História A Prova de Tudo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias My Little Pony
Personagens Applejack, Fluttershy, Personagens Originais, Pinkie Pie, Princesa Celestia, Princesa Luna, Rainbow Dash, Rarity, Scootaloo, Soarin, Spike, Spitfire, Twilight Sparkle
Visualizações 53
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Primeiros desafios


Fanfic / Fanfiction A Prova de Tudo - Capítulo 3 - Primeiros desafios

Narração: Quibble Pants

Estou sobrevoando o local mais assombroso que já se ouviu falar, e que é, irrefutavelmente, merecedor desse título. Estou voando em uma velocidade considerável... (Claro que poderia ser bem melhor se o material desse equipamento fosse projetado para um voo de qualidade! Mas, eu estou tentando ser menos crítico.) Admito que a vista é de tirar o fôlego! Já não vejo mais a fronteira de Equestria, o que é um sinal de que o desafio já está valendo. Quero avançar o máximo possível já que tenho (ou adquiri) uma memória fotográfica, sendo assim, lembrar o caminho de volta será a parte fácil.

Essa sensação de voar é incrível, a adrenalina, o vento na crina, a sensação de liberdade, é de fato, magnífico. Essa aventura já está sendo extremamente emocionante, já tenho a sensação maravilhosa que finalmente tenho a chance de atender ao chamado de ir além e fazer o que ninguém foi capaz, posso finalmente realizar o meu sonho de ser extraordinário. E ainda poderei descobrir coisas das quais ninguém sabe dá existência. Eu sinto intensamente em meu coração que estou no caminho certo de me encontrar finalmente. Aconteça o que acontecer, eu sei que estou no lugar certo, na hora certa. Essa sensação! É como se todos os meus sonhos estivessem vindo ao meu encontro:

_ As respostas estão no horizonte

tão longe

Ninguém tentou

mas hoje eu vou

Meu destino enfim vai

Se cumprir de verdade

Sozinho estou

Pro mundo eu vou

Esse é o meu dever

E o futuro traz

muito para aprender

Eu não volto atrás

Para o desconhecido eu vou

Encarar quem sou

Me atirar enfim

O coração vai ser a luz

A seguir na noite

A emoção chamou

Agora eu vou

Esse vento que me sobra verdade

E logo eu vou

Saber quem sooooou!

(Senti meu coração bater como uma melodia para essa canção, foi de fato, uma experiência incrível)

...

Fazem exatamente três horas e meia que estou sobrevoando Além de Equestria. Há um tempo que eu comecei a reparar no clima estranho que está se formando, acredito que vai acontecer uma tempestade de vento, talvez até um tornado. E voar em uma asa delta em meio a um tornado feito pelo desconhecido seria suicídio, preciso saltar agora, mas estou em uma altura mortal, preciso esperar a hora certa.

Esperei pela boa vontade dá sorte! Até que finalmente voei perto do solo, e pude soltar a asa delta, a queda foi de 'apenas' oito metros, loucura, mas tive de fazer isso, (que ironia! Do vento dá verdade horas atrás, tornou-se o vento dá morte!) E para completar a minha 'maravilhosa' situação, preciso entrar e atravessar um dos piores lugares: um mangue espesso. Tão denso que usei uma faca para fazer uma abertura pela qual eu pudesse passar, estava cercado pelo mangue, e não havia uma outra opção.

Estando dentro do mangue a situação se torna ainda pior, não consigo ver a diante e tenho dificuldade para ver o céu, é sufocante e claustrofóbico. Normalmente eu iria reclamar dá situação desvantajosa, mas não vim em busca de facilidade e coisas vantajosas, mas para ganhar honras e aventuras, e entrar para história, entre outras coisas. (E de qualquer jeito, não há como voltar atrás mesmo!)

Há um pântano no chão feito somente por água e lama, o ar é restrito aqui, já não é possível sentir o clima dá ventania, somente um calor insuportável! Mas, sempre pode piorar, pois o ambiente é perfeito para mosquitos que transmitem doenças mortais. E com certeza eles devem existir aqui. Mas, por sorte o chão tem lama, e lama vai servir como repelente, será uma camada de proteção quando ela secar. (Uma camada fedida e nojenta! Mas, por outro lado, alguns pôneis pagam caro por um banho de lama, e eu não paguei nada! Porém, meu nariz irá sofrer horrores.) Após esse 'luxuoso' banho de lama começo a escalar com dificuldade essas raízes, eu sei para qual direção devo seguir, e quero sair dessa prisão o mais rápido possível, mas é impossível ser rápido nessas condições. Por mais irritante, nojento e cansativo que seja, fiz o possível para me manter calmo como a brisa, eu sei que uma vez centrado, eu vou ganhar, não só essa luta, mas a batalha e provarei que eu tenho a capacidade para instruir outros pôneis a sobreviverem, irei enfrentar desafios radicais e bizarros, colocarei tudo que aprendi em prática, pois aqui as técnicas de sobrevivência diferenciam a vida dá morte.

Ofegante, quase sem ar, com grande dificuldade, com muito esforço, e com o corpo coberto por lama continuo a procurar uma abertura nesse mangue infernal. Demorou um pouco, mas finalmente consegui avistar uma abertura. Quando sai do mangue a vegetação se tornou menos densa, sinto o ar formando a ventania, o pântano aumentou, o odor se torno mais forte:

_ Deve ter algo morto aqui, não é possível! (Disse alterado)

Avançava pelo pântano. Estava indo bem enquanto olhava cautelosamente onde pisava, mas quando comecei a reparar no céu, no clima, e acabei mantendo o olhar para o alto durante algum tempo, retrocedi alguns passos, não pisando no mesmo lugar por descuido, e então, o pior aconteceu. Uma das minhas pernas traseiras ficou presa na areia movediça, que pela distração, nem havia notado:

_ QUE MARAVILHA! (gritei no meu típico e rotineiro sarcasmo)

Tentar soltar minha perna só iria me prender mais. Quanto mais você luta para sair, mais a areia movediça te puxa para dentro. Felizmente, na academia eu havia aprendido como me libertar dela. Pensando rápido e brilhantemente (como sempre!) Agarrei uma raiz e a usei para me puxar, e assim tirar minha perna dali. Usando toda minha força, logo consegui:

_ Devo muito a essa raiz! (Disse cinicamente, é incrível como ainda consigo manter meu cinismo)

A maior prioridade é achar água, e tenho 24 horas para isso. Preciso subir em algum lugar alto para ver o melhor lugar para procurar água, aqui a visão é limitada, e como a ventania está se formando, devo fazer isso rápido.

Em frente há uma encosta de quinze metros de altura, se eu consegui chegar ao topo vou ampliar a minha visão o suficiente. Não corri até o local, afinal não se trata de corrida, mas de sobrevivência, por isso não posso suar atoa e desidratar, não sei onde encontrar água nesse lugar hostil e também, não quero gastar energia atoa.

Quando chego ao pé dá encosta, imediatamente​ eu começo a escalar. A superfície desta é dura e afiada. E para me motivar a subir sabiamente, há cactos ao derredor! Se eu cair vou me machucar e qualquer ferida pode infeccionar, o que seria terrível nessas condições, e se eu cair de uma altura considerável, já era. "Que grande motivação!" Pensei.

Escalar nunca é fácil, e nessas condições, nessa altura é necessário um grande esforço, exige muita força, paciência, domínio próprio, e uma mente afiada, mas vai valer a pena.

A escalada prende a minha circulação sanguínea, o que me deixa fraco, o vento esta mais forte, o que me preocupa muito, mas preciso manter a crença que eu irei conseguir inabalável.

Demorei 17 minutos, mas cheguei ao topo:

Quibble_ Ha-ha-ha! Isso que é rir dá cara do perigo! (Disse em cinismo, olhando para baixo, coisa que me deixou um pouco zonzo)

Parando de provocar o nada, olho em volta e me deparo com uma vista fascinante! É extremamente diferente do continente Equestriano, e ainda reza a lenda que a mágica não funciona aqui, mas sendo um pônei terrestre isso não significa nada para mim, somos altos suficientes!

Devo ir ao norte que é mais alto, pois lá percebo uma considerável mudança na vegetação, um tom mais verde e vivo, o que deve significa​r que logo vou encontrar água.

Segui em frente, sempre mantendo o sol do lado direito, assim saberei que não estou andando em círculos, (essa é uma técnica bastante eficaz.) A vegetação agora é feita apenas de cactos, e rochas.

Comecei a lembrar dos Wonderbolts, e começo a me perguntar se a Rainbow Dash poderia estar com eles, afinal ela é uma Wonderbolts, e é totalmente incrível, portanto não seria surpresa se ela viesse... (Sorri instantaneamente ao lembrar dela... bizarro!) Ela não faz ideia do quanto ela e Daring Do me inspiraram a viver os meus sonhos, e olha que as vi apenas uma única vez, mas foi o suficiente para jamais esquecer a Rainbow Dash, uma amiga, uma Pegasus incrível, e claro, a extraordinária Daring Do.

Depois de um certo tempo, encontro um córrego úmido, que significa finalmente uma boa notícia! Pois provavelmente logo vou encontrar água, (e vou poder tirar essa lama fedorenta de cima de mim!) Só é preciso seguir o córrego.

Andei por mais um tempo, mas o vento estava se tornando mais forte, preciso de um abrigo agora mesmo! O tornado se aproxima. Sem desespero, eu começo a procurar por qualquer coisa que lembre uma caverna. A minha direita, seguindo reto, há uns quinze metros, encontro uma pequena caverna, mas para chegar lá preciso passar por uma densa floresta de cactos enormes, seria ferido muito facilmente. Mas, quando analisei atentamente o local, percebi que havia, próximo de mim, uma árvore morta e a casca dela vai me servir de proteção, peguei o estilete, e então cortei a casca e coloquei por dentro dá roupa, e segui em frente.

Se tornou um desafio ficar de olhos abertos por conta do vento que ia aumentando drasticamente, (e pela a luxuosa camada de lama!) Não quero bater de frente em nenhum desses cactos espinhosos, e agora, a agilidade e habilidade que aprendi na academia entram em cena, porque eu liberei o ginasta em mim! Desviei de todos os espinhos gigantes, (modéstia a parte, eu fui totalmente incrível!) Valeu a pena treinar tanto na academia.

Finalmente consegui chegar à caverna, ela é pequena de largura, mas tem um tamanho bom, a caverna era semelhante a um corredor. Joguei algumas pedras lá dentro para ver se tinha algum animal já ocupando ela, depois peguei um pedaço de cipó e amarrei minha faca na ponta de um pau, fazendo (ou tentando fazer) uma lança, assim se encontrasse uma cobra, ou qualquer animal perigoso iria poder matar rápido, e se tratando de veneno de cobra é vital manter uma certa distância. Acendi uma tocha usando uma técnica com auxílio de duas pedras específicas que encontrei ao lado, gravetos e palha. Para sobreviver precisa ser engenhoso.

Com a tocha acessa, uma arma, eu finalmente entrei, e bem a tempo, pois a tempestade começou. Enquanto eu estava protegido dos ventos, percebo a presença de um outro alguém, há apenas três metros à minha frente, havia uma cobra, uma cascavel! Extremamente venenosa, já balançava o chocalho.

Engoli seco, mas agi rápido, sabia exatamente como matar e com a arma alongada mantive a distância necessária, ela já se preparava para dar o bote, e eu só tinha uma chance, não poderia falhar, quando finalmente, avancei e cortei a cabeça dela:

_ Eu consegui?! É claro que consegui!

Foi um grande alívio, mas agora, quero sair dessa caverna o mais rápido possível. Espero que a tempestade não dure muito tempo.

Estava sentado, olhando a minha volta atentamente, para ver se havia por um acaso, um outro colega de abrigo, mas pelo jeito já acabei com a única moradora dessa caverna.

Tenho agido corretamente aos primeiros desafios, usando sempre a cabeça e o conhecimento para sair das minhas adversidades, acredito que encontrei meu lugar no mundo, mas a certeza não vem de lutas vencidas, mas de uma batalha vencida, quando regressar a Equestria eu saberei quem sou realmente, que é um dos motivos que me trouxeram aqui.

...

Narração: Spitfire

Aquela cena foi chocante e terrível, vi uma das minhas asas sendo carregada para longe e não pude fazer nada para impedir, e sendo essa asa ainda por cima, minha amiga, o desespero se tornou maior. A gritaria, o pânico, a total inutilidade que vivemos naquele momento foi aterrorizante. O tornado a levou para longe, Rainbow Dash sumiu de nossas visões, ela levou consigo a ventania, e repentinamente tudo se acalmou:

_ Temos que ir atrás dela! (Disse em total desespero)

Avancei, mas fui impedida por Soarin:

_ Soarin? Eu... (Tentei protestar, mas fui interrompida)

Soarin_ Spitfire, não sabemos onde ela foi parar, ou se sobreviveu, eu não posso deixar que você se perca também! (Disse Soarin, como se estivesse mais preocupado comigo do que com a Dash)

Fleetfoot _ Soarin está certo. Precisamos de um plano melhor do que esse! (Ela falou sabiamente, apesar de estar nitidamente assustada e preocupada com Dash, ainda era sensata)

Olhei para o horizonte, com um aperto no peito:

_ Não posso acreditar que a Rainbow Dash..! (Disse sem conseguir completar a frase, a dúvida e o medo eram cruéis)

Soarin colocou o casco sob meu ombro, tentando me reconfortar, sem sucesso:

Soarin_ Vamos voltar com o resgate. (Disse enquanto me puxava para sairmos logo dali)

_ Então vamos agora. (Respondi determinada)

Não pensei duas vezes, iríamos precisar do resgate, e mesmo que seja péssimo para a reputação dos Wonderbolts, não será isso que irá nos impedir de fazer tudo para resgatar a Rainbow Dash, nossa integrante, e principalmente, nossa amiga. 


Notas Finais


Oi queridos leitores! Finalmente pude postar o capítulo!! :-D
Quero agradecer a cada um que comentou e adicionou essa história aos favoritos, sério, muito obrigada!
Então, o que achou desse capítulo? O que acha que precisa melhorar? Comente!
Por favor, os comentários são o que mais me motivam!


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