História A sad life. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Tags Bts, Bullying, Drama, Espancamento, Hoseok, J-hope, Jimin, Suga, Sugamon, Suícidio, Tobemtriste, Tragedia, Yoongi, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 32
Palavras 956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heh... Bullying definitivamente NÃO É LEGAL, não pratiquem nem incentivem, por favor.

Capítulo 2 - 2. Bullying.


Mais uma vez indo para o colégio, agora um pouco crescido, haviam se passado quatro anos desde a morte de uma das pessoas mais importantes da minha vida, eu nunca mais fui o mesmo, e nem queria voltar a ser, já havia desistido de encontrar um único vestígio de felicidade em meu mundo, ele já estava pintado por preto e branco, com uma trilha sonora vazia, melancólica, assim como a minha existência, minha vida. Eu nunca mais havia dado bom dia para minha mãe, muito menos tomado café da manhã, não me alimentava adequadamente e vivia doente, mas não me importava mais com isso, nem eu, nem ninguém, eu ainda perdurei por muito tempo neste mundo, e vivo me perguntando como consegui aguentar tanto tempo, mas enfim. 

 

Fazia o mesmo caminho todo dia, com os mesmo passos, olhares e pensamentos, nada mais foi o mesmo, e eu sabia que isso iria piorar, sempre piorava. Chegava na escola, ficava parado ao lado de um banco, não me sentava, pois sempre me sentia estranho, sentia que todos ficavam olhando pra mim, como se quisessem fazer algo comigo. Me dirigia de cabeça baixa para a sala onde era sempre recebido com tapas e socos em minha cabeça, sinceramente, eu nunca entendi o que eles viam em mim, eu era especial? Por que todos me odiavam? Eu nunca fiz nada para ninguém, desde que comecei a frequentar a escola ficava quieto, em meu canto, isolado de todos, de onde eles tiravam tanta ira? 

 

A primeira aula era de matemática, minha matéria preferida, a professora era como uma melhor amiga para mim, também passou a ser a única que me defendia e protegia do que faziam comigo, mas nas outras aulas tudo voltava, o inferno que eu chamava de sala de aula. 

 

Faltavam 10 minutos para o intervalo, me veio a vontade de ficar na porta, esperando para sair, talvez essa tenha sido a minha pior ideia naquele dia. Me empurraram pra fora da sala e a trancaram comigo do outro lado. 

 

— Hey, me deixem entrar! — Até hoje me pergunto o porque eu ainda tentava dialogar com eles. 

 

— Tu acha que vamos te deixar entrar? Todos nós te odiamos! Que você leve uma advertência e aprenda a se colocar no devido lugar! — Um tom nítido de raiva podia ser ouvido, e eu nunca entendi o motivo. 

 

— M-Mas o que eu fiz pra vocês? Eu nunca nem me dirigi a ninguém que está nessa sala, só fico na minha! Por que vocês fazem isso comigo? — Foi então que meu coração seria perfurado novamente, ser sensível e emotivo eram os meus piores defeitos. 

 

— Você nasceu, moleque! Todos te odeiam por você ser você, e isso nunca vai mudar! — Palavras cortam como facas, e nesse momento, eu me senti sendo esfaqueado múltiplas vezes.  

 

— É isso ai! Você é só um merdinha, nerd e excluído, por que não morre de vez? Ninguém vai sentir falta, quem sabe nós até fazemos uma festa, não? — Concordavam muitos que estavam lá dentro, um contra outros trinta, eu já havia perdido a muito tempo. 

 

— E-Entendi... Me desculpem... — Min Yoongi, o mais sensível da quarta série, sempre se desculpando por tudo. 

 

— Tá, foda-se. — Nem ouvidos eles davam, mas eu continuava tentando conversar. 

 

— Min Yoongi? O que está fazendo fora da sala, moleque? Venha já comigo! — A coordenadora havia me visto fora da sala de aula, nem me deu tempo e explicar o acontecido. 

 

— Você vai levar uma advertência por estar zanzando fora da classe sem permissão! — Fiquei quieto, não conseguia mais proferir uma palavra sequer. 

 

Já não aguentava mais, tinha sorte de que já havia apitado o ultimo alarme, já era hora de ir embora, e isso eu almejava mais do que tudo. Chegando no portão, vi cinco garotos que estudavam comigo, eles me lançavam um olhar de ódio, e quando percebi o motivo, já era tarde demais. 

 

— Hey, otário, tá pronto pra nós te botarmos no lugar? — Com os punhos cerrados, eles vieram pra cima de mim, não tive nem tempo de reagir ou tentar correr, eles me derrubaram ao mesmo instante em que se aproximaram o bastante. Socos, chutes, pisadas, ambos desferidos em mim sem dó nem pena, como se quisessem me matar, e talvez quisessem mesmo. Eles não paravam, todos os outros que olhavam os encorajavam, nenhum inspetor ou autoridade estava por perto, se continuasse, eles iriam realmente me matar. 

 

— Tá gostando? Isso é pra você aprender a nunca se achar igual a nós, moleque escroto! — Eu já não sentia varias partes do meu corpo, mas ainda sentia a dor de ouvir aquelas palavras, sentia a dor de me perguntar o porque de eu ter nascido, o porque de eu existir. Tudo mudou, as perguntas se voltaram para a minha existência, afinal, por que eu nasci? Deus me criou só para sofrer? Para sentir na pele o que é perder tudo o que me fazia feliz, o que é ser odiado por todos, a ponto de tentarem me matar aos socos e chutes? 

 

Com olhar embaçado, quase totalmente escurecido, consegui ver o diretor da escola chegando, enquanto isso, todos os outros garotos corriam para fora da escola, ninguém queria levar a culpa. 

 

— Você está bem? Sabe o nome de quem fez isso com você? Nós vamos tomar as devidas providências! — Eu mal conseguia levantar, mas ele me ajudou e ofereceu o ombro de apoio e me levou até o carro. 

 

— Tudo vai melhorar, vou te levar para o hospital e esperar até receber alguma notícia, aguente firme! — Ele era muito gentil, mostrou se importar e me levou para passar um tempo no hospital, também cumpriu com a sua palavra e aparecia todos os dias para receber noticias sobre mim, ao menos alguém ainda mostrava se importar comigo. 


Notas Finais




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