História He is a Rainbow. ( Yaoi ) - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 14
Palavras 2.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora.
Boa leitura.

Capítulo 3 - I am a Rainbow


Era umas dez e meia da noite.
Eu e meu pai estavamos na viatura a caminho de casa,ele recebe uma ligação e confirma algo,logo da uma freada brusca e muda a rota.

- Pai? Oque esta acontecendo ?
Pergunto assustado.

- Trabalho.
Responde ele sem desviar os olhos do caminho mal iluminado.

O carro voava na pista com as sirenes ligadas causando um barulho insuportavel,meu pai estava focado no caminho com os musculos tensos,até virarmos uma esquina e pararmos numa casa grande com uma mulher desesperada na frente junto de um de seus companheiros de serviço que pelo jeito tambem havia acabado de chegar.

- Fique aqui dentro.
Ordena meu pai indo de encontro da mulher.

Com os vidros fechados não consigo ouvir direito oque eles dizem do lado de fora,então abaixo o vidro pela mentade agora podendo ouvir melhor.

- Capitão Wolf,acabei de chegar e pelo oque pude entender há um jovem trancado a alguns dias.
Diz o amigo de meu pai.

Ele confirma com um balançar de cabeça e adentram a casa junto da mulher,alguns minutos depois ouço um estrondo e então resolvo descer do carro.
Caminhei até a porta de entrada aberta e entrei na casa enorme,passei por uma sala bem decorada seguindo até um corredor cheio de portas e na ultima porta do corredor vejo meu pai saindo com um menino nos braços.

- Eu não mandei você ficar no carro !
Grita ele passando por mim e gritando para que o outro chama-se uma ambulancia.

Corri até o lado de fora logo atras de meu pai que se sentou na guia com o menino nos braços,enquanto a ambulancia nao vinha.
O menino era magro,tinha um cabelo meio comprido preto com uma franja que lhe cobria o olho direito,estava desmaido e tinha ambos braços abertos em cortes que sangravam muito.

- Como ele chama ?
Pergunta ele para a mulher que quase desmaiva de panico.

- Do-Dominik...Baskervillie.
Responde ela entre os soluços.

Aquele nome...Aquele nome batia em minha mente inumeras vezes,onde havia ouvido ele ? E como um relampago me lembro do menino na minha frente no primeiro dia de aula...Dominik Baskervillie.
Nesse instante os paramedicos chegam e o colocam numa maca o levando junto da mulher,meu pai se vira pra mim com um olhar de tristeza.

- Porque esses adolescentes fazem isso?! - Diz com um tom elevado - Ele é tão jovem,porque faz isso?!

Eu não tenho a resposta para essas perguntas então simplesmente abaixo a cabeça,vejo meu pai se levantar e me chamar para irmos.

Uma semana depois...

Depois do incidente e depois de uma semana vi ele novamente na escola,com uma blusa de frio preta e calça jeans claro junto de seu all star vermelho cano medio,estava sentado sozinha num banco preto embaixo de uma arvore.
Caminhei meio hesitante até a ele e me sentei no banco ao seu lado.

- Ola sou Yuri...Yuri O'Brien.
Digo meio timido.

Ele retira um lado do fone e me encara.

- Prazer.
Responde voltando a baixar a cabeça.

- Ora,me diga seu nome.
Insisto mesmo ja sabendo.

- Dominik.
Enfim responde ainda cabisbaixo.

Vou ter que apelar.

Coloco a mão na manga de sua blusa de frio e ele recua assustado,mas não deixo que ele tira minha mão. Ergo a manga alguns centimetros revelando os cortes que agora são cicatrizes em seu braço.

- Eu estava la nesse dia - Engulo seco - Eu vi oque aconteceu,porque fez isso? Eu mesmo sem te conhecer senti meu coração ficar pequeno ao te ver naquele estado.

Ele ergue a cabeça com aqueles olhos negros sem brilho e agora confussos.

- Do que esta falando ?
Ele pergunta quase num sussuro.

- Bem,meu pai é policial.
Digo.

Ele puxa o braço com certa força e se levanta.

- Não fique perto de mim.
Ele diz olhando para longe.

Eu realmente fazeria oque ele esta pedindo se sua voz não tivesse saido trêmula provando o contrario do que ele havia dito,eu realmente fazeria isso se ele não tivesse sempre com aquela nuvenzinha negra pairando sobre ele,eu realmente fazeria isso se ele não fosse a unica pessoa que me chamou atenção desde que me mudei para essa escola.

- Não,não posso fazer isso...- Digo me levantando - Olha Dominik,olhe pra você...sempre assim quieto e vestido de preto feito uma enorme tempestade,eu sei que sou um novato nessa escola e que não devia estar aqui "cuidando da sua vida",mas desde que te conheci naquele dia de aula e quis ser seu amigo,por favor ! Deixe eu ser seu amigo ?!

Quando percebo ja estou quase grintando e algumas lagrimas percorrem o rosto dele.

- Não fique perto de mim.
Ele repete num sussuro e sai correndo.

Fico ali parado no meio do patio ouvindo o sinal bater e o resto dos estudantes sairem,enquanto ele entra no carro.
Logo em seguida meu pai chega e buzina me tirando dos meus devaneios,coloco a mochila na costa e caminho até o carro me jogando no banco do passageiro.

- Que cara é essa?
Ele pergunta dando ré.

- Nada,pai - Respondo quase se fundindo ao banco - Alias,vou ir na casa de um "Amigo" mais tarde.

- Ja fez amizades? Quer que eu te leve ?
Pergunta acenando para que um grupo de garotas atravessem.

- Ja sim. Não precissa eu vou sozinho.
Respondo ligando o som dando o assunto por encerrado.

Alguns minutos depois e estamos na frente de casa,meu estaciona e diz para que não volte tarde da casa do meu tal "amigo" e logo se vai novamente.
Entrei em casa e joguei a bolsa sobre o sofa e fui direto ao chuveiro,tomei um banho rapido e coloquei uma roupa meio formal e sai.

Peguei o celular ajustando o GPS para aquela rua em que meu pai entrou no dia em que vi Dominik pela segunda vez,o GPS mostrou que era a umas 3 ruas atras da minha.
Quando cheguei na esquina da rua indicada tentei lembrar-me da casa,oque não foi muito dificil de achar,pois a unica casa que tinha dois coqueiros imperiais era a dele e la estava ela,Caminhei até o imenso portao e apertei interfone,se ele não quer do jeito bom sera pelo jeito ruim.

- Residência dos Baskervillie,oque deseja ?
A voz forte e feminina diz.

- O-Oi eu sou Yuri amigo de Dominik.
Respondo meio inseguro.

Com um estralo o portão automatico se abre,mostrando uma imensa garragem com 5 carros de luxo estacionados.
Caralho....
Continuo andando até o jardim pelo caminho de pedras esculpidas no chão até a porta de entrada e quando chego até a mesma,uma mulher de cabelos lisos curtos e preto,vestida numa roupa social a abre.

- Prazer,Beatriz. Entre.
Diz a mulher alta me dando passagem.

- Yuri O'Brien,Obrigado.
Respondo adentrando na mesma sala bem arquitetada da outra vez.

Só que desta vez havia um homem sentado distraido com o jornan tambem vestido de social igual a mulher,ele ergueu os olhos e voltou ao jornal.

- Esse é meu marido Richard,sente-se Dominik esta no banho e ja vai sair.
Fala a mulher sentando-se na poltrona.

Esboço um sorisso nervoso e me sento na outra poltrona de frente a ela rezando para que aquele menino saia logo fo banheiro.

- E então - Começa a dizer - Onde você conheceu ele?
Diz me oferencendo uma xicara de chá que estava na bandeja sobre a mesa de centro.

- Bem,na escola.
Respondo nervoso e aceitando a xicara.

- Faz tempo que mora aqui?
Pergunta enquanto esfria o chá de hortelã.

- Faz duas semana desde que me mudei pra cá,eu era da California.
Respondo novamente.

- Adoro aquele lugar - Ela comenta - Eu conheço seus pais?

- Na verdade agora só tenho meu pai,minha mãe faleceu quando eu ainda era pequeno. Meu pai se chama David O'Brien.

Ela enrruga a testa como se estivesse tentando lembrar.

- Não me lembro deste nome...
Diz bebendo um gole do chá.

- Talvez você o conheça pelo nome de capitão Lobo.
Digo tambem bebendo.

- Ah sim,ouvi falar dele. Os meus amigos do Tribunal estavam comentando do novo capitão da policia militar,O tal Lobo.
Ela diz agora sorrindo.

Nesse momento Dominik aparece no corredor com uma toalha branca amarrada na cintura e os cabelos negros molhados colados na testa.

- Dominik querido seu amigo veio te visitar.
Anuncia Beatriz.

Ele me olha de cima abaixo.
Vira as costa.
E se enfia no quarto.

Me levanto e vou atras dele deixando a mulher com uma cara de confusa,abro a porta do quarto dando de cara com ele ainda de toalha sentado na frente do Notbook.

- Como que você invadiu a minha casa?
Diz ele sem se virar.

- Bem,eu não invadi.
Respondo fechando a porta e me sentando na cama.

- Eu disse para não ficar perto de mim.
Ele diz finalmente se virando para mim.

- Eu sei mas...Que tal me deixar ser seu amigo e te fazer sorrir novamente ? Você ja pensou que você pode sair dessa tempestade da qual voce criou?
Respondo o encarando.

- Não,ta legal?! Nunca pensei em sair dessa tempestade da qual eu criei.
Responde num tom elevado.

Me levanto e caminho até ele segurando seu rosto com ambas as mãos obrigando-o a me olhar nos olhos.

- Talvez você só esteja precisando de um arco-iris em meio a essa chuva de sentimentos e dias ruins,as vezes você precisa de um amigo para te ouvir,por favor eu te peço novamente,deixa eu ser esse amigo ?
Digo abaixando a voz.

Ele abaixa o olhar.

- Eu nao quero ninguem,eu só machuco as pessoas,faço mal a elas e nao quero fazer mal para voce tambem,alias oque você sabe de mim? Entrou na escola agora e porque quer tanto a minha amizade?
Enfim responde alterado.

- Porque eu quero sua amizade?! Você foi a unica pessoa que eu me interessei em ter amizade naquela escola,eu vi oque aconteceu com voce naquela noite e nao quero que aconteça de novo,por favor me deixa se aproximar.
Digo implorando a ele.

- Okay.
Ele responde sussurando.

Finalmente consegui quebrar aquela barragem de nuvens negras da qual o cercava,agora com o passar do tempo nos livramos da chuva e do mal tempo.

- Me permite te dar um abraço?
Pergunto duvidoso.

Ele arrega-la os olhos como se nunca tivesse sido abraçado antes,mas logo balança a cabeça afirmando.

- Mas antes você poderia sair para eu por roupa ?
Diz num tom de ironia.

- Você não tem nada do que eu tambem não tenha.
Respondo rindo.

- Oque você é ? Um pevertido ?! Pelo menos feche os olhos.
Ele diz serio.

Então coloco as duas mãos sobre os olhos,escuto as portas do guarda-roupa a minha frente ser abertas,por curiosidade afasto um pouco as mãos do rosto vendo Dominik de costas.
Bem,ele tem covinhas no final das costa e uma pinta proxima do ombro e quando ele percebe que esta sendo observado tampo os olhos novamente.

- Pronto.
Ele diz.

Então abro os olhos como se não tivesse visto nada e ele ja esta de shorts sem camisa,ele se senta de novo na frente do Notbook.

- Amanhã podemos ir jogar bola?
Tento quebrar o silencio.

- Jogar bola?
Ele pergunta assustado.

- Coisa que amigos fazem.
Falo rindo.

- Por mim tudo bem,mas onde vamos jogar?
Ele pergunta ainda olhando para o Notbook.

- No campo do quintal de casa.
Falo me jogando na cama.

- Oe! Não bangunce a minha cama !
Ele diz bravo.

Passamos o resto da tarfe discutindo sobre oque ele gostava,quando perguntei sobre seus pais ele ficou meio triste e mudei de assunto rapidamente.

- Bem...preciso ir.
Falo olhando no celular.

- Okay.
Responde ele abertando os labios.

- Até amanha na escola.
Digo me levantando e indo até a porta do quarto.

- Vou te levar até o portão.
Diz ele colocando uma camiseta que estava sobre a cama e saindo atras de mim.

Passamos pela sala onde me despedi de seus tios e seguimos até o jardim e enfim no portão,onde ele abriu.

- Até amanhã .
Ele sussura.

- Até.  - Respondo sorrindo - Alias,você me deve um abraço.

Ele recua e eu me aproximo ficando na ponta dos pés para alcança-lo e roubo um abraço,em seguida saio correndo pela rua deixando um menino confusso para tras.

Parece que o sol vai começar a brilhar na vida de Dominik....

Penso enquanto corro de volta para casa....






Autora On

Gente nunca apresentei Yuri direito então vou descreve-lo agora.

Yuri tem 1,55 de altura
Cabelos castanhos claros caido numa franja curta.
Ele é palido com sardas nas bochechas e olhos mel.

Então é isso....ele é um fofo.




Notas Finais


Peço paciencia,mas nenhuma historia de amor acontece de uma hora pra outra,especialmente ESSA historia de amor <3
Beijos até o proximo Cap :3


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