História A República - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 27
Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie amoresss!!!
Chegaaay!! mais um cap pros fãs de Sagisa <3 sim, dou spoiler pq sim kkk
Espero que gostem do capítulo, amados!!!

Capítulo 18 - Verdades


Já era seis da manhã quando eles pensaram em ir embora. Mel e Kanon foram embora cantando Pablo do arrocha dentro do carro. Quando chegaram, foram andando juntos para seus blocos, enquanto Dohko estava quase sendo “carregado” para o quarto. Recebeu a ajuda de Defteros e Hasgard, que o levava apoiando um braço ao redor dos ombros.

_Até mais, guys! – a ruiva entrou no quarto junto de Marin e Geisty, que a contragosto se despediu de Defteros. Lutavam o máximo possível para não fazerem baderna, se trocando e tomando seus banhos aos sussurros. As mais velhas foram primeiro, assim que saíram, foram substituídas pela ruiva, que demorou mais que o normal no chuveiro. Pensava em Hakurei. Sua boca. Seu corpo. Seu toque.

_Senhor, parei! – desligou o registro, se enxugou e colocou um pijama fresco. Quando foi conferir a temperatura de Isa, se deparou com mais alguém além dela deitado em sua cama – HÃ?! – viu Saga se assustar e tapar a boca com a mão – Desculpa, Saga! – se desculpou e perguntou em gestos se a morena estava bem, tendo como resposta um aceno positivo.

“_Mel, o Kanon voltou com você? “– enviou uma mensagem pelo celular para a amiga.

“_Sim, até o momento ele voltou bem... Bem até demais kkkk”

“_Mau sinal! Ele sempre volta animado e desaba... Olha ele me mandando mensagem! Mel, vou ter que ir, vou até a cantina comprar um café-da-manhã pra Isa e deixo aqui, PELO AMOR DE DEUS, FAZ ELA COMER!! ;O”

“_OK, vai sim! Até mais ;*”

Viu o rapaz sair com cuidado da cama, mas Isa não movia um músculo sequer. Depois de alguns minutos ele voltou e deixou uma bandeja com um misto e suco de laranja, bem como uma barrinha de chocolate. O viu escrever um bilhetinho e deixar junto à bandeja ao lado da cabeceira de Isa. Sorriu e dormiu. Sabia que a amiga estava em muito boas mãos.

Saga por sua vez, após cuidar do irmão, “alcoólatra não, bêbado sim”, foi até a cantina da república. Não estava mais com sono, na verdade estava bem disposto. Nada melhor que uma noite ao lado da pequ... De Isa, pra deixa-lo mais feliz. Estava sozinho na mesa redonda, comia seu sanduíche calmamente, quando sentiu uma mão em seu ombro.

_Saga, sim? – virou-se e viu um rapaz alto e magro, parecia ter a mesma idade que ele.

_Sim...- o olhou com dúvida. Seria esse o tal cara com quem Isa havia se envolvido? – E você é....?

_Ah, desculpa, meu nome é Shura... Sou um amigo da Isa... Posso me sentar? – apertou a mão do outro, que ainda o olhava com dúvida, vendo um sinal afirmativo, se sentando de frente para ele – Bem, você deve estar se perguntando quem sou eu e o que faço aqui... – mordeu sua maçã.

_Sim, é exatamente o que quero saber.

_Eu vim conversar com você por que preciso que saiba de algumas coisas... Primeiramente, eu sou alguém que gosta muito da Isa e quero ajuda-la, e por tabela, a você também – viu que o outro erguera uma sobrancelha. Apoiou o rosto nas mãos e se fez sério – A questão é que desde que aconteceu tudo isso, eu pude conversar com ela, eu vi o quão magoada ela esteve, o quão abatida desde que o meu amigo e ela “terminaram”.

_Não estou entendendo onde quer chegar...- questionou e o viu fazer um sinal para que esperasse.

_Quero chegar a dizer que ela te ama, te ama de verdade, e há muito tempo descobriu isso...

_Então porque continuou me enrolando? E enrolando o seu amigo?

_Você não conhece Milo... Ele é uma pessoa difícil, explosiva e eu diria que até um pouco descontrolada... Bem se viu pelo que aconteceu quando ela pediu para terminar...- plantou a semente para saber o quão ele era preocupado com a morena.

_O QUE ACONTECEU? O QUE ELE FEZ PRA ISA?

_Ei, relaxa... Eles se desentenderam, como na maioria das vezes que alguém vai terminar a contragosto... O fato é que Milo não tem mais importância para ela, e se teve algum dia, esse dia já passou faz tempo... É de você que ela gosta, assim como é dela que você gosta... O destino dela não era o Milo e nem o dele era ela... Sei que parece estranho um cara desconhecido chegar e começar a te perturbar assim – sorriu – Mas acredite, eu prezo a felicidade das pessoas, principalmente a da Isa – tentou esconder seu nervosismo ao quase confessar seus sentimentos ao cara de quem ela gostava – Enfim, se me permite dar um conselho, volta pra ela... Ela se arrependeu de verdade! Ela te acha um “príncipe” – se fez rubro ao dizer isso. Era estranho dizer isso pra um cara – Bem... Ela decidiu terminar tudo com o outro quando se tocou que era de você que ela gostava – coçou a cabeça. Ainda estava constrangido por tê-lo chamado indiretamente de príncipe – Dá uma chance a vocês – piscou o olho e saiu da mesa, jogando o meio da maçã do lixo.

Saga estava tentando entender se aquilo era real. Mas que diabos tinha acontecido ali? O que levava um estranho a tentar ajuda-lo? De fato, estava balançado, queria voltar para sua pequena. Estava convencido de que ela se arrependeu. No fim das contas, ela não fez nada de propósito. A conhecia o suficiente para ter tal certeza. No fundo era o que mais queria. Amava Isadora e ponto final. Sorriu. Estava com uma ideia genial em sua cabeça. Saiu da república e foi andar pelo bairro à procura de coragem. De coragem e de sua surpresa, se sua coragem fosse o suficiente.

____xx____

Isa acordou. Mel parecia estar em outra dimensão, de tão profundo o sono no qual dormia. Estava feliz pela amiga. Ela finalmente podia ter se resolvido com Hakurei. Olhou para o lado e viu uma bandeja. Sorriu. Já eram nove da manhã, colocou a bandeja em seu colo e leu o bilhetinho.

“Me desculpe por não estar quando você acordar.

Tenho de cuidar de Kanon, mas se precisar de mim, pode me ligar.

PS: coma tudo, eu vou fiscalizar sua bandeja depois.

Beijos, Saga”

Sorriu. Não estava acreditando que podia ter seu príncipe de volta. Ele era tão perfeito, que não parecia existir. Comeu o sanduíche satisfeita, seu sorriso se recusava a fechar. Sua boca se guiava sozinha. Após comer, foi até sua escrivaninha colocar suas matérias em dia. Perdera três dias de aula e precisava dar um jeito nisso.

____xx____

O café da manhã estava servido, mas o clima não era dos melhores. Mu permanecia com uma expressão não muito amigável em direção ao pai. Yuzuriha parecia carregar uma nuvem negra sobre a cabeça. Shion desceu o lance de escadas, vestia só uma bermuda e carregava uma toalha de rosto envolta no pescoço.

_Ué, pai, pensei que só chegaria segunda! – foi até a ponta da mesa e deu um beijo no pai – Não me disse que chegou! – se serviu de um copo de suco de melancia, sem mesmo olhar para a loira.

_Sim, as negociações terminaram antes do previsto, felizmente! – sorriu de forma breve, levando a xícara de porcelana à boca.

_Ah, pai, agora que chegou, preciso falar com o senhor... Meu amigo está precisando de um estágio, ele faz engenharia civil e...

_Shion, o que conversamos sobre isso? Nada desses assuntos à mesa! – o repreendeu com severidade – Depois me passe o nome dele, e diga que ele pode marcar com a secretária para conversarmos.

Shion olhou para o tio e revirou os olhos. Definitivamente não entendia tanta cordialidade por parte do pai. Estavam em família, oras, não em uma reunião de negócios!

_Tudo bem, desculpa – voltou a tomar seu café sem ao menos se importar com a expressão de raiva da namorada.

A farta mesa foi retirada, Mu alcançou o pai, que estava se preparando para ir para a clínica, trajava uma camisa social branca. Estava terminando o último botão. Viu o filho com os braços cruzados o encarando da porta do quarto.

_Não tem nada pra me dizer, não?

_Sobre?

_Não se faz de idiota, vai! – se jogou sobre a cama vasta.

_Baixa esse tom, garoto! Não está conversando com seu amiguinho de rua, não! – olhou sério para o filho.

_Estou falando com um pai que me traiu... Sim, claro!

_Eu jamais te traí, Mu! Apenas preferi você a mim – voltou a abotoar a blusa.

_Por que não foi sincero?

_Se eu te contasse, o que mudaria? Você ia deixar de ficar nervoso, exatamente como está agora?

_Não, não ia, mas ia evitar me fazer de palhaço!

_Se eu soubesse que isso aconteceria, eu não teria me omitido... Pensei que por vocês terem a mesma idade, os mesmos gostos, ela se acertaria com você... E se eu não estivesse no seu caminho, seria tudo mais fácil... A minha intenção foi justa, mas a atitude da Melissa não cabia à mim! – se sentou ao lado do filho – Mu, eu quero que me perdoe se o que eu fiz te pareceu errado, eu só queria... Eu queria que fosse feliz – baixou os olhos. Por que diabos não escutou o irmão?

_Tá – se levantou e andou em direção à porta.

_Mu?

_Quê? – se virou desanimado.

_Já que veio aqui e procurou honestidade, vou ser honesto com você... – suspirou – Estou disposto a ficar com ela... Gosto da Melissa, e agora mais que nunca, sei que ela também... Quero ser o mais verdadeiro possível com você, meu filho, e não vejo forma menos difícil de dizer isso... – andou até ele e deu um beijo em sua testa – Sei que parece frieza da minha parte, mas agora não tem mais volta... Nos gostamos e sei que vai superar tudo isso...

_Mais alguma coisa? – se desvencilhou.

_Não... Eu amo você... – viu o filho acenar e sair do quarto, fechando a porta com calma. Sabia que era melhor assim. Não queria perder Mel outra vez. Mu não cairia por isso. Poderia ter sido pior. Bem pior. Suspirou. Estava menos pesado. Se despediu dos outros dois e saiu para a clínica.

____xx____

A noite chegou, as meninas estavam reunidas contando sobre o bafafá da saída de ontem. Manigold havia mandado os vídeos da baderna para o grupo. Grande parte dos meninos estava na porta do quarto das moças, sentados nos corredores e na beirada das camas. Isa estava distraída, sentia a falta de Saga e do pirado do Kanon naquela mini-reunião pós festa.

_O Dohko, então, pensei que ia sair de SAMU! – disse Defteros, abraçando Geisty por trás sobre a cama dela.

_Ah, para! Vocês também não estavam muito melhores! – mostrou a língua para os amigos. Ouviram o barulho de algo que parecia ser uma pedra se chocando contra a janela.

_ISADORA! – as meninas todas se dirigiram à janela e a abriram. Saga estava lá em baixo, segurava um violão e havia uma escada apoiada no parapeito da janela da garota. Seu coração falhou uma batida. Não estava acreditando no que via. Agora, ouvia, já que ele começara a dedilhar calmamente o violão.

“Tem dias que eu acordo pensando em você

Em fração de segundos vejo o mundo desabar

Aí que cai a ficha que eu não vou te ver, será que esse vazio um dia vai me abandonar?

Tem gente que tem cheiro de rosa, de avelã

Tem o perfume doce de toda manhã...

Você tem tudo... Você tem muito...

Muito mais que um dia eu sonhei pra mim

Tem a pureza de um anjo querubim. Eu trocaria tudo

Pra te ter aqui!

Eu troco minha paz por um beijo teu, troco meu destino pra viver o seu

Eu troco minha cama pra dormir na sua, troco mil estrelas pra te dar a lua

E tudo que você quiser

E se você quiser...”

Deixou o violão na mão de Kanon, que permaneceu o tocando. Subiu as escadas e se aproximou da janela de Isa. Retirou do bolso da calça uma caixinha vermelha e a abriu, vendo as lágrimas correrem livres dos olhos de sua pequena. Todos aglomerados atrás das meninas e nas outras janelas vizinhas. Direcionou a caixinha na direção da morena.

Te dou meu sobrenome...”- Se isso significar algo pra você, eu te amo, Isadora Albuquerque... Eu te amo e nada vai mudar isso. Eu te amo e quero que seja minha namorada, minha esposa, a mãe dos meus filhos... Namora comigo, pequena? – disse sorrindo, vendo-a apenas afirmar com a cabeça, não conseguindo conter o choro.

_A... Aceito... Aceito! – conseguiu se pronunciar, ouvindo palmas e assovios dos amigos, enquanto Saga colocava a aliança prateada em seu anelar direito, selando com um beijo o pedido e o momento mais maravilhoso de sua vida. Ele deu a volta e subiu as escadas rapidamente, a encontrando no andar de cima e a abraçando com uma força que desconhecia.

_Eu te amo tanto, pequena! – beijava seus cabelos negros e sentia as lágrimas molharem seu ombro.

_Me perdoa, Saga, por favor, me perdoa!

_Ei, Shii, já foi! Isso já foi! Morreu! Eu te amo! – levantou seu queixo e a olhou nos olhos marejados de felicidade.

_Eu também, meu príncipe...- sorriu. Nunca estivera tão feliz quanto agora. Seu choro era de liberdade. De felicidade.

Shura olhava da sacada do lado oposto sua conquista. No fundo estava feliz por ver Isa feliz. Sorriu e voltou para seu quarto. Que eles fossem muito felizes!

 

 

  


Notas Finais


E aí, my babys? Sagisa é amor? Sim ou claro?
Espero que tenham curtido e esperem só mais tretas <3


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