História A Protegida - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~NaniSenpai

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hidan, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Morino Idate, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 424
Palavras 3.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


NOTA ~linaSakurai89: Como prometido o capítulo não demorou eeeeee kkkk bom agradeço a todos os comentários do último capítulo fiquei muito feliz com as hipóteses e acredito que nani também Obrigada... não prolongando Boa leitura

NOTA ~NaniSenpai: Yoooo!!!
Beleza, pessoal?!
Bom, como a Sakurai mesmo disse, estou satisfeita e feliz pelas hipóteses que nos contaram nos comentários do capítulo anterior! É motivador saber que gostam de pensar, além de apreciar a leitura! Porque se depender da Sakurai e eu, vocês vão fritar esses cérebros de tanto pensar! Kkkkk
Seguinte: atenção aos detalhes porque neste capítulo deixo algumas pontas soltas que envolvem nosso Uchiha favorito! Ok?
É isso! Boa leitura!*~

Capítulo 14 - Melindre


Fanfic / Fanfiction A Protegida - Capítulo 14 - Melindre

Na sutileza das intervenções do destino, encontram-se dois caminhos para seguir:

O caminho do problema e o da solução. Opostos, mas dependentes da existência um do outro…

exatamente como as almas gêmeas.”

》☆《 ☆

As esmeraldas congelaram sobre os ônix.

Por um instante, Sakura sentiu como se o coração tivesse parado. A respiração engatou. Se já não estivesse no chão teria caído, porque as pernas pareciam gelatina. Um arrepio percorreu sua espinha. Um frio na barriga. E então, como se o mundo, de repente, começasse a girar ao contrário, despertou daquele transe sentindo o coração acelerar bruscamente, a pulsação no ouvido. A respiração foi solta num único sopro e de repente via-se ofegante. O cérebro a mil.

“Pense, Sakura! Pense!”, ordenava, observando-o sequer piscar enquanto a encarava. Os lábios finos em perfeita linha reta. O maxilar viril tenso. O cenho assustadoramente franzido. O punho fechado. A postura austera e intimidadora.

E-Eu cai! — exclamou, débil.

“Sério? Não me diga?! Isso explica estar no chão, idiota!”, praguejou consigo mesma, lamentando não ter conseguido dizer algo plausível.

— Sakura? É você? — Karin disse, chamando sua atenção. A mulher ruiva saiu da sombra do Sasuke e se aproximou.

Juugo, que permanecia com as mesmas características, ainda que tivessem amadurecido, não demorou a se aproximar também, no entanto, ele a ajudou a se levantar e depois pegou o caderno no chão.

— Isso é seu? — perguntou, entregando-a.

Sakura teve que erguer levemente sua cabeça para olhá-lo nos olhos, porque ele era tão alto quanto se lembrava que era. Os cabelos ruivos médios, revirados rebeldemente, mostravam que sua despreocupação com a imagem não havia ficado na juventude.

— Sim… obrigada. — Sakura mal podia conter sua surpresa. Mesmo depois de anos, Juugo não havia perdido sua expressão gentil e sorriso acolhedor.

Lembrou-se que no passado, quando se encontrava com Karin para obter informações em sigilo do Sasuke, Juugo sempre era o que a consolava. Karin passava as informações, Suigetsu a xingava por ser “burra” de ainda se preocupar com Sasuke e Juugo sorria e dizia coisas que faziam seu coração machucado se acalmar e a preocupação se dissipar, mesmo que temporariamente.

— Mas você está até aqui?! — Suigetsu berrou, indiscreto, aparecendo em seu campo de visão.

Os cabelos descoloridos, quase em tom acinzentado, no corte habitual até os ombros. A magreza também não mudou nada e sua postura despreocupada e de certa forma insurgente também não. O sorriso afiado e pentelho estava ali, caçoando de si como antigamente, fazendo-a abrir um sorriso nostálgico.

Devidamente apropriada para cumprimentá-los, Sakura, depois de ajeitar o terninho e a saia lápis, abraçou Karin e reverenciou os demais.

— É um prazer revê-los. — disse, endireitando-se da reverência formal.

Sasuke apenas observou a troca de cumprimentos, até cansar-se de ver Suigetsu “bater papo” com Sakura e Juugo enchê-la com sorrisos “irritantes”.

— Vamos almoçar. — interrompeu a conversa num tom grosseiro, fazendo Suigetsu revirar os olhos e Juugo assentir. Karin apenas observou, julgando interessante ver o Uchiha tão tenso que mal podia conter o péssimo temperamento direcionado aos homens que conversavam abertamente com Sakura. — Quando eu voltar conversamos sobre sua intromissão, Haruno. — vociferou, retirando-se com os três em seu encalço, que acenavam amigavelmente.

》☆《 ☆

Sakura, infelizmente, teve tempo de sobra para se martirizar pelo ocorrido. Ser pega no flagra bisbilhotando uma “reunião” de porta fechada? Onde estava com a cabeça?

Soltava o vigésimo quinto suspiro resignado enquanto respondia mais um e-mail do financeiro, onde não tinha recebido boas notícias. Haviam diversos buracos na contabilidade da empresa, que ninguém, de nenhum departamento, sabia justificar. E para piorar, precisava criar o balanço semestral para que Sasuke apresentasse à presidência e aos sócios dentro de uma semana. Por onde começar se haviam problemas para todos os lados? Impossível descobrir.

A chegada do elevador foi anunciada e Sakura rapidamente se levantou de sua mesa e deixou as mãos unidas na frente do corpo, aguardando seu maldito superior que desta vez, apenas desta, tinha total razão em rasgá-la no meio com o vocabulário rico de palavras que a fariam se arrepender de ter nascido. Mentalmente, criava uma sequência sincera de palavras que pudessem expressar seu arrependimento em bisbilhotar, ainda que uma pequena parte de si insistisse em negar que bisbilhotava e alegar que fora tudo um acidente, culpa do seu lado desastroso.

— Senhor… eu gostaria de me des-… — iniciou, correndo em sua direção, mas paralisou ao vê-lo com a palma estendida em seu caminho num sinal de que deveria se calar. Atrás de Sasuke, Karin, Suigetsu e Juugo conversavam distraidamente.

Sasuke tirou um cartão de visitas do bolso de seu blazer e entregou a ela.

— Vá agora neste endereço e me represente no fechamento de um contrato. — ordenou.

Sakura olhou o cartão e seu queixo quase caiu quando viu onde se localizava o escritório.

— Mas fica na cidade vizinha! E que… que fechamento de contrato? O senhor não tinha nenhum compromisso agenda-…

— Vá. — cortou-a, fuzilando-a. — E não pense que esqueci o que houve. Conversamos sobre isso quando voltar. — ralhou em tom de ameaça e lhe deu as costas, acenando para que os demais seguissem-no.

Sem ter outra escolha, balançou negativamente a cabeça e sem nenhum ânimo pegou a bolsa e chamou o motorista da empresa para levá-la até o destino, amaldiçoando-se por ter virado a noite acordada e ter tentado bisbilhotar a conversa. O dia já havia começado mal, deveria imaginar que continuaria da mesma maneira.

》☆《 ☆

— Senhor, insisto que se concentre. — Sakura, extremamente irritada e impaciente, respirou fundo mais uma vez.

Faziam um pouco mais de três horas que ela tentava fazê-lo ter foco na apresentação e negociação, que Sasuke havia dito que era só um fechamento, de um contrato. Ono Kento, do grupo ONO, responsável por 2/4 dos negócios de moda do país, desde que a recebeu, distraiu-a com um convite irrecusável para acompanhá-lo num almoço, pausas para tomar chá, conversas sobre assuntos não profissionais, e o último desvio feito, uma pausa para beber bebidas alcoólicas, propondo conversar sobre o festival de pedras preciosas que aconteceria em alguns dias.

— Gostaria de me concentrar, mas sua beleza me fascina, Sakura-chan. Inclusive gostaria de convidá-la a me acom-…

— Mas isso é um ultraje! O Senhor passou de todos os limites, senhor Ono. — Sakura levantou-se, indignada e ajeitou seu terninho, encarando-o com toda a sua raiva. — Primeiramente, para o senhor, sou senhorita Haruno. Não lhe dei intimidade nenhuma para se achar no direito de me chamar como chamou. Em segundo lugar, estou aqui a trabalho. Vim negociar um contrato que seja beneficiário para ambas as empresas. Se não está disposto a ser profissional vou me retirar neste momento, antes que decida processá-lo por assédio. — pontuou, perfeitamente controlada físico e psicologicamente. Ela sabia ser profissional, como sabia. Aprendeu nos longos seis meses com Sasuke o quanto deveria e poderia ser fria e calculista. Não perderia a compostura na frente de uma pessoa como esta.

Ono Kento pediu perdão por tal grosseria num discurso quase entediante. Depois, propôs recomeçar aquela reunião, como se nada tivesse acontecido e assim eles fizeram.

Depois de Sakura recomeçar discursando sobre todos os prós e contras do contrato padrão que estava oferecendo ao Grupo Ono, teve que repetir diante do advogado da empresa, pois Kento estava muito inclinado a fechar negócio, mais como uma maneira de reforçar seu pedido de desculpas, porque para ele realmente tanto fazia fechar ou não o contrato. Pelo que Sakura percebeu, o homem de aproximadamente 30 anos, acabara de assumir a presidência do legado de sua família e ainda achava que o mundo dos negócios se resumia a “gastar” o dinheiro recebido com superfluidades. Muito provável descobriria tarde as consequências de não assumir o cargo com responsabilidade, bom senso e tato comercial, mas até aí já não era mais um problema seu.

O ponto era que, o convite feito antes da real reunião de negócios, transformou-se em uma intimação para que ela provasse que o desculpou. “Sei que meus negócios estarão em boas mãos, mas ouça, senhorita Haruno, realmente estou muito arrependido pelo mal entendido no início do nosso encontro e quero que me prove que realmente me perdoou. Vá comigo ao festival, não aceito “não” como resposta.”, ele propôs, com um sorriso ingênuo e um olhar amigável.

Claro que ela deixou em aberto sua resposta. Se não poderia negar, adiaria dar a resposta até que ele esquecesse, ao menos contava com isso. Gostaria de manter sua vida pessoal empacada, já haviam problemas demais para resolver.

Um pouco mais de duas horas e meia depois, Sakura estava na sala de espera, tomando um chá, conforme aguardava o departamento jurídico e financeiro do Grupo terminar os trâmites internos para a formalização do fechamento de contrato que traria para a UC. 30% de estabilidade financeira pelos próximos três anos e um lucro de 70% sobre tudo que será vendido a eles.

Andava de um lado para o outro, e infelizmente, sempre que seu olhar encontrava o do Kento, que fez questão de aguardar junto dela, ele sorria, lembrando-a que o convite/intimação dele ainda estava pendente. Movida pela raiva, Sakura sacou seu celular e digitou uma mensagem SMS para seu digníssimo superior.

“Muito obrigada por me mandar apresentar nosso negócio para um pervertido! Fui intimada a acompanhar o senhor Ono no festival de pedras preciosas! Satisfeito?!”.

Ainda bem que conseguira se frear antes de enviar. Seria uma catástrofe total. Muito provável ele acabaria com sua paciência julgando-a como uma irresponsável aproveitadora.

— Senhorita Haruno?! — Kento chamou e Sakura pulou de susto e acidentalmente tocou na tela do celular, o que não seria um problema, se não fosse pelo toque ter sido no botão “Enviar.”.

— Ah, não! Droga! — exasperou, encarando a tela do celular com a mensagem: “Enviando”.

Desesperada, começou a pressionar o botão para desligar o celular antes que enviasse a mensagem e com as mãos trêmulas e ainda mais atrapalhada, não conseguiu, por isso às pressas abriu-o e retirou a bateria, torcendo para que não tenha tido tempo suficiente de enviar.

— Desculpe-me por assustá-la, não foi minha intenção.

— Tu-Tudo bem… — murmurou, enxugando o suor que escorreu de sua testa. Internamente rezava para que sua tentativa tivesse dado certa, ainda que não soubesse o que fazer para prosseguir com aquele impedimento. Trocaria de número e celular para que a maldita mensagem nunca fosse enviada?!

— Vim avisá-la de que já estão resolvendo tudo para que saia daqui com o contrato devidamente assinado. Agora preciso me retirar, vou viajar. Mas foi um prazer fechar este contrato com a senhorita. E mais uma vez, me perdoe pela indiscrição.

— Não se preocupe. Agradeço a confiança em nossa empresa.

Cumprimentaram-se formalmente num aperto de mão e logo Sakura estava sozinha, depois de enrolá-lo quanto ao convite que ele insistiu em dizer que não aceitaria “não” como resposta.

Meia hora depois, ela ainda era atormentada pela ideia de Sasuke receber aquela mensagem. O desespero fora tão grande, que pediu o telefone da secretária do Kento emprestado para ligar na operadora para ver se tinha algum jeito de ter certeza de que não foi enviada.

— O que?! — gritou, sem querer, quando o atendente disse que uma vez que a mensagem via SMS fosse enviada, o envio não era cancelado, mesmo se acabasse a bateria do celular, a menos que não tenha créditos suficientes ou a conta telefônica esteja inativa.

Lamentou muito sua situação constrangedora e depois de muito tempo num processo de conformismo, decidiu que fingiria que nada aconteceu e que nunca, jamais enviou aquela mensagem.

Certo tempo depois, impaciente pela demora, Sakura viu a hora e deu-se conta de que perdeu praticamente o dia todo em negociação. Foi inevitável não parar para refletir sobre a ordem repentina de Sasuke. Por que ele queria que ela fosse com tanta pressa, se nem havia tido o primeiro contato com o Grupo ONO? Kento não fazia ideia da pretensão da UC., e pelo que contou, nem mantinha contato com Sasuke.

De repente, lembrou-se de que mesmo depois do almoço, ele voltou com os três, que, antes de ser descoberta, conversavam sobre algo suspeito.

Não sei, Sasuke. Parece meio arriscado nesse ponto da negociação.”

Você acha que ele liga? Sasuke não quer saber se vai foder com a porra to-…"

É mesmo necessário tomarmos tal medida, Sasuke?”

Eu disse. Já postergamos demais os planos. Quero que-…”

— Não acredito… — murmurou, ligando os pontos.

Enviá-la para fora havia sido uma distração, um modo de mantê-la longe e não correr o risco de ela ouvir de novo o que quer que eles falassem. Como diabos não percebeu isso antes?! Precisava descobrir quais eram os planos que Sasuke disse que postergaram!

— Maldito! — vociferou, apressada em pegar o celular.

Ao vê-lo desmontado dentro da bolsa, lembrou-se da mensagem que queria impedir de ser enviada. Pensou em remontá-lo, mas gostaria de adiar o máximo possível perceber que realmente não tinha como impedir o envio. Praguejou a própria idiotice e decidiu, por fim, recorrer a secretária do Kento para pedir o telefone emprestado novamente.

— Terumi?! Preciso de um favor! — exclamou, assim que foi atendida.

Claro, se eu puder ajudar. O que precisa?

— Consegue conferir se Sasuke ainda está com seus convidados? São dois homens e uma mulher.

Posso perguntar na recepção. Você aguarda na linha? Vou ligar lá.

— Sim, sim. Obrigada! Estou aguardando.

Depois de quase três minutos, Terumi voltou.

Sakura. Ele está lá embaixo se despedindo dos convidados que você citou.

— Não acredito. Mas que droga!

O que houve?

— Não. Nada não. Obrigada, Terumi!

Desligou e agradeceu a secretária, que avisou que em meia hora o contrato estaria pronto. Sem ter o que fazer, sentou-se para aguardar, odiando sua má sorte. “Não deveria nem ter saído da cama.”, concluiu.

》☆《 ☆

— Façam como orientei e dará tudo certo. — Sasuke concluiu, cumprimentando com um aperto de mão Juugo e depois Suigetsu.

— Ainda acho que isso vai nos complicar, mas se quer tanto antecipar as coisas… — Karin resmungou, cruzando os braços.

— Você ainda não entendeu, não é? Sasuke está se lixando. Se essa merda toda der errada vai cair sobre nós!

— Suigetsu. — Juugo o repreendeu, pousando sua mão no ombro dele. — Vamos colocar o plano em prática na semana que vem, segunda-feira, que é quando vai começar o congresso financeiro. Até lá, pense se é realmente o que quer fazer. Não haverá volta uma vez que iniciarmos a prática do plano.

O clima tornou-se tenso. A troca de olhares mútua. Todos sabiam o que estava em jogo, no entanto, o jovem Uchiha não tinha pretensão alguma em voltar atrás, porque para ele, todos pagariam por tê-lo prejudicado no passado.

Despediram-se depois de combinarem outra reunião na sexta-feira, na empresa mesmo, e depois, sozinho, Sasuke observou-os entrarem em seus carros, pensando em como faria para se livrar da Sakura mais uma vez.

Ao ver o céu escuro, pegou o celular para conferir as horas e surpreendeu-se ao ver uma mensagem SMS dela. Ao ver que eram um pouco mais de 20:00hrs e dar-se conta de que ela ainda não tinha chegado, o cenho franziu, estranhando o ocorrido. Rapidamente abriu a mensagem e ficou catatônico de lê-la.

“Muito obrigada por me mandar apresentar nosso negócio para um pervertido! Fui intimada a acompanhar o senhor Ono no festival de pedras preciosas! Satisfeito?!”

Sentiu uma veia saltar na testa. Mas o que diabos era aquilo?!

Não sabia o que o irritava mais; não ter imaginado que Ono Kento era pervertido; Sakura ter sido assediada, porque se ela o julgou como pervertido, ele devia ter dado motivos; ou ela ter sido intimada a acompanhá-lo num festival. Que merda estava acontecendo bem diante dos seus olhos?

Ela aceitou? Eles iriam mesmo juntos para um festival?!

Rapidamente acessou o navegador e colocou na busca “Ono Kento”, pois nem lembrava-se da cara dele. Por algum motivo inexplicável, queria conferir que tipo de homem ele era aparentemente. Parecia ter a mesma idade que Sakura e ele, talvez alguns anos mais velho. Foi a única coisa que conseguiu concluir. Depois de dar-se conta de que Kento parecia um ator de filmes com rosto bonito, daqueles que assediava até a irmã se bobeasse, decidiu por bloquear o celular e respirar fundo para esquecer tudo aquilo.

“Haruno Sakura não significa nada para mim.”, repetiu num mantra, conforme dava meia volta para subir para seu escritório e pegar suas coisas para ir para casa.

Ao passar pela recepção cessou os passos, prestando a atenção num garoto ruivo, mais ou menos de um metro e cinquenta, aparentando ter cerca de 12 anos. Discutia com as recepcionistas até alterar-se e elas chamarem um segurança para colocá-lo para fora.

— O que está acontecendo? — imponente, questionou, observando as mulheres se assustarem e o garoto virar-se para encará-lo.

Estranhamente, quando o viu, teve um flash do rosto da Sakura. Haviam poucas semelhanças. O cabelo não era róseo, era ruivo, quase castanho. Os traços do rosto eram robustos e fortes, ao contrário dos da Sakura, que eram delicados e singelos, haviam sardas sobre seu nariz, sendo que a tez feminina era lisa. No entanto, os olhos, eram tão grandes e esverdeados quanto os dela. Talvez este tenha sido o motivo de seu vislumbre.

As recepcionistas e o garoto começaram a falar ao mesmo tempo, despertando Sasuke dos devaneios e teve que pigarrear para que todos se calassem.

— Um de cada vez. — ordenou, impaciente.

— Elas não me deixam procurar minha mãe! E agora chamaram esse brutamonte para me tirar daqui a força! — apontou para o segurança que aguardava pacientemente a autorização de Sasuke para cumprir a ordem dada pelas recepcionistas.

Foi refreável a lembrança de um dia já ter passado por algo similar quando sua mãe ainda estava presente em sua vida. Ela estava doente, nem conseguia sair da cama. O horário de visitas havia acabado de encerrar e por um atraso de seu pai, não conseguiu chegar a tempo de vê-la. Sem hesitar ele desobedeceu a ordem de seu pai de voltar para o carro e correu pelos corredores do hospital em direção ao quarto em que sua mãe estava. Quando chegou, foi barrado pelos seguranças do hospital, mas nem por isso deixou de tentar. Ele chutou um dos seguranças, empurrou outro, discutiu com eles e com as enfermeiras que estavam cuidando de sua mãe, mas valeu a pena, porque no fim, sua mãe ouviu sua voz e pediu gentilmente que o deixasse entrar. Ela o beijou, aninhou-o na cama hospitalar junto dela, envolvendo-o num abraço confortante, e lhe fez cafuné até que se acalmasse, lhe sussurrando o quanto estava agradecida por ele ter se esforçado para vê-la.

— É mentira, senhor Uchiha! — a recepcionista gritou, despertando-o. Ele encarou-a e esforçou-se em dissipar aquela lembrança. — Esse garoto estava ameaçando fazer um escândalo se não deixássemos ele entrar, mas há regras rígidas deixando claro que não é permitida a entrada de menor de idade sem acompanhamento de um adulto.

— Eu sou um homem-feito praticamente! Me deixe entrar! — o garoto tornou a gritar e de repente a discussão com as recepcionistas recomeçou, fazendo-o respirar fundo.

— Silêncio! — vociferou, aliviado pelo silêncio reinar, até seu celular tocar. Era um corretor de imóveis, por isso atendeu e o mandou aguardar para terminar de resolver as coisas por ali. — Diga a elas quem é sua mãe. Elas vão procurá-la, enquanto você espera aqui. Entendeu?

— Pode ser. — o garoto emburrado deu de ombros, sem vacilar em seu olhar irritado.

— E vocês? Entenderam? — virou-se para as recepcionistas, ainda mais firme — Achem-na e mande-a descer.

— Sim, senhor.

— Ótimo. — Sasuke se afastou um pouco para ter privacidade e voltou a falar com o corretor.

O corretor lhe disse que não havia encontrado nenhuma casa com as especificações desejadas na cidade de Yamaguchi, que ficava há quase mil quilômetros de onde residia temporariamente graças ao cargo que assumiu na empresa do pai.

— Não me ligue para dizer que não conseguiu o que quero. Dê um jeito. Despeje, suborne, faça o que for preciso para conseguir. Dinheiro não é problema. — fez uma pausa, respirando fundo para se acalmar. — Você tem até o fim do próximo mês para me entregar as chaves. — deu o veredito e encerrou a ligação.

Ao virar-se, viu que o garoto continuava discutindo com as recepcionistas. Pensou em ignorá-lo, mas seu corpo simplesmente não saía do lugar. Irritado consigo mesmo, caminhou até o garoto lentamente, tentando se convencer de que o que estava fazendo era um erro. Aquele garoto não era ele do passado, não era ninguém.

— O que ainda faz aqui? — questionou, interrompendo a discussão.

O garoto o olhou com afronta por interrompê-lo, até perceber de quem se tratava. Quando o reconheceu, suas expressões faciais suavizaram, como se contasse que Sasuke pudesse ajudá-lo mais uma vez.

— Elas estão mentindo. Disseram que minha mãe não está, mas é impossível isso acontecer, porque ela trabalha até tarde todos os malditos dias nessa droga de lugar!

Sasuke, respirando discretamente fundo, apenas encarou as recepcionistas, que de prontidão esclareceram a situação.

— Não estamos mentindo, é verdade, senhor Uchiha! — uma delas iniciou.

— A senhorita Ha-…

— Quietas. — cortou-as. Olhou a sua volta, avaliando se continuaria perdendo seu tempo com aquilo e depois de muito pensar, grudou no braço do garoto e arrastou-o consigo para o canto — Elas conseguem localizar qualquer funcionário aqui dentro. Se disseram que sua mãe não está é porque não está.

— Mas eu disse! Ela traba-…

— Escuta, há diversas áreas e funções aqui dentro e nem todas trabalham fixamente aqui. Sua mãe pode estar em algum treinamento ou até mesmo numa visita externa. — explicou, a beira de perder a paciência. Lidar com uma criança era uma novidade para si, que jamais tinha sequer trocado um cumprimento antes disso. Ao não ouvir nenhuma reclamação sentiu-se aliviado, mas o alívio fora ralo abaixo quando o viu abaixar a cabeça para esconder os olhos marejados. — O que foi?

O garoto virou o rosto para o lado e de forma bruta enxugou suas lágrimas com a manga da blusa.

— É por isso que odeio depender dela. Ela não serve para nada, é uma inútil!

— De quem está falando? — Sasuke perguntou, observando-o fechar os punhos.

— Da droga da minha mãe! Ela é uma maldita! Só fica no caminho! Eu quero ficar com meu pa-…

— Vou lhe dizer uma coisa. — Sasuke interrompeu-o, o tom grave e rigoroso fez o garoto assustar-se, pois pela primeira vez ele não conseguiu filtrar sua raiva. — Só há uma mãe na vida e infelizmente ela não vive para sempre. Você disse que ela trabalha todos os dias até tarde, não? — fez uma pausa, obrigando o garoto a respondê-lo, que assentiu porque era incapaz de dizer algo. — Já parou para pensar que ela faz isso por você? Se ela se sacrifica dessa forma é porque quer ter condições de te dar o melhor. Deveria agradecer por ter uma mãe que se preocupa e preza pelo seu bem e também deveria valorizar os esforços dela, porque um dia ela vai morrer e quando esse dia chegar você vai se arrepender de não ter feito isso. — disse, sentindo a dor da perda consumi-lo. Acenou para uma das recepcionistas que de prontidão apressou-se em ir até ele: — Peça para que o motorista leve o garoto até a casa dele em segurança. — virou-se para o garoto, encarando-o com indiferença. — Reflita se é certo o modo como fala da sua mãe e aguarde-a chegar em casa para se redimir por sua postura inadmissível.

Com as mãos nos bolsos da calça, Sasuke deu as costas a recepcionista e ao garoto, que encaravam sua silhueta em silêncio.


Notas Finais


NOTA ~linaSakurai89: Esse capítulo surpreendeu ... espero que tenham gostado....

Sem mas até breve Bjs

NOTA ~NaniSenpai:
É... Para quem queria ver o Sasuke começar a sofrer, aí está! Ciuminho pela Sakura só está começando, por mais que ele tenha conseguido contornar dessa vez '-'
Kkkkkkkkk
A Sakura é bem azarada, né? Mas quem nunca enviou uma mensagem no calor da emoção e no segundo seguinte de ter enviado quis morrer de arrependimento?! Eu já, inclusive já perdi as contas de quantas vezes passei por isso kkkkk
Karin, Juugo e Suigetsu parecem em negociação com o Sasuke, concordam?! O que acham que estão tramando?
E O MAIS ESPERADOOOO! Já sabem quem é o garoto que Sasuke encontrou?! Mandem suas apostas!
E aproveitem e nos contem o que acharam do sermão do Sasuke! Ele sabe muito bem como é perder a mãe, né? Será o passado voltando para colocar o Sasuke nos trilhos?! Kkkkk
Contem-nos tudo e não nos escondam nada!
Até a próxima!*~


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