História A Segunda Vida de Nandinha - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ciborgue, Científica, Drama, Ficção, Garota, Preconceito, Robô
Exibições 3
Palavras 392
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Faíscas Mortais


Na escola, Nandinha continuava a ter menos dificuldade em fazer amizade com os meninos do que com as meninas.

Ela sempre decorava algum movimento de personagens de desenhos animados para divertir os colegas.

Além disso, os meninos adoravam ver os pinos de conexão que ficavam embutidos em sua mão. Era a única parte de seu corpo claramente robótica, que podia sair de sua pele sintética.

Esses pinos tinham a função de recarga e conexão com aparelhos de análise dos cientistas. Ela tinha outra área de conexões acima da nuca, ficava tampada e escondida pelos cabelos, mas essa peça Nandinha tinha vergonha de mostrar para as pessoas.

Mesmo não encontrando irregularidade alguma nesses dois anos de corpo robótico, Nandinha ia todo mês ao laboratório para os cientistas conectarem computadores a essas conexões e analisarem a saúde de seu corpo. Em pouquíssimas vezes eles precisaram ajustar alguma coisa.

Porém, ela mesma teve que aprender a realizar alguns procedimentos de manutenção, como limpeza das conexões e de sua pele sintética, o ajuste do encaixe dos pinos, a reposição dos fios de cabelo e o refluxo do absorvedor de nutrientes. Essas atividades precisavam ser feitas, pelo menos, uma vez por semana.

E numa dessas manutenções rotineiras, enquanto Nandinha ajustava seus pinos de recarga, ela acabou soltando uma pequena faísca. Por coincidência, ela enviou algum tipo de sinal para a mão e, como os pinos estavam desencaixados e próximos, essa faísca aconteceu.

Nandinha tentou algumas vezes repetir o feito, até que na sexta vez, o truque funcionou.

Na escola, durante o intervalo, essa faísca foi o segredo mais legal do mundo para Nandinha e seus amigos.

Agrupados em um canto mais escuro da quadra de esportes, todos estavam maravilhados com a descoberta de que sua amiga robô, assim como qualquer outro robô dos videogames, podia soltar raios.

Era uma faísca minúscula, como a que iniciava os antigos motores de combustão, mas para eles, era uma arma mortal.

Depois de algum tempo vendo a faísca saindo do dedo de Nandinha, alguém fez a pergunta:

- Será que pega fogo?

Curiosa com essa dúvida, Nandinha tentou colocar fogo num pedaço de papel com sua faísca. Tentou até o final do intervalo, mas não conseguiu.

Mesmo sem sucesso, ela e seus amigos ficaram muito empolgados com aquele fenômeno. Acreditavam que estavam prestes a inventar algo realmente assombroso com aquela faísca.



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