do chão coberto inteiramente por um carpete.

Curiosa fora até aqueles tantos armários, sabia que poderia se assustar assim como se assustara com a cobra naquele quarto, mas sua curiosidade conseguia ser incrivelmente maior. Diferente do que pensara, não se assustou, ao abrir uma das tantas portas do imenso armário, deparou-se com tecidos, roupas em diferentes tons, mas ainda sim tons escuros, eram vestidos, longos vestidos que estavam longe de ser simples. Então aquilo era o que seu pai lhe disse, não terá que levar nada, lá você terá tudo novo, roupas e joias dignas de uma Lady.

Tentou buscar uma peça simples, a mais simples possível para simplesmente ir em busca de alguém naquela mansão, para que alguém pudesse lhe responder o que era aquela cobra nos aposentos e onde estaria a sua varinha.

Fora procurando sem rumo que encontrara uma parte que fizera suas bochechas corarem fortemente, eram camisolas, de diferentes tipos e tamanhos, todas da cor verde escuro e preta, os diversos tecidos, uns tão vulgares, outros nem tanto. Pegou o primeiro robe sem aberturas ou transparências que vira pela frente, o longo robe preto de seda que possuía as mangas também longas.

Deixara o quarto o mais rápido que conseguira, fugindo daquela estranha e invasora cobra. Sem rumo algum andava pelos tantos corredores. Aquele lugar era imenso, mal sabia onde estava, mal sabia onde sairia. Descera a primeira escada que encontrou, se não havia uma alma se quer nos andares de cima, teria alguém lá embaixo.

Foram mais dois lances de escada para que finalmente pudesse encontrar a longa escadaria que daria lá embaixo. Daquela parte da mansão que mais se parecia um exagerado e sombrio castelo, ela se lembrava.

- Minha Lady – a fina voz repentina a fizera pular assustada.

Virou-se a procura da voz que soara em suas costas, deparando-se com a pequena elfa magra e encolhida, ela lhe lembrava tanto de Uili, aqueles grandes olhos eram tristes e sem brilho.

- Me desculpe, minha Lady, Nala não queria, não queria assustar sua Lady, não queria – falava a elfa desesperada, como se temesse ser castiga.

- Está tudo bem – tentou acalmá-la – Calma, está tudo bem.

- Me desculpe, minha Lady...

- Não precisa se desculpar – falou carinhosa – Eu não vou machucar você, está tudo bem.

- Nala não deveria ter falado, teria que ter esperado minha Lady me ver, assim não assustaria – dizia a elfa como se estivesse brava consigo mesma.

- Nala, fique calma – pediu com a voz doce e o mais acolhedora que podia.

- Minha Lady deseja algo? – perguntou a elfa curvada.

- Eu só queria saber o que aquela cobra está fazendo nos aposentos em que estava – contou Hermione.

- É Nagini, minha Lady, a cobra de meu Lord – respondeu a elfa, ainda curvada, sem olhar no rosto de Hermione.

- E onde seu Lord foi? – perguntou curiosa.

- Nala não sabe, minha Lady, meu Lord não disse nada ao sair, só disse que voltaria para o almoço – a elfa lhe disse tudo que sabia, ou ao menos o que podia contar.

- E você saberia dizer-me onde está minha varinha ? Sei que a trouxeram para cá no dia do casamento.

- Nala não sabe – repetiu a elfa – Mas Nala acha que está com meu Lord.

- Obrigada, Nala – agradeceu, incomodada pela elfa não olhá-la.

- Deseja mais alguma coisa, Minha Lady?

- Eu... Eu preciso de alguma poção para a dor – disse envergonhada.

- Desculpe, Minha Lady, mas Nala não tem permissão de entrar no lugar onde meu Lord guarda as poções, se Nala entrar será castigada – disse a elfa com a voz falha e assustada.

- Tudo bem, eu... Vou dar um jeito – disse sorrindo, Nala era como Uili, quando não conseguia fazer algo que alguém lhe pedia, sentia-se chateada e sem utilidades.

- Por que a Senhora ainda não está pronta, Minha Lady? – a elfa pareceu mudar de assunto, apressada ao perceber a roupa que a moça usava.

- Pronta? – perguntou confusa – Pronta pra que?

- Para o almoço, Minha Lady – respondeu a elfa – Meu Lord gosta de fazer as refeições a mesa todos os dias, e ele exige que a Senhora esteja lá, apresentável.

- Eu...

- A Senhora precisa se arrumar, o Lord já vai chegar – dizia a elfa desesperada puxando a moça escadas acima.

- Mas Nala, eu não encontrei minha varinha e preciso de um banho, não tenho como prepará-lo – disse apressada.

- Nala prepara pra Senhora, Nala prepara.

Hermione se sentia incomodada no vestido em que Nala separara para que ela colocasse, era luxuoso de mais para um simples almoço, era de mais para um simples dia, o longo vestido negro de alcinhas possuía varias pedrinhas por todo seu tecido as pedrinhas emitiam um brilho que não deveria ser usado durante o dia, a peça era colada ao corpo marcando sua delicada e fina cintura, a faixa preta em sua cintura dava delicadeza, a transparência em sua saia deixava suas pernas amostra, parecia ser um tanto glamoroso de mais para a simples ocasião. Seus cabelos que estavam sendo penteados por Nala ficariam soltos sobre suas costas, o sapato de salto alto fora obrigatório, uma coisa tão inútil para Hermione.

Fora durante o banho, quando se livrou do robe de seda que observara a marca feita em suas costas, próxima ao ombro esquerdo, a rosa vermelha sem espinhos parecia estar entrelaçada com uma rosa negra cheia de espinhos e havia uma cobra que passeava pelos cabos das rosas, era quase impossível não se lembrar das duas rosas que ele lhe dera no café da manhã. Ele havia a marcado, como a mulher dele, diferente da marca negra que seu pai e ele mesmo carregava no braço esquerdo, a marca de Voldemort.

- Você está linda – elogiou a elfa, tirando-a de seus pensamentos amargurados e raivosos.

- Vestida até demais para um simples almoço – disse Hermione inconformada.

- O Lord exige que você se vista assim, minha Lady – contou a elfa.

- Tudo bem – concordou Hermione respirando fundo.

- Nala tem que descer, minha Lady – disse a elfa descendo do banquinho em que estava em pé para pentear os cabelos da moça – Meu Lord já chegara, tenho que servir o almoço– explicou-se a elfa - Não demore a descer, minha Lady, o Lord não permite atrasos.

- Eu já vou – garantiu a castanha – Pode deixar.

Curvando-se antes de desaparecer em um alto pup a elfa sumiu dos aposentos de seu Lord e sua Lady. Hermione respirou fundo olhando-se fixamente no espelho antes de se levantar, a postura séria e comportada, o queixo levemente levantado, se ele queria que ela tivesse uma postura de uma Lady, ela teria.

Descera as escadas com calma, sem presa alguma mesmo sabendo que ele poderia castigá-la por um possível atraso. Já sabia o caminho em direção a mesa de jantar, Nala lhe levara até lá naquele dia.

Pelo tamanho daquela mansão que ainda mal havia visto por fora, percebera que demorara mais do que deveria ao chegar na sala de estar, onde o marido a encarava com se esperasse sua chegada. Tentou não olhá-lo, mas se desviasse os olhos ele poderia achar que ela estava o evitando ou o desafiando, e lhe seria mais um castigo.

Ele se levantou de sua cadeira, assustando-a a ponto de fazê-la diminuir o numero de passos, temendo que ele fizesse algo, mas tudo que ele fez fora lhe puxar a cadeira para que pudesse se sentar, como um cavaleiro que se mostrara ser. Olhou-o de relance antes de abaixar a cabeça e se sentar na cadeira que fora puxada, vendo-o ajeitá-la antes de se sentar em sua cadeira ao seu lado, a cadeira da ponta.

Não conseguiria olhá-lo nos olhos, não naquele dia, em tão procurou olhar para outro lugar lhe sobrando apenas a mesa cheia de diversos pratos diferentes, achara aquilo um desperdício, tanta comida somente para os dois, era como seu pai, gostava de abundancia, mas não se preocupava com nada e nem ninguém que realmente precisasse.

- Tem pensamentos bondosos de mais, Minha Senhora – as palavras ditas por ele a assustara, havia se esquecido completamente de que o marido tinha o livre controle de sua mente por ordem dele, não podia ter aqueles pensamentos, não perto dele – Aqui nós não somos bondosos com ninguém que não seja os nossos.

- Meu Lord – abaixara a cabeça, mostrando que concordara com ele, mesmo dentro de seu íntimo não concordando.

- Nala me disse que fizera algumas perguntas essa manhã – começou ele fazendo-a prestar atenção, mesmo que ainda não o olhasse.

- Eu só gostaria de saber onde está minha varinha, Meu Lord – explicou-se ainda de cabeça baixa.

Ele tirara algo do bolso de suas vestes negras, colocando a varinha sobre a mesa, próximo a ela, Hermione olhou para sua varinha, mas não ousou pega-la não sabia se poderia.

- Eu estava com ela – começou ele olhando-a por mais que ela não o olhasse, observando cada reação da moça.

- Se me permite perguntar – falou com a voz baixa – Para que, Meu Lord?

- Para o casamento é necessário entrelaçar as varinhas só assim você realmente terá o meu sobrenome – disse ele olhando-a em um arquear de sobrancelhas.

- Eu sei, Meu Lord – falou temendo ser castigada por aquilo – Mas isso fora feito ontem, não hoje.

- É realmente muito inteligente, Minha Senhora – disse ele fazendo-a se envergonhar – Eu farei bom proveito disso – contou ele sorrindo de lado – Sua varinha estava comigo esta manhã porque fui grampeá-la.

Hermione levantou o rosto, assustada, os olhos arregalados mostravam seu espanto. É claro que sabia o que aquilo significava.

- Mas não a motivo algum para se preocupar ou temer por isso, minha Senhora – falou Tom observando o desespero da mulher ao seu lado – Nós dois sabemos que você não fará nada que não deve não é mesmo?

- Senhor – sussurrou assustada.

- Mas se fizer, eu saberei – disse ele com seriedade – Cada feitiço que fará eu saberei.

- Eu não farei nada que o zangue, Meu Lord – garantiu, ainda assustada.

- Eu sei que não fará – disse o homem com a voz seca – Porque se fizer, Minha Senhora, será punida e eu não sou piedoso.

Hermione engoliu em seco, olhando naqueles olhos azuis acinzentados tão malignos, ele não tinha brilho algum de alegria naqueles olhos, o brilho que emanava de lá era o brilho do ódio e da raiva.

- Você precisa saber de algumas regras, que são especificamente impostas a você – dizia ele com seriedade enquanto se servia de um dos assados que havia na mesa – A primeira coisa que devo especificar a você, os comensais da morte, não são amigos, não são nada, só são servos, a função deles é servir a mim e mostrar clemência a você. Não a quero conversando com nenhum dos meus servos, principalmente homens, longe de mim, me entendeu bem? Não quero que nem se quer dirija a palavra a um deles.

- Sim, Meu Lord – concordou – Eu não farei.

- Eu realmente espero que não, terá conseqüências a cada vez que me desobedecer – contou ele amargo.

- Sim, senhor.

- Está se saindo bem em comportamento, até então fizera tudo corretamente, é obediente – disse ele - Eu já lhe disse que não aceito uma mulher frigida em minha cama, mas pelo que vi não terei problemas sobre isso – aquilo fizera Hermione corar fortemente – Pedira uma poção para tirar a dor á Nala hoje pela manhã, posso providenciar tais poções, mas nenhuma poção contraceptiva, eu já lhe disse quero o meu herdeiro o mais breve possível.

Envergonhada como estava era impossível olhá-lo, encarava o prato de verduras a sua frente, seu estomago parecia não aceitar nada daquilo.

- Nala também me disse que não tomou o desjejum– disse ele, parecendo ter lido sua mente, havia o sentido entrar – Eu não quero uma mulher doente ao meu lado, Minha Senhora, então sugiro que coma. Terá uma dieta especifica e não comera nada que não esteja nesta dieta, para o bem de seu corpo, de sua aparência e para o meu prazer.

Fechara fortemente os olhos, abaixando mais a cabeça para que seus cabelos cobrissem seu rosto avermelhado.

- Eu não permito que saía daqui, de dentro de casa sem minha permissão – disse ele, vendo-a inconformada com aquilo a ponto de esquecer as bochechas avermelhadas e olhá-lo novamente.

- Mas, meu Lord...

- Não permito que saía daqui! – disse sério, colocando um ponto final nas objeções dela – Pode até dar uma volta pelo jardim, estando sobre vigia de alguns de meus servos, mas não deve sair dessa propriedade, se sair sem permissão eu saberei.

Aquilo era uma das coisas que Hermione temia, ficar trancada, aprisionada ali dentro para sempre, como ficara sua infância e sua adolescência. Nada havia mudado, só piorado.

- Imagino que você não tenha pensado em trabalhar – disse ele indiferente – Porque se pensou, é mais tola e ingênua do que pensei, uma Riddle não trabalha, uma Lady não trabalha, sua função é ficar aqui dentro, sua obrigação é servir a seu marido e aos herdeiros. Não fará nada que não seja isso por toda sua vida.

Tentou esconder o incomodo e a raiva, mas era impossível não pensar naquilo, seria a prisioneira dele, o objeto dele. Seu pai tinha razão era só uma maldita mulher, que deve cumprir as ordens de seu marido e ser usada por ele.

- E sobre isso – disse ele olhando-a – É o que deve fazer, Minha Lady, obedecer o seu marido, obedecer a mim em tudo que eu ordenar – exigiu ele – Você é uma Lady agora, minha Lady, então deve se comportar como tal.

- Sim, Meu Lord – sentia-se tão submissa a ele, a aquele homem que tanto a assustava.



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