História A saga de Gargawood: A princesa esmeralda - Capítulo 12


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Categorias Mitologia Celta, Mitologia Nórdica, Originais
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Palavras 2.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 12 - Histórias Surpresas


Lizzie nunca havia ficado daquele jeito antes, ela sempre soube o que fazer com os meninos com quem tinha ficado, mas por algum motivo Elizabeth não sabia o que fazer com Luke.

Pensava em ignorá-lo, ou talvez agir como se nada houvesse acontecido, ou como se tudo tivesse acontecido, mesmo assim estava indecisa, todas as opções pareciam ter mais contras do que qualquer outra coisa.

— Lizzie? — Chama uma voz retirando a ruiva de seus pensamentos.

— Oi Iris — responde Lizzie após se virar e ver a loira.

— Tudo bem? Está tão pensativa hoje. — Indaga Iris preocupada.

— Por quê? Não posso? — Responde com raiva.

— Pode né, que bicho te mordeu?

— Não é da sua conta, pergunta para Luna.

— Tá com ciúmes?

— Não mesmo! Eu sou mais eu né loira!

— Estão falando de que meninas? — pergunta Luna animadamente assim que chega perto das moças.

— Viu? A orelhuda chegou, pode ir lá com ela Traíris. — responde Lizzie destilando seu veneno para Íris.

Para um ser humano qualquer aquele poderia ser simplesmente uma palhaçada de uma adolescente mimada, mas para Luna aquele apelido significava que talvez a ruiva soubesse de suas origens.

— Eu... Eu... Tenho que ir... Ao banheiro! — exclama Luna desastradamente antes de sair correndo para dentro do colégio.

— Olha o que você fez Lizzie! — Repreende Iris.

— Só por que eu a chamei de orelhuda?! — Pergunta a ruivinha irritada. — Isso é algo que uma criança diria!

— Talvez aqui, mas não de onde a Luna veio!

Enquanto as meninas brigavam, Luna disparava pelos corredores em direção ao banheiro, e chegando ao seu destino ela logo se posta diante do espelho para ver se seus adorados brincos mágicos estavam no lugar.

— Como ela sabe das minhas orelhas? — questiona a morena para si mesma.

Não sabe. — responde Luke dentro da mente da sua irmã.

Tem certeza? — indaga assustada.

Total, agora saia daí antes que se atrase. — Diz com a voz dura

Então a princesa sai rapidamente do banheiro, espantada com a rispidez de seu irmão, caminha a passos lentos para a sala de aula, e mesmo que saiba que não há ninguém por lá, ela continua seguindo, pois prefere a solidão a se encontrar com Lizzie.

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O rei Allan está em seu trono, seu semblante é despreocupado, já que tudo o que ele desejava estava acontecendo, seu país que estava quebrado, poderia ao se aliar a Waindorff, parar de viver por aparências e recuperar o seu esplendor explorando as riquezas do país vizinho.

Acabariam também as batalhas territoriais que assolavam o seu exercito que mesmo sendo o melhor dos Sete reinos não era infinito.

O monarca é despertado de seus sonhos de riqueza por um pequeno periquito da garganta rosa, pássaro que habita as florestas Gargawoodianas, este que vinha segurando em seu bico um pequeno embrulho que pendia de uma fita de cetim.

Allan estende seu braço para que o pequeno animal possa pousar e então pega o embrulho, dando em troca ao passarinho, algumas frutas silvestres.

Então o moreno abre o embrulho, e dentro, havia uma garrafa não muito grande, cheia de um fino pó furta-cor prateado.

—Uma mensagem — diz o soberano para si mesmo.

Assim que abre a garrafa despeja sobre a concha de sua mão o seu conteúdo, e o assopra, e este forma uma nuvem no ar revelando um elfo bastante assustado.

— Rei Allan! Rei Allan! — gritava o elfo.

O que será desta vez? — pensa o rei.

— Seu filho Luke! E-ele foi visto beijando uma humana!

As últimas palavras atingem em cheio o pai do príncipe que contempla em choque a cena que se materializara na nuvem a sua frente, Luke, na porta da casa de Lizzie beijando-a como se não houvesse amanhã.

Logo o rei agita suas mãos dissipando a nuvem de poeira a sua frente, neste momento a rainha entra correndo nos aposentos do rei, ignorando toda e qualquer ordem que a proíba de fazer isso.

— Allan! Ouvi a voz de David do outro lado do castelo! — exclama Eleanor preocupada.

— Então quer dizer que você ouviu o que o seu filho fez! — responde Allan ignorando a preocupação da rainha.

— Meu filho?! Você quer dizer nosso filho, não é? — Indaga Elle.

— Não, eu quis dizer isso mesmo que você ouviu, por que se ele não fosse seu filho, talvez não fosse tão mimado como é!

— Agora é minha culpa?! Então quer dizer que a culpa é minha por todas as vezes que você disse ao garoto que ele poderia conquistar quem quiser! Por todos os cavalos de raça que você literalmente roubou dos camponeses somente para dá-los ao Luke!

— Ele é um príncipe Eleanor! O que você queria que eu fizesse?! — pergunta o rei irritado.

— Ah, então assume a culpa! — retruca a bela rainha.

— Eu adoraria continuar brigando com você, Elle, mas acho que você não ouviu o que o nosso amado filho fez — fala Allan encerrando o assunto.

— Ouvi, e estou tão chocada como você.

— Chocado?! Esta não é realmente a palavra que me descreve neste momento, mas com certeza está servindo.

— Diga Allan, como ele pode fazer isso conosco?! — questiona Elle indignada. — Luke sabia o quanto o acordo com os Leprechauns era importante para nós.

— É claro que ele sabia! Isso foi mais uma travessura daquele moleque mal-criado!

— Como resolveremos isso?!

— Como resolveremos isso?! Como resolveremos você pergunta! — replica moreno — Me espanta alguém tão inteligente como você me perguntar algo assim! Não tem solução!

— Allan existe sim maneiras de resolver este problema.

— Então me diga Eleanor, diga-me para que eu possa me acalmar.

— Temos duas opções, matar a humana, ou procurar a lendária pedra Eldarttyon.

— Grandes opções rainha! Uma nos traria problemas perante o conselho dos reinos, e a pedra não é vista a mais de mil anos!
— Pelo menos eu pensei em algo, ao contrário de você que ficou aí se descabelando!

— Saia Eleanor! Preciso botar as idéias no lugar.

— Mas...

— Sem “mas”! Eu sou o rei e você fará o que eu disser! — Ordena Allan rispidamente — Vá antes que mande cortar-lhe a cabeça!

Assim que a rainha se retirou de seus aposentos Allan sentou-se novamente em seu trono, desesperado e falando para si mesmo vários impropérios na língua elfica.

A preocupação tomou conta de seu rosto, ele sabia que tudo estava perdido, já que Luke agora se apaixonara por uma reles humana.

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— Rebecca! Rebecca! — Chama Brígida por sua filha.

— Estou aqui fora mãe!

— O que está fazendo? — Indaga a rainha.

— Apreciando a vista de nosso reino, já que em breve irei deixá-lo — Responde à ruiva, sentada em uma almofada flutuante de cetim.

— Está realmente certa disso? — Pergunta a rainha preocupada.

— Nunca estive tão certa de algo na minha vida — Mente a princesa, que estava indecisa e ligeiramente com medo.

— Entendi. — Responde a mais velha. — Venha comigo, quero te dar uma coisa muito especial.

A princesa desce da almofada e segue sua mãe, pelos quase intermináveis corredores do castelo Waindorfiano.

Enquanto a segue Rebecca tenta adivinhar a coisa especial que sua mãe queria lhe dar, seria uma jóia da família real? Ou a tão almejada coroa esmeralda. Ao pensar nesta última Rebecca ficou em êxtase, porque não haveria nada melhor que ganhar às vésperas de seu casamento a coroa mais cobiçada do mundo.

A coroa esmeralda do reino de Waindorff era o artigo mágico mais cobiçado dos sete reinos, todo a queriam, por sua beleza e principalmente pela sua capacidade mágica, sendo um dos itens mais poderosos no mundo da magia, ela foi forjada pelo lendário Caleb, o grande ferreiro Ebenthal, reino que fica a Noroeste de Gargawood.

Caleb também era um poderoso mago, e concedeu a coroa poderes inimagináveis, poderes esse que se moldavam a personalidade de seu dono, podendo ser utilizados para o bem, ou para o mal.

Por séculos após a morte de Caleb a coroa passou pelas mãos de várias pessoas, causando destruição e morte, mas também salvando a vida de muitos quando era usada com sabedoria, há seis séculos, a coroa estava em poder do reino de Histargani, o lar dos tritões, mas pelo casamento de Nasthir, o príncipe tritão e Mehril’la a princesa Leprechaun a coroa passou a ser propriedade do reino de Waindorff e está lá desde então.

— Becca? Já chegamos querida. — Fala Brígida para sua filha.

— Certo mam. — Responde à ruivinha.

Quando a rainha abre a porta do local, Rebecca tosse um pouco por causa da quantidade de poeira encontrada naquele recinto, logo pensa nas criadas e sobre como elas não estavam fazendo seu trabalho direito.

— Não culpa das criadas filha. — Diz a mãe como se já soubesse o que sua filha estava pensando.

— Ahn? O que está dizendo mam?

— O quarto está neste estado não é culpa das criadas, ele está assim por que ninguém tem autorização para entrar neste quarto além da família real, e como ninguém entra aqui desde o meu casamento. — Explica a mais velha.

— Uau! Mas não tem problema. — Mente Rebecca que olha em volta e vê que o local mais parece um depósito do que qualquer outra coisa, o lugar era espaçoso e tinha uma grande janela, que estava tampada por uma grossa cortina ligeiramente velha na cor marsala, não se parecia nem um pouco um cômodo de um castelo, mas Rebecca sabia que se sua mãe havia a levado até aquele lugar era por que tinha algo realmente importante para lhe dizer.

— Minha criança, eu vou dizer agora o porquê de estarmos aqui.

— Por favor, diga, não me aguento mais de excitação.

— Este quarto é onde guardamos os maiores tesouros de Waindorff — Inicia calmamente a rainha. — Te trouxe aqui por que o presente que tenho para te dar está dentro deste quarto.

O sorriso de Rebecca murchou naquele instante, como ele não havia percebido que não estavam caminhando para sala da rainha? E se o presente estava naquele lugar horrível, significava então que não era a coroa esmeralda, e sim qualquer outra coisa super velha que tinha passado de geração para geração, até chegar a suas mãos.

E ela não estava enganada, logo que a rainha encontra o que estava procurando, se vira para a princesa e entrega em suas mãos um par de botas de cano curtas bastante gastas e antigas, eram feitos de couro e tinham uma aparência rústica, não havia nem um pingo de luxo ou realeza naqueles sapatos, mas mesmo assim a rainha entregou-os sorridente para sua filha.

— Sapatos? — Indaga Becca incrédula. — Eu já tenho muitos mam, e com certeza este modelo não me agrada.

— Não são sapatos comuns.

— Como assim não são sapatos comuns?

— Rebecca, me diga o que você é?

— Uma princesa?

— Você não é somente uma princesa, você é uma Leprechaun, assim como todo o seu povo, não se esqueça disso.

— Não me esqueço mam.

— Então me diga como nós somos conhecidos pelos outros seres mágicos?

— Como os sapateiros das fadas.

— Acho que já entendeu o que deve fazer com estes sapatos.

E a menor realmente havia entendido o que fazer com os sapatos, ela estava entrando na fase de Tionscnamh, sua iniciação estava preste a começar!

 

O que é Tionscnamh? Assim como o Cychwyn dos Elfos o Tionscnamh é um tipo de iniciação onde todos os Leprechauns sem execeção, sejam eles ricos ou pobres, ganham de sua família um sapato velho para reformar, ou materiais para criar o seu próprio sapato.

 

Aqueles sapatos tinham um significado bastante especial, eram eles que diziam que aquela pessoa não era mais uma criança e sim um verdadeiro Leprechaun, sapateiro das fadas e que podia enfim se casar ou seguir uma carreira independente daquilo que seus pais escolhessem para suas vidas.

 

E havia algo ainda mais especial naqueles sapatos, para algumas pessoas, eles eram mágicos! E seus poderes variavam entre realizar todos os desejos de seu fabricante no período de um ano, ou a magia mais almejada de todas, a magia que somente os leprechauns puro-sangue poderiam alcançar, esta dádiva era uma em um milhão já que poucas eram as famílias que não haviam se misturado, seja com Elfos, seja com Tritões. E esta magia era a de tranformação total.

 

Todos os Leprechauns que se esforçacem e treinassem bastante, poderiam se tranformar no que quisessem, seja em qualquer tipo de animal, seja em qualquer objeto, porém somente os que foram agraciados pelos mágicos sapatos poderiam alcançar a transformação plena e se transformar em outra pessoa.

 

— Isso quer dizer então...?— indaga Rebecca.

— Que hoje mesmo você começará o seu Tionscnamh!

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— Lu? Você está bem? — Pergunta Iris assim que entra na sala de aula.

— Sim — Responde Luna com a cabeça apoiada na mesa.

— Certeza?

— Total — Mente a morena que sentia no fundo do seu coração uma vontade mais do que absurda de voltar para casa, mesmo que não houvesse praticamente ninguém lá para quem ela realmente quisesse voltar.

— Pode me contar o que for.

— Ok, ok, eu estou com saudades da Proyas, minha hi... — E por uma fração de segundo Luna quase revelou a existência da sua hipocampo.

— Sua i? — Indaga Iris curiosa.

— Minha iguana! — Inventa a princesa na hora — Minha doce, gelada e verdinha iguana!

— É uma Iguana ou um sorvete de pistache?

— Pistache, iguana, sorvete de iguana! — Interrompe o professor — Vocês poderiam discutir isso fora da minha aula?

— Desculpe professor! — Respondem as meninas em uníssono.

Logo elas se viram para o quadro negro e prestam atenção na aula, ou pelo menos tentam prestar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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