História A Redenção - Capítulo 34


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 165
Palavras 1.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeeeiiiiiiii

Capítulo 34 - Entrando na briga


Shawn

Henrique me levou em um restaurante perto da praia de Ipanema, embora nenhum de nós dois tivesse fome após o episódio com Shawn. Eu ainda estava lívida, tremendo, mas fiquei calada o resto da viagem, a imagem dele furioso e com sangue pingando da boca não saindo da minha mente. Como uma pessoa podia ter amado tanto outra e agora odiar tanto?

Eu não o perdoava, não acreditava nele, não sentia pena. Talvez fosse mais vingativa e rancorosa do que pensei, pois queria que sentisse a mesma dor que eu, que soubesse o que era arrasar o coração de uma pessoa, pisar e machucar. Eu te amo. Aquelas palavras sussurradas enquanto eu estava fora de mim e Shawn me olhava como se realmente me amasse, estavam gravadas em minha mente. Como desejei ouvir aquilo!

Antes de descobrir toda a traição, aquela declaração seria a maior felicidade da minha vida. Mas agora, eram palavras vazias, proferidas por um homem que não gostava deperder. Ele não me amava. Ele estava com raiva por que não o aceitei mesmo se desculpando e por que achava que estava saindo com Henrique. Era seu orgulho de macho ferido. Se eu acreditasse, o que nunca ia acontecer, tão logo se sentisse seguro e dono da situação, ele repetiria a traição. E eu não o perdoaria. Nunca mais confiaria nele. Mesmo que mudasse de verdade, e isso eu duvidava, o que fez continuaria marcado a sangue dentro de mim. Nós nos acomodamos perto da janela.

— Como você está?

— Bem. E seu rosto? Não é melhor pedir gelo?

— Não, tudo certo.

Estava um pouco inchado, mas não sangrava como de Shawn.  O garçom se aproximou com o menu. Pedi que ele escolhesse pra mim.

— Ele ama mesmo você, Luciana.

— Ama? Deus me livre ser amada dessa maneira!

— Sei que Shawn fez um monte de burrada. Ele sempre foi arrogante e sempre disse que mulher nenhuma o pegaria. Mas com você foi diferente desde o início — seus olhos que ficavam ora mel-esverdeado, ora verdes bem claros, estavam fixos em mim — apresentou a como namorada.

— Claro, Rique. Eu fiz jogo duro com ele. Teve que fingir para me levar no papo.

— Mas não é só isso. O modo com que a olhava e tinha ciúmes...

— Sentimento de posse.

— Dá pra ver que está arrasado, Luciana. Está sofrendo tanto quanto você.

— Duvido! Shawn não sabe o que é se importar com outra pessoa. Ele está é furioso, pois tudo escapou ao seu controle. Eu engravidei e me afastei. Ele gostaria que eu estivesse submissa, chorando, comprada em um apartamento, esperando meu filho nascer. E enquanto isso, continuaria nas suas orgias, indo lá de vez em quando matar a saudade comigo.

— Calma, não se altere assim.

— Mas não aguento! Uma pessoa não pode ser tão cínica e prepotente! Não pode usar e abusar assim das outras!

— Eu sei os defeitos dele, nos conhecemos há muitos anos. Mas sei suas qualidades também. Sempre foi um homem forte, trabalhou muito para ampliar os negócios da família, cuida da avó muito bem. O que eu acho é que ele gostou mesmo de você e fez essas burradas pois era o que estava acostumado a fazer.

— E eu tenho que aturar?

— Não é aturar. Talvez só tentar entender. Ele pode estar se dando conta que ama mesmo você. Nunca o vi tão desesperado, Lucy. Nunca pensei que o ouviria dizer que ama uma mulher e estava sendo sincero.

Nós nos olhamos. Percebi que Henrique queria ser honesto, achava realmente aquilo. Mas eu não.

— Para mim ele está apostando todas as fichas para não sair perdendo. É questão de honra dele. Eu disse não e isso mexeu com seu orgulho.

—Luciana...

— Não quero mais falar nisso. Não acredito nele e não quero nem saber de nada. Se está sofrendo ou não, problema dele. Eu tenho que me preocupar comigo e com meu filho. Só lamento que vocês tenham brigado, sendo amigos há tanto tempo. Não queria ter provocado isso. E peço desculpas por ter fingido que tínhamos alguma coisa. Na hora eu só quis atingi-lo, mostrar que não me importo com ele.

— Mas se importa. – Afirmou, sereno.

— Não. Não me importo nem um pouco. Ficaria feliz nunca mais sabendo dele, nem o vendo.

Shawn

Acordei no domingo com a campainha tocando. Fiquei meio perdido, até me dar conta que passava das dez horas da manhã. Não dormia até tarde, mas tinha praticamente passado a noite em claro. Sentei na cama e, ao bocejar, soltei um palavrão quando o lábio inferior partido doeu. A campainha tocou de novo. Afastei as cobertas e levantei, nu. Catei uma bermuda, esfreguei os olhos e fui para a sala, todo descabelado e descalço, sabendo que só poderia ser uma pessoa bem íntima para o porteiro ter deixado subir direto.

Abri a porta e dei de cara com Henrique. O ódio veio violento e cerrei o punho, ansiando  terminar o que não tínhamos concluído no dia anterior. Em vinte anos de amizade nunca tínhamos brigado de nos socar, mas agora era só o que eu tinha vontade de fazer.

— O que está fazendo aqui? — indaguei entre dentes.

— Vim conversar e não brigar. Posso entrar?

Minha vontade foi de escorraçá-lo. Mas escancarei a porta. Depois que passou, a bati. Seguimos para a sala e Matheus sentou no sofá. Eu ia permanecer de pé, mas na tarde anterior, depois de chegar em casa vindo do clube, fiquei bebendo até de madrugada. Ainda estava tonto, com um gosto horrível na boca. Sentei em uma poltrona.

— O que é?

— Você está horrível, cara.

— Veio aqui para isso?

— Você gosta de Luciana de verdade.

— Não vou ficar aqui falando disso para um traíra como você.

— Traíra por quê? Nunca dei em cima dela. Nem quando estavam juntos.

— Não deu em cima dela? Faça-me o favor Henrique. Ficou louco por Luciana assim que a viu!

— E fiquei mesmo. Sabe que não sou cínico como você e não saio por aí usando todas as mulheres. É uma de cada vez e são tratadas bem, sem traição nem mentira.

— Sim, são tratadas muito bem. Com seu chicote e seus objetos de sadomasoquista filho da puta!

— Lucy sabe que o senhor perfeitinho gosta de submeter as mulheres e chicoteá-las?

A raiva me consumia, aponto de atrapalhar minha respiração. Só de imaginar ele tocando em Lucy ou a levando no clube.

— Ela está grávida de mim. Se eu souber que encostou a porra de um chicote nela, eu te mato!

— Eu nunca transei com ela. Cale a boca e escute.

O alívio veio na hora, mais forte do que imaginei. Por isso fiquei quieto. Conhecia Henrique e sabia que não era mentiroso.

— Eu sei que essa história não é minha — disse baixo, olhos fixos em mim — Talvez eu devesse mesmo me manter longe. Mas está sendo um pouco difícil — Apesar de estar certo sobre meus desejos peculiares de dominação, isso é apenas um lado meu, que uso em locais onde me sinto bem. E não espanco as mulheres. Todas são parceiras que gostam das mesmas coisas que eu e concordam. Nenhuma delas é seduzida ou enganada.

— Como eu fiz com Luciana. Entendi o recado. E aí?

— Estou com 32 anos e nunca senti por mulher nenhum o que senti quando vi Luciana a primeira vez, sentada naquela boate, linda como uma deusa. Quando olhou para mim e sorriu, eu soube que era ela. Pode parecer piegas, até ridículo para você, mas foi amor à primeira vista.

Eu quis debochar. Henrique era como uma moeda, tinha dois lados bem distintos. De um lado era o perfeito cavalheiro, responsável, sério, romântico. Não tinha vergonha em dizer que queria se apaixonar e casar um dia. Coisa que sempre debochei dele. Mas por outro lado tinha uma personalidade forte, que as pessoas só conheciam com o tempo. E desejos de dominação, que extravasava no clube e com parceiras que gostavam de serem submissas. No entanto, não consegui dizer nada.

— Você fez pior do que pensei, fez uma cagada completa, arrasou a menina de tudo quanto foi jeito.

— E você está doido para juntar os caquinhos!

— Não, estou doido para fazê-la sorrir de novo. Para vê-la voltar a ser doce e esperançosa como antes de você magoá-la desse jeito. Ela perdeu tudo, cara. Casa, família, o amor que tinha pela irmã, a crença em você, e ainda de quebra a deixou grávida, tendo que enfrentar seus ciúmes e os preconceitos da sua avó. E eu, vendo tudo, devo me manter afastado, quando o que mais quero é estar perto dela? Por quê?

Eu fiquei furioso.

— Só vim aqui para esclarecer as coisas. Estou me abstendo de tentar qualquer coisa com Luciana. Como você disse, a história é sua e vou observar de longe. Mas se você vacilar ou se ela não quiser mais nada com você mesmo, não vou ficar quieto para sempre. Vou entrar na briga.

— Veio aqui me dar um tempo para reconquistar a minha mulher? Quem é você para isso?

— Sou um homem apaixonado, Shawn. Se você fosse outro cara, eu já estaria fazendo de tudo para que Luciana o esquecesse. Mas é meu amigo. E não estou te dando um tempo. Estou dando a mim mesmo. Quando eu a tiver, vai ser sem culpa.

— Quando? — ironizei, com raiva — Faz um favor, Henrique. Cai fora daqui. O inferno está cheio de bonzinhos como você, com boas intenções.

— Sim, eu vou. Já disse o que eu queria — ele se dirigiu à porta e nunca o odiei tanto como naquele momento.

Deu de ombros, abriu a porta e saiu.

 


Notas Finais


Henrique ta perdidinho kkk n sabe pra onde ir kkk


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