História A Proposta - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias High School of The Dead
Tags Apocalipse, Drama, Hentai, Hotd, Kouta, Rei, Romance, Saeko, Saya, Shizuka, Suspense, Takashi, Terror, Zumbi
Exibições 11
Palavras 1.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, espero que estejam gostando da historia (apesar de muitos poucos estarem acompanhando.) Gostaria que indicassem a Fanfic a seus amigos que goste do tema de zumbis, prometo que vai ter muita ação aqui ainda. :D

Curtam o segundo Capítulo.

Capítulo 2 - Instintos Aguçados Através do Medo


Fanfic / Fanfiction A Proposta - Capítulo 2 - Instintos Aguçados Através do Medo

Minutos depois de se separarem, Saeko andou tranquila por entre os carros abandonados, alguns em boas condições, já outros irreparáveis. Não perdia seu tempo olhando para qualquer um, mas sempre que algo lhe interessava, parava e olhava atentamente.

− Isso é realmente raro, não é todo dia que se encontra uma bolsa cheia de dinheiro como essa. – comenta com surpresa ao abrir uma bolsa e encontrar uma grande quantidade de notas de altos valores. – Antes do ataque essa bolsa com certeza seria bastante cobiçada, mas hoje em dia o dinheiro não passa de papel que usamos para iniciar uma fogueira e nos aquecermos nas noites frias. – completa seu comentário isolado.

Vendo aquilo como algo útil para as próximas noites, decidiu pegá-la. Continuou mexendo no veículo procurando por mais algumas coisas para eles, mas encontrou apenas algumas garrafas pets e um ursinho de pelúcia coberto de poeira e com parte da orelha direita rasgada. Estranhamente, aquele pequeno brinquedo a levou até sua infância, sua paixão escondida por pelúcias era algo peculiar que ninguém sabia, exceto sua falecida mãe e desaparecido pai.

Recobrando sua consciência e deixando a nostalgia de lado, largou a pelúcia. Continuou andando, olhando para os lados atenta, procurando qualquer coisa que pudesse ser de seu interesse.

− Antes esta cidade costumava ser tão barulhenta, e hoje se transformou em um mar de silêncio. Tenho certeza de que poderia ouvir os gritos da minha alma se ficasse quieta. – sussurra, diminuindo cada vez mais a velocidade de seus passos até repousar no limite estipulado por ela mesma. – Acho que devo retornar, não mais nada por aqui. – pensa, virando-se para o lado oposto e movendo seus pés, iniciando uma caminhada.

Depois de alguns passos, se distanciando cerca de alguns metros, sente um calafrio percorrer sua espinha. Mesmo sendo um tanto anormal, ela também se arrepiava de medo, outro fato que poucas pessoas conheciam. Para ser mais exato, Takashi era o único que já tinha presenciado o medo na face dela.

O que foi esse calafrio de agora? Não era para eu estar com medo, afinal não existe zumbi algum que possa chegar aqui em tão pouco tempo, considerando a nossa distância. – pensa, olhando assustada para todos os lados.

Com o tempo que se passou, Saeko começou a sentir o medo de morrer. Depois de sua aproximação com o Takashi, tudo o que ela menos queria no momento era dizer adeus a ele, ainda tinham muito que aproveitar e pela primeira vez na sua vida sentiu vontade de formar uma família. Entretanto, antes precisava encontrar a paz junto com o único homem que conseguiu fazer seu coração de pedra amolecer novamente.

− QUEM ESTÁ AÍ?! – grita, virando-se rapidamente com sua katana já sendo desembainhada.

− Opa... Cuidado com isso, não queremos nenhum desastre nesse momento. Certo?! – comenta sorrindo, segurando o punho da katana antes da ponta da lâmina terminar de sair da bainha.

− Ta-takashi! – exclama com os olhos arregalados, sentindo a aproximação do moreno um pouco além do comum. – Sin-sinto muito. Não sei o que deu em mim, algo me deixou inquieta e do nada senti uma presença atrás de mim e não... – choraminga, envergonha por causa do que fez, sendo interrompida pelo moreno que a puxa pela cintura aproximando-a de seu corpo.

− Não se preocupe. Não importa quanto você se sinta assustada, ou o que te deixe com medo. Estarei sempre aqui para te proteger. – diz sorrindo de canto e soltando-a.

Saeko com os olhos arregalados, desta vez de surpresa, desvia seu olhar dele e vira-se de costas, voltando à lâmina para dentro da bainha. Retirando alguns fios de cabelos que caíram em seu rosto e coloca-os atrás da orelha, sorri de canto discretamente, para que ele não notasse.

[...]

− Está confortável? – pergunta para Saeko, enquanto joga um cobertor em cima das pernas deles dois.

− Sim, muito obrigada. – concorda, sorrindo e encostando-se ao estofado do banco de trás do carro. – Mas você acha que devemos passar a noite aqui? Digo, não é arriscado que sejamos surpreendidos por alguns zumbis? – murmura, olhando para fora desconfortável com essa possibilidade.

− Eles são atraídos por barulho. Se ficarmos quietos e em silêncio nada de ruim vai acontecer, só precisamos fechar os olhos e dormir. – responde, virando com carinho o rosto dela para a direção do seu.

Saeko fecha seus olhos e fica assim por alguns minutos, pensando enquanto tentava inutilmente dormir. O sono já estava nela mais não conseguia deixá-lo dominar seu corpo.

Percebendo que seria inútil, ela abre parcialmente seus olhos e olha para Takashi.

− Por que você escolheu ficar comigo? – pergunta, olhando para os lábios entre abertos do moreno.

− Não escolhi ninguém. Só fiz o que meu coração achou mais sensato em fazer naquele momento. Sabia que você não conseguia ser aberta com os outros, mesmo respeitando e gostando deles é notável que só consiga ser tão aberta assim comigo. – responde, abrindo seus olhos lentamente e olhando para Saeko.

Os dois permaneceram se encarando por alguns minutos, esses minutos pareciam inacabáveis e isso era o que ambos queriam. Mesmo escondendo muito bem um do outro, eles mantinham fortes sentimentos em seus corações.

Percebendo que Saeko começa a respirar mais forte e seus olhos tremiam arregalados. Takashi tem a certeza de que os zumbis haviam chegado até eles, mas se permanecessem em silêncio e quietos, não seriam percebidos.

− Não faça movimentos bruscos. Fique em silêncio e vamos ficar a salvos. – sussurra, abraçando Saeko, fazendo-a fixar seus olhos nele.

− Takashi-san, e-e-eu na-não consigo. – murmura, tentando segurar a tremedeira em seu corpo.

Takashi lembrava-se muito bem do motivo dela ter ficado dessa maneira; um trauma há pouco mais de quatro meses, suficiente para transformar a mais forte do grupo em uma menina assustada, outro motivo pelo qual não podia deixá-la sozinha com outra pessoa.

− Estou aqui com você. – diz, aproximando seu rosto com o dela, encostando suas testas.

Saeko sentia o calor do hálito dele em seu rosto aquele calor na ponta do seu nariz e em seus lábios foi suficiente para que ela parasse de tremer. Contudo, seu medo ainda não havia passado.

Porcaria, se isso continuar... – pensa, olhando para todos os vidros que tinha visão. – Eles não enxergam, apenas ouvem. Preciso fazê-la dormir, só assim ela vai ficar calma. – completa seu pensamento, olhando para Saeko ainda assustada.

Ao redor do veículo já começava a aparecer uma grande quantidade de zumbis, mas todos passavam sem se importar, mesmo com seus instintos aguçados durante a noite por qualquer mínimo barulho, eles seriam apenas animais atrás de uma nova pressa.

− Saeko, feche seus olhos e durma. – diz, com uma voz suave e tranquila.

− Ma-mas e você? Você vai dormir também? – pergunta, começando a sentir a força de o sono cair sobre ela.

− Saeko. – sussurra, sem dizer mais nada, sorrindo logo depois.

Saeko, ainda com medo e inquieta, fechou seus olhos e apertou com força as costas do moreno. A escuridão começava a tomar conta de sua mente e quanto menos esperava retorna há alguns meses atrás.

Sonho On

− TAKASHI-SAN! – grita, vendo aquele que a protegeu mais uma vez, agora caído ao chão e sem chances de sair vivo.

− SAEKO, SAIA DAQUI! VOLTE COM TODOS E VÁ PARA ALGUM LUGAR SEGURO. – berra de volta, arrastando-se até uma parede e se apoiando lá.

Saeko, mesmo sem querer, foi arrastada ate o veículo onde os outros estavam. Sua última visão foi a de vários zumbis aproximando-se de Takashi, não ouviu grito nenhum e nem mesmo tiros, os vidros escuros do carro a impediram de ver qualquer coisa e assim todos fugiram, deixando o líder deles para trás, a pedido do próprio.

Sonho Off

Depois de algumas cenas das quais queria se esquecer, acordou assustada. Saeko, ofegante, arregalou seus olhos e o suor escorria em sua face, sua boca estava seca e entreaberta. Ela olha para o lado e vê Takashi observando pelos vidros para o lado de fora, só então percebeu que o dia já estava amanhecendo.

− Eles são muitos. – diz, percebendo o despertar da Saeko.

− O que faremos então? – pergunta, movendo-se até ficar ao lado dele e conseguir ver a situação do lado de fora.

− Primeiro preciso da minha moto, entretanto aqueles três ali podem me trazer problemas. – sussurra apontando para a direita, um pouco a frente de onde estavam.

Não posso ficar com medo em momentos assim, por minha causa, naquele dia, naquele maldito dia... – pensa, olhando para a face de Takashi. – Poderia ter sido a última vez que teria o visto, não posso fraquejar, não enquanto a minha lâmina for necessária para a sobrevivência dele. – completa seu pensamento, olhando para baixo e agarrando sua katana pela bainha.

Takashi olha para Saeko e nota alguma coisa diferente nela. Seria possível alguém perder o medo em apenas uma noite não, isso não era possível.

– Takashi! – exclama, usando seu polegar direito para desembainhar alguns centímetros da sua lâmina. – Eu ainda estou com medo, mas resolvi que através deste medo voltarei a ser forte, consegui entender que sempre lutei por medo, medo de morrer e não poder sentir esse calor que sinto em meu coração. Agora luto por medo de perder este calor, não deixarei você morrer e não morrerei neste lugar. – diz, olhando para os três zumbis dos quais ele comentou.

– Saeko-san. – sussurra, impressionado com aquilo.

– Cuidarei dos três zumbis ao lado, enquanto isso você vai até sua moto e sairemos daqui. – comenta, abrindo a porta do veículo.

– Saeko-san, acabe com eles! – fala sorrindo, feliz por vê-la animada novamente depois de tanto tempo.

Deixando o veículo, Saeko ficou em pé ao lado do e, mesmo com os olhos fechados, levou sua mão esquerda ao punho da bainha em sua cintura ao lado direito, em seu ouvido um leve grunhido foi detectado. Ao abrir os olhos logo avista os três zumbis vindo em sua direção.

Franzindo o cenho e cerrando os dentes, arrancou com força a katana da bainha e correu na direção dos seus oponentes. Com dois balançares de mão, jogou a lâmina para a esquerda e em seguida para a direita, olhou para o horizonte onde o sol nascia enquanto atrás de si os três zumbis perdiam metade de suas cabeças.

– Ei, Saeko. Vamos? – pergunta, montado em sua moto e aguardando a morena.

– Sim. – diz sorrindo, colocando novamente a lâmina para dentro da bainha.


Notas Finais


Pois bem, desculpem pela demora. Mais esse foi o capítulo e espero que tenham curtido, continuem seguindo e indiquem, por favor, se puderem. :D


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