História A Rosa da Coroa - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Charles Phipps, Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Earl Charles Grey, Elizabeth Midford, Finnian "Finny", Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Snake, Undertaker
Tags Ciel, Demonios, Lady, Sebastian
Exibições 35
Palavras 2.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 19 - Revelações


Madame

Me compadecia com os sentimentos conflitantes da garota a minha frente. Foi esse um motivo para não ter enrolado ao contar sobre mim, o outro era que quanto mais direta eu fosse mais rápido chegariamos a minha vez de perguntar. Geralmente os por ques alheios não me atraem, mas essa teria de ser uma exceção, afinal envolvia a aranha.

Não, ela não acreditou no começo, era bem mais fácil fazer um contrato com alguém se denominando um demônio do que acreditar que uma bruxa está a sua frente. Doeria, se o choque de constatação não fosse tão divertido.

- Hector, me corte de alguma forma.

- madame ! - ele disse tão chocado quanto a garota - desejamos explicar a situação para lady Elizabeth, não deixá-la traumatizada.

- ora, Hector n...- minhas palavras foram interrompidas ao sentir algo fino e pontudo adentrando a minha pele, me deixando surpresa por uns instantes olhei para a mão que ardia e latejava começando a expelir sangue onde os dentes da gata se cravaram - obrigada, posso contar com sua ajuda pelo menos.

- ajuda ?! - ele guinchou se aproximando para tirar o gato do meu lado, intenção que foi impedida por mim ao pega-la com a mão que não tinha o machucado - esse animal selvagem a feriu.

- sim, completamente selvagem - falei contente olhando para Lucy - mas ela só fez o que eu pedi, não a censure.

Meu demônio limpou o sangue ao redor do ferimento antes que ocorre-se de cair uma gota ao chão, o processo de cura foi lento, mas aqueles olhos verdes acompanharam com atenção até que minha pele ficou sem o menor vestígio do ocorrido.

- está vendo ? Por isso foi desnecessária a reação de vocês - minha gatinha se enroscou no meu colo e permitiu minhas mãos de passearem por seu pelo - agora que esse assunto foi resolvido vamos as suas duvidas, antes é claro precisarei saber da história toda. Como ocorreu o encontro de vocês? 

- Ciel foi dado como morto após o ataque na estrada e as buscas que foram feitas resultaram em fracasso, então realizaram uma cerimônia fúnebre para ele... Foi alguns meses depois em meio ao luto em que passava buscando conforto na mansão dele, como se assim me ajuda-se a preencher o espaço vazio, como se algo que eu não visse com clareza pudesse se mostrar...eu não podia aceitar...

- compreendo - eu também ia em busca do conforto através das minhas flores, como se estando em meio a elas me liga-se a uma parte de Gregory, buscando saber mais das plantas que ele faria surgir e me mostrar seus achados, me lançava desesperada a essa ilusão - perdoe minhas lágrimas indevidas - ela se moveu enquanto eu levava o lenço do mordomo para o rosto, senti os braços da garota me envolverem de maneira protetora e quase ri da cena. Deveria ser ao contrário, uma convidada tentando amenizar a dor da anfitriã. Que inadequado - por favor, me perdoe por isso, devemos focar em você e eu estou fazendo cena.

- depois de tudo que contou sobre você como pode dizer isso? - Lizzy não me soltou, continuou a contar o que aconteceu a ela e eu me senti grata por não tê-lo feito - foi em numa dessas noites na mansão que houve um ataque, não tinha visto quem era o responsável, imaginei o desespero que Ciel deve ter sentido anos antes quando passará pelo mesmo - isso era novidade, afinal eu não tinha investigado o passado do garoto ou os motivos  que o levaram a firmar um contrato - eu sai do meu quarto desorientada atrás dos empregados, mas eu não encontrei nenhum deles, somente uma voz ao longe, ele insinuou saber mais a respeito de Ciel, fez as promessas tentadoras de uma justiça que eu não obteria sem o seu auxílio, eu aceitei em meio ao desalento firmar o contrato com ele, não me importei com preço se no fim eu consegui-se salva-lo valeria a pena.

- ele não pretendia manter o garoto vivo por muito tempo - forçei as palavras a sairem, tendo o cuidado para não escolher uma que ferisse ainda mais a garota - Lizzy a aranha lhe enganou, não sei como Ciel explicou o ocorrido a você e peço que não me conte, isso não me envolve - me adiantei ao falar quando a vi abrir a boca -  por que estava na rua aquela noite? O que a fez ir até o castelo? 

- ele me fez acreditar que os responsaveis pelo ataque estavam lá, que após cuidarmos deles e obtivéssemos as respostas eu poderia achar o Ciel.

- e eu interferi - sorri para a garota - espero que não se ressinta por eu tê-la enganado, mas eu precisava pegar a aranha. Eu achei bem curioso a maneira que ele a abordou.

- realmente - se pronunciou Hector ao servir um pouco do chá para Lizzy que me soltou para pegar a xícara - eu achei tudo muito ensaiado, essa aranha está morta mas ainda assim deixou tantos fios soltos - seus olhos vieram de encontro ao meu - quais fios irá puxar, madame ?

- temos a primeira opção de que ele mesmo tenho feito esse ataque, para que entrasse em contato com você e pudesse manipula-la. A segunda opção seria que realmente outro tenha sido o responsável e a aranha tirou proveito da situação. Eu não consigo ver mais fios soltos - olhei para meu demônio que permaneceu com um leve sorriso, se Hector sabia de algo não parecia disposto a contar agora - Lizzy,  estou vendo que cairei no tédio em breve, me permita ajudá-la onde a aranha falhou.

- somente com uma condição - a garota falou tão séria ao entregar a xicara ao mordomo que fiquei avaliando-a depois - me ajude a arrumar a mansão para a volta de Ciel - ela pediu empolgada lançando os braços sobre mim - tudo precisa ficar bonito e fofo para o retorno dele.

- não negarei seu pedido, mas não estou certa de que ele vá gostar de ver que estivemos mechendo na casa em sua ausência - eu não gostaria nenhum pouco de retornar e ver que meu castelo fora tocado, de maneira que quase podia ver ele todo irritado ao e ver o estado da mansão.

- não se preocupe, ele não vai se encomodar - olhei de maneira duvidosa para a garota mas seu olhar de convicção não se abrandou.

- iremos amanhã então, gostaria de passar a noite aqui ? É claro desde que tenha avisado aos seus pais.

- eles já sabiam que eu viria a casa da Rosa - ela contou com um sorriso contente - fico feliz por ter me convidado para ficar.

Olhei surpresa para Lizzy, ela pensou que eu não permitiria que ficasse. Ora, que imagem que as pessoas tem de mim afinal ? 

Hector

Era bom ver minha lady conversando tão a vontade assim, embora soubesse que ela iria se recriminar depois. Uma manhã de um novo dia surgia, já tinha feito os preparativos para o desjejum das ladys, agora faltava ir acorda-la.

Entreitei pé ante pé no quarto da madame, eu vi aquela forma em baixo das cobertas e a claridade excessiva no quarto dela graças a cortina e janela aberta, direcionei meus olhos irritados a gata que dormi enrolada no travesseiro.

- podia ter tido a decência de fechar as janelas, ela acabara pegando um resfriado - ralhei com o animal que levantou a cabeça, aqueles olhos azuis numa falsa inocência, era o meu limite, iria atira-la porta a fora, eu mal toquei no gato quando senti as mãos dela segurando meu braço - my lady ? 

- solte a Lucy, por favor - ela pediu escorregando para dentro das cobertas novamente - não me vejo disposta essa manhã.

- my lady, tem compromissos hoje - falei soltando a gata e puxando as cobertas antes que ela ficasse mais manhosa - não posso permitir que fique aqui sem motivos.

- você estava certo, a janela aberta me resfriou - ela se sentou para puxa-las novamente e a tirei da cama na hora sentindo o olhar da gata a cada movimento.

- por que está tão preguiçosa está manhã ? - um comportamento fora do comum para ela, eu tinha um palpite mas queria ouvi-la.

- ao trazer-nos para cá eu gastei mais energia do que o esperado - resmungou a madame - você estava certo, não consigo ir para tão longe.

- está vendo ? Poderia acabar morrendo conforme fosse o nosso destino - comentei ao pegar um vestido azul para ela, tinha sido minha lady que me contara dos risco de um bruxo acabar se excedendo - não acredito que esteja tão fraca a ponto de cancelar a ajuda para lady Elizabeth, será melhor tratarmos desse assunto logo, tem outros que requerem a sua atenção também.

- por que não me contou antes? - ela perguntou pegando o vestido das minhas mãos.

- não desejava preocupa-la, darei todos os detalhes mais tarde - dei um sorriso provocador para minha lady sonolenta, só havia uma forma de afastar seu sono. Constrangimento - my lady, precisa de ajuda para se trocar ? 

- não seja tolo, é claro que não - se eu saísse agora as chances dela retornar para a cama eram altas.

- eu não me importaria em ajudá-la - em um movimento furtivo minha mão parou atrás de seu pescoço soltando o laço da camisola, a madame despertou de imediato e se afastou de mim com as vestes um pouco frouxas - não a nenhum receio ao permitir que lhe troque desacordada, por que está tão esquiva agora?

- Hector, retire-se. 

Como foi de seu desejo eu sai, contente por ela ter despertado, encontrei com lady Elizabeth a caminho da sala de jantar, prontamente a atendi, queria que ela se senti-se a vontade nesse ambiante após saber tudo, não demostrou estar desconfortável na minha presença, somente curiosa.

- Ciel passou 2 anos fora e a aparência dele não mudou, você sabe do por que, não? 

- lady Elizabeth, não julgo correto um demônio como eu especular, sejam qual for suas duvidas é melhor tirar com ele.

- ... Quanto tempo duraria o contrato de vocês?

- estou decepcionado que a aranha tenha sido tão negligente - falei com um suspiro e vi a sombra de um sorriso no seu rosto - bom é mantido até que nossos mestres alcancem sua vingança. Deseja fazer um novo contrato, lady Elizabeth?

Dei uma breve risada com o olhar espantado que ela me deu, podia ouvir os passos da minha lady na escada acompanhada dos pisares leves da gata.

- brincadeirinha, já me encontro aos serviços de uma lady e desejo que sejam mais anos na companhia dela.

- você parece tão sentimental para um demônio.

Sorri comigo mesmo depois dessa declaração e puxei a cadeira para minha lady se sentar. Realmente, eu tinha me tornado bem sentimental, não era para ter ido por esse caminho, era para ter sido um adorável entreterimento, ver como seria o desenrolar da sua tragédia. E eu me encontro agora ansiando por mais dias ao seu lado.

* * *

Foi um dia bem corrido, retirei todos os materiais pesados, arrumei as paredes que foram perfuradas e tiveram partes derrubadas, com certeza tinha a partipação de uma criatura sobrenatural. Eu só precisaria acha-la agora. Minha lady ficou cuidando do jardim e vi seu desagrado ao ter de retirar as outras flores do solo, o qual só piorou ao ter de plantar rosas já crescidas, eu a tinha feito colocar luvas e um avental para a jardinagem, fiquei extremamente contente ao ver que não se sujara em demasia. Lady Elizabeth cuidou da decoração que ela se lembrava tão bem me falando os mínimos detalhes, até que estivesse contente com o resultado final e pudessemos partir.

Agora nas ruas escuras e frias nos encontrávamos atrás do alvo da lady, já tinha permitido que se descuida-se tempo o bastante do senhor Edgar, mas foi um tempo bem aproveitado, tendi em vista que Victor o cocheiro descobrirá com quem ele estava envolvido.

- uma criatura sobrenatural como vocês eu devo acreditar e no mínimo deve estar ferido a julgar por ter deixado cair - novamente uma pena foi mostrada para minha lady que a tratou do mesmo modo como a anterior.

- ou simplesmente brincando conosco - eu falei acreditando bem mais nessa possibilidade - mas devo confessar que estou surpreso por um humano como você ser capaz de achar isso, entendo agora o porque de Vossa majestade requerer tanto a sua cabeça. Como um vigarista procurado pode ser capaz de tanto ? 

- não manteria meus "negócios" se fosse pego facilmente, é preciso se manter bem informado - ele deu um sorriso convencido - vocês só me acharam por terem essa natureza diferente.

- é verdade e estou contente por ter permanecido ao nosso lado - a madame sorriu contente ao elevar a arma e pressionar o gatilho, ouviu-se o grito e um baque, mas ele ainda estava vivo, seu coração batia como louco e o passos apressados dele se tornaram mais alto, não que ele fosse muito longe. 

Senti sua presença antes que as lançasse sobre nós, as penas se cravaram em mim quando saltei para protege-la, não cheguei a toca-la, imaginei que minha proximidade só o incentivaria, de forma que a rodeei ao longe, iria persigui-lo sua forma majestosa e orgulhosa no céu escuro com as asas batendo, ele estava somente de passagem, somente um recado e eu iria atende-lo. Se não fosse pela voz dela me fazendo parar.

- VOCÊ ESTÁ NUA - gritou a madame atraindo minha atenção, não era de seu costume gritar, me virei para trás buscando entender o ocorrido e cai numa risada - Hector ! Cubra-a.

Minha lady estava virada de costas com as mãos sobre o rosto e muito vermelha pelo que via, assim como Victor que desviara o olhar para longe da figura nua com penas na boca e entre os dedos que os olhava sem entender o comportamento deles.

- brinquedinho - chamou a mulher enquanto eu a vestia com o meu sobretudo - eu jamais a machucaria - as orelhas brancas se mostravam entre os cabelos longos que ela tirou de dentro do casaco - me reconhece ? 

- eu disse a você - não poderia e nem queria deixar de falar a minha lady sobre como todas as minhas "paranóias" a respeito da gata estavam certas - cuidarei desse assunto devidamente.

- o que pensa em fazer ? - ela se virou colocando a mão sobre meu braço e vi um sorriso afetuoso se abrir para a mulher - perdoe o meu demônio ele tem sido cruel com você, Lucy.

A gata se atirou sobre minha lady, via aquelas unhas longas tocarem a pele dela e um ronronar escapar quando foi acariciada entre as orelhas.

- realmente me reconheceu, me reconheceu- aqueles olhos azuis se elevaram para mim entre os fios brancos que caiam sobre o rosto, ela apertou a madame ainda mais em seus braços de uma forma possessiva - agora demônio, você deveria contar os detalhes que omitiu do meu brinquedinho.

Não me imaginava capaz de odiar ainda mais aquela gata, os olhos da minha lady estavam confusos e se alternavam da gata para mim.

- Lucy ? Não compreendo.

- o seu clã não caiu somente por uma triste casualidade do destino assim como os de minha espécie não pereceram como uma mera consequência disso. Seu demônio deixou um pequeno detalhe de fora.

- my lady, conta-lo irá fazê-la chorar, deixe-me cuidar disso - como já havia sido minha intenção, não queria envonve-la ainda mais - não há necessidade de mais lágrimas.

- eu estarei aqui para seca-las uma a uma - disse a gata apoiando a cabeça na da madame - e após saber tudo iremos pegar o passarinho.

- Hector, me deixe ver, por favor - ela estendeu suas mãos para mim, não havia desconfiança naqueles olhos, eles não me julgaram conforme me aproximei, ela queria apenas a resposta e eu lhe daria, tudo o que me pedisse.

- como desejar - me sentia cair e sabia que ela viria junto, já tinha presenciado outras vezes, não imaginaria que fosse ocorrer comigo.

Tente não me odiar. Pedi em pensamento me perguntando se ela poderia ouvi-lo.

Não me de motivos para isso. ​Foi a sua resposta.

 

 

 

 

 



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