História A Rainha Fantasma - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~DiasCarol

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Exibições 22
Palavras 1.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Imitar Filmes Não Dá Certo


Lia não pensou duas vezes. Correu assim que viu a criatura. Levantou-se de forma rápida e extremamente desajeitada quase fazendo com que caísse outra vez, mas continuou correndo sem olhar para trás.

Correu por mais tempo do que jamais andou a vida toda, correu o mais rápido que suas pequenas pernas lhe permitiam. Lia jamais se imaginou capaz de tanto. Seu corpo estava superando suas expectativas e limites.

No momento tudo o que a menina era capaz de sentir era o medo. Ela nem sequer sentia mais dor alguma. Apenas o medo anestesiante, que movia cada célula do seu corpo, que a mantinha em movimento constante, sem nem sequer parar para olhar para trás.

Ela sentia que estava sendo perseguida. Seu corpo parecia reagir à presença daquele ser, deixando todas as suas células em alerta máximo. De algum modo ela sentia que aquele monstro era uma ameaça extrema a ela, e foi isso que a fez correr como nunca havia corrido na vida. Foi isso que fez a adrenalina correr por todo o seu corpo, concentrando todos os seus sentidos em sua fuga.

Lia ainda não entendia, mas foi graças ao seu déficit de atenção, que ela ainda conseguia ver o mundo ao seu redor.

As pessoas pareciam totalmente alheias ao monstro que a perseguia, como se não o vissem, mas claro a menina estava convencida que não era possível não ver um monstro como aquele correndo atrás de uma criança.

Ela pensou em pedir ajuda, mas lembrou-se automaticamente de outras vezes em que vira coisas estranhas como garotas de pele verde escondidas atrás de arvores e a mãe assim como todos ao redor lhe garantiram que era só imaginação. Certamente era mais fácil acreditar em garotas de pele verde em monstros que pareciam ser a mistura bizarra de vários animais distintos.

Sendo assim Lia continuou correndo. Entrou em varias lojas a procura de um esconderijo, mas o monstro sempre invadia o local e destruía tudo.

Na primeira vez em que tentou, Lia nem sequer viu direito que loja era, simplesmente viu uma chance de se esconder. Lembrava-se de brincar de se esconder entre os cabideiros quando saia com a mãe. Claro que sua mãe nunca entendia a brincadeira o que sempre lhe rendia um sermão bem no meio da loja, e um serio castigo em casa, que, quando a mãe estava de mau humor, vinha acompanhado de umas palmadas.

Ela fez isso. Se escondeu entre os cabides do fundo da loja, que parecia especialmente lotado, ela estava convenientemente próxima às escadas que levavam a seção masculina no segundo andar. Ela imaginou que o monstro pudesse perdê-la de vista depois disso, ou que ao menos se intimidassem com a quantidade de adultos ali.

Ninguém prestou atenção nela quando entrou correndo e se escondeu, mas quando o monstro entrou logo atrás dela, as pessoas olharam pra ele que destruía a loja inteira, derrubando varias araras de roupas, separando o metal em duas partes com suas garras, rasgando as roupas.

Lia sentiu seu coração disparar quando o monstro, virou seu rosto em sua direção e seus olhos bi colores analisavam o local a sua procura. Ela viu outra vez os dentes de tubarão em sua boca e tremeu só de pensar em sentir aqueles dentes cravados em sua pele.
Então a criatura ergueu a cabeça, como se estivesse farejando. Ficou totalmente imóvel por uns instantes e depois abriu um sorriso assustadoramente afiado, enquanto caminhava na direção de Lia. Foi só então que a menina percebeu. Não adiantaria se esconder por que esse monstro podia fareja-la.

Ela não se preocupou mais com esconderijo.

As atitudes seguintes de Lia dariam um típico filme de ação.

Ela correu diretamente para o monstro. O que o deixou confuso. É de se esperar que ninguém nunca tenha corrido em sua direção pronto para ser comido. E Lia aproveitou-se dessa confusão momentânea, e de sua baixa estatura, para deslizar entre as pernas do monstro. Claro, isso só foi possível graças aos anos de treino em como deslizar em pisos encerados.

A menina se viu de frente para a escada. Ou ela dava meia volta e saia da loja a correria até não aguentar mais, ou subia as escadas e improvisava algo que os heróis do cinema fariam.

Não é preciso pensar muito para saber o que uma criança de sete anos viciada em filmes faria.

Lia correu escada acima. Em certo ponto tropeçou no degrau, mas recuperou o equilíbrio e continuou correndo.
Ao chegar lá deu uma rápida olhada no local. Seu déficit de atenção lhe permitia analisar o local enquanto monitorava a aproximação do monstro.

Ele estava perigosamente perto. E ela só encontrou uma saída dali.

Confiante de que daria certo dessa vez, Lia correu o mais rápido que seu corpo pode aguentar, suas pernas doíam com o esforço. O monstro acelerou o passo as suas costas, mas ela já estava fora do seu alcance. Ela corria em direção a uma vitrine. A menina impulsionou seu corpo contra o vidro, se jogando contra a janela.

Não foi tão impressionante quanto nos filmes. Nem tão épico, ou seguro.

Lia atingiu o chão num piscar de olhos, não foi em câmera lenta como nos filmes, embora ela se lembrasse de cada instante durante a queda.

O lado esquerdo do seu corpo foi coberto por cacos de vidro, ela sentia a ardência do vidro perfurando sua pele. Sentia também o calor do sangue que escorria dos cortes.

O choque contra o chão despertou um formigamento forte, principalmente nos membros inferiores do seu corpo, embora seus braços também tenham sido atingidos.

Seu tornozelo esquerdo foi o pior. No mesmo instante em que tocou o chão uma onda intensa de dor surgiu nele. A menina chorava de dor. As lágrimas se misturando a sujeira e sangue de seu rosto, cada vez que entravam em contato com um dos pequenos cortes que seu rosto sofrera, ela sentia a ardência no rosto, e as lágrimas vinham com mais força.

Lia não se preocupava nem um pouco em esconder os gemidos de dor e os choramingos.

Levantou-se lentamente tomando o máximo de cuidado que pode. Mas assim que começou a se afastar do local, sentiu novamente um clima de perigo. Mesmo não querendo acreditar, a menina olhou para trás e se deparou com o monstro que a perseguira.

Ele também pulara.

No entanto ele parecia bem menos machucado que ela.

Lia choramingou algo antes de voltar a correr, da maneira que conseguia.

Ela entrou em um beco, mas logo viu que aquilo foi um erro. O beco não tinha saída. Assim que Lia se virou para dar a volta se deparou com a besta na entrada do beco lhe encarando.

As lágrimas caíram de seus olhos com mais força do que antes. A menina já estava acreditando que aquele era o seu fim.

Quando de repente uma flecha de bronze passou cortando o ar e se fincou diretamente na cabeça do monstro.



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