História A Second Chance - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Mpreg
Exibições 176
Palavras 5.603
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


WEEEEEEEEEEEEE ARE THE CHAMPIONS, MY FRIENDS... AND WEEEEEEEE'LL KEEP ON FIGHTING TILL THE END!!!!

Sim, meus amigos, é assim que me sinto! Como se tivesse vencido uma maratona com obstáculos! Só Jesus na causa pra me ajudar a fazer tudo que tenho que fazer (que btw, ainda não terminei) e escrever essa one-shot, que vocês já perceberam que não será one-shot! Juro por Deus que não tô bêbada, gente. É só privação de sono mesmo... rsrsrsrsrsrs

Mas vamos lá! Depois de muito tempo, muita saudade e muitos rascunhos, ca estou eu, com esse pequeno conto em duas partes que será o nascimento de nossa querida Helena Mae Iero-Way. Espero que todos gostem. Pra dizer a verdade, espero que ainda estejam todos aí... estou com saudades de vocês. Me amem, estou carente!!!

Ah, queria aproveitar e pedir que todos mandem muitas energias e pensamentos positivos pro nosso Frank, para que ele e os rapazes se recuperem e superem esse momento difícil o mais rápido possível!!! <3 <3 <3

Bem, vamos ao que interessa! Nos vemos lá embaixo.

Capítulo 34 - A Second Chance - Helena (parte 1)


Fanfic / Fanfiction A Second Chance - Capítulo 34 - A Second Chance - Helena (parte 1)

É uma sexta feira de sol fraco e clima ameno, apesar de algumas nuvens carregadas que mancham partes do céu de cinza. Mas nada é capaz de tirar o bom humor de Frank. A estrada para os Hamptons é agradável e enquanto recosta no banco do carona, Frank sente como um filme passasse em sua cabeça. Um filme das últimas 38 semanas da sua vida.

Foi um pouco antes do aniversário de dois aninhos de Daniel que Frank começou a se sentir mal. Enjoo, tontura, fatiga, mudanças de humor. A primeira vista, o rapaz imaginou que pudesse ser o reflexo de ter duas crianças em casa, com idades entre 6 e (quase) 2 anos. Especialmente nas últimas 2 semanas, quando Danny pegou uma virose e demandou o triplo de atenção do pai.

Normalmente, Daniel é um grude com Gerard, querendo ir aonde o pai vai, querendo fazer o que o pai faz. Até na hora de dormir os dois são uma cópia exata um do outro. Frank acha extremamente justo, já que Charlie não parece disposta a abrir mão do outro pai nem tão cedo. E com Lucas na faculdade, Gerard e Frank se veem com o trabalho equilibrado na hora de cuidar dos filhos. A não ser quando um dos dois, ou os dois ficam doentes. Nesse caso não tem pra ninguém. Frank precisa fazer malabarismo.

Mas graças a Deus a virose de Daniel passou, deixando Gerard e Frank aliviados. No entanto o alívio durou pouco. Sentindo-se mal há alguns dias, Frank preferiu omitir a informação da família, pois o aniversário de dois aninhos de Danny estava chegando e Frank não queria que nada atrapalhasse a comemoração. Durante toda a festa, Frank preciso camuflar seu melhor sorriso, enquanto dava atenção às pessoas.

Porém, nada passa desapercebido por Gerard, que manteve os olhos fixos no marido, apesar do jovem garantir que estava bem. No entanto, quando ninguém estava vendo, Frank aproveitava a brecha e corria até o banheiro mais próximo.

Assim que a festa passou, Frank pôde se concentrar mais na saúde, prestando atenção em sua alimentação, dando um gás nos exercícios, e repousando sempre que possível. Tudo parecia ter voltado aos eixos, até uma tarde de quinta feira, cinco dias depois da festa, quando Gerard precisou interromper uma reunião no estúdio para atender uma ligação de Lexie. O artista nem teve tempo de responder direito ao ouvir a voz histérica da cunhada do outro lado da linha.

- Frank está indo pro hospital! - ela despeja, sem ao menos respirar direito, e Gerard sente que acabou de ter um AVC.

- O que você disse, Lexie? Frank está indo pro hospital? Por quê? O que houve?

- Ele estava no switcher e, de repente, ficou branco como um papel. Ele levantou dizendo que ia ao banheiro, mas deu dois passos e desabou no chão, imóvel. Eu acho que ele bateu a cabeça na queda.

- Ele está bem? Está consciente? Está respirando? - Gerard está em pânico.

- Sim, ele tá respirando. E não, ele não está consciente. O Alex chamou uma ambulância, eles estão colocando ele na maca agora.

- Pergunta pra que hospital vão levá-lo? - há uns sons abafados no fundo, até a voz de Lexie retorna.

- Mount Sinai.

- Okay, eu encontro com vocês lá! - Gerard desliga sem ao menos se despedir. Após encerrar a reunião, Gerard parte cantando pneu em direção ao Mount Sinai.

Entrando no hospital de forma intempestiva, Gerard correu para a recepção, em busca de notícias sobre o marido. As duas últimas lembranças de Frank em um hospital só aumentaram ainda mais o nervosismo do artista. Assim que a recepcionista indicou o leito na emergência aonde o jovem estava, Gerard correu ao encontro do marido. A primeira pessoa que Gerard viu foi Alex, que parecia ter uma expressão mais tranquila, enquanto conversava com o médico de plantão.

Gerard nem cogitou interromper seu caminho. Tudo que ele queria era ver o marido. Abrindo a cortina do leito onde Frank estava, Gerard, enfim, pôde voltar a respirar. Frank estava recostado na cama, com uma expressão bem mais saudável a que ele tinha imaginado, consciente e conversando com Lexie, como se nada tivesse acontecido.

- Ah, meu Deus! Você está bem? O que houve? - sem pensar, Gerard se lança sobre o marido e o envolve em seus braços, precisando sentir sua pele e ter certeza de que está bem.

- Me desculpe, amor. Eu não queria te deixar preocupado. Me desculpa mesmo. - diz, Frank, abraçado ao marido.

- Mas o que aconteceu? Eu quase morri quando a Lexie ligou dizendo que você tinha desmaiado.

- Eu imagino. Eu sinto muito. Mas a verdade é que eu estou me sentindo meio estranho desde que o Danny pegou aquela virose. Acho que, seja lá o que ele pegou, deve ter passado pra mim.

- E por que você não me disse?

- Por que eu não queria te deixar mais preocupado. Nós já tínhamos um bebê doente em casa, eu não queria que você tivesse mais uma coisa pra se preocupar. - ele diz, e Gerard toma o rosto do marido nas mãos.

- Frank, por favor, nunca mais repita isso. Você e as crianças são a minha prioridade número um. Não há nada no mundo mais importante do que vocês.

- Eu sei, meu amor. Eu não fiz por mal. Eu realmente achei que já estava melhorando, mas hoje eu me senti pior na gravadora, e aconteceu tudo tão rápido, que quando me dei conta, já estava na ambulância.

- Mas como você está agora? Como está se sentindo?

- Estou bem. Eles me deram algum remédio pra náusea, me colocaram no soro. - ele diz, apontando para a intravenosa em sua mão. - E retiraram sangue pra exames.

- A Lexie disse que você bateu a cabeça. - pergunta Gerard, examinando a cabeça do marido.

- Eu bati no chão com um pouco de força, mas os médicos disseram que não há sinal de concussão.

- Graças a Deus! - Gerard respira aliviado e então toma o marido em seus braços. - Não me assusta assim. Eu não sei o que faria sem você.

- Eu já disse, Way, você não vai se livrar de mim tão cedo. - Frank sorri, encostando a cabeça no peito do marido.

Enquanto aguardam os resultados dos exames, Frank libera Lexie e Alex para voltarem para a gravadora. Apesar dos protestos da irmã, Frank garante que está bem e que logo voltará ao trabalho. Somente após o irmão prometer que ligará assim que souber do diagnóstico, a jovem cede e volta para a gravadora na companhia de Alex.

Gerard e Frank aguardam por mais uma hora, até uma médica de aproximar do leito da emergência, com uma prancheta na mão.

- Sr. Iero-Way? - ela diz, chamando a atenção do casal, e deixando Gerard em alerta.

- Me chame de Frank, por favor.

- Muito bem, Frank! - a jovem médica sorri. - Eu sou a Dra. Diana York, eu estou com os resultados dos seus exames.

- Então? Ele está bem? - pergunta Gerard, ansioso.

- Bem, Frank, você está ligeiramente desidratado e um pouco anêmico também, mas não é nada grave. Com uma dieta balanceada e acompanhamento médico, vocês dois vão ficar bem. - ela diz. Gerard e Frank demoram alguns segundos para processar a última frase da médica.

- O que você disse? "Nós dois"? - pergunta Frank, confuso.

- Ah, você não sabia. Frank, você está grávido.

- Grá... grávido? - Frank pergunta em choque.

- Você tem certeza absoluta? - pergunta Gerard.

- Os níveis de Beta HCG estão bem altos, eu chutaria entre 9 e 11 semanas. Mas eu posso pedir um ultrassom para vocês terem certeza.

- Por favor, faça isso. - pede Gerard, enquanto Frank permanece em choque.

Assim que a médica deixa o local, Gerard volta sua atenção para o marido. Ele toma a mão de Frank entre as suas, chamando sua atenção.

- Frank, amor, você está bem? - ele pergunta, mas Frank permanece em silêncio. - Frank, por favor, fala alguma coisa. Por favor, qualquer coisa. Me diz o que você está pensando.

- Eu não sei o que dizer. - a voz de Frank é fraca e trêmula. Gerard consegue identificar medo no tom do marido.

- Ei, olha pra mim! - ele toma o rosto do marido, forçando-o a olhar para ele. - Eu te amo! Eu te amo mais do que tudo no mundo. Eu nunca, jamais, farei aquela idiotice de novo. Eu nunca mais você te deixar novamente. Aquele Gerard não existe mais. Esse Gerard ama você, ama os nossos filhos e, acima de tudo, vai amar esse novo bebê. - ele diz, deixando os olhos do marido marejados.

- Está falando sério?

- Sim! Ah, meu Deus, Frank, é claro que sim! Nós até falamos em ter outro filho logo depois que o Danny nasceu.

- Eu sei, mas nós nunca mais tocamos no assunto, e tanto tempo se passou depois disso. Eu não sabia se você tinha mudado de ideia. Eu não quero passar por tudo aquilo de novo.

- Não, não, não, amor! Por favor, acredite em mim. Eu nunca mais vou sair do seu lado, nunca mais vou provocar qualquer tipo de sofrimento pra você. - ele diz, e beija o marido. - Frankie, nós vamos ter outro bebê! Por favor, me dá um sorriso. Me diz que você está feliz com isso. - entre as lágrimas, Frank sorri e abraça o marido.

- Nós vamos ter outro bebê, Gee! - os dois se beijam em um misto de risos e lágrimas.

- Desculpem atrapalhar. - diz a Dra. York, se aproximando com uma máquina de ultrassom. - Vamos dar uma olhada nesse bebê?

- Sim, por favor! - diz Frank.

- É o seu primeiro bebê? - ela pergunta.

- Não. Biologicamente é o meu segundo. Nosso caçula fez dois aninhos no sábado. Mas ainda temos uma menina de 6 anos, e um rapaz de 19, que está na faculdade

- Nossa, família grande. Assim que eu gosto. - ela sorri. - Bem, papai, você já conhece o procedimento.

Ela diz, e Frank se preparar, levantando a camiseta e abaixando o cois da calça. Segurando a mão de Gerard com firmeza, Frank não tira os olhos do monitor, enquanto a médica passa o transdutor por seu abdômen. Após alguns segundo, ela abre um grande sorriso.

- E aqui está. Esse é o seu bebê. - ela diz, apontando para o pequeno ponto no monitor. Gerard e Frank explodem em lágrimas e risos, enquanto trocam beijos emocionados.

- É o nosso bebê, Gee! É o nosso bebê!

- E o bebê está bem? Dá pra saber quantas semanas?

- O bebê está ótimo! Dá pra afirmar que o bebê está com 10 semanas.

- Ah, meu Deus! - Frank leva a mão à boca, emocionado.

- Parabéns, papais! - diz a médica, recolhendo o equipamento e deixando o casal sozinho.

Tomando o marido em seus braços, Gerard enche Frank de carinho. Poucos tempo depois Frank recebe alta. Hora de contar a novidade à família.

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Chegando em casa, Gerard e Frank encontram Charlie e Danny brincando no tapete da sala de TV. A menina ensina o irmão a montar os blocos educativos com a maior paciência do mundo, enquanto Danny presta atenção como se Charlotte fosse a pessoa mais inteligente do mundo. Ele mal pisca enquanto ouve as instruções da irmã mais velha. Gerard e Frank sempre se derretem com a cena.

Mas a brincadeira logo é interrompida quando Charlie nota a presença dos pais.

- Papais! - ela pula do tapete e corre para abraçar os pais, sendo seguida por Daniel, com seus passos apressados e descoordenados. Gerard se apressa em pegar Charlie no colo, enquanto Frank levanta Daniel em seus braços.

- Oi, meus amores! - diz Gerard, beijando os filhos nas bochechas. - Nós sentimos saudades. E vocês, sentiram saudades da gente?

- Muita, muita, muita! - diz Charlie, teatralmente, arrancando risada dos pais.

- E você, minha bolinha, deu muito trabalho? - pergunta Frank, apertando as bochechas gorduchas do filho.

- Não, papai. O Danny foi um bom menino hoje. Ele quase não fez bagunça.

- Ah, que bom! Assim que o papai gosta.

- Amor, o que você acha de ligarmos pro Lucas e contarmos pra ele e para os pequenos ao mesmo tempo, e depois ligamos para os nossos pais e os convidados para jantar?

- Acho uma excelente ideia.

- Contar o que? - pergunta Charlie, curiosa.

- É uma surpresa. Nós vamos ligar pro seu irmão primeiro. - diz Frank, enquanto Gerard liga para Lucas pelo Skype. Após alguns toques, o universitário aparece na tela do notebook do pai.

- O que que há, velhinho? - brinca Lucas, com um lindo sorriso no rosto, fazendo Gerard e Frank sorrirem.

- Ei, espertinho, eu posso ser velho, você pode estar maior do que eu, mas eu ainda sou seu pai. - diz Gerard, com humor.

- E você é o melhor pai do mundo. - diz o rapaz, deixando o pai orgulhoso. - Por falar nisso, onde estão o melhor padrasto e os melhores irmãos do mundo? - ele pergunta, e logo os três aparecem na tela no monitor.

- Olha nosso universitário aí! Tá tudo bem? - diz Frank.

- Tudo ótimo, graças a Deus!

- E a Mina? - pergunta Gerard.

- Ela está em Genebra, pra um seminário, volta daqui duas semanas.

- Ah, que bom!

- Oi, Luke! Eu tô com saudades. - diz Charlie, derretendo o coração do irmão.

- Eu também, baixinha!

- Duke! Duke! Eu montei binquedo com a Chawie! - diz Danny, empolgado. O pequeno ainda sente dificuldade em pronunciar algumas palavras, o que o leva a chamar o irmão de Duke e a irmã de Chawie. Gerard e Frank acham adorável.

- Foi mesmo, amigão? A Charlie te ajudou a montar os blocos?

- Sim!

- Que legal! Assim que eu for pra casa, nós dois vamos montar vários brinquedos juntos, tá bom?

- Oba! - comemora o pequeno.

- E eu? - indaga Charlie, com uma ponta de ciúmes.

- Você e eu vamos ficar grudadinhos. Você pode até dormir comigo, se quiser.

- Eu quero! - ela vibra.

- Falando em voltar pra casa. - começa Gerard. - Você está muito ocupado nesse fim de semana, ou será que pode vir visitar sua família.

- Acho que estou livre sim. Estou sem provas e os treinos só começam em duas semanas.

- Ah, que bom! Queremos muito você aqui nesse fim de semana. - diz Frank.

- É só saudade ou alguma ocasião especial?

- Bem, isso fica a seu critério. Se você acha que um novo irmãozinho é uma ocasião especial. - diz Gerard. Lucas arregala os olhos, em choque.

- O que? Vocês estão falando sério? Não estão brincando comigo, não é?

- Não! Estamos falando muito sério. Descobrimos hoje. - diz Frank, fazendo Charlie olhá-lo em confusão.

- O que foi, papai?

- O Papai Frank está grávido de novo, filha! Você e o Danny vão ganhar outro irmãozinho.

- Nós vamos ganhar outro neném? - pergunta Charlie, maravilhada.

- Vamos sim! - diz Gerard, abraçando a filha.

- Bebê? - pergunta Danny, confuso. Frank acomoda o filho nos joelhos.

- Filho, tem um bebezinho na barriga do papai.

- Por quê? - pergunta o garotinho gorducho.

- Por quê o que, filho? - pergunta Gerard.

- Por que tem bebê na baíga do papai? - ele pergunta e todos riem.

- Porque ele ainda é muito pequenininho, precisa crescer e ficar forte, para poder nascer. Você já esteve na barriga do papai também. - diz Frank, deixando o filho espantado.

- É?

- É sim, filho. - diz Gerard. - O papai Frank carregou você na barriga por nove meses, até você crescer e ficar forte. E então, um dia, você resolveu que era hora de conhecer sua família, e o papai te trouxe ao mundo. Ele foi tão forte e corajoso. E agora ele vai fazer tudo de novo pelo seu novo irmãozinho ou irmãzinha.

- O papai Frank é um super herói! - diz Charlie, orgulhosa.

- Ele é mesmo! - confirma Lucas, deixando Frank emocionado.

- Papai herói! - diz Daniel, se agarrando no pescoço de Frank, que aperta o filho contra o peito.

- Então, Luke, o que acha de um fim de semana em família, para contarmos a novidade para os seus avós, todos juntos? - pergunta Gerard.

- Podem contar comigo! Sábado de manhã estarei em casa.

- Mal podemos esperar! Estamos morrendo de saudades. - diz Frank.

- Então até sábado, pessoal! E pai, Frank, parabéns pelo bebê!

- Obrigado! - os dois agradecem, antes de encerrarem a ligação.

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A chegada de Lucas no sábado foi uma verdadeira festa. O rapaz precisou se dividir entre os dois irmãos mais novos, uma tarefa que ele tira de letra. Enquanto Lucas brinca com Charlotte e Daniel, Frank e Gerard se ocupam em organizar o almoço e receber a família. Obviamente, Anne e Edward foram os primeiros a chegar, carregando uma tonelada de comida que Anne passou os últimos dias cozinhando. Paul, Barbara e as meninas foram os próximos a chegar. Lexie, cumpriu o que prometeu ao irmão e não comentou o incidente da gravadora com os pais. Mikey, Alicia, Bash e o bebê Nate chegaram logo depois, quase junto com Ray e Krista, que ficaram noivos há poucos meses.

Com todos reunidos na mesa, a bagunça está instaurada. Todos falam alto, as crianças correm em volta da mesa, os bebês passam de colo em colo. Os pratos são cheios a toda hora. Gargalhadas ecoam no ar. Tudo exatamente como Gerard e Frank gostam.

- Filho, quer mais purê? - pergunta Barbara para Frank. Nos dois últimos anos, a relação dos dois se tornou tão forte, a ponto de se tratarem como "mãe" e "filho".

- Não, mãe, estou satisfeito. Mas eu aceito um pouco mais de suco de laranja. - ele diz, e Anne serve o genro.

- Alguém mais quer suco? - ela pergunta.

- Eu quero, Anne. Obrigada! - pede Alicia, enquanto aninha Nate, de 3 meses, nos braços.

- Eu também, Sra. Way. - diz Krista.

- Minha filha, eu já disse pra você me chamar de Anne. Somos todos uma grande família. - a senhora sorri, deixando Krista mais a vontade.

- Ray, passa a carne assada pra mim, por favor? - pede Lucas.

- Você não para de comer, não, garoto? - brinca o roqueiro.

- Comida de casa é diferente. Especialmente a comida da minha vó. - diz Lucas, ganhando um beijo na bochecha de Anne.

- Gerard, quer me dar o Danny um pouquinho, pra você conseguir comer direito? - pergunta Paul, já que Gerard parece fazer malabarismo para comer e alimentar o pequeno Daniel.

- Ah, obrigado! Vai com a vovô Paul, filho.

- Vem cá, garotão! O vovô está com saudades dessas bochechas imensas. Você está cada dia mais parecido com o Frank. - diz Paul, orgulhoso.

- Ele pode ser parecido comigo, mas só quer saber do Gerard. - brinca Frank.

- Imagina você andar por aí com a Charlie de um lado e o Danny do outro. Tem que ter um equilíbrio. - diz Chloe, rindo.

- Charlie, Bash, não corram! Vocês vão acabar se machucando. - repreende Mikey.

- Deixa as crianças, Michael! Criança tem que brincar. - diz Edward.

- Eu não quero que eles caiam. - retruca o jovem Way.

- Se cair, levanta! É assim mesmo. Você e seu irmão viviam fazendo arte pela casa. - continua Edward.

- Só Deus sabe os sustos que vocês me davam.

- Essa daqui também. - diz Barbara, apontando para Lexie. - Era só piscar o olho e pronto, lá estava ela em cima de algum móvel.

- Eu era intrépida! - replica Lexie.

- Você era maluca, isso sim! - diz Chloe, fazendo todos rirem.

Após o almoço, a sobremesa é servida. Em meio aos bolos e tortas postas na mesa, um pequeno silêncio é formado, e Anne aproveita para iniciar uma nova conversa.

- Meus filhos, que sábado maravilhoso! É tão bom estar com todos vocês. - ela diz, pegando Nate no colo.

- É muito bom estar com todos vocês também, mãe. - diz Gerard. - Nossa vida anda tão corrida, que momentos assim são preciosos.

- É verdade. - concorda Paul.

- Mas preciso confessar que o motivo desse almoço de hoje vai um pouco além da saudade. Frank e eu temos algo a dizer. - continua o artista, deixando todos curiosos.

- Está tudo bem? - pergunta Paul, apreensivo.

- Está tudo bem. Tudo ótimo, para ser sincero. - diz Frank, sorrindo, sentindo o braço de Gerard ao redor de seu ombro. - Você quer dizer? - ele pergunta, com seu sorriso de criança travessa.

- Bem, família, acho que vamos precisar de mais um lugar na mesa. Frank e eu vamos ter outro bebê! - ele declara e a família explode em comemoração. Risos, lágrimas, abraços e muitos beijos tomam conta do ambiente, e o que era pra ser um almoço em família, se torna uma grande comemoração.

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No início da semana, Frank e Gerard já estavam marcando presença no consultório da Dra. Robins, que não fez nem questão de disfarçar a felicidade com a nova gravidez de seu paciente favorito. Mesmo tendo feito um ultrassom na emergência do hospital, Frank e Gerard ficam ansiosos quando a obstetra realiza um novo exame de imagem, mas logo respiraram aliviados ao terem certeza de que seu bebê está bem.

Frank seguiu todo o pré-natal à risca. Mais uma vez ele sofreu com a Hiperêmese Gravídica, mas como a médica já tinha previsto que a condição poderia voltar, Frank pôde passar por essa fase com mais tranquilidade, apesar do alto grau de desconforto. O apoio constante de Gerard também foi fundamental para ajudar o rapaz a superar as primeiras 20 semanas. Frank notou que o marido estava empenhado em compensar sua ausência nas primeiras semanas de gestação de Daniel. O artista se manteve em alerta a todo momento, se dedicando ao bem estar do marido e fazendo todo o possível para que Frank passasse por essa pequena crise da melhor maneira possível.

Ao contrário da gravidez de Daniel, dessa vez, Frank não teve absolutamente nenhuma intercorrência, nenhum susto ou imprevisto. Muito pelo contrário. Seu bebê se mostrou tão tranquilo, que as vezes o rapaz esquecia que estava grávido. Ao contrário de Daniel, esse bebê raramente chutava, e mesmo quando o fazia, era de maneira suave, como se tentasse evitar qualquer desconforto ao pai.

E por falar em Daniel, o garotinho demorou um pouco a se acostumar com a nova condição do pai. Conforme a barriga de Frank crescia, Daniel, que sempre foi grudado com Gerard, se tornava cada vez mais agarrado ao outro pai, mas não parecia gostar muito das mudança em seu corpo. Daniel evitava encostar na barriga de Frank e chorava sempre que os pais mencionavam o novo bebê. Frank e Gerard começaram a se preocupar se o caçula poderia rejeitar o novo bebê.

A presença e a ajuda de Barbara foram fundamentais nessa fase. Usando sua experiência com as filhas, a mulher aconselhou o casal a comprarem livros didáticos sobre como ser irmão mais velho para Danny e incluí-lo cada vez mais nas decisões relacionadas ao bebê. Barbara também aconselhou Frank a aumentar ainda mais as atividades que os dois já faziam juntos, para que o pequeno sentisse o laço entre pai e filho cada vez mais forte. E foi exatamente o que Frank fez.

Perto do sexto mês de gestação, Frank começou a reduzir sua carga horária na gravadora, para ficar mais próximo de Daniel. Os dois passavam as tardes juntos, brincando na piscina, ou com brinquedos, lendo os livros didáticos indicados pela avó. Aos poucos, Daniel começou a se acostumar e quando Frank estava aos sete meses de gravidez, Daniel deu um beijo na barriga do pai pela primeira vez e desejou boa noite para o novo bebê. Frank não conseguiu conter as lágrimas.

Se os dois tiveram trabalho com Daniel, com Charlotte a história foi completamente diferente. Por já ter passado por uma gestação de Frank, Charlie tirou de letra a nova gravidez, e seu grude com Frank aumentava junto com o tamanho da barriga do pai. Charlie encheu o pai de carinho a todo momento, acariciando, abraçando e beijando sua barriga. Aos seis anos, Charlie se tornou uma menina completamente eloquente, então o desafio era fazê-la parar de conversar com o bebê no ventre de Frank. Ela lia livros, inventava histórias, contava sobre seu dia. Gerard brincava, dizendo que o novo bebê reconheceria a voz de Charlie antes mesmo de reconhecer a voz dos pais.

Já Lucas acompanhou a maior parte da gravidez do padrasto pelo Skype. Com as aulas na faculdade recomeçando e os treinos do time a todo vapor, o rapaz raramente tinha tempo de visitar a família, o que o deixava muito triste. Então, sempre que possível, Gerard e a família iam visitar o rapaz em Ohio, quando ele ficava preso nos fins de semana. A grande saudade de casa e a tristeza de não poder acompanhar a gestação do novo bebê foram amenizadas com a presença de Mina, que se transferiu para a mesma universidade, para cursar Relações Internacionais. Parece que pai e filha estão destinados a ingressar na mesma carreira.

E conforme o romance entre Mina e Lucas se consolidava ainda mais, a amizade entre as famílias também se tornava mais sólida. Com Mina estudando nos Estados Unidos, Rhett e Katherine vêm cada vez mais para a América, junto com seus gêmeos, Nina e Henry. Cada encontro entre as famílias é sempre uma festa. Daniel é totalmente apaixonado pelos gêmeos. Os três passam horas brincando, o que rendeu milhares e milhares de fotos e vídeos dos pais babões.

Se Frank passou parte da vida se sentindo sozinho no mundo, agora, sua família está maior e melhor que nunca, e para o rapaz, não há sensação melhor do que sentir todo esse amor.

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Frank está tão distraído, pensando nos dois últimos anos, que nem percebe quando Gerard estaciona em frente à casa de praia nos Hamptons. Disposto a criar uma tradição, Gerard novamente resolveu tirar um final de semana de folga antes do bebê nascer. Frank se mostrou um pouco mais resistente dessa vez, por conta de Danny, mas ambos os avós se prontificaram a passar o fim de semana todo na casa do casal, cuidando das crianças. Então, com Anne, Edward, Paul e Barbara em casa, Frank se sente seguro para deixar os filhos e partir para suas mini férias, antes do bebê chegar.

Apesar de não ter tido nenhum problema e de estar se sentindo muito bem, Frank precisa confessar que um final de semana romântico, apenas com seu marido, é uma ideia tentadora. Frank completou 38 semanas de gestação no dia anterior e em sua última consulta, a Dra. Robins certificou aos futuros papais de que tudo está em ordem. O bebê, que novamente o casal optou por não saber o sexo, está pesando um pouco mais de 3,200kg e medindo cerca de 48 centímetros. Bem menor que o irmão, para alívio da coluna de Frank. Apesar do bebê já estar na posição ideal para nascer, Frank não mostrou nenhum indício de entrar em trabalho de parto tão cedo. Colo do útero fechado e pouquíssimas contrações de Braxton-Hicks, as contrações de treinamento. Gerard chegou a brincar que, se Daniel quase chegou na 41ª semana, o novo bebê chegaria à 42ª.

- Está sonhando acordado? - a voz melodiosa de Gerard invade os ouvidos de Frank, chamando sua atenção. Ele vira o rosto na direção do marido e sorri.

- Mais ou menos. - ele diz, colocando a mão sobre a barriga. - Estava pensando na gente, nos últimos meses, nos últimos anos.

- Foi ótimos meses. Ótimos anos. - Gerard sorri.

- Foram mesmo. Ainda bem que temos muito mais iguais a esses pela frente.

- Ainda bem. - ele diz, se esticando e beijando o marido nos lábios. - E nosso anjinho, como está? - ele pergunta, colocando a mão sobre a barriga de Frank.

- Andou chutando um pouquinho, quando pegamos a auto estrada, mas logo parou.

- Ele é muito gentil com o papai.

- Ele é um preguiçoso, isso sim. - brinca Frank.

- Não reclama, ou você já esqueceu de como o Danny era.

- Não estou reclamando, de jeito nenhum. Não sei como não terminei a gravidez com uma costela fissurada. Esse bebê é uma benção, mas que é preguiçoso, isso é. - Frank ri e Gerard o beija.

- O que você quer fazer primeiro? Quer entrar e descansar ou sair pra comer alguma coisa?

- Quero comer, sempre! - ele diz, e Gerard ri.

- Então eu vou colocar as bolsas lá dentro e já venho. Vamos naquela cantina italiana?

- Perfeito.

- Então fica aqui, quietinho, enquanto que deixo tudo lá dentro e já volto. Tá bom?

- Combinado. - diz Frank, recebendo outro beijo do marido.

Gerard salta do carro, retira as bolsas de viagem da mala da SUV e segue para dentro da casa, enquanto Frank permanece sentado no banco do carona, apreciando a paisagem. O mar está revolto, e o sol fraco de antes parece estar cedendo seu lugar para as nuvens. O vento forte invade a janela do carro, refrescando o rosto do rapaz. Frank resolve descer do carro e esticar as costas.

De pé na calçada da casa, ele põe as duas mãos na lombar e alonga a coluna. Sua barriga proeminente desponta, dando certo trabalho para seu suéter cobri-la por completo. Ainda com as mãos na lombar, Frank observa as ondas se chocarem com violência na arrebentação. Definitivamente hoje não será um bom dia para um mergulho. Quem sabe amanhã? Isso se o tempo não mudar de vez.

- Frank, querido, eu sabia que era você. - uma voz feminina chama a atenção do rapaz. Ele se vira de costas e encontra a Sra. Dunham, uma senhora na casa dos 70 anos, que mora sozinha a algumas casas de distância.

Viúva, a senhora se recusa a deixar a casa que dividiu com seu marido por exatos 55 anos, mesmo sob os apelos dos filhos, que imploram para que ela deixe os Hamptons e vá morar junto deles. Mas a Sra. Dunham é independente e extremamente lúcida, apesar de ser um bastante supersticiosa, daquelas que acreditam em astrologia, cristais e energias da natureza. Gerard e Frank acham a senhora um doce, apesar de suas esquisitices.

- Sra. Dunham, que bom te ver! - Frank abre um imenso sorriso ao receber o abraço da idosa.

- Ah, meu querido, é muito bom te ver também. Olha pra você! Como está lindo.

- Muito obrigado!

- E como esse bebê está? - ela diz, colocando a mão sobre a barriga do rapaz.

- Está ótimo! Super tranquilo, ao contrário do irmão, que adorava dar cambalhotas na minha barriga.

- Talvez ele esteja guardando toda a energia pra depois.

- Será? - ele ri. - Se for verdade, eu terei um pequeno punk em casa.

- Igual ao pai. - sorri a senhora. - Mas você não está aqui sozinho, não é? Onde está o Gerard?

- Não, Gerard está aqui. Ele foi deixar as bolsas em casa. Nós vamos sair pra comer alguma coisa.

- Ah, entendi. Mas não se canse muito, okay? E não fiquei muito na rua, o tempo vai virar.

- Pode deixar. Eu estou vendo que está nublando.

- E não é só isso. A maré está mudando e amanhã é lua cheia. É preciso se preservar nesse período. - ela diz e Frank sorri.

- Eu acho que esse bebê não se importa muito com essa mudanças, minha médica disse que ele não parece estar nem perto de querer nascer.

- Ah, meu filho, a natureza tem mistérios que a ciência nunca vai poder explicar. Apenas se cuide, tá bom? Para que não haja nenhuma surpresa.

- Pode deixar.

- Bem, de qualquer maneira, vocês sabem onde me encontrar. Qualquer coisa, é só chamarem.

- Obrigada, Sra. Dunham. - após mais um carinho na barriga do rapaz, a idosa se retira, deixando Frank sozinho.

Ele olha mais uma vez para o mar, levando as duas mãos à barriga. Segundos depois, ele sente um chute forte de seu bebê. Provavelmente o primeiro chute realmente forte do bebê. Frank respira fundo, esfregando a área abaixo do umbigo. Ele pensa nas palavras da Sra. Dunham, mas logo balança a cabeça, afastando os pensamentos. Frank pode até acreditar em sua parcela de superstição, mas não ao ponto de acreditar que a mudança da maré ou as fases da lua são capazes de influenciar em sua gestação.

Ouvindo passos apressados, ele olha pra trás e vê Gerard se aproximar.

- Demorei muito?

- Não, eu só quis esticar as costas um pouco.

- Tá tudo bem?

- Tá sim! Ah, a Sra. Dunham passou por aqui.

- É mesmo? E como ela está?

- Está bem. Daquele mesmo jeito doidinho. - ele diz e os dois sorriem.

- Que bom! - diz Gerard. - Então, vamos comer?

- Vamos! - abraçados, os dois seguem para o carro.


Notas Finais


Para não perder o costume, segue o link da música: https://www.youtube.com/watch?v=MdRbKH3dByQ

Gente, vou tentar postar a parte dois até o final da semana que vem! Espero que tenham gostado!

E só pra lembrar, quem quiser me seguir no twitter: @lauravidaurreta

MIL BEIJOSSSSSSSSSSSS


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