História A Proposta - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek, Chefe, Comedia
Exibições 43
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieee!! Hoje venho com mais um capítulo de A Proposta. Ahhh! Eu não betei por preguiça e a Lorena não se prontificou a essa ação solidaria, então relevem os errinhos e eu arrumarei quando estiver tempo. Espero que gostem. Boa Leituraaa!~ <3

Capítulo 3 - Confusões


 

 

— Você prestou atenção em tudo que eu falei, certo? — perguntou, me fazendo assentir. — Então repita.

— Não falar gírias, palavras e nem coisas que o Baekhyun diria.

— E andar e sentar normalmente e não como se fosse um animal no cio, ou como você costuma fazer.

— Muito engraçadinho, BaekBeom. — Revirei os olhos.

— É a pura realidade. — O desgraçado riu. — Ok. Agora sem brincadeiras, você tem que manter o olho no olho, para soar confiante. Quando ela pedir para falar sobre você, fale coisas positivas e boas, mesmo que elas sejam poucas...

— Você realmente não está me ajudando, seu inútil! — exclamei, irritado com á serie de ofensas e piadinhas desferidas. — Que saco, BaekBeom! Eu realmente estou tentando mudar e quero dar o meu máximo nessa entrevista.

— Tá, tá. Desculpa. — Suspirou. — Eu falei tudo isso, mas, no fim, só seja você mesmo. Ou pelo menos o lado consciente que existe em você. Eu acredito no seu potencial e você também precisa acreditar.

Não foram as palavras mais carinhosas que ele poderia ter dito, mas eu assumo que fiquei feliz em ver que ele realmente se preocupava em me ajudar.

— Eu vou.

Aquelas palavras foram mais para meu “eu interior” do que para ele. Soltando um suspiro e depois puxando todo o ar novamente, eu abri a porta do carro e sai.

—Baekhyun...

— Hm?

— Boa sorte!  — desejou, enquanto esticava a mão para fora do carro. Eu pensei que seria mais uma de suas gracinhas, mas então eu vi que ele segurava um chiclete de menta. Eu assenti e sorri, pegando o doce em seguida. — Lembre-se de jogar fora antes de entrar na sala.

— Certo.

Já estava preparado para caminhar pra dentro do grande prédio, mas o assobio do meu irmão me fez virar novamente.

— Eu confio em você.

E foram com aquelas palavras que eu senti uma energia passar por todo meu corpo. Minhas pernas já não tremiam mais, o suor em minhas mãos já não me incomodavam mais. Eu estava confiante, pela primeira vez naquele dia, por incrível que pareça. Despedi-me brevemente de BaekBeom e segui para dentro do prédio.

Eu trabalharia na Park Marketing Inc.

 

(...)

 

Eu não conseguiria aquela vaga. A mulher loira e de decote extremamente chamativo já analisava meu currículo por uns bons minutos, mas sua expressão de surpresa era evidente de que tinha algo muito errado, pois de surpreende não tinha nada, e eu, infelizmente, tenho que concordar com isso.

— Aqui não consta nenhum curso profissionalizante, Sr. Byun.

— Eu realmente nunca fiz um — respondi, me afundando na cadeira quando escutei a risada anasalada. Certamente ela deve estar rindo da minha incompetência.

— Bom, seu currículo está bem precário. — Ela então largou meu currículo e anotou algo no computador em sua frente. — Mas alguma coisa que gostaria de acrescentar, Sr. Byun?

— É... Não.

Eu devia ter falado algo, mas, sinceramente, já estava a mais de meia hora naquela sala e tudo que vi foi a expressão de deboche na cara daquela mulher. Havia uma diferença extraordinária em nossos diálogos, expressões e atitudes. Tudo nela soava tão profissional, e em mim, bom, eu era Byun Baekhyun, o que meu irmão alertou que eu deveria não ser.

Chegado a esse ponto, eu realmente comecei a entender o que BaekBeom quis me dizer. Ele não estava me chamando de incompetente apenas, ele estava falando o óbvio. Quem sou eu perto daquelas pessoas que trabalhavam ali, do meu irmão, daquela mulher? Eu era apenas um jovem que saiu do colegial e não fez nada da vida. Ali não era lugar para mim, com certeza.

— Bom, então foi isso, Sr. Byun. Nós entraremos em contato.

A voz doce e gentil da mulher me fez sair da minha crise existencial interna, me fazendo a olhar com o claro tedio, que estava estampado em minha face. Ok, eu devia continuar apresentável, mas eu realmente nem sei se havia conseguido fazer pelo menos isso.

— É... Obrigada. E-eu posso ir?

O riso anasalado dela novamente me fez querer cavar um buraco até minha cama.

— Claro. — Ela então se levantou, acompanhando-me até a porta. — Nós veremos em breve, Sr. Byun.

— Ah, claro.

Me segurei para não revirar os olhos com as palavras falsas desferidas pela mulher.

— Tenha um bom dia, Sr. Byun — desejou.

— Igualmente.

Foram apenas 5 segundos para que eu saísse correndo até o elevador, não me importando em parecer um louco correndo pelo escritório cheio de pessoas. Aliás, eu nunca mais veria aqueles rostos mesmos. Adentrei no elevador e comecei a afundar o botão do térreo ao ver que a porta não fechava, e que todos ainda continuavam a me encarar como se fosse um louco.

— Fecha logo, merda!  — exclamei, irritado.

— Apenas uma vez é necessário.

Assustei-me ao sentir alguém segurar minha mão, fazendo-me rapidamente olhar para o individuo, me preparando para xingar seja lá quem fosse.

Mas a minha voz pareceu sumir assim como eu por inteiro ao encarar aquela figura alta com cabelos escuros penteados em um topete, e um sorriso totalmente alinhado e branco, estilo aqueles de modelos de capa de revista. Não só seu sorriso parecia vir de um modelo de capa de revista, mas também aquele terno slim fit escuro, que o deixava impressionante formal e bonito, coisa que eu nunca ficaria vestindo um terno daqueles. Na verdade eu realmente duvido que um dia eu possa usar o terno daquele, pois, sinceramente, eu não consigo nem pagar uma conta de luz, quem dirá aquele terno que parece mais bonito que eu por inteiro. Mentira, eu sou muito bonito, mas estava fazendo a vítima, confesso.

— Está tudo bem?

Eu literalmente quis cavar um buraco ao perceber o quão idiota estava sendo. Sinceramente, eu realmente preciso seguir os conselhos de LuHan e voltar a dar, pois eu já estava parecendo um adolescente apaixonado por estar tanto tempo encarando aquela silhueta em minha frente.

— S-sim. Digo, ótimo! Eu estou ótimo.

— Então tá. — O homem riu, soltando o meu pulso e então adentrando no elevador.

De fato a porta realmente fechou quando eu parei de afundar o botão que nem um louco.  Se antes eu estava em uma crise existencial, agora eu estava em uma crise existencial ainda maio pelo bonitão que estava em meu lado.

— Você está bem? — O bonitão perguntou.

— C-como?  — Fui me virar para respondê-lo, mas me arrependi eternamente ao me deparar com aqueles olhos me encarado. Senti não só as minhas bochechas esquentarem, como outras partes do meu corpo que não seria muito formal da minha parte dizer quais eram. —  Digo, é claro que sim. — Forcei um sorriso, voltando a encarar os botões do elevador já que eu não conseguiria e nem deveria ficar mantendo contato com o bonitão. Pois, caso contrário, eu não responderia por mim. Sim, eu estava muito me lembrando do filme que vi esses dias onde o casal se agarra no elevador, mas, bom, segredos nada formais a parte.

— Você trabalha aqui?

Ok. Ele não está facilitando nada com a minha sanidade tentando puxar diálogo com aquela voz rouca.

— Não.

— Ah, entendo. É algum empresário? Desculpe, eu realmente não o conheço.

Quase me engasguei tentando segurar o riso. “Empresário”? Será que ele por acaso não percebeu que estou vestindo uma skinny escura e uma camisa social que peguei emprestado do Baekbeom e que ficava grande em mim?  Sinceramente, ele deve estar zombando com a minha cara.

— Obvio que não. — Ri. — Eu vim tentar uma entrevista.

— Ah, entendo. E como foi?

Eu não costumo reclamar e nem contar a minha vida para os outros, mas que mal teria? Eu podia estar aparentando estar bem, mas internamente eu estava tendo uma crise. E, bom, eu nunca voltaria a colocar meus pés aqui e muito menos ver esse homem, e se futuro realmente existe, Deus o colocou para algum motivo aqui. E se o futuro não existir e for mais uma infelicidade da minha vida dividir o elevador com um bonitão, como a gente não vai se comer mesmo, que ele me empreste essas orelhas dele do qual percebi serem bem grandes para alguma coisa.

— Horrível! Essa empresa é um merda, exigente pra caralho e acha que eu não tenho nível para trabalhar nisso aqui. E, sabe, sinceramente, eu não tenho mesmo. Minha secadora de roupas queimou após eu ter me esquecido de pagar a luz; eu devo mais de três mil aos meus pais, e mais três ao meu irmão e sua noiva, ou até mais, eu realmente não me lembro, enfim; eu não tenho uma boa foda há mais de dois meses; e, como se já não fosse o suficiente, aquela loira peituda ficou se segurando para não dizer o quão fudido e inútil eu sou.

Após soltar tudo isso, eu esperava que aquele homem me olhasse abismado ou descrente, mas tudo que vi foi aquele sorriso bonito, porém evidentemente debochado.

— Uma vida difícil. Qual seu nome?

— Byun Baekhyun.

O arrependimento começou a bater quando eu o vi rindo. Sabe, no fundo, eu também riria. Aliás, eu esperava o que? Acabei de desabar minha vida, falei o quão fudido e que não transo a mais de dois meses, é impossível não rir, tanto que até eu ria internamente da minha desgraça.

— Pode rir mesmo, certeza que vestindo esse terninho e esse cabelo cheio de laquê você deve ser um filhinho rico de alguns desses empresários dessa merda de empresa. Tenho certeza que nunca encostou essas mãos de princesa em uma louça.

Tá, eu realmente estava passando dos limites. Mas para a minha sorte finalmente chegamos ao térreo. Aliás, por que aquela merda ficava no vigésimo e sexto andar?

Para a minha sorte o bonitão não me respondeu, mas obviamente ele também sairia no térreo, então eu me aprecei os passos, pois vai que ele é mesmo filho de algum empresário e me acusa de agressão verbal. Porra, eu posso ser preso por isso! Posso pagar uma multa! Eu sou é muito retardado mesmo.

Por sorte ele não falou nada, ou talvez eu tenha fingindo não escutar caso ele tenha dito. Novamente sai praticamente correndo do prédio, fazendo os seguranças me encararem como se eu fosse algum ladrão ou homem bomba.

Assim que avistei o carro de BaekBeom, que, como o prometido, realmente me esperou, eu relutei um pouco se deveria ir ou não. Eu realmente daria o gostinho dele rir e zombar da minha cara durante o caminho todo? Bom, é obvio que sim, pois eu não tenho nem dinheiro para pagar um transporte público. Suspirei pesadamente antes de começar a descer as escadas, mas quase cai das mesmas ao sentir alguém segurar meu ombro.

Merda, eu devia ter saído como gente normal, agora os seguranças vão achar que eu roubei algo!

— Ah, desculpe te assustar, Baekhyun.

No fundo eu suspirei aliviado ao ver que não eram os seguranças, mas não é como se a imagem do bonitão segurando meu ombro me deixasse tão aliviado.

— O que você quer? — exclamei, tomando uma distância segura do outro. Porra, ele tinha um perfume muito bom e caro. Eu tinha a certeza que era muito caro.

— Eu não me apresentei, desculpe-me pela minha falta de educação. Sou Park Chanyeol — disse, estendendo sua mão e abrindo aquele sorrisão gigante.

— Olha eu sei que falei...

— Baekhyun! — Escutei meu nome se chamado, logo me deparando com meu irmão ao meu lado. — Oh, Sr. Park!

Vi meu irmão se curvar e o bonitão assentir ao cumprimento. Olhei de soslaio para BaekBeom e me perguntava internamente o que estava acontecendo.

— Bom, vamos embora, BaekBeom. E me desculpa por qualquer coisa ai. — disse, já me preparando para me virar de costas.

— Baekhyun!

Escutei BaekBeom gritar, mas eu realmente não estava nada legal. Comecei a mentalizar internamente que eu deveria ter sido Hitler na vida passada para me foder tanto na vida enquanto caminhava até o carro do meu irmão. Até pensei em me jogar na frente daquela avenida movimentada e ver se realmente eu teria um harém no céu, mas após lembrar que já joguei meu irmão da casinha da árvore, eu realmente fiquei com medo de Deus não entender que era apenas uma brincadeirinha de irmãos. Sei lá, eu nunca ouvi falar de harém no inferno, e eu não curto muito essa coisa de ser o primeiro a testar.

Estava preste a voltar e gritar para BaekBeom que eu tinha cãibra nas pernas e que ele sabia disso, mas fui interrompido pelo grito que escapou da minha garganta ao sentir um beslicão em minhas costas  acompanhado de um tapa em minha cabeça.

— Você pirou, BaekBeom? — gritei, pronto para retribuir o tapa, mas fui interrompido.

— Eu? Você que pirou, Baekhyun! Que tipo de tratamento foi aquele na frente do filho do meu chefe? Você quer que eu perca o emprego por acaso?

— Filho do chefe? Aquele bonitão do elevador é o filho do chefe?

 

É... Talvez eu realmente seria o primeiro a testar se existia um harém no inferno.


Notas Finais


Finalmente o Chanyeol apareceu! Baekhyun só faz merda, nénoon? E os clichês continuam pra variar, obvius. Até semana que vem!!! XOXO!!<3


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