História A Repórter - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Fugaku Uchiha, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Konan, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Yahiko
Tags Drama, Hinata, Minakushi, Naruhina, Naruto, Saino, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Toneri
Visualizações 172
Palavras 5.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Galera tô de volta, com mais um capitulo para vocês, eu só tenho um aviso rápido.
Nesse cap alguns personagens trocam mensagens pelo celular, então esse vai ser o sinal > quando eles se falarem por mensagens, o traço para conversas de por voz - continua o mesmo.

Sem mais delongas aproveitem.

Capítulo 5 - Gosto de estar com você


Hyuuga Hinata – Apartamento pessoal

 

-Ahh Naruto – eu gemi enquanto ele descia sua língua até minha intimidade.

-Shiiii quietinha e aproveite o passeio – ele começou a movimentar a língua.

-Ahh – eu não conseguia me conter.

-Adoro seus gemidos – o loiro falou sedutor, aumentando o ritmo da língua.

Ele começou já penetrando minha entrada com a língua, me fazendo delirar a cada movimento, com a mão ele pressionava meu clitóris, ele subiu a mão livre e começou a apertar o bico do meu sei direito, eu sentia cada movimento dele como um raio em mim, cada centímetro do meu corpo pegava fogo, eu tentava me mexer para aplacar essa sensação, mas com os movimentos de Naruto era impossível, ele não parava um único segundo, eu acho que posso dizer que essa é a minha verdadeira primeira vez, eu nunca tinha sentido tanto prazer com ninguém antes, a língua do loiro era um controle remoto para todo meu corpo fazendo cada extremidade dele se remexer pelo prazer inebriante, comecei a sentir minha temperatura aumentar ainda mais e meu interior se contrair com a chegada do orgasmo, mas quando eu estava perto do meu ápice comecei a ouvir um barulho agudo que começou a ficar muito alto até preencher todo quarto, olhei para o loiro e ele parecia nem ouvir o som, então ficou tão alto que tive que por as mãos nos ouvidos, foi então que.

-Prri, Prri, Prri, Prri, Prri, Prri – meu despertador estava mais alto que o normal.

-Droga – bati a mão no botão – Isso foi um sonho? – como que um instinto procurei o loiro do meu lado, apenas encontrei a minha cama bagunçada por meus movimentos a noite- meu Kami-sama isso foi tão real.

Olhei para cima, meio ofegante parecia que eu tinha corrido uma maratona, eu dormi com uma regata preta que estava encharcada de suor, como ainda estava deitada senti toda a cama úmida por minha causa, senti minha intimidade sensível como se tivesse acabado de fazer sexo por horas, meu cabelo estava bagunçado e toda a roupa de cama estava no mesmo estado, me levantei e tentei entender oque tinha acontecido. Que eu tinha tido um sonho isso era óbvio, mas ficar toda molhada daquele jeito e ainda estar hesitada por um simples sonho era no mínimo estranho e oque era ainda mais estranho era que esse não era o primeiro sonho que eu tinha com Naruto, quase uma semana tinha se passado depois que Naruto se abriu comigo e contou um pouco sobre a esposa falecida dele, desde aquela noite meus sonhos tem sido invadidos pelo loiro, mas essa é a primeira vez que sonho com algo tão quente. Levantei-me devagar ainda meio que sem forças, meu corpo levou essa experiência tão ao extremo que eu parecia ter tido um orgasmo, minhas pernas estavam meio bambas. Entrei no banheiro e me despi, quando terminei de tirar a calcinha lembranças do sonho começaram a invadir a minha mente.

Droga Hinata se controla você é uma mulher de vinte oito anos não uma adolescente inexperiente e tem mais Naruto é pai solteiro e têm outras preocupações ele nem deve ficar pensando em transar comigo então é melhor esquecer esses sonhos logo e continuar a trabalhar com ele normalmente, “mas ele é tão gato”, droga para de pensar nisso ele é seu amigo entendeu amigo, não fica pensando em sexo com ele.

Depois de discutir comigo mesma, entrei debaixo do chuveiro, tomei um banho gelado para abaixar esse fogo, mas era impossível a cada toque da esponja eu me lembrava do sonho com ele de cada caricia que ele fazia, “AHHHH” gritei dentro do banheiro com a frustração em não conseguir esquecer o sonho.

Eu preciso esquecer isso, Naruto é meu técnico e só isso, igual ao Shino, mas com o Shino eu nunca senti desejo, não sei que efeito é esse que Naruto tem sobre mim, mas nos vamos trabalhar juntos no mínimo até o final do ano se eu for confirmada como ancora, então eu tenho que esquecer isso e ser uma chefe não uma boba com sonhos quentes. Eu conheço alguém que pode me ajudar com esses sonhos desnecessários, peguei meu celular e disquei o numero, no quarto toque ela atendeu.

-Hina quanto tempo que você não me liga menina – ela falou do outro lado.

-Kurenai-sama, já faz muito tempo mesmo, me desculpe – conheci Kurenai na America, ela me atendeu por um tempo enquanto eu tinha pesadelos com oque vi no oriente médio, ela veio para o Japão há quase um ano.

-A não precisa se desculpar, mas vai me fala a que devo a honra? – eu me sentei e comecei a falar para ela.

-Tem como agente se encontrar hoje à noite no seu consultório? – eu falei me ajeitando na cama.

-Seus pesadelos voltaram? – ela perguntou casualmente.

-Não são os antigos pesadelos que são problemas – falei suspirando – se fossem eu saberia lidar com eles.

-Hina oque aconteceu? – a voz dela passava preocupação.

-Nada de grave, é quem eu tenho tido uns sonhos que estão me incomodando – ele deu uma risada do outro lado.

-Bom se são sonhos não vejo problema – ele deu um risinho leve – é um cara?

-Não Kurenai-sama, é que eu – eu não terminei de falar e suspirei – sim é um cara.

-Hyuuga Hinata a sereia encantadora de homens foi finalmente fisgada, vai me fala como ele é? – ele falou de maneira debochada.

-Ninguém fisgou ninguém, ninguém me fisgou e ninguém vai fisgar, ta ok, eu controlo as minhas emoções – falei um pouco irritada.

-Então porque está brava assim, ele é tão bonito que você tem medo? – eu não a via, mas tenho certeza que ela sorria.

-Não é nada disso Kurenai-sama – eu falei um pouco constrangida.

-Tá então oque é?

-Agente está fazendo a consulta pelo telefone ou vamos nos encontrar mais tarde? – falei agora bem irritada.

-Calma calma perolada, meu ultimo paciente vai ser as - ela pareceu procurar algo – passa aqui as nove.

-Tá ok – falei me levantando indo até meu guarda roupas.

-Traga um bom vinho – ela falou me fazendo estranhar.

-Vinho? – perguntei curiosa.

-Asuma e Mirai ainda estão na Europa e eu minha amiga já não socializo com ninguém há um tempo, vou pedir comida chinesa – eu sorri então falei.

-Vinho fino e comida chinesa – falei com sotaque frances – magnifique.

-Então combinado, até a noite.

-Até Kurenai-sama – me despedi dela e desliguei o celular

Vesti uma camisa branca de botões e por cima um blazer cinza, coloquei uma saia cinza que ia até meus joelhos. Prendi meu cabelo em um coque e fiz minha maquiagem, antes de sair me olhei no espelho do quarto e falei.

-Hinata você é uma mulher forte, madura e linda, ninguém pode te falar oque fazer ou como se sentir, você sabe como se sentir e não vai ser o loiro que vai mudar isso, Naruto é só um amigo, apenas um amigo, você só está assim por uma resposta física, nada de emoções.

Entrei em meu carro e senti meu celular vibrar olhei e Naruto tinha me enviado uma mensagem, estranhei ele nunca me manda mensagens tão cedo, abri meu celular.

>Você vai precisar de mim agora de manhã? – puxei na memória se teria alguma coisa.

>Eu acho que não, hoje eu só ia fazer um apanhado das historias e discutir com você onde a gente poderia ir para investigar uma pista minha, mas por quê? – olhei impaciente para tela enquanto ele digitava.

>A Hikari está com muita febre, tossindo e espirando muito, eu chamei a minha mãe para levar ela no hospital, mas eu sei que não vou conseguir ficar tranqüilo, mas se você for precisar de mim eu deixo ela com a minha mãe – eu fiquei preocupada e quase que de forma automática liguei para ele, no quarto toque ele atendeu.

-Ela está muito mal? – perguntei encostado as costas no banco.

-Sim, ontem ela estava com um pouco de dor de cabeça eu dei um remédio e pus ela para dormir, mas hoje de manhã quando eu fui até o quarto dela  vi que ela estava encolhida na coberta e pus a mão e vi que ela estava febril, assim que ela acordou começou a tossir seco – ele falou claramente nervoso.

 -Meu Kami, você sabe oque é? – agora eu também estava nervosa.

-Eu não sei, a Shion tinha umas crises de sinusite de vez em quando e isso passou para Hikari, eu só peço a Deus que ela não tenha herdado... - Naruto estava começando a ficar desesperado e falando com a voz embargada.

-Calma, respira vai com a sua filha o Shino só vai embora depois de amanhã se eu precisar de alguma coisa eu peço para ele me ajudar – ouvi Naruto suspirar.

-Ele vai precisar das chaves da van e do meu portão para pegar a van, vou deixar com o meu vizinho, é uma casa branca grande fácil de achar, vou te enviar o endereço - ele parecia mais calmo.

-Vish o pior que o Shino também está enrolado agora de manhã, faz assim me envia o endereço e eu pego um Uber até lá – eu abri a porta e sai do meu carro.

-Hina não precisa, minha mãe leva ela e eu levo a van para emissora, não quero te incomodar – ele falou um pouco nervoso.

-Não é incomodo nenhum eu adoro a sua filha e se você estiver cuidando dela pode contar comigo para te cobrir, vou fazer tudo oque eu puder para te ajudar.

-Hina eu nem sei como te agradecer - era possível sentir a felicidade dele nesse momento.

-Você me agradece cuidando da Hikari, amanhã agente se fala

-OK amanhã eu te ligo Hina se precisar me chame – eu respondi fingindo irritação.

-Mas não vou chamar mesmo – ouvi ele rir do outro lado – cuida dela.

-Vou cuidar, já vou te enviar o endereço, até amanhã.

-Até – dois minutos depois recebi uma mensagem dele.

>Condomínio Uzushiogakure, casa cinco, é só chamar por Akimichi Chõza Ps: Kurama vive solta no quintal, então cuidado para ela não fugir.

Condomínio Uzushiogakure, onde eu já ouvi esse nome? Bom não importa agora tenho que ir pegar a van. Pedi um Uber, quando o carro chegou pedi ao homem que dirigia para me levar a condômino do loiro. Comecei a estranhar depois de um tempo, eu não sabia direito onde ficava o lugar, mas estava demorando muito, o tempo ia passando e nada de chegar ao lugar, o carro saiu da cidade e seguiu por quinze minutos até uma área repleta de arvores seguimos mais um pouco até a entrada do condomínio, tinha uma enorme placa escrito o nome do lugar, uma guarita blindada e um portão de ferro enorme, desci e fui até a guarita.

-Oi, é o senhor Uzumaki me pediu para vir buscar uma van, vou pegar a chave com o visinho dele – falei para um homem moreno alto que tinha os cabelos presos em uma forma que lembrava um abacaxi ele tinha algumas cicatrizes no rosto.

-A sim, o Naruto-chan deixou avisado que a senhorita chegaria – ele falou enquanto apagava o cigarro que fumava.

O homem deixou uma outra pessoa na guarita e me levou no carro do condomínio até a casa vizinha a do loiro, tenho que admitir que não esperava que Naruto morasse num lugar assim, o padrão das casas era alto e as residências eram todas grandes, o condomínio em si era bem grande porque mesmo de carro levamos quase cinco Minutos para chegar até o destino. Desci do carro e fui até a casa cinco, toquei a campainha e um homem alto, gordo de cabelos longos atendeu.

-Eu realmente não acreditei quando o Naruto-chan me falou que a senhorita Hyuuga viria aqui, mas quem diria – sorri para ele – é um prazer conhecê-la.

-O prazer é meu Chõza-sama - fiz uma reverencia ao homem.

-Aqui as chavez - ele me estendeu um molho com algumas chavez e a chave da van.

-Qual é a casa dele? – falei pegando as chavez.

-Aquela - ele apontou uma casa grande com uma pintura em um leve tom de laranja na fachada.

Me despedi do homem e fui até a casa do loiro, vi uma pequena plaquinha escrita “Cuidado Raposa preguiçosa”, as letras estavam escritas desajeitadas e coloridas, provavelmente foi a pequena que escreveu. Depois que eu já tinha entrado e fechado o portão para pessoas vi a raposa laranja que estava bem na entrada da casa dormindo no alto de uma pequena escada, ela percebeu a minha presença, se espreguiçou e deu um bocejo antes de vir lentamente até mim , ela andou de um lado para o outro me cheirando até que começou a se roçar na minha perna, então ela pulou com as patas na minha coxa e colocou as orelhinhas para trás pedindo carinho, acariciei a raposa um pouco até ela descer da minha coxa e ir se deitar novamente. Peguei a van e apertei um botão que Naruto colou no teto para abrir o portão, mas antes de sai vi que a raposa não estava mais lá olhei rapidamente para fora e não vi nada, olhei mais uma vez para porta e  vi que ela estava entreaberta provavelmente o loiro esqueceu de fechar o porta quando saiu, fechei o portão, desliguei a van e fui atrás da raposa.

Assim que entrei avistei a raposa em um cômodo que me parecia ser a cozinha ela pulava tentando alcançar uma sacola em uma mesa, comecei a ir na sua direção a chamando, mas parei em uma parede onde haviam varias fotos, tinha uma foto onde Naruto e a irmã ainda crianças estavam com o pai em um parquinho , outra bem ao lado mostrava Naruto com Hikari ainda bebê no colo, ela era um bebezinho tão fofo, tinha uma foto de Naruto Sasuke e Karin todos sujos em alguma lugar no campo, mas uma foto em especial chamou a minha atenção Naruto estava de pé sorrindo ao lado de uma cama de hospital, ele estava com o braço encostado no ombro de alguém, quando olhei a pessoa deitada arregalei meus olhos pela surpresa, uma mulher loira estava na cama segurando a Hikari recém nascida no colo, mas não foi isso que me chamou a atenção foi a semelhança entre eu e ela, tudo bem que ela era loira e a cor dos olhos estava mais para o lilás doque para o branco perola dos meus, só que essas era as únicas diferenças que eu via, nosso rosto era basicamente igual, os olhos , a boca, o corte de cabelo tudo era assustadoramente semelhante, arrisco dizer que tínhamos a mesma altura e até quem sabe a mesma idade.

Eu fiquei catatônica por algum tempo enquanto olhava a foto, Naruto tinha perdido a esposa há três anos e agora depois de provavelmente ter sofrido muito, ele trabalha diariamente com alguém que o lembra sem pausa da esposa, meu coração apertou nesse momento e sem que eu pude-se controlar lagrimas começaram a descer pelo meu rosto, era como se eu senti-se um pouco a dor diária que ele provavelmente sentia, me xinguei sozinha naquele casa por todas as vezes que desejei o loiro, quanta dor eu infringiria nele se eu tentasse alguma coisa?

Eu sai dali com a van meio sem rumo, essa descoberta me fez ficar desnorteada como eu podia ter esses sonhos enquanto ele deve estar sofrendo por estar comigo, eu já não sabia mais se teria condições  de trabalhar hoje, mandei uma mensagem para Tenten pedindo que avisasse que eu não estava bem. Depois de dirigir até a cidade eu tentava ir para casa, mas por alguma razão dirigi até o consultório da Kurenai, eu fiquei encarando o volante tentando decidir se entrava ou não, respirei fundo, desliguei a van e subi para o consultório, uma mulher de aparência estrangeira me atendeu assim que eu entrei.

-Pois não? – a mulher de cabelos esverdeados me olhou.

-Eu vim falar com senhora Kurenai – eu tentei parecer o mais equilibrada o possível.

-Olha moça só com horário marcado – olhei para ela quase que em suplica.

-Por favor, chama ela, diz que Hinata precisa falar com ela - a mulher olhou em um livro.

-A senhorita está com sorte, ela não está com ninguém agora – a mulher falou com ela pelo telefone e em poucos segundos Kurenai veio.

-Hina oque houve? – ela perguntou preocupada.

-Eu sou uma pessoa horrível – falei quase voltando a chorar.

-Não é não – ela me abraçou – Ever remarca tudo que estiver agendado para hoje – entramos no consultório.

-Kurenai eu – antes que eu terminasse ela fechou a porta e me interrompeu.

-Ei calma, senta aqui – ela me levou até o divã – respira Hina, deixa a sua pressão abaixar – ela me deitou – aqui toma – ela me deu um copo de água – agora devagar me explica porque você veio, tem alguma coisa haver com os seus sonhos?

-Sim, digo talvez, na verdade agora eu nem sei, minha cabeça está confusa nem sei por onde começar a te falar.

-Vamos começar pelos seus sonhos me conta tudo sobre eles e se tiver mais coisa que você precise falar agente continua ok?

-OK – ela fez um sinal para que eu fala-se – duas semanas o substituto do meu técnico de transmissão começou a trabalhar comigo nos primeiros dias foi tudo tranqüilo, eu só estranhava que ele era meio duro e falava  apenas de maneira seria comigo,  mas quase uma semana depois  ele mentiu para mim escondeu, que tinha uma filha, mas isso não foi um problema, o problema foi que nesse dia ele contou sobre a falecida esposa dele – ela me olhou avaliativa.

-E depois disso?

-Bom desde semana passada eu tenho sonhado constantemente com ele, no começo era um jantar que terminava em um beijo, mas na ultima vez eu sonhei que fazíamos sexo – ela olhou para o teto e começou a falar.

-Bom é inegável que você se sinta atraída por ele, digo mais doque fisicamente atraída, você provavelmente mesmo que de forma inconsciente se sentiu feliz por ele compartilhar sobre a vida pessoal dele, então desde esse dia você tem simulado na sua mente momentos felizes e prazerosos com ele – ela terminou me fazendo perguntar.

-E oque isso significa? – ela me olhou de forma confidente.

-Você gosta dele – abri a boca incrédula.

-Não isso é impossível – ela deu uma leve risada e falou.

-Já ouviu falar de amor a primeira vista – desviei o olhar - mas não foi só por isso que você veio aqui, não é?

-Não é que eu descobri uma coisa – minha voz começou embargar novamente.

-Ei se acalma, oque você descobriu? – eu olhei para ela e entra lagrimas comecei a falar.

-Hoje eu fui fazer uma coisa pra ele na casa dele, e acabei vendo uma foto onde ele estava com a esposa e a filha em uma maternidade, a mulher era a minha cara em todos os aspectos.

-E isso te causa dor? – ela perguntou cruzando os braços.

-Não é obvio o por que causa? Imagina como é descobrir que você causa dor a alguém diariamente e ainda assim o desejar.

-Então admiti que gosta dele – fiquei muda por um tempo, pensando em uma forma de negar.

-Sim, e isso me faz uma pessoa horrível, como depois de descobrir isso eu posso nutrir alguma coisa? – ela me olhou e sorriu.

-Isso não te faz uma pessoa horrível, isso te faz humana, quem nos amamos não depende de nossas mentes e sim de nossas almas – ela puxou um livrinho da mesa – já conhece esse conto.

-Akai ito o fio vermelho do destino – entreguei o livro de volta – conheço, mas oque isso tem haver?

-Minha avó me dizia que só uma coisa pode cortar o fio vermelho que nos liga a quem amamos – ela colocou o livro na mesa – a morte, a maioria das pessoas aceitam a morte e continuam adiante, mas se a pessoa que ficou nesse mundo continua sofrendo pela pessoa amada o espírito do falecido procura outra pessoa para conectar seu lado cortado do fio, para aplacar a dor do amado e vê-lo feliz de novo.

Como um choque uma sensação que tive no dia que conheci o loiro me veio à mente, foi algo tão rápido que eu nem me lembrava, mas com as palavras de Kurenai essa sensação voltou, pode parecer que foi invenção da minha cabeça, mas no momento que entrei na sala de reuniões e vi o loiro de costas, senti uma pressão no meu dedo anelar esquerdo, como se alguém amarasse algo em minha mão.

-A senhora acredita nisso? – ela olhou a própria mão então falou.

-Acredito – eu deitei a cabeça no encosto do sofá e olhei para o teto.

-Mas porque ela me escolheu – Kurenai ficou pensando por um tempo antes de falar.

-Eu tenho uma teoria, ela nunca ligaria o fio de seu amado a alguém que não fizesse bem para ele, ela tinha que procurar alguém que pudesse completar ele da forma que ela fazia, faz quanto tempo que ela morreu?

-Três anos e alguns messes – ela me olhou e disse.

-Ela demorou três anos, por três longos anos ela ficou no nosso mundo sem poder descansar procurando alguém em que pudesse confiar, então ela achou você, talvez ela te levou até a casa dele hoje para te mostra oque ela quer para ele, ele estava sorriso nas fotos?

-Sim.

-Hina, muitos profissionais da minha área acham que só precisamos trabalhar com a mente, mas eu acho que a muito mais que a mente para considerar quando tratamos das coisas da vida – ela falou sorrindo.

-Oque eu faço agora?

-Eu sei que você não gosta da idéia de destino, mas eu aconselho há abrir um pouco mente para onde o fio vermelho pode te levar, agora levanta vamos sair.

-Por quê? – perguntei sem entender a atitude dela.

-Depois de tanta epifania, psicóloga e paciente precisam espairecer, vamos ir a um shopping comer, ir no cinema e comprar.

-Concordo vamos.

Saimos do consultório perto do meio dia e fomos a um grande shopping que ficava lá por perto. Nos almoçamos por lá em um restaurante de ramen, péssima escolha desde que comi aquele ramen do Ichiraku os outros restaurantes parecem amadores perto dele. Fomos até o cinema e tentávamos decidir oque veríamos, havia muitos lançamentos americanos, mas minha atenção foi chamada para uma sessão “A viagem de Chihiro”, eu adoro tudo do Studio Ghibli.  Saimos do cinema lá pelas cinco da tarde ficamos conversando e compramos algumas coisas básicas e roupas. Depois do shopping fomos para casa dela para o jantar. Nos já estávamos comendo quando olhei para foto de Kurenai com o esposo e a filha.

-A Mirai ta enorme – ela olhou a foto.

-Nem me fala menina, ela cresce mais rápido a cada dia, eu temo não reconhecer ela quando os dois voltarem – ela fingiu tristeza.

-E como estão as apresentações dela?

-Asuma sempre me envia os vídeos, estão cada vez melhores todos os músicos que a conhecem se impressionam, mas mudando de Assunto Hina, porque você foi na casa do seu muso?

-Ele não é meu muso – respondi fazendo bico – a filha dele está doente ele não foi trabalhar hoje e eu fui pegar a van.

-Como os dois são? – ela me olhou pondo comida na boca.

-Hikari-chan é uma menina muito alegre e cheia de energia, fala pelos cotovelos que só ela, já o Naruto apesar de ser tão sorridente quanto, é um pouco mais calado, era pior quando agente tinha acabado de se conhecer.

-Ele era mais fechado no começo e depois se soltou isso prova uma coisa – ela me olhou de lado.

-Oque? – perguntei olhando para ela.

-Ele no maximo ficava incomodado quando te conheceu, mas com o tempo foi se soltando pois você deu segurança a ele, não foi você mesmo que disse que ele te contou sobre a esposa, então Hina, você mão faz ele sofre, você faz bem a ele.

 Durante todo resto da noite até a hora que me despedi dela eu fiquei com isso na cabeça, será que eu fazia mal ou bem ao loiro, essa duvida está me matando.

Eu estava indo com a van para casa quando passei pelo hospital geral, será que Naruto e Hikari estão ai? Isso me fez pegar o telefone e mandar uma mensagem para Sakura.

>Saky está acordada? – digitei enquanto estacionava a van.

>Fala Hina

>Você sabe se alguma Uzumaki Hikari deu entrada no hospital geral?

>É a filha do Naruto?

>Sim, você conhece ele? –perguntei curiosa.

>Conheço, ele e a menina foram jantar em casa esses dias, mas respondendo a sua pergunta ela deu entrada sim.

>Valeu Sakura.

>Disponha

Desci da van e fui até a entrada, cheguei a uma recepção pouco movimentada, era quase onze da noite e por sorte um dia calmo no hospital, me aproximei de um enfermeiro que estava na recepção.

-Oi eu gostaria de saber onde Uzumaki Hikari está?

-Você é da família? – o homem de cabelos brancos escorridos me olhou.

-Não eu sou chefe do pai dela – o homem me olhou sério.

-Olha dona, como estamos fora do horário de visitas, só familiares são autorizados a visitar pessoas internadas agora, amanhã as visitas começam pelas oito.

-Ei Hinata – Karin apareceu na recepção – veio ver a Hikari?

-Sim, mas parece que não vou poder – a ruiva olhou furiosa para o homem.

-Ei Suigetsu, você realmente não ia deixar uma amiga da família entrar – o homem a olhou também bravo.

-São regras Karin - a ruiva fez uma cara estranha.

-Mas eu acho que regras podem ser quebradas de algum jeito – ele se aproximou dele e cochichou alguma coisa.

-Sério que você faria? – ele olhou a ruiva vermelho.

-Sérisimo – ele ficou ainda mais vermelho.

-Pode passar – ele falou se sentando.

-Vem Hinata, é ali quarto dezesseis – Karin me levou até a internação pediátrica.

-Oque você prometeu para ele? – a ruiva riu.

-Eu e Suigetsu saímos às vezes, digamos que eu fiz uma proposta irrecusável – ela riu maliciosa – eu tenho outros paciente para ver então já vou indo.

Depois que Karin me deixou no corredor eu fiquei parada na porta refletindo se eu deveria entrar ou não, pra falar a verdade eu não sei se vim aqui mais pela menina ou por Naruto, deixei a duvida de lado e abri a porta lentamente, Naruto estava sentado em uma poltrona ao lado da cama onde Hikari dormia com o soro no braço, quando me notou ele se levantou.

-Hina? – ele pareceu não acreditar que me via.

-Como ela está? – ele desviou o olhar para menina.

-Bem, graças a Deus era só sinusite – ele se sentou e me chamou para sentar na outra poltrona – conseguiu pegar a van.

-Sim, tenho que te perguntar uma coisa – minha mente queria perguntar oque ele estava sentindo por trabalhar comigo, mas no ultimo segundo eu mudei de idéia – Não me leve a mau eu não esperava que você morasse em um lugar tão...

-Chique? – eu assenti com a cabeça – o condomínio Uzushiogakure é propriedade da minha Mãe.

-Então porque você trabalha como câmera, digo sua família é rica você podia estar de boa hoje em dia – ele me olhou e sorriu.

-Nunca gostei de depender dos outros, mesmo das pessoas da minha família, quando eu decidi fazer uma faculdade que não me ajudaria a administrar a minha parte do condomínio quando eu herdasse eu decidi que caminharia sozinho, eu só aceitei aquela casa quando eu vim com a Shion para cá para tentar tratamento por aqui, desde a morte dela eu nunca mais aceitei ajuda da minha mãe pelo menos financeira, Hikari é minha responsabilidade – ele olhou novamente para menina – por isso quando o dinheiro apertou eu não recorri a minha mãe e sim ao Sasuke pedindo um emprego.

-Naruto eu tenho que te contar uma coisa – ele me olhou – eu estava tirando a van quando via que a sua raposa tinha entrado pra dentro.

-Eu devo ter esquecido a porta aberta, ela estragou alguma coisa lá dentro? – eu tenho que contar oque eu vi.

-Não, mas não é isso que eu tenho que contar – ele me olhou sem entender.

-Oque é então? – ele segurou a minha mão.

-Quando eu entrei para pegar a raposa acabei vendo suas fotos de família, Naruto eu vi a sua esposa – ele continuou me olhando em silencio – eu tenho que te perguntar, você brigou com o Sasuke naquele primeiro dia por eu ser parecida com ela?

-Vai adiantar eu mentir e falar que não – eu apenas neguei – sim foi por isso – ele não aparentava surpresa por saber que eu ouvi a conversa.

-Eu tenho que me desculpar com você, deve ser duro trabalhar com alguém que te lembra dela, eu realmente nem posso imaginar como te machuca – Naruto me olhou com uma expressão calma.

-Hina eu não vou mentir, sua aparência me incomodava um pouco, mas naquele dia que eu levei a Hikari para casa e tentei fazer ela para de falar com você eu ela – ele olhou para filha - falou uma coisa que a Shion sempre repetiu, nunca julgue um livro pela capa, foi então que eu comecei deixar de lado as semelhanças que me incomodavam e comecei a te olhar melhor e para de te ver como um espelho da Shion e sim te ver como Hinata.

-Obrigado, eu pensava que podia estar te machucando de alguma forma – ele apertou a minha mão e falou.

-Você não me machuca, sabe nessas semanas eu percebi que gosto de estar com você – ele falou se aproximando do meu rosto.

Meu coração acelerou com a simples aproximação dele, senti o calor de sua mão e também o de seu rosto, ele com a mão livre tocou meu rosto, eu apenas fechei os olhos e me entreguei ao momento, senti os lábios de Naruto tocarem os meus, senti um misto de sentimentos, senti paixão e alivio, enquanto ele ia ditando o ritmo do beijo, coloquei minha mão em seu rosto. Ele separou o beijo e me olhou nos olhos, não precisamos dizer nada um para outro, apenas sorrimos e tocamos nossas testas e ficamos assim por um bom tempo sorrindo sem dizer uma única palavra.

 

Continua...


Notas Finais


E ai pessoal gostaram?
Até a proxima.


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