História A Rainha Perfeita - Interativa - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção, Dylan Sprayberry
Personagens Dylan Sprayberry
Tags A Seleção, Dylan, Interativa
Visualizações 15
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello. Its me.
Chorei escrevendo e editando esse cap. Socorro

Capítulo 32 - O que está acontecendo?


Outro dia acordando cedo e indo trabalhar. Tentei deixar os acontecimentos drásticos que estava acontecendo na minha vida para trás e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido... melhor maneira? Não, mas a única que eu conseguia fazer.

Meu almoço poderia ser com as Selecionadas, mas dispensei e almocei no quarto da Anna, estava tentando me apegar à ela como era antes de tudo isso, a Seleção nos afastou um pouco e isso era a última coisa que eu queria, ela era a única mulher que eu amava, então não queria me afastar, ainda mais depois de ter expulsado a filha dela do meu país.

- Estamos muito distante desde que a Seleção começou - eu comecei a conversa sentado na cama dela quando terminamos de comer, pra ver se ela sentia minha falta também.

- Eu sei, e mesmo assim você não adiantou a Seleção ainda - ela diz rindo e eu reviro os olhos.

- Pare de falar da seleção, estou dizendo que senti sua falta nos últimos dias.

- Também senti sua falta, mas você precisava de tempo para as meninas...

- Sempre terei tempo para minha segunda mãe também - digo fazendo ela sorrir - eu te amo.

- Também te amo, meu amor - ela diz vindo beijar meus cabelos - te amo meu filhinho caçula.

- Crystal é a mais nova - falo rindo - sou o mais novo dos homens. - falo abraçando ela - foi bom o almoço, mas tenho um encontro para comer a sobremesa.

- Astrid, não é? - ela pergunta arrumando minha gravata - vá falar com ela, não a deixe esperando dessa vez.

Sai do quarto dela e fui tomar um banho e me arrumar, demorei cerca de meia hora e sai do quarto quase atrasado para o encontro.

Iria encontrar ela no lago, assim que saí no jardim encontrei Anna novamente.

- Ela pediu minha ajuda para arrumar o piquenique - explicou antes mesmo de eu perguntar e sussurrei um obrigado, enquanto via Astrid de costas, ela estava linda sentada no chão próximo ao lado com o vento em seus cabelos,se pudesse iria desenhar aquela cena para guardar em minhas memórias, sorri involuntariamente por um momento.

Porém um som me tirou dos meus pensamentos, era um som estrondoso que eu conhecia muito bem. Astrid se assustou e correu em minha direção, fiquei aliviado ao ver que ela estava bem. Estava surdo e atordoado, não sabia exatamente o que estava acontecendo, me virei e vi todas as Selecionadas saindo do palácio em direção ao Jardim, sendo levada pelos guardas que deveriam estar fazendo o contrário, deveriam estar levando elas para um lugar seguro, não para o lugar mais perigoso. Passei os olhos rápido por todas e vi que estavam bem, outros guardas chegaram e começaram a guiar elas para dentro, assim como Astrid e mais alguns do mesmo som se repetiam.

Os guardas estavam atirando uns contra outros, como poderia ter guardas contra mim? Alguns tentavam defender as Selecionadas e a mim, outros atiravam contra a gente e eu permanecia parado sem reação, era como se minhas pernas tivessem perdido as forças.

Novamente vi as Selecionadas ao lado de Arthur, ele as levava para dentro e soube que estavam seguras com ele, era o único que eu confiava no momento.

Todas estavam bem, menos ela.

Ela havia levado um tiro próximo ao coração e isso me fez conseguir forças para correr até seu corpo caído na grama.

Anna tinha levado um tiro próximo ao coração.

Parece que só agora minha audição voltou, pois ouvia os guardas desesperados gritando para eu entrar, vários ao meu redor, mas quando dei por mim, estava ajoelhado segurando a cabeça de Anna em meus braços.

- Por favor, aguenta, só precisamos te levar ao hospital - pedi já chorando desesperado, não conseguia reagir e ela parecia tão em paz, ela sorria tentando me acalmar apesar das lágrimas e falta de ar.

- Eu te amo, meu filho - ela me disse sorrindo para me acalmar - diga à todos meus filhos que eu amo cada um deles, e meus netos também, todos eles - ela dizia com dificuldade e eu notei que já estava a perdendo.

- Não me deixe, eu não sou nada sem você, por favor - pedi derramando lágrimas incontroláveis, ela não poderia me deixar, não poderia viver sem ela. Meu pai, minha mãe e agora ela, não poderia ser órfão novamente, eu amava ela e a queria comigo, precisava dela para me na ter são. Não consigo pensar em quantas vezes ela me aconselhou e mudei leis e decisões por causa de seus conselhos, o que seria sem ela?

- Você sabe do que é capaz Adam, e eu também. Se torne o homem que é capaz de ser, se case por amor - Ela pediu já sem forças e quase sem respirar.

- Eu vou, mas não me deixe, por favor, eu te amo. Anna! Anna! - chamei por seu nome varias vezes ao ver que ela já estava sem vida.

Não sei como, mas os tiros pararam e vi vários corpos de guardas no chão, alguns feridos outros mortos. Não sabia quantos aliados tinha perdido e nem quantos inimigos, mas havia muitos mortos, e o corpo de Anna sem vida em minhas mãos, enquanto eu gritava desconsolado.

Ela estava morta e eu não conseguia mais fazer nada, tinha perdido todas as forças. Abraçava seu corpo chorando, mas ela não me abraçava de volta, eu estava sujo com seu sangue e não havia nada que eu poderia fazer para mudar tudo isso. Então senti algo quente em meu ombro e veio a dor junto com o impacto, eu também havia levado um tiro e caí sobre ela, ouvi mais dois tiros e vi quem me atirou, agora estava morto. Não sei ao certo o motivo, mas deimaiei sem forças.

Acordei dentro do hospital, não sei quando tempo depois, talvez algumas horas. Tinha o ombro enfaixado e sentia uma dor horrível, mas não me importava.

Nas outras macas do hospital haviam muitos guardas, a maioria desacordado e recebendo tratamento de enfermeiros ou médicos.

Mas ao meu lado direito estava Anastácia com um curativo na barriga, manchado de sangue, desacordada.

No outro lado estava Astrid com um curativo no mesmo lugar que eu, mas no ombro oposto, também manchado de sangue.

Me assustei ao ver as duas, mas fiquei feliz em saber que pelo menos estavam estáveis, que foi o que Henry me disse. Mesmo assim eu estava atordoado e queria acordar as duas, perguntar e ouvir da boca delas que estavam bem, mas não poderia e nem conseguiria, pois me lembrei da cena de horas atrás. Anna morta em meus braços.

Sai da maca mesmo com dor e com o protesto dos médicos, mas eu precisava saber se estava mesmo morta e todos me diziam a mesma coisa.

- Sinto muito, Majestade. Ela não conseguiu aguentar - eles deveriam ter decorado essa frase, pois só sabiam falar isso.

Sai do hospital mesmo assim, não sei ao certo procurando o que ou quem, mas Arthur me encontrou quase caindo em um dos corredores andando rápido e segurando o ombro pela dor.

- Majestade, o senhor ainda não passou pela cirurgia, precisa voltar, tem uma bala no seu ombro - ele disse me detendo e me apoiei com os braços em seu peito.

- Me diga o que está acontecendo - pedi chorando - por que tantas pessoas morreram? Por que duas Selecionadas estão hospitalizadas? Por que Anna morreu? O que aconteceu? - perguntei quase gritando chorando.

- Eu não sei, Adam - ele disse alto e percebi o quão nervoso ele estava por não ter as informações - de repente alguns guardas começaram a atacar, eles estavam em todos os lugares e não sabíamos mais quem era amigo ou não. Não sei o que está acontecendo, ninguém sabe, não sabemos se estamos seguros chamando mais guardas ou não. Mas você precisa voltar ao hospital para ficar seguro e se cuidar - fala com autoridade e abaixo a cabeça colocando ela em seu peito.

- Eu quero ela de volta, me diz que ela não morreu - pedi chorando como uma criança, mas não me importava mais com as lágrimas em meu rosto, não disse seu nome mas ele sabia de quem eu falava.

- Ela não morreu, está vivendo ao lado de seus pais agora, os três cuidam de você, lá de cima - ele disse baixo me abraçando e sorri de cabeça baixa, menos sem ele perceber.

Finalmente alguém me disse algo diferente e reconfortante.


Notas Finais


Sem palavras, apenas lágrimas


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