História A Rockeira e A Maloqueira - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Casal, Colegial, Lésbica, Lesbicas, Romance
Exibições 454
Palavras 1.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Notas finais!

Capítulo 40 - Capítulo 4 - Segunda Temporada.


Pov Gabrielly.

2 meses depois.

Levantei cedo com a consciência mais pesada do que nunca. Resolvi não descer, pelo menos não naquele momento, minha vó iria estranhar o fato de eu ter acordado cedo em pleno sábado e eu não estava preparada ainda para contar à ela que eu terminei com Débora, a garota que ela tanto idolatrava.

Minha cabeça estava a mil e meu coração estava pior, eu não sabia direito o que estava sentindo direito. Era um misto de alegria e alivio com arrependimento e tristeza, não sabia explicar direito o que era. Me permitir respirar aliviada por alguns segundos, para mim, aquele pesadelo de estar com alguém e estar pensando em outra pessoa tinha acabado.

Eu não sabia como Débora estava, não apareci na escola desde segunda e por sorte, a diretora não havia comunicado à minha vó sobre meu sumiço. Não via Débora desde domingo e a última lembrança dela, era aquele maldito tapa e a sua maquiagem borrada escorrendo por seu rosto. Eu não sabia como iria conseguir encara-la de novo quando a visse na escola, era impossível eu evita-la, ela era minha dupla na escola e eu sabia que aquilo não daria certo.

Foi ai então que eu tive uma ideia.

- VÓ! – Gritei e por sorte minha vó ia passando pelo corredor nesse exato momento. A mulher ruiva de pouco mais de 50 anos entrou no meu quarto e sorriu ao me ver acordada.

- Bom dia meu neném! – Abaixou e beijou o topo de minha cabeça. – Acordou cedo, está acontecendo algo? – Perguntou-me preocupada.

- Não sei muito bem como explicar vó, mas não me sinto muito bem em enfermagem... – Disse e minha vó sentou-se ao meu lado.

- Explique-me. – Pediu e eu concordei.

- Não sei muito bem, mas desde aquele episódio com aquele filho da mãe que dá matemática não consigo me sentir muito a vontade estudando em enfermagem... – Respondi sincera.

- Você quer trocar de curso? – Perguntou-me e eu assenti com a cabeça. – Quer ir para qual?

- Música! – Respondi na mesma hora e minha vó levantou rapidamente.

- Troque sua roupa, daqui a pouco iremos à sua escola resolver isso.

***

- Então Gabrielly, você tem até quinta feira para retirar todo seu material da sala de enfermagem... – A diretora me passava às instruções sobre a mudança de curso. – Desde o começo eu sabia que você ainda acabaria em música! – A diretora me disse animada. – Espero que sinceramente você goste do curso... Caso contrário, tente Informática. – Disse e eu neguei discretamente com a cabeça.

- Quais são os instrumentos que eu devo trazer segunda? – Perguntei.

- Traga seu violão, depois veremos quais instrumentos você se identifica. – Assenti rapidamente com a cabeça. – Bom Zyrck, espero você segunda feira! – Uma mulher loira finalmente se pronunciou, seria ela minha nova professora.

***

- Toma seu leitinho... – Meu avô me empurrava outra xícara cheia de leite.

- Vô, mas eu já tomei 3... – Respondi e ele sorriu.

- Só mais uma, por favor! – Pediu e eu apenas sorri e peguei a xícara. – Isso mesmo... – Meu avô sorriu ao me ver virar a quarta xícara de leite. – Sua mãe vem aqui hoje anoite. – Acabei me engasgando. – CALMA! – Meu avô gritou.

- Ela vai me ver? – Perguntei.

- Não sei meu bem, ela me ligou e disse que viria aqui hoje.

- Eu vou chegar da escola mais tarde então. – Respondi e meu avô negou, enquanto levava uma xícara de café à sua boca. – Porque não?! – Perguntei.

- Ela é minha filha e sua mãe e por isso eu exijo que vocês voltem a agir como mãe e filha!

- Mas ela me expulsou de casa vô!

- Minha filha... Escuta o vovô... – Olhei para o homem meio grisalho em minha frente. – De um desconto para sua mãe... É tudo muito novo, até hoje eu não me acostumei ainda com a ideia de que minha neta mais velha gosta de meninas. – Respondeu sincero. – É confuso para sua mãe, sempre foi. Imagine você, desta idade grávida de seu primeiro filho... – Respondeu.

- Eu sei que ela foi mãe muito cedo vô, mas existe uma diferença muito grande em engravidar e namorar com uma garota.

- Sim, realmente existe, mas imagine só... Com sua idade sua mãe estava grávida, não deve ser fácil para uma garota de 16 anos ter um filho...

- Também não é fácil uma garota de 16 anos ser expulsa de casa. – Respondi. – A diferença é que vocês apoiaram ela e ela não me apoiou. – Respondi e cruzei meus braços. - A diferença também é que ela não sofreu um acidente e quase morreu.

- Meu bem... A diferença entre vocês é essa... Você quase morreu duas vezes e ela te viu em estado de quase morte as duas vezes, a dor é para ambas. – Meu avô disse sincero. – Está pronta, não quero que você se atrase no seu primeiro dia de aula no seu novo curso!

- Estou sim...

***

Não foi fácil aparecer na escola depois de uma semana faltando, o pior seria encarar Débora e Andreza, que provavelmente estariam em um complô para me matar. Entrei lentamente pelo portão, aproveitei que cheguei cedo e resolvi que iria na minha antiga sala para pegar meu material. Falei com algumas pessoas que me olharam diferente e segui rumo a sala de Enfermagem, que para minha sorte, estava vazia, desta forma eu evitaria explicações sobre o porque de estar desistindo do curso.

Cheguei a minha carteira e comecei a pegar rapidamente meus cadernos e livros que estavam de baixo dela. Minha missão estava quase completa, quando ouvi duas vozes bem conhecidas por mim: Débora e Andreza.

- ...ela não aparece faz uma semana hoje e... – Débora parou de falar assim que entrou na sala e me viu. – Gabrielly?! – Chamou e eu tentei me virar, sem sucesso algum, já que na maioria das vezes a cadeira de rodas não respondia aos meus movimentos.

- Eu mesma... – Respondi e consegui me virar. Estava prestes a sair da sala, quando senti uma mão me puxar pela mochila.

- Você não vai sair fácil assim Gabrielly! – Andreza disse.

- Me larga! – Mandei e ela não me soltou.

- Você deve explicações à ela! – Apontou para Débora que estava quieta em um canto mais afastado.

- Não devo explicações nenhuma para ela. Não temos mais nada, caso você ainda não saiba! – Respondi.

- GABRIELLY NÃO BRINCA COMIGO SUA IDIOTA! – Andreza disse me segurando com ainda mais força. – DÊ SUAS EXPLICAÇÕES PARA A DÉBORA PORRA!

- EU TERMINEI COM ELA, CASO ELA NÃO TENHA ENTENDIDO AINDA. NÃO TEMOS MAIS NADA DÉBORA, ME ESQUECE! – Gritei. – MINHA VIDA, MINHAS REGRAS, VOCÊ NÃO INTERFERE EM MAIS NADA! E VOCÊ ANDREZA, SEJA DIGNA E ME LARGUE, APRENDA A NÃO SE MET... – Fui interrompida com um soco em meu rosto. – SUA RETARDADA VOCÊ ME BATEU?! – Perguntei incrédula e senti mais três socos em meu rosto. Não demorou muito para Débora começar a gritar e a sala encher de gente, para minha sorte, não tive reação e continuei apanhando, daquela forma eu estaria como inocente na história. Não demorou muito também para que Andreza fosse levada para a diretoria e fosse suspensa por uma semana por agressão, enquanto eu fui levada para a enfermaria.

- Hey... – Ouvi a voz doce de Mariana.

- Hey... – Respondi e vi a menina de olhos verdes se aproximar de mim.

- Soube que você apanhou feio e não acreditei, tive que vir aqui para ter certeza. – Respondeu sincera. – Isso deve ter doído bastante... – Apontou para um corte em minha boca.

- Realmente doeu... Mas sabe... Existe algo que você pode fazer para parar essa dor... – Respondi.

- O que? – Mariana perguntou se fazendo de inocente.

- Me beija que passa... – Respondi e na mesma hora senti os lábios de Mariana se chocarem contra o meu. Nosso beijo não demorou muito, segundos depois, ouvimos a porta sendo batida com força. Separei-me rapidamente de Mariana e encontrei uma Débora furiosa.

- Bonito! Que bonito em! Que cena mais linda, será que eu estou atrapalhando o casalzinho ai?! – Débora perguntou e eu só tive certeza de uma coisa: FODEU!


Notas Finais


Como percebido, ocorreu um salto no tempo da fanfic e óbvio que ficaram algumas interrogações que eu vou explica-las agora:

1 - No próximo capítulo, irá ter uns flashbacks que irão explicar direitinho o que aconteceu.
2 - Welcome to new stage! A fanfic toma outro rumo agora.
3 - Vocês querem matar a Mariana agora, mas daqui a uns capítulos ela vira a personagem mais queridinha por vocês.
4 - Vão sair dois novos casais agora.
5 - O final, com o trecho da música da Naiara Azevedo, eu iria colocar em outro capítulo, mas se encaixou completamente bem com esse final. (Na verdade, quando a Débora viu aquilo, ela disse "Vão se foder, espere pelo menos um mês para se agarrar com uma vadiazinha Gabrielly!", mas o trecho da música lá ficou mais legal né?!
6 - Pra vocês entenderem o meu termino com a Débora antes do próximo capítulo, escutem essa maravilha e gozem pelos ouvidos: https://www.youtube.com/watch?v=nU-Gj_ALfsA (essa música explica tudo, gente tô chocada).
7 - Vou ficar um tempo respondendo algumas perguntas no Twitter (wtfzyrck) qualquer dúvida, me chamem lá.

- Zyrck.


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