História A Rosa Revolucionaria - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Asmita de Virgem, Defteros de Gêmeos, Manigold de Câncer, Mascára da Morte de Câncer, Misty de Lagarto, Verônica de Nasu
Tags Cdz, Deftmita, Guerra, Manivero, Mdmxdite, Romance
Visualizações 51
Palavras 4.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Estou de volta com A Rosa Revolucionaria, apesar de ter demorado mais para atualizar dessa vez... Desculpe por isso. O capitulo está devidamente revisado e as coisas vão começar a se agitar, além de ter lemon nesse capitulo. Eu espero que gostem!

Sem mais delongas: Boa Leitura!

Capítulo 6 - Uma Noite Quente


Os dias foram se passando e aquele que temia o futuro agora ia se tornando mais forte e mais confiante. Graças às aulas que tinha diariamente com o príncipe mais jovem, Afrodite estava ampliando seus conhecimentos sobre combate, manejo de armas e até mesmo um pouco de estratégia. Carlo era um excelente professor, explicava pacientemente cada passo e auxiliava quando o outro precisava. A relação entre os dois se tornava cada vez mais forte já que se sentiam muito bem um com o outro, além da mutua confiança. Estavam na área de treinamento, era nítido o som das espadas se chocando e mesmo que parecesse que estavam lutando de igual para igual, Carlo ainda estava contendo muito de sua força e habilidade.

 

- Não afaste demais suas pernas, Dite. – o príncipe alertou, de olho na postura alheia.

- Sim... – mesmo ofegante, se mantinha concentrado e tentava encontrar alguma brecha na postura do outro.

- Foque no inimigo a sua frente sem deixar de se preocupar com um ataque por outro lado. Enfrentar um grupo nunca é fácil... Principalmente numa guerra.

- Certo... Mas aqui eu só tenho um “inimigo”.

 

Carlo abriu um sorriso no canto dos lábios com aquelas palavras, apreciava o foco do menor no que estavam fazendo. Suas próprias habilidades haviam melhorado desde que Afrodite começou a treinar consigo e acreditava que o garoto poderia ser tão bom quanto ele. Isso foi provado num momento em que o príncipe se descuidou, pisando de mau jeito enquanto ia para trás e Afrodite aproveitou a deixa para atacá-lo, conseguindo pela primeira vez jogar sua espada longe e, em seguida, encostar a lamina em seu pescoço. Os dois se encararam e o sorriso iluminado de Afrodite enquanto tentava recuperar o fôlego foi retribuído pelo outro, que afagou seus cabelos gentilmente.

 

- Está melhorando. Pelo menos já saberá o que fazer caso alguém queira lhe fazer mal.

- Sim! Eu estou feliz, me sinto mais forte... Mesmo que eu não queira realmente machucar alguém, tenho mais chances de me defender.

- Isso... Bem, vamos fazer uma pausa.

 

O garoto assentiu positivamente e seguiu o príncipe até um canto do pátio onde havia uma jarra de agua e dois copos, separados devidamente para eles. Carlo os serviu e depois sentou no chão mesmo, bebendo um longo gole e pelo canto dos olhos viu o outro fazer o mesmo, sentando ao seu lado. Ficaram em silencio por um tempo, cada um perdido em seus próprios pensamentos até que Afrodite pareceu lembrar de algo que o príncipe havia dito anteriormente, por isso voltou-se a ele com um olhar hesitante e preocupado.

 

- Carlo, você falou sobre guerra antes... Mas já faz tempo que isso não acontece em nosso reino, não é?

- Sim, estamos a um bom tempo em paz com os reinos vizinhos ou mesmo aqueles do outro lado do oceano. – o mais velho comentou, tomando mais um pouco de água – Mas a paz não dura para sempre, infelizmente...

- Acha que pode acontecer?

- Sim... Mais cedo do que se espera. – deu uma olhada ao redor como se quisesse ter certeza de que estavam sozinhos até se voltar para o outro – As viagens do meu irmão tem um propósito: manter os acordos de paz entre as outras nações. Mas ele tem voltado com noticiais cada vez mais preocupantes. Ele acredita que os reinos do continente próximo pretende invadir o nosso, começando por este reino que tem uma potencia militar menor que a dos outros.

- Isso é horrível! – Afrodite arregalou os olhos, não querendo acreditar que uma guerra poderia começar bem em suas terras – Mas por quê? Os acordos feitos não estão mais valendo? Os reinos vizinhos não podem nos ajudar?

- Tudo são boatos e especulações ainda... Ninguém quer se reunir e começar a falar sobre isso para atiçar ainda mais uma proclamação de guerra. Mas alguns países não quiseram renovar os acordos, então é bem provável que aconteça. Por isso Manigold fica fora do palácio por um bom tempo, além de estudar estratégias ele também está tentando preparar nosso exercito da maneira mais discreta possível. Ainda assim, ele vai tentar viajar mais algumas vezes para impedir que os acordos sejam quebrados de vez.

- Agora entendo... E você vai ter que lutar?

- Posso parecer jovem demais para estar num campo de batalha, mas eu venho recebendo aulas de combate desde pequeno e você sabe disso. Não precisa se preocupar... – Carlo levou a mão até o rosto alheio e acariciou, afinal podia ver a preocupação estampada naqueles belos olhos azuis.

- Eu espero que só sejam especulações... Guerras não trazem nada de bom, então porque continuam acontecendo? – Afrodite fez um leve bico, ainda assim tombando o rosto de lado na direção do carinho que recebia.

- Porque o ser humano é ganancioso e sempre quer mais. Ter mais posses, mais território, mais riquezas... Não importa quantas vidas tenha que tirar ou o que tenha que destruir.

 

As palavras cruéis e verdadeiras do príncipe entraram pelo ouvido do menor e lhe causaram um arrepio de medo pelo que poderia vir a acontecer. Antes temia o seu próprio futuro e agora estava temendo o futuro de toda sua nação... Não que tivesse visto uma guerra de perto, mas só com o que falaram ou o que os livros mostravam já era algo horrível demais para se pensar. Não queria ver Carlo no meio disso principalmente, seu coração apertava só de imaginá-lo lutando na guerra e acabar ferido ou pior... O pensamento o afligiu de tal forma que, sem pensar duas vezes, abraçou o príncipe e escondeu o rosto em seu peito, surpreendendo o outro.

 

- Não quero que vá... Não quero que se machuque.

- Dite... Se acalme. – ao entender o que houve, retribuiu o abraço. Estava sendo comum agora os dois terem gestos carinhosos desse tipo – Nada aconteceu ainda, não sofra por antecipação. Eu não sou fraco, sabe bem disso... Já disse, não tem porque se preocupar.

- Eu sei que não é, mas... Se algo acontecer com você, eu sinto que... Que não vou suportar.

 

Afrodite não sabia dizer por que se importava tanto assim com o príncipe... Era certo que ele lhe salvou nos momentos que mais precisou e ainda estava cuidando muito bem de si ali no palácio, mas o que sentia parecia ser algo tão grande que não cabia em seu peito. Até sentiu suas bochechas esquentarem quando o mais velho ergueu seu rosto e se encararam, engolindo em seco em seguida. Carlo também parecia confuso com seus próprios sentimentos em relação ao outro e tinha uma vontade de mantê-lo perto de si a todo o momento, como estavam agora. Chegou a aproximar o rosto e sentiu as respirações se chocarem por um momento, mas desviou-se um pouco e deixou um beijo na bochecha alheia.

 

- Vai ficar tudo bem, eu prometo.  – o maior sussurrou rente a orelha do outro.

 

Afrodite concordou com a cabeça, ficando mais vermelho do que antes e demorou um pouco para se libertar do abraço caloroso, erguendo-se em seguida. Carlo fez o mesmo e apanhou as espadas, decidido a voltar ao treinamento e assim poder refrear as novas e intensas emoções que andava tendo na companhia do outro. O menor o acompanhou no treinamento como sempre e assim puderam se distrair, desejando que a guerra nunca pudesse alcançar sua terra para espalhar o manto da desgraça de ponta a ponta.

 

... X ...

 

Aquela noite estava sendo uma das mais quentes do mês e Manigold que estava vestindo apenas uma calça de tecido leve, não suportando dormir nem mesmo com um lençol fino sobre o corpo e deixando as janelas do quarto abertas enquanto tentava se refrescar com uma sobremesa gelada, trazida por uma criada. Veronica não demorou a chegar, ainda estava fazendo companhia ao príncipe já que, aparentemente, ele era a única coisa que o outro não dispensava de modo algum. Assim que entrou no quarto, foi se sentar na cama e o mais velho o puxou para perto, levando uma colherada do doce aos seus lábios. Hesitou por um momento, mas provou e se arrepiou ao sentir a guloseima gelada descendo por sua garganta.

 

- Bom, não é? Nesse calor infernal, não há coisa melhor. – Manigold riu, comendo mais um pouco – Quer mais?

- Por favor... – o loiro também estava sofrendo com o tempo, até havia escolhido uma túnica bem leve e que chegava um pouco acima de seu joelho para usar naquela noite. Assim que recebeu mais um pouco do doce, apreciou com vontade.

- Quero aproveitar esse tempo com você, logo terei que viajar novamente... – suspirou, vendo o outro ficar surpreso com a informação – Ainda tenho muito que fazer em outros reinos e vou ficar alguns dias fora... Mas quero que espere, voltarei para você. – ditou de forma galante, tocando nos cabelos dourados do outro.

- Não diga isso... – corou, olhando para o lado. Quando o príncipe começava a falar coisas daquele tipo não sabia o que fazer ou o que dizer – Voltará quando resolver tudo, não por minha causa.

- Como pode dizer isso? Já vai ser muito difícil para partir e te deixar aqui a mercê de qualquer lobo faminto... – Manigold pareceu magoado com as palavras do outro, levando os lábios até o lóbulo de orelha alheia e mordiscou, arrancando um arrepio do loiro por estar com os lábios frios graças ao doce.

- É natural que eu seja requisitado mesmo assim... Misty tem cuidado disso, mas acho que é muito para ele.

- Não me interessa! Não quero dividir você com ninguém. – o tom do príncipe foi serio e possessivo, dando mais uma mordida um pouco mais forte no lóbulo do outro, lhe arrancando um gemido baixo – Eu enlouqueço e mato quem o fizer, entendeu?

- Manigold, não exagere...

 

Veronica relutava ainda em acreditar que tinha tanta importância assim para o príncipe e, de repente, foi derrubado no colchão e teve suas coxas seguradas. Manigold estava entre suas pernas e lhe encarando com tanto desejo que chegava a ser palpável, só tinham feito uma vez e depois disso o mais velho foi respeitosos de formas até então inimagináveis para o loiro, não podia negar a si mesmo que isso mexia consigo. O príncipe parecia estar se controlando e muito para não possui-lo naquele mesmo instante, mas apenas se inclinou e beijou a barriga alheia sobre o fino tecido que cobria o corpo. Ia subindo lentamente, embriagando-se com o perfume enquanto ouvia os suspiros do menor.

 

- Céus, eu mesmo me pergunto como resisto com essa bela tentação a minha frente. – deixou escapar com um suspiro assim que se ergueu um pouco.

- Está resistindo porque quer, pois eu estou aqui para servi-lo...

- Não, não desse jeito... Eu não quero usar o seu corpo e você sabe disso. – Manigold continuava serio, cruzando olhares com o menor – Eu quero que nós dois estejamos de acordo com isso, que possamos apreciar o prazer disso juntos... Caso contrário, não vou fazer por mais que eu queira isso.

 

O príncipe estava sendo categórico quanto a sua decisão, poderia estar queimando por dentro para ter aquele homem em seus braços mais uma vez, mas não o faria. Que prazer poderia sentir se fosse como na primeira vez? Além disso, queria ver como Veronica se entregava de corpo e alma nessa hora, se é que ele aceitaria fazer isso em algum momento. Já o loiro estava pensativo, parecendo medir cada coisa que passou até aquele momento e sem duvida Manigold era um homem diferente, que parecia realmente respeitá-lo e querê-lo além de um mero brinquedo. Com um longo suspiro, ergueu os braços e envolveu o corpo do maior, decidido.

 

- Eu vou lhe dar uma chance... Não é como se eu fosse indiferente às coisas que faz por mim. Eu também quero que me toque... Prometo que não levantarei nenhuma barreira hoje.

 

O sorriso que surgiu nos lábios de Manigold depois de ouvir suas palavras era tão bonito que Veronica decidiu guardar em sua memória com carinho, pois sabia que era verdadeiro. O príncipe tornou a se inclinar e tomou os lábios alheios em um beijo demorado, fazendo com que as línguas se encontrassem e tivessem uma dança lenta e sensual, apreciando o sabor do doce que ainda continham em suas bocas. Manigold se enchia de excitação só de imaginar que finalmente naquela noite poderia tê-lo de forma completa, sem medos e assistir com deleite o loiro se perder nas sensações que poderia lhe proporcionar.

As mãos do mais velho já vagueavam pelo corpo do outro, buscando os pontos onde mais poderia lhe dar prazer e quando o beijo foi encerrado, seus lábios desceram até o pescoço de Veronica e começou a distribuir beijos, lambidas e chupões na pele macia, podendo ouvir os suspiros e ofegos escaparem pelos lábios rosados. Não demorou para que o príncipe se livrasse da túnica que cobria o loiro e assim pode apreciar com encantamento e admiração aquele corpo que tinha ao seu lado em muitas noites, mas não podia tocar. Até conseguiu fazer as bochechas do mais novo ficarem vermelhas por conta do olhar do príncipe, afinal nunca tinha sido olhado daquela forma.

Os lábios e as mãos de Manigold eram astutas, experientes e já estavam trabalhando outra vez, agora com a atenção voltada aos mamilos e coxas do outro. Apesar do desejo que crescia cada vez mais em ambos, Veronica ainda tinha mais surpresas com o outro... A força e o estranho cuidado com a qual estava sendo tocado por ele, como se estivesse manuseando algo precioso. O que mais aquela noite prometia ao lado do príncipe? Certamente algo tão bom e maravilhoso que ficaria gravado em sua alma para todo o sempre, era isso que sentia. Nem se incomodava em segurar os gemidos que começaram a vir naturalmente, deixando o maior muito contente.

Depois de deixar os mamilos rosados bem durinhos, os lábios de Manigold voltaram a procurar os do mais novo, encontrando-os e assim iniciando um beijo mais exigente e guloso, roubando completamente o ar de ambos. Suas mãos ainda trabalhavam, chegando até o membro do loiro e não demorou a envolvê-lo em suas mãos, começando a estimulá-lo. Veronica se arrepiava e gemia abafado contra o beijo, admitindo para si mesmo o quanto aquilo era bom, mas imaginava que estava sendo assim por ter permitido que acontecesse e por querer fazer com o outro. Suas mãos deslizavam pelas costas do príncipe, deixando as primeiras marcas em sua pele graças às unhas bem feitas.

O mais velho exigiu tanto do beijo que os lábios do loiro ficaram inchados, assim como o membro em suas mãos já havia endurecido e pulsava, fazendo-o sorrir com satisfação. Se afastou de Veronica por um momento para poder se livrar da calça que ainda lhe impedia de um contato mais direto e depois deitou-se sobre o menor, sentindo os membros se chocarem e arrancando um suspiro de ambos. Seu próprio pênis já se mostrava bem ereto e para a sua alegria, via os olhos do outro brilharem de puro desejo. Esse brilho que só pode ver de relance uma única vez na primeira noite agora preenchia as orbes púrpuras, lhe dando ainda mais vontade de finalmente unir os corpos em um só.

Manigold deslizou uma de suas mãos pelas costas do outro e chegou até as nádegas branquinhas, apertando um dos lados antes de procurar pela fenda oculta e não demorou a encontrá-la, pressionando com a ponta dos dedos e sorriu de canto ao ver o loiro estremecer em seus braços, agarrando seus ombros. Logo estava preparando o interior de Veronica para recebê-lo, um pouco ansioso ao sentir a pressão que envolvia seus dedos em outra parte e assim que julgou ser o suficiente, os retirou e se acomodou melhor entre as pernas alheias, lhe lançando um olhar que claramente era um pedido de permissão para entrar. A resposta veio quando o mais novo entreabriu as pernas e sorriu, esperando por isso tanto quanto o outro. O príncipe encaixou a glande e foi penetrando-o lentamente até ser acolhido completamente, esperando alguns minutos para se mover e ia se distraindo com as expressões do outro enquanto isso.

Veronica deslizou as mãos pelos braços alheios, subindo até alcançar o rosto do príncipe, acariciando-o e moveu a cintura para mostrar que já estava pronto para que ele se movesse. O maior não precisou de uma segunda confirmação, logo estava se retirando quase completamente dele e voltando com uma força moderada, já se sentindo extasiado pelas expressões de prazer desabrochando no rosto de Veronica. Assim que seu mastro rijo começou a deslizar sem maiores dificuldades, Manigold estabeleceu um ritmo nos movimentos e agarrando as coxas alheias, o fez ficar bem junto de si. As unhas do loiro voltaram a marcá-lo pelas costas, arrancando suspiros enquanto ia aumentando a velocidade e força aos poucos. O fôlego que restava, preferia gastá-lo em mais e mais beijos deliciosos com o menor.

O príncipe podia jurar que aquele casulo quente e apertado tinha sido feito especialmente para si, pois era o que lhe dava mais prazer mesmo com toda sua vasta experiência. Seria porque demorou um bom tempo para convencer Veronica a se entregar de cabeça naquele instante? Porque teve que conquistá-lo pouco a pouco? Diziam que tudo aquilo que se conseguia com muito esforço trazia a melhor das recompensas, então tinha quase certeza que era por isso. A velocidade e força das estocadas só cresciam enquanto ambos se perdiam no maravilhoso e sufocante prazer do sexo, sendo que Manigold já não se preocupava muito em deixar a marca de seus dedos nas coxas ou na cintura do outro, assim como Veronica atacava o ombro alheio com uma mordida enquanto seus dedos se perdiam nos fios azulados, os segurando firmes e puxando com certa força.

Em um determinado momento, os movimentos entre os corpos já haviam se tornado frenéticos e se a noite já estava quente por si só, aquele quarto parecia um verdadeiro forno para os dois que se entregavam com tudo o que tinham, gemendo sem controle e chamavam os nomes um do outro diversas vezes. Estavam tão colados que o membro de Veronica nem precisava ser tocado, já que estava preso entre os corpos em constante movimentação e chegavam a pensar que iriam enlouquecer pelas sensações que os atingiam até que o príncipe alcançou seu ápice primeiro, atingindo o menor com uma estocada profunda enquanto o preenchia. O loiro também precisava chegar nesse ponto, então Manigold segurou as pernas dele e as ergueu, apoiando-as nos ombros e continuou a arremeter-se para dentro sem perder o ritmo. Com isso, Veronica finalmente atingiu seu limite e gozou em seu próprio abdômen.

O príncipe se retirou depois de assistir aquela cena com um sorriso satisfeito no rosto e abaixou as pernas do menor, vendo-o completamente esgotado, com os cabelos dourados espalhados no colchão e a respiração pesada. Ainda assim, se inclinou sobre seu corpo e foi recolhendo seu sêmen com a língua e Veronica o observou de imediato, arranjando forças para levar uma das mãos até os cabelos do maior e afagá-los com carinho. Quando ficou totalmente limpo, Manigold o tomou em seus braços e deitou corretamente na cama, deixando o loiro sobre si e nem ao menos se preocupou em cobri-los, afinal o calor havia aumentado tanto que o melhor a se fazer era dormir como estavam. Estava brincando com uma das mexas douradas entre os dedos quando pode ouvir a voz rouca do outro:

 

- É estranho sentir que... De alguma forma, eu sou importante para alguém.

- Pois comece a se acostumar, eu não pretendo tratá-lo de forma diferente só pelo que aconteceu hoje. Eu quero repetir muitas e muitas vezes, quero ver seu rosto repleto de luxuria, que me chame como fez hoje... – o maior riu baixo, por fim olhando para o teto – Não só isso... Quero que sorria e divida as coisas comigo, mesmo as menores. Não vai ser usado por mais ninguém, isso eu garanto.

 

Veronica abriu um sorriso ao ouvir aquelas palavras, assentindo e deixando a cabeça deitada sobre o peitoral do outro. Tantas sensações novas que estava experimentando com o príncipe e ainda assim, ele conseguia lhe provocar tantas outras que já havia desistido de sentir de novo: proteção, carinho e segurança. Se pudesse ficar assim com ele pra sempre, não se incomodaria... Mas o loiro não era assim tão ingênuo ou se permitia ter esse tipo de ilusões. Talvez um dia Manigold se cansasse ou simplesmente tivesse que se casar com uma dama adequada para sua posição, então não teria mais espaço na vida dele. Decidiu afastar esse tipo de pensamento pelo menos aquela noite, para poder desfrutar completamente na companhia alheia.

 

... X ...

 

Aquela noite tão quente que trouxe bênçãos a um casal traria uma maldição para outro. Era de madrugada quando Afrodite se levantou da cama, desistindo de dormir já que não conseguia por causa do clima e tomou um gole de água da jarra que tinham no quarto, observando a lua. Estava tão cheia que iluminava completamente o jardim e o menor sorriu, com vontade de caminhar um pouco entre as flores para ver se o sono vinha ou pelo menos para se distrair. Saiu do quarto e caminhava pelos corredores enquanto se dirigia para o jardim, observando algumas coisas que enfeitavam o caminho. Os quadros e esculturas pareciam assustadores à noite, Afrodite chegava a ter um pouco de receio por estar andando a essa hora por ali, mas o palácio era muito bem protegido e volta e meia os guardas faziam a ronda para garantir a segurança.

O menor só não esperava que um ataque pudesse vir justamente de um desses guardas que o espreitava por trás de uma coluna, certamente com nenhuma boa intenção para com o garoto. Quando estava quase chegando na porta que levava até o jardim sentiu uma mão forte lhe puxar pela cintura enquanto a outra tapava sua boca para impedir que gritasse. Arregalou os olhos e seu corpo bateu contra o corpo do guarda, sentindo que ele roçava o que seria uma ereção contra suas nádegas. Se desesperou e começou a se debater, mas o outro era forte demais para que conseguisse se livrar, então mordeu um dos dedos da mão alheia e finalmente foi solto assim que o guarda ganiu de dor. Disparou em uma corrida desesperada para escapar, mas notou que o homem já estava atrás de si e não demorou muito a ser derrubado por ele, com o corpo maior sobre si.

Não parecia haver uma maneira de escapar e os lábios do guarda já estavam em seu pescoço quando Afrodite se lembrou de algo, erguendo um pouco a túnica que vestia e pegando uma adaga que estava presa em sua coxa. Antes de sair do quarto, o garoto a pegou porque havia ganhado de Carlo justamente por ser uma arma fácil de carregar e havia sido aconselhado pelo príncipe que era bom levá-la sempre para qualquer emergência. Antes que o homem pudesse perceber e o menor pudesse pensar, cravou a adaga no braço do outro, o fazendo se erguer com um urro de dor. Podia ver o ódio estampado nos olhos do guarda e ele fechou a mão em punho para lhe dar um soco que provavelmente o nocautearia, então seguindo seus instintos e o treinamento que recebeu do príncipe, o menor segurou o braço alheio e empunhou a adaga mais uma vez, cravando-a dessa vez no peito do outro.

O guarda deu um único ganido antes de desabar em cima do garoto, já sem vida. Afrodite havia lhe acertado o coração com tamanha precisão que nem mesmo acreditava, arregalando os olhos quando se deu conta do que fez e ao ver o sangue sujando sua túnica. Estava pensando no que fazer quando mais dois guardas surgiram no corredor e, ao verem aquela cena, não hesitaram em correr e deter o garoto. Fora tratado com brutalidade e encaminhado para a prisão do palácio, jogado em uma cela e Afrodite nem conseguiu protestar, afinal tinha cometido um crime mesmo que tenha sido para se defender. E quem o ouviria afinal? O menor se encolheu em um canto da cela, começando a chorar baixinho e pedindo perdão aos deuses por ter feito o que fez. Provavelmente nem Carlo poderia salvá-lo de uma punição agora.



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