História A Rede Suja - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Três


Era a terceira audição que faria somente naquela semana. Faltou mais uma vez no Tater’s Grill, uma lanchonete caracterizada onde tinha que vestir roupas justíssimas ao corpo para chamar atenção de novos clientes. Andava para cima e para baixo com o celular enfiado no decote ou dentro da legging amarela — não perderia qualquer oportunidade caso recebesse mais alguma ligação ou e-mail confirmando as novas fazes das inúmeras audições que estava fazendo. Carl, seu chefe, dizia que era tudo perca de tempo, mas Rita acreditava que não.

Uma hora ela conseguiria. Chamavam-na de louca, lunática e sem um pingo de juízo. Talvez tivessem razão mesmo.

Abriu mão da bolsa de estudos do outro lado do país onde estudaria moda. Queria mesmo era focar nas artes, mas infelizmente sua bolsa foi negada. Nem mesmo Juilliard lhe aceitou. Seu desejo, no entanto, era a Broadway. Estava morando perto, então, as chances poderiam ser maiores, não!? Tinham de ser. Rita estava dando o seu sangue para isso.

Morava em uma república com jovens que, assim como ela, eram fascinados pela ideia de liberdade e bagunça. Não tinham obrigações com nada: resumiam suas vidas em festas, drogas e sexo. Não que Rita fosse uma devassa. Ela estava em um relacionamento com o seu melhor amigo desde o Ensino Médio. E parecia estar satisfeita, não fosse as crises de ansiedade do rapaz e sua bipolaridade. O nome dele era Phillip Sackler: um jovem nerd, gênio da computação e dono de um QI elevadíssimo.

Eram um casal estranho. Não havia um que não falasse isso. Ela, muito linda para ele; ele, muito esquisito para ela. Rita era dona de uma beleza invejável e jovial: foi capitã durante anos das líderes de torcida de Washington, popular e cheia de amores onde quer que ia. Já Phillip nunca passou de um zé ninguém: acumulava fobias e odiava aparecer. Eram opostos. Opostos que se atraíram.

— Rita. — Disse ela dando seu nome na lista e depois assinando para aguardar no corredor a sua vez. — Rita Schlemmer. — Repetiu.

Impossível conter a ansiedade. O peito inflava, os batimentos cardíacos aceleraram e os estalos nos dedos começaram a ser repetidos. Sentia que estava preparada e, como todas as vezes, poderia ser a sua grande chance. Se estava certa disso ou não, sua fé era inabalável. O problema mesmo era lidar com os nãos que recebia: não havia uma única vez que Rita não chorasse como uma criança que perdia o doce para um valentão — covarde, mais precisamente.

Adoraria ligar para o pai e contar a grande novidade, mas estava guardando segredo. Sua estadia em Nova York era desprovida de segurança alguma. Todo o dinheiro que foi poupado por muito tempo pelos pais para a educação dos filhos, fora gasto com superficialidades. Phillip até tentou contestar, mas Rita tinha algo que a maioria das jovens da sua idade possuíam: imaturidade — pelo menos a grande maioria. Se ela se envergonhava da vida que escolheu? Às vezes sim. Principalmente no dia dos pais em que tantas vezes tinha que inventar uma desculpa qualquer para não comentar sobre a faculdade. A faculdade que não fazia. Mas James era o único que sabia de seu segredo. E até achava graça, pois era irônico como o destino os fez totalmente diferentes do que o papai queria. Quer dizer, Rita era a menininha do papai. James não era nada — ao menos, era dessa forma que se sentia.

Olhou fixamente para o celular, depois mudou de direção, tentou fazer amizade com alguém, mas estava muito mais ansiosa do que de costume. Dessa vez, optou em fazer silêncio.

Mas por que Phillip não respondia a sua mensagem?

Rita, concentre-se em sua audição. Deixe Phillip para lá.

Todavia era impossível. Phillip estava agindo estranho nas últimas semanas. Mal parava em casa e andava mais mudo do que nunca. Aconteceu algo, pensou. Ela sentia. No entanto, Rita não podia deixar-se influenciar pelas preocupações externas. Ela tinha que cuidar da própria vida.

Talvez seus amigos estivessem certos de que Rita se preocupasse mais com o problemático namorado do que com a própria vida.

Charles não gostava do moleque, assim como não gostava de nenhum outro rapaz que se aproximasse com segundas intenções de sua garotinha. Era um pai ciumento e superprotetor. E não, não foi fácil para ele se despedir de sua pequena. Queria-a perto de si, mas teve de abrir mão. Ao menos se soubesse onde Rita estava, Charles não pensaria duas vezes em amarrá-la à cama e não deixaria sair de lá nunca mais.

O dia seria longo, sempre foi. Perdia praticamente todo o dia de trabalho, mas nunca se arrependia. Sempre no final dele, ao descansar a cabeça em seu travesseiro, sentia uma paz invadindo o seu corpo e a sensação de que “poderia dar certo” tomando conta de seus pensamentos. Mas Rita era uma sonhadora como todos os artistas suburbanos que conhecera.

O seu nome foi chamado, a ansiedade bateu forte. Era a primeira audição: canto. Ela, particularmente, sabia que era muito boa nisso, mas o nervosismo podia fazer com que se atrapalhasse e esquecesse a letra.

Em seu decote, o celular escondido — uma vez que o vestido não possuía bolsos — começou a vibrar. A curiosidade era imensa, tanto que não pensou duas vezes em toma-lo e checar suas mensagens. Durante o caminho até a sala da audição com mais algumas pessoas, Rita lia a mensagem com um ar estupefato em seu peito, quase sentindo o coração sair pela garganta:

— “Quero que pegue suas coisas e vá embora”. — Era uma mensagem de Phillip. Rita interrompeu os passos, desfez o sorriso esperançoso em seus lábios e ficou a olhar o celular por longos segundos.

“O que houve? ” Enviou outra mensagem.

— Olá! — Alguém se apresentava. Era uma bancada com uma mulher e um rapaz atrás do piano para passar a música consigo. — Rita Schlemmer, certo?

A loura balançou a cabeça um pouco confusa e desnorteada.

— Isso. — Respondeu ofegante.

— Seu currículo, por favor?

Atrapalhada, entregou a ela o que fora solicitado, em seguida, guardou o celular dentre os seios sem qualquer discrição de tão surpresa que estava.

— Rita. — Acenou com a cabeça e nem sequer sabia o por que estava falando o seu nome novamente.

— Essa é a partitura. — Disse a mulher com um sorriso divertido nos lábios. Rita também sorriu, mas estava completamente nervosa. — Você está bem? — Depressa, trocou os papéis, entregando a cada um deles corretamente dessa vez. — Sinto que está nervosa. Vamos, respire.

E foi o que Rita fez.

— Pronta? — Perguntou o pianista, Rita trocou algumas informações consigo e voltou para o centro.

Precisava focar e não esquecer a música.

Sabia a canção na ponta da língua, às vezes esquecia quando se distraia, mas como conseguiria manter o foco depois daquela mensagem? O celular vibrava mais uma vez e exatamente no mesmo instante em que a melodia já alcançava todo o salão. Rita começou, mas se atrapalhou e se perdeu.

Uma nova chance foi dada.

Ao término, Rita saiu insatisfeita da sala. Existiam mais duas últimas etapas. Ela sabia que era boa o suficiente, porém, era irônico como qualquer coisa parecia mais importante do que estar ali.

Assim que deixou a sala, transtornada e sem chão, pegou o celular e lá estava outra mensagem de Phillip:

“Apenas não te quero mais. Pegue as suas coisas e vá embora o mais rápido possível. ”

Não esperou um minuto sequer e ligava, mas caia diretamente em sua caixa postal. Ligou para quase todos os amigos. Ninguém sabia de Phillip. Saiu cedo, disseram, não deu satisfação a ninguém ou disse qualquer coisa para repassar a ela. Rita só queria ir embora e desistir daquilo.

Mas ela não poderia escolher. Não poderia. Phillip podia escolher qualquer outro dia para terminar com ela, mas não naquele dia. Justamente naquele dia.

— Vamos, seu nerd de merda. Atenda essa porra!

— Oi. — Respondeu, finalmente. A voz estava abafada, parecia distante. Rita estava prestes a ter uma crise de nervos.

— O que houve? O que está acontecendo?

— Eu já disse. — Pigarreou. — Pegue suas coisas.

— Phillip, eu não tenho pra onde ir.

— Sinto muito.

— Sinto muito? É isso que tem a me dizer? Sabe onde estou agora?

— Rita, facilite as coisas....

— Facilite você, seu egoísta de merda! Estou no meio de uma audição e você me diz isso? Que tipo de pessoa você é?

— O aluguel já está pago. Vá o quanto antes e pegue suas coisas. Amanhã trocarei a fechadura.

— Mas o que está acontecendo, Phillip? — Começou a chorar. — O que eu fiz?

Phillip não respondeu. Ficou em silêncio. Ouviu um suspiro, mas nada disse.

— Phillip!

— Faça o que eu disse. E não me ligue mais.

— Não, Phillip! Me escuta, Phill. Fale comigo....

A ligação fora encerrada. Ela retornou. Chamada bloqueada.

O coração faltou saltar da boca. O que estava acontecendo? Por que essa atitude repentina? Era mais um daqueles ataques de Phillip? Tantas perguntas e nenhuma resposta para esclarecer sua mente. Não teria emocional o suficiente para prosseguir com aquilo.

Tentou ligar para todos os amigos que tinham em comum, mas lembrara-se que Phillip sempre foi muito distante de todos e qualquer contato com o mundo externo era evitado imediatamente. Antissocial e depressivo, Phillip Sackler vivia em seu próprio mundo preto e branco. E o pior de tudo: levava Rita consigo. Mas isso não aconteceria mais.

— Foda-se. — Deu meia volta e, por mais que fosse se arrepender depois, agia por impulso como sempre. Foi embora e nem sequer deu satisfações. Disse que precisava fazer algumas ligações e até fez, mas não disse que voltaria.

E não voltou.

Foi embora em prantos. Estava tudo acabado. Para onde iria? Mas e se conseguisse passar? Rita não sabia, se não aceitaria ter que lidar com aquilo. Em quatro anos de relacionamento com Phillip Sackler, todas as brigas eram sempre semelhantes e a cada vez que terminavam, uma parte de si morria junto.

Chorava mais do que podia, porque sabia que ele tinha sérios problemas de aceitação e recusava-se a acreditar nesse “amor” todo que Rita alegava sentir por si. Quantas vezes Rita teve de abrir mão do próprio sonho para amparar as crises emocionais do namorado depressivo? Sackler sofria de Transtorno de ansiedade social, depressão clínica, delírios e paranoia. E, acredite, lidar com isso não era nada fácil para ele, tampouco para a namorada que, paciente, lutava contra todos os seus delírios. Aceitar isso sem contestar e entender o que realmente estava acontecendo, não seria outra tarefa fácil.

De todas as brigas que tiveram, Phillip nunca, em momento algum, a expulsou de sua vida ou teve uma atitude severa como esta. Muito pelo contrário: trancava-se em seu mundo e não abria a boca, mas continuava ao seu lado. Era evidente o medo que tinha de perde-la. Contudo, o que aconteceu?

Sua cabeça girou, estava tão distraída no caminho de volta para casa que foi correndo. Corria porque pensava, em sua ingênua consciência, de que ela pudesse encontrá-lo em um canto escuro dentro do quarto que dividiam, em mais uma de suas crises. Tinha certeza que o encontraria chorando e que precisaria daquela massagem na nuca para se acalmar — coisa que ela faria como ninguém. No entanto, quando chegou lá, não era exatamente isso que encontrava além de um vazio excepcionalmente perturbador. Subiu as escadas ligeiramente, deve ter se ralado com a pressa, mas não se preocupou com isso.

A república, como chamavam, era uma propriedade de proporções medianas para, aproximadamente, 10 jovens de idades semelhantes habitarem. Rita e Phillip ocupavam o último quarto no andar de cima: era um sótão que improvisaram para confortarem-se e ganharam, inclusive, um preço especial por conseguirem convencer Ruth, a dona do local, “liberarem” o acesso deles.

A entrada estava revirada, assim como os demais móveis. Estilhaços de vidro encontrados por todos os lados apenas evidenciavam quão profundamente certa ela estava por pensar o pior. Algo muito grave havia acontecido. Mas o quê? Não era nada semelhante àquelas festas que davam e que amanheciam embaixo da bagunça mais incômoda — que ela nem sequer se importava mais com tantos anos de convívio. As fechaduras estavam arrombadas, tudo revirado. Havia resquício de sangue e marcas de tiros, mas, por sorte — ou não —, não encontrara qualquer corpo — sinal de que um ato terrorista havia acontecido.

— Phillip? — Chamou assustada pelo namorado e subiu mais um lance de escadas, em direção ao sótão. Estava supostamente sozinha. Sem sinal de qualquer alma penada por ali.

Ao adentrar o sótão, para a sua infelicidade, encontrava tudo em péssimo estado. As fronhas dos travesseiros totalmente rasgadas e as plumas dos mesmos pelo chão. Não havia qualquer objeto que se salvasse, além da foto do casal e de sua família jogada ao plano, cujo porta-retrato também estava arrebentado.

— Não, não, não! — Disse para si mesma e tentou, de alguma forma, toma-los em sua mão, mas logo escutava passos. De quem seria? Rita respirou fundo, tentou manter a calma, mas as lágrimas resolviam cair e banhar o rosto. Por outro lado, conseguiu engolir o choro e ser forte. Aquele ato bárbaro certamente tinha dedo de algum criminoso que estava atrás de algo valioso.

Correu para checar o dinheiro que guardava dentro do tanque do vaso sanitário. Não era muita coisa, por volta de três mil dólares — tudo o que sobrara do dinheiro que seus pais juntaram para financiar os estudos da loirinha —, mas ainda assim, era o que tinha. Um alívio tomou conta de seu corpo quando encontrava o saco de que enrolava o dinheiro intacto. Suspirou, agradeceu mentalmente, mas aquilo tudo era estranho demais.

Tentou insistir em ligações para que Phillip lhe atendesse, mas mais uma vez fora ignorada. A última tentativa fora com os amigos, mas surpreendentemente todos haviam desaparecido.

A polícia, por ironia do destino, fora a última opção: alguém precisava solucionar aquele caso. Rita estava em prantos. E o pior de tudo: absolutamente sozinha.

Será que Phillip sabia de tudo aquilo e estava lhe poupando? Estaria ela livre?

Não tinha muito tempo para pensar: juntou o dinheiro, colocou dentro da bolsa e não se esqueceu dos porta-retrato que, mesmo quebrado, daria um jeito de consertá-los quando tivesse tempo. O resto ficaria para trás — daria um jeito de conseguir tudo de novo, ao menos, aquelas roupas foram compradas em brechós, pois era tudo o que seu dinheiro conseguia comprar.

Ao deixar o quarto, ouviu um barulho. Tinha alguém ali, mas fora tão rápido que seu reflexo lhe obrigou a se esconder atrás da escada do sótão. Qualquer ruído que fizesse poderia denunciar a sua presença e isso era tudo o que Rita não queria.

Sendo assim, fez o máximo de silêncio que pôde e concentrou-se apenas nos ruídos que aqueles intrusos faziam. Mas nada falavam, apenas andavam e trocavam códigos com as mãos por segundos incontáveis.

Merda.

— Conseguiu encontrar alguma coisa?

— Não. Ele foi mais esperto que nós e destruiu tudo.

— Como sabe disso?

— Tentei rastrear, sem sucesso.

— Porra! Revistaram o quarto dele?

— É lá em cima. No sótão.

— O que encontraram?

— Nada de útil. Apenas algumas roupas, mas não há nenhuma evidência dele.

De quem estavam falando? Phillip?

Descuidada, Rita esquecera de colocar o celular em modo silencioso e ele tocara. Imediatamente, os três homens em trajes escuros cujos rostos eram camuflados, captaram sua presença e iam em sua direção.

Sem alternativas, Rita corria em direção à janela logo atrás de si. Seria uma queda brusca de, aproximadamente, sete metros. Todavia, não pensou duas vezes em saltar: a caçamba de lixo logo abaixo sustentaria a sua queda.

Não pensou, nem sequer controlou a respiração: apenas se jogou e foi uma queda severa, caindo pesadamente contra os restos de comida e todo o entulho que ali era acumulado. Depressa, Rita tentava alcançar a superfície, mas algo doía ainda que estivesse sob os efeitos entorpecentes da mais pura e inconfundível adrenalina.

Bailarina há mais tempo que pudesse contar, conhecia aquela dor de longe. Era a lástima de ter deslocado o joelho que a impedia de se esforçar muito, mas continuar parada ali à mercê de levar um tiro, seria mais arriscado ainda. Lutou com todas as suas forças apesar da dor aumentar gradativamente. Num salto, a jovem deixava a caçamba e, mancando, desaparecia o quanto podia. Adentrava em uma farmácia escondendo a face para que, assim, pudesse despistá-los.

O celular ainda tocava e a adrenalina tomava conta de seu corpo. Via alguém correndo e se escondia entre as baias do estabelecimento. Por sorte, puxava o gorro de sua blusa, escondendo o rosto ou qualquer semelhança que poderia ser encontrada com a garota — ou a pessoa — que estava observando a tudo o que acontecia lá em cima. A dor ainda era insuportável, continuar a andar somente traria mais incômodos, mas precisava ir ao hospital o quanto antes.

Desnorteada, esbarrava em alguém que, por acaso, era um farmacêutico. Nem sequer precisou de muitos esforços para identifica-lo como tal. O rosto coberto de dor, denunciou que havia algo errado. Prontamente, fora questionada e tudo o que Rita fazia era se esquivar e tentar não fazer tanto alarde assim quando desconfiava de dois homens trajados de vestes negras — como aqueles criminosos na república — adentrando ao comércio. Observavam a tudo com cuidado. Rita precisava ser mais discreta possível.

— Senhorita, precisa de ajuda?

Ofegante e assustada, Rita engoliu em seco e disfarçou.

— Algum remédio para cólica. — Disse ela ao tentar despistá-los. — Dói muito, muita dor....

— A senhorita precisa ir ao hospital. Está tudo bem?

— Sim! Só estou no meu período....

Ao observar que a dupla avançava em direção contrário à sua, Rita arrastou-se para fora o mais depressa possível, corria — como podia — para dentro de um táxi que uma idosa havia chamado, deixando-a para trás.

— O meu caso é mais urgente. Preciso ir à uma delegacia o mais rápido possível. Estou sendo perseguida! AGORA!

Sem contestar, o taxista acatava sua ordem e partia com o carro.

Ainda gemendo de dor e tentando se controlar, Rita atendia ao telefone.

Era James:

— Há algo que você precisa saber. E se não tiver notícias minhas até amanhã, certamente estarei morto. — O tom irônico era até divertido.

Mas a ironia mesmo estava naquela singela coincidência.

— Eu também.

— Como assim você também? — Fez uma breve pausa. — Seja o que for, não deve ser tão grave quanto algo que está prestes a acontecer.

— James, — gemeu — realmente não posso te ouvir agora...

— Mas é importante!



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