História A saga de Hermione Granger - Parte 1 - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Visualizações 64
Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a todos que favoritaram e, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 4 - O Beco Diagonal


Hermione estava definitivamente sem sono. Virava de um lado para o outro da cama a horas, pensando no que tinha acontecido de madrugada. Após sair na companhia de Hagrid da casa de seus tios, foi parar nas ruas de Londres, para, em seguida, encontrarem uma estalagem onde o homem dizia frequentar. Um lugar com nome estranho, mas que ela já compreendia, o Caldeirão Furado. Lá, ganhou um quarto para ficar o restante das férias, além de alguns quitutes do guarda-caças, dentre eles, um enorme bolo de aniversário. Foi uma das maiores alegrias de sua vida – antes vinha a descoberta de ser uma bruxa. Hagrid a mandou ir dormir, pois no outro dia bem cedo eles fariam a compra de seu material escolar.

No entanto, estava ansiosa demais para pregar o olho. Era uma bruxa! Quem diria que seus queridos pais, que ela nunca conheceu – nem por fotos – também eram, e pelo que Hagrid disse: “grandes bruxos”. Era engraçado pensar neles, e triste ao mesmo tempo. Não sabia quase nada das pessoas que a tiveram, e, segundo entendeu, vindo do homem que estava consigo, seus pais eram famosos no mundo bruxo. Se ela tivesse crescido com eles, se não os tivesse perdido, seria tão melhor sua vida do que na atualidade? Pensar naquilo fazia seu peito arder e seus olhos marejarem. Não adiantava se lamentar. Passado era passado e nada que ela pensasse ou fizesse mudaria o fato que estavam mortos. O que precisava era agarrar-se a ideia daquela nova perspectiva, onde teria a oportunidade de conhecer pessoas, de aproveitar sua nova vida. E era o que faria. Com esses pensamentos, conseguiu finalmente dormir.

***

   Na manhã seguinte, os dois já se preparavam para descer, tomar um belo café da manhã e partir rumo ao desconhecido – naquele caso para Hermione. A menina tinha um sorriso enorme no rosto quando chegou ao local onde era servida a comida. Tinham algumas pessoas também lanchando, no entanto, ao vislumbrarem a garota e, segundos depois, perceberem a marca em sua testa, foi tudo involuntário. Olhos se arregalaram, cadeiras caíram, arquejos ouvidos e, é claro, alguns se aproximaram da dupla:

   - Hagrid! - Dizia um homem já com alguma idade - Então é verdade? Hermione Granger está aqui... É essa garotinha?

   - Sim John, ela mesma.

   O homem apertou a mão de Hermione alegremente, já que a menina continuava estática, parada onde entrou, observando tudo um tanto desconcertada:

   - Foi um prazer lhe conhecer pessoalmente, Srta. Granger!

   - Não foi nada, acho... – Disse sem graça.

   Eles seguiram andando entre as mesas, com algumas pessoas acenando para Hermione, outras agradecendo, algumas mais de olhos grudados em si, para onde quer que fosse. Sentiu-se envergonhada e perdida, nunca teve tanta atenção em sua vida até aquele momento. Teve o prazer, inclusive, de conhecer um professor de Hogwarts, um tal de Prof.º Quirrell, que ensinava a cátedra de Defesa Contra as Artes das Trevas – matéria que ela não tinha ideia do que se tratava. Nunca ouviu falar de matérias escolares com esses nomes estranhos e longos, as que conhecia eram bem simples: português, matemática, entre outras.

   Depois de algum tempo e certa algazarra, conseguiram sair pela porta dos fundos, onde encontraram uma parede com tijolos à mostra:

   - Hagrid, como que todas as pessoas da estalagem me conhecem? - Perguntou Hermione meio sem jeito. Estava curiosa e sabia que devia tratar-se de algo de sua família bruxa.

   - Bom, Hermione... Acho que eu não sou a pessoa certa para te falar isso.

   O silêncio se fez por alguns segundos, enquanto Hagrid usava seu engraçado guarda-chuva cor de rosa, tocando em sequência em alguns tijolos na parede. De início Hermione não entendeu muito bem seu intuito, porém, de repente, os tijolos brilharam e começaram a mover-se, sumindo um a um. Ela se afastou, assustada, mas logo a parede sumiu por completo, deixando a castanha boquiaberta com o que viu. Um beco estreito, mas de modo aconchegante recheado de várias lojas com nomes inusitados, tais como Olivaras, Floreios e Borrões, Empório das Corujas e várias outras. Onde diabos estavam? Como se lesse seus pensamentos, a voz rouca de Hagrid se fez presente:

   - Seja bem vinda ao Beco Diagonal! - Exclamou ele alegremente - O lugar para todos os bruxos comprarem seus materiais e ainda dar uma passeada! Agora, vê pra mim o que precisamos comprar, pra eu ter uma ideia de onde irmos primeiro.

   - Nossa! – Murmurou abismada - É tudo maravilhoso! – Demorou um pouco para retirar o papel amarrotado do bolso de seu casaco. – Aqui diz que eu preciso de um uniforme, livros básicos de magia do 1º ano, caldeirão, penas e acessórios para poções, uma varinha, e posso escolher um animal entre sapo, coruja e gato.

   - Primeiro, encontraremos todos seus livros na Floreios e Borrões ali, seus uniformes na Madame Malkin. Os acessórios para poções e seu caldeirão na loja de caldeirões e... Sim, a varinha na Olivaras. – Cada loja que ele citava, apontava com o braço enorme, aparentemente muito seguro sobre todos os lugares. – Mais alguma coisa?

   - Mas, Hagrid, eu não tenho dinheiro, como vou comprar tudo isso?

   - Não se preocupe, resolveremos isso agora. - Hagrid aponta para um enorme prédio muito bonito e estruturado, com mármore branco. Ficava no final do caminho, como se por ficar mais ao longe, tinha um ar mais imponente, diante das lojas pequeninas do beco - Iremos ao Gringotes, o banco dos bruxos mais seguro do mundo! Depois de Hogwarts, é claro.

   Os dois seguiram rapidamente, entrando no enorme prédio. Hermione olhava de um lado para o outro, os olhos arregalados ao notar várias mesas com criaturas pequeninas, um nariz enorme e os dedos longos, tinham olhos muito pequeninos e eram carecas e mal-encarados, sentiu-se levemente assustada:

   - Hagrid... O que são essas... Pessoas?

   - São duendes, não são muito amigáveis, acho melhor você ficar perto de mim.

   Eles chegaram na última mesa e o duende de cara feia que estava lá, em frente a uma mesa alta e estreita, se esticou para ver Hermione, que diante de todos aqueles objetos, móveis e brilho, parecia menor ainda:

   - Olá! - Cumprimentou Hagrid alegremente - A Srta. Hermione Granger veio fazer um saque.

   O duende a olhava desconfiado, depois voltou-se para Hagrid:

   - E a Srta. Hermione Granger tem a chave?

   - Claro. - Dizia Hagrid muito seguro de si - Só um minuto. – O homem passa a procurar desajeitadamente em seus enormes bolsos até que encontra uma pequena chave dourada, talvez do tamanho de seu dedo mindinho. - E outra coisa, o Prof. Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts, mandou isso aqui. - Um envelope é entregue ao duende. Seu olhar desconfiado analisa o papel, como também a cera que grudava uma ponta na outra e também a letra muito caprichada que enunciava sobre seu dono.

   - Muito bem, vamos lá – Diz finalmente.

   Hagrid e Hermione seguiram em um tipo de banheira com rodas que passava em grande velocidade por vários cofres descendo e subindo, dobrando de um lado para o outro, em uma louca montanha-russa, quase sem fim. Os olhos da menina giravam em sua órbita, ela não aguentava mais aquilo, até que eles param finalmente em frente a um cofre, o 567:

   - Por aqui. – O minúsculo duende saiu na frente, caminhando com dificuldade, naquele instante Hermione percebeu que ele batia na metade da perna de Hagrid - Chave?

   O guarda-caças entregou o item dourando, observando, em seguida, a porta ser aberta magicamente pelo pequeno ser. Hermione fica abobada com o que vê: pilhas e mais pilhas de moedas de ouro, uma sala cheia, devia ter milhões:

   - É tudo seu Hermione. Foi herança de seus pais. Apenas administrávamos até que você completasse a idade que fosse necessário utilizar, ou seja, a partir de agora. - Ela olhava emocionada para toda aquela quantidade de ouro. Se seus tios soubessem daquilo, será que gostariam mais de si? Impossível. Logo, sente um afago em seus cabelos - Você não achou que seus pais te deixariam sem nada, achou? - Ela balançou a cabeça negativamente, sorrindo de volta para seu companheiro.

   Depois de pegar uma quantidade razoável e colocar num saco, o grupo seguiu para o próximo cofre, daquela vez para pegar o que quer que fosse, que Hagrid precisava para Hogwarts. O cofre era o 713:

   - Hagrid, o que tem nesse cofre?

   - Desculpe Hermione, mas não posso dizer, é assunto extra confidencial de Hogwarts.

   O pequeno duende abriu a porta como a anterior, no entanto, diferentemente do cofre de Hermione, aquele tinha apenas um pequeno objeto embrulhado, que Hagrid pegou rapidamente e o enfiou em seu bolso. Algum tempo depois, os dois saíam do banco e começaram as compras. Primeiro os livros, penas, tinteiro, depois o caldeirão, uniforme, acessórios para poções e quando faltava apenas a varinha:

   - Hermione, vá para a Olivaras que eu vou buscar uma coisa, te encontro lá.

   - Tudo bem.

   Hermione entrou na estranha loja minutos depois, encontrando várias prateleiras sujas e desarrumadas espalhadas para todo o lado que olhasse. Chegando ao balcão, percebe que não tem ninguém que pudesse lhe atender:

   - Olá?

   De repente, lhe sobressaltando, um homem surge pendurado em cima de uma escada em uma das prateleiras mais à frente, ele a olhou com um sorriso nos lábios e os olhos, que pareciam enormes por detrás de um óculos fundo de garrafa, brilhavam de excitação:

   - Srta. Granger, esperava você. Eu sou Olivares e me lembro como se fosse hoje de sua mãe e seu pai comprando as varinhas deles! - Ele dizia animado, já seguindo para uma das prateleiras ao lado, trazendo algumas caixinhas compridas e tampadas. De dentro de uma delas, retirou o que parecia um pedaço de madeira velho, com cerca de 30cm e bem modelada, o cabo parecia bastante lustroso. - Tome, teste essa.

   A menina segurou o objeto sem entender muito bem o que homem queria que fizesse:

   - Use-a. - Murmurou.

   Ela faz um movimento sacudindo a varinha de qualquer jeito e, para sua surpresa e, baita susto, várias prateleiras começaram a expulsar as caixas com varinhas, que caíam para todos os lados, transformando a pequena bagunça existente ali em um caos ainda maior. Hermione soltou a varinha no balcão bastante assustada:

   - É, acho que essa não. - Ele sai em seguida, ignorando a zona que estava no piso e logo depois, outra varinha foi lhe entregue. Daquela vez, com uma coloração esverdeada. - Tente esta.

   Meio receosa, a pequena executa o mesmo movimento, e, dessa vez, um jarro de flores que estava ao lado, explode em pedaços:

   - Essa definitivamente não! - Ele saiu resmungando algo, Hermione ainda ouviu uma coisa mais ou menos como - Será possível?

   Momentos depois, uma caixa é aberta e, de dentro dela, Olivaras retira uma varinha belíssima. Cabo avermelhado, superfície lisa e bem adornada, fininha, mas extremamente maleável. Ele a entrega, com certa curiosidade em seu olhar, já bem esbugalhado e, para seu enorme prazer, quando a bruxa simplesmente toca no objeto, sente uma força crescer em seu interior, uma brisa gélida bagunça alguns fios de sua franja:

   - Curioso - Dizia Olivares - Muito curioso.

   - O que é curioso, senhor?

   - Bom, eu me lembro de todas as varinhas que eu vendi Srta. Granger. E lembro bem que a fênix que soltou a pena que contém a essência da sua varinha, soltou apenas mais uma. A irmã gêmea desta varinha é a mesma que lhe fez essa cicatriz. - Ele apontava para a cicatriz em forma de raio na testa da garota.

   Seus olhos se arregalaram. Então era isso? Alguém realmente fez aquela marca em si? Mas... Quem foi? E, o principal: o que teria acontecido com seus pais? Meio intrigada e confusa, a pequena é distraída por Hagrid, que aparece de repente com uma gaiola enorme. Dentro da mesma, continha uma coruja muito branca, com as penas brilhosas e muito bonitas:

   - É para você. - Dizia Hagrid feliz. – Presente de aniversário atrasado. Mas, então, já resolveu a varinha?

   - Sim, obrigada, Hagrid. – Alguns minutos depois, os dois, cansados, mas satisfeitos, voltam a estalagem para jantar. A menina aproveita aquele momento para conversar com o guarda-caças.

– Preciso saber uma coisa Hagrid, é sobre a minha cicatriz.

 O homem engole a comida com um pouco de dificuldade, mas não desvia o olhar. Parecia derrotado:

– Tudo bem, eu sabia que você, mais cedo ou mais tarde perguntaria. Vamos para o seu quarto depois do jantar, aí então contarei tudo que quiser saber. Combinado assim?

A menina balança a cabeça automaticamente. Não parava de pensar no que tinha descoberto até agora. Mas, o que Hagrid lhe contaria?


Notas Finais


Só para que não fiquem sem saber como acontecerão as postagens. Gostaria apenas de avisar que farei publicações uma vez por semana. Preferivelmente toda terça-feira, para que não ocorram atrasos. No mais, até a próxima! <3


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