História A Seleção - Interativa - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags A Seleção, América, Amor, Fanfic Interativa, Fic Interativa, Interativa, Principe
Visualizações 39
Palavras 3.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cap grande. Ainda estou viajando.
Mas posto em uma semana.
Desculpa a demora.
Amo vcs

Capítulo 12 - Desvendando mistérios - Part 2


Samira MontSerrat 

Dia 3

Depois daquela madrugada, eu e Steban não nos falamos mais naquele dia. Ele olhava para mim e ria enquanto eu fazia meu projeto. Muitas meninas haviam percebido o quanto ele estava “íntimo” comigo. Mas até então eu não ria de volta. Eu havia desistido de falar com Dylan ou qualquer coisa. Acho que talvez meu foco tinha se trocado. Isso é uma merda.

Fazer meu projeto me deixava um pouco mais concentrada , e eu podia fugir do Dylan e de tudo que o rodeava. Me peguei olhando para Steban algumas vezes. Ele estava sempre tão alegre, conversando com todas as selecionadas e rindo como se estivesse brincando. 

- Esquece, ele é difícil. – Brooke disse, acho que notou meus olhares.

Eu desviei o olhar rápido e a encarei soltando uma leve risada, ela estava com um olhar malicioso.

- Não entendi.

Tentei disfarçar o quanto pude, ela riu. Steban nos olhou.

- Eu percebi seus olhares para o príncipe mais novo. – Ela disse rindo. – Mas vou te dizer, ele é um babaca. Nós nos beijamos. – Ela revirou os olhos. – Agora ele nem se quer fala comigo.

Senti meu rosto arder, isso é ciúme? Com certeza não. 

- Eu não quero nada com ele. Mal o conheço. – Disse dando de ombros.

Ela balançou a cabeça não acreditando nas minhas palavras. Steban parou do nosso lado, inclinado para chegar a nossa altura, já que estávamos sentadas.

- O que seria tão importante para interromper o trabalho? – Ele perguntou. Seu hálito doce batia em meu rosto.

- Estamos falando sobre o trabalho, príncipe. – Brooke respondeu.

- Voltem ao trabalho. – Disse olhando em meus olhos e eu assenti.

Me virei de volta para minha cartolina. Em cima havia um pedaço de papel, dobrado perfeitamente e com meu nome escrito com caneta preta. Olhei para trás, Steban me fitava enquanto conversava com Jane. Abri o papel rapidamente, nele estava escrito: “Dez horas na biblioteca.”

Estremeço assim que termino de ler. Será que compareço ou não? 

Me enchi de coragem e decidi comparecer ao encontro. Steban já estava na porta assim que cheguei, entrei sendo fitada pelos seguranças. 

- O que você quer?

Perguntei olhando ao redor, admirada com tantos livros.

- Daqui a 5 dias voltarei pra faculdade. – Começou. – Haverá um baile uma noite antes, achei que poderia lhe ensinar a dançar. Se quer impressionar Dylan, é claro.

Abri um sorriso brincalhão. 

- Não acho uma boa ideia. Eu sei dançar. – Comentei rindo.

- Não em um baile real, a professora de vocês não é a melhor dançarina, mas eu sou. – Seu tom alegre me irritava.

- Não, Steban. 

Comecei a ri, enquanto ele fazia um gesto dançante. Ele foi até uma mesa, tirou da sua bolsa um aparelho de som e o ligou, a melodia que saia dele era lenta e emocionante. 

Entendeu sua mão em minha direção e eu ri assim que a peguei. Ele me puxou, colocando uma de suas mãos em minha ctintura, e a outra segurava delicadamente minha mão. Nos movemos pelo biblioteca ao som daquela melodia agradável. Podia sentir o seu perfume doce, mas sentia também o cheiro da sua pele. Ele sorria enquanto rodopiavamos, eu mantia meus olhos em seu pescoço, tentava não olhar em seus olhos.

Mas de repente me peguei o encarando, seus olhos fitavam os meus, como se tivessem contando um segredo um para o outro. Seu sorriso irritante não falhava, mas minha respiração sim. Olhei para baixo outra vez, enquanto tentava controlar a minha pulsação.

- Então, vai embora? 

Perguntei encarando outra vez seu terno verde.

- Sim. – Respondeu. – Tenho que ir. Faltam apenas mais alguns períodos para eu poder ser médico. 

Voltei a encará-lo. Era seria um ótimo médico, tão gentil e inteligente. Seu sorriso, calmo, alegre, sereno. Como eu odeio esse sorriso. Me irrita tanto.

- Lugares de príncipes é em um castelo. – Eu disse, o desafiando. Por alguns segundos, pensei que gostaria de tê-lo aqui. Eu podia chamá-lo de amigo.

- Não sentirei falta do castelo. – Suspirou e olhou para o teto. 

Olhei para baixo e tentei não pensar em sua partida. Em um baile para me despedir do meu único amigo. 

Ele pôs a mão em meu queixo e me fez olhar em seus olhos, brilhantes. Paramos aa dança por um momento.

- Sentirei sua falta, Samira. – Falou como em um sussurro.

Ele era meu amigo. Mas eu queria que fosse apenas isso?

Sua mão tocou meu rosto de forma suave e eu me aninhei em seu peito. Voltamos a seguir a melodia. Até escutarmos a porta bater e uma rainha furiosa adentrar o salão. Steban me soltou rapidamente.

- O que está acontecendo aqui?

Ela perguntou furiosa.

- Estou ensinando Samira a dançar. – Steban respondeu calmo.

- O segurança disse que é a terceira garota que traz aqui, Steban.

Terceira? Pergunto a mim mesma e olho para Steban tentando encontrar uma resposta.

- Você não pode roubar as garotas do seu irmão. – Quase gritou. – Já não basta o que fez.

Ele me olhou e engoliu em seco.

- Samira é minha amiga. Eu não tenho nenhuma intenção com ela, ou com qualquer outra garota daqui. – Tentou se explicar.

- Vá para o seu quarto. Levarei ela de volta. – A rainha ordenou.

- Mãe...

- VÁ AGORA.

Respirei fundo, Steban me mandou um olhar me pedindo desculpas e eu virei o rosto.

A rainha me acompanhou até o quarto e ordenou que não me encontrasse mais com o Steban. 

Suspirei um pouco aliviada e confusa. 

Dia 4

No outro dia, resolvi passear pelo castelo antes do café. Queria tomar um banho de piscina. É extremamente proibido sair do quarto sem permissão, só para a área das garotas, mas eu não gosto que mandem em mim. Fui para a piscina vestida com um maiô preto e um rabo de cavalo. 

Eu passei um bronzeador e fiquei ao lado da piscina, pegando um pouco de sol. Eu acabei dormindo. Mas um anjo me salvou de não virar um camarão. Steban me viu dormindo e me acordou.

- Samira... 

Abri meus olhos devagar e tomei um susto ao perceber o garoto. Ele começou a rir da minha cara.

- Está querendo fritar?

Ele perguntou contendo a risada e eu revirei os olhos.

- Só foi um cochilo. – Respondi cruzando os braços. 

- Demorei quase 10 minutos tentando te acordar. Você parece uma pedra.

Riu outra vez. Revirei os olhos soltando uma leve risada.

- Obrigada. Podia ter acontecido uma tragédia.

Admiti me imaginando toda vermelha. Pensei em como seria engraçado usar aqueles vestidos longos e colados com a minha costa queimada. Talvez nem conseguisse dormir.

- Os guardas sabem que está aqui?

Fiquei em dúvida se respondia essa pergunta.

- Depende... – Disse me levantando. – Você me deduraria?

Ele riu baixo

- Não, é porque tem 3 vindo em nossa direção. – Deu de ombros. 

- O quê?

Olhei pra trás e os vi vindo até nós. Provavelmente para me ralharem.

- Vem comigo.

Ele pegou meu braço e me puxou pelo castelo. 

Fomos até um quarto no sétimo andar e ele fechou a porta assim que entramos.

O quarto estava organizado, intacto, parecia que ninguém ficava ali a anos.

- Onde estamos?

Perguntei olhando ao redor. Haviam fotos na parede. Fotos de um garoto, ele era bonito.

- Não se preocupe. Ninguém vai nos encontrar aqui. – Ele disse fugindo da minha pergunta.

- Esse é seu quarto?

Steban me olhou, talvez estivesse pensando em uma resposta adequada, depois soltou um suspiro e se sentou na cama.

- Bom... Não. – Respondeu. - Esse quarto era do meu irmão.

- Do Dylan? 

- Não. 

Franzi a testa. Se não era do Dylan, de quem era?

- Samira, - Ele prosseguiu. – Meu pai não escolheu minha mãe na seleção porque ele a amava. Ele a escolheu porque ela engravidou durante a seleção.

- O quê? 

Eu nem consigo descrever a minha cara de espanto.

- O nome dele era Israel, ele era o irmão mais velho. Esse era o quarto dele.  

- Era? – Perguntei.

Seu rosto mudou e ele parecia se lembrar de algo.

- Mamãe teve que esconder ele durante algum tempo, pro jornal não publicar que foi durante a seleção que tudo aconteceu. Então fizeram esse quarto escondido aqui no sétimo andar e ele ficou trancado aqui durante meses. Até que a mamãe forjou uma gravidez e fingiu que ele tinha nascido depois do casamento. Então, o herdeiro do trono nasceu. – Suspirou. – Dylan veio dois anos depois e depois veio eu. Nós éramos os 3 mosqueteiros. Um não vivia sem o outro. Israel era o rei, ele amava ser chamado assim, desde pequeno foi treinado para ser rei. Eu e Dylan tínhamos outros planos, eu queria ser médico e ele biólogo. Iríamos estudar fora do país, ele queria uma casa de dois andares com janelas grandes e eu queria uma fazenda. 

- O que aconteceu? 

Perguntei e ele me olhou.

Andou até a mesinha e pegou uma revista. Jogando nas minhas pernas.

Na capa estava escrito “Herdeiro ao trono morre afogado aos 17 anos” e uma foto dele vestido de terno azul com um sorriso enorme no rosto.

- Estávamos brincando. Era a primeira vez que fomos para a praia. – Sorriu de leve com os olhos marejados. – Eu nunca tinha visto o mar, nem um de nós. Corremos na beira do mar, rindo e brincando. Israel tinha medo, e eu apostei que ele não conseguia entrar no mar e ficar lá por cerca de cinco minutos. Ele riu da minha cara e disse que não ia nem morto. Eu insisti e ele foi. Eu não sabia que o mar puxava e que as ondas eram fortes. Eu só me lembro dele ter sumido, eu tinha 13 anos, o Dylan 15. Já faz 4 anos, e até hoje nunca encontraram o corpo dele. – Suspirou e limpou algumas lágrimas. – Dylan teve que desistir da aula, ele já estudava na Rússia,, voltou para o castelo porque tinha que ser preparado para ser rei. E no outro ano eu fui embora. Esqueceram de mim e de Israel. 

Deu de ombros.

- Por isso que Dylan me odeia, ele acha que eu matei o nosso irmão, e agora ele tem que ser rei a força e desistir de todos os seus sonhos. Ele terminou o ensino médio no castelo. Nunca namorou de verdade, porque não podia sair. E agora é forçado a escolher uma noiva. E na cabeça dele, A culpa é minha.

Demorei um pouco pra assimilar tudo. A culpa não era de Steban, ele não planejava matar seu irmão. Ninguém planeja isso. 

Eu pensava em algo pra dizer, seu olhar parecia estar longe, podia ver uma lágrima escondida, Steban admirava cada centímetro do quarto, enquanto eu simplesmente paralizei. O que eu poderia falar? Será que podia perguntar mais? Se fosse em outra época , eu poderia estar concorrendo para outro príncipe. Um garoto de cabelos levemente loiros, olhos cor de mel e um sorriso digno de um rei. Pelas fotos grudadas na parede, dava pra perceber o quanto ele era seguro de si. Nunca conheceremos ele.

Suspirei. Eu não estava sabendo lidar com aquela informação. Steban me mostrou um lado sombrio da história, alguém morreu.

- como seus pais lidaram com isso?

Me arrependi assim que terminei de falar. Steban franziu a testa encarando o chão e eu engoli em seco. 

-  Minha mãe começou a beber. Ela bebia vinhos caros pra preencher o vazio que sentia, toda noite ela bebe um copo, é como se fosse essencial para mantê-la viva. – Riu baixo. – Meu pai mudou completamente. Chegou a Ficar meses sem falar com ninguém, nem mesmo com a minha mãe. Ele ficava trancado aqui, olhando o quarto dele. Então ele passou a ser frio, grosso, nada podia ser fora da linha. Dylan passou a ser rebelde, beber, trazer diversas garotas escondidas pra cá, transar com criadas e etc. Eu fui embora.

- Você fugiu?

Ele olhou em meus olhos e sorriu.

- Eu não diria fugir. Ficar sozinho nunca é bom quando se está de luto. – Falou calmamente.

- Sinto muito. 

Me sentei na cama e ele se sentou ao meu lado.

- Obrigado. – Sua voz saiu fraca e eu sorri de lado.

- A culpa não é sua. 

Ele virou seu rosto, e me encarou com um olhar sereno. Abri um sorriso e ele piscou algumas vezes antes de olhar para minha boca.

- Samira, - ele disse enquanto se aproximava do meu rosto e eu mal consegui me mover. 

Escutamos a porta bater logo atrás, e um Dylan um bêbado enteou no quarto. Nos afastamos rápido, meu coração quase saltava pela boca. Dylan nos olhou e  franziu a testa, seu olhar estava tão frio quanto o inverno. Engoli em seco e comecei a respirar fundo.

- O que ela está fazendo aqui?

Ele encarava Steban com um olhar irritado.

Sua voz estava tão alta, que eu quase podia chamar de grito. Não consegui me mover como susto.

- Você está tentando paquerar as selecionadas? – Dylan riu assim que terminou a frase. – Você só pode estar brincangdo.

- Dylan...

- Nossa, Samira. – Me interrompeu. – Eu não esperava isso de você. 

Seu tom de voz estava irônico e irritado.

- Dylan, Não é o que você está pensando. – Steban tentou explicar.

Dylan soltou uma gargalhada alta.

- Arrume suas coisas, Samira. Antes que eu conte a todos essa traição.

- Dylan... – Quase gritei tentando chamar atenção. 

- E não me venha com desculpas.

- Mas eu não fiz nada. – Tentei me explicar. 

Ele riu e revirou os olhos.

- Jura? – Me olhou de forma irônica. – Por favor, vá embora.

Então, Dylan saiu. Mal consegui falar uma frase. Meus olhos estavam marejados diante dessa situação. 

- Samira... – A voz fraca de Steban ecoou pelo quarto, não consegui olhar para ele. – Eu sinto muito, Não foi minha intenção. 

A fúria tomou conta de mim e eu me virei pra ele com o rosto ardendo de raiva.

- Você faz muitas coisas sem intenção, né? – Falei me referindo também ao seu irmão. 

Steban ficou parado, me encarou um pouco e saiu do quarto sem falar uma se quer palavra. Eu estava furiosa, mas não era desculpa para tratá-lo desse jeito, muito menos com um segredo que ele confiou a mim. Mas agora não havia nada a  se fazer.

O caminho até meu quarto foi longo e silencioso. Não conseguia olhar para nada a não ser para o chão, e me segurava para não chorar a  cada passo que dava. Eu fui expulsa. Expulsa por estar a sós no quarto com o irmão do príncipe, por pensar por poucos segundos que eu tinha um amigo, e querer beijá-lo quando se aproximou de mim.

Eu estava mais triste por ser expulsa da seleção ou por ter a certeza que nunca mais veria Steban?

Meu amigo de poucos dias, o beijo que eu desejei como nunca desejei nem um outro. 

Meu quarto parecia tão vazio assim que entrei, mas havia alguém ali. Dylan estava sentado na beira da cama. Ele segurava uma coroa, e olhava pra ela. Parecia nem ter percebido minha presença. Fiquei olhando calada, Não sabia como agir.

- Você está apaixonada por ele?

Dylan perguntou, foi baixo, mas consegui escutar. Eu engoli em seco, Não queria responder algo que nem eu tinha certeza ainda.

- Samira... – Sua voz saiu como em um sussurro e enfim ele me encarou. – Você está apaixonada por ele?

Eu nem sabia o que era se apaixonar. Como saberia responder essa pergunta?

- Dylan... – Balancei a cabeça tentando pensar em algo.

- Responda.

Sua voz saiu rígida, enquanto ele parecia brincar com a coroa em suas mãos. 

- Não. – Respondi e meu estômago se embrulhou

Eu nem sabia se estava contando uma mentira. Dylan suspirou.

- Seja sincera comigo. Eu mereço isso.

Seus olhos ficaram marejados. Eu havia magoado o príncipe. Como eu, uma oito, magoou o coração do príncipe?

- Ele era meu amigo. E-eu... – Gaguejei e olhei para o chão. – Não sei, Dylan.

Foi a resposta mais sincera que pude dar. Ele se levantou e veio até a mim, colocou a coroa em minha cabeça e beijou minha testa.

- Descubra. – Sussurrou olhando em meus olhos. – Essa coroa é da princesa do Steban. Se quiser ele, eu não posso impedir. Você é maravilhosa, Samira. Steban trataria Você  como realmente merece. Vá a biblioteca às dez horas, ele está esperando por você. Descubra se gosta dele. 

Ele não me deixou falar algo. Simplesmente saiu.

Me sentei na cama e tirei a coroa da cabeça, ela era prateada e haviam várias pedrinhas ao seu redor. Comecei a chorar como um alívio, eu não iria embora.

Mas se eu encontrasse Steban essa noite, eu iria?

Dia 5

Não fui a biblioteca. Steban ficou me olhando boa parte no café da manhã, eu tentei disfarçar o meu nervosismo. Dylan não expressava nenhuma emoção. As outras meninas nem falavam comigo. Eu achei que tudo acabaria por aí. 

Mas Steban veio atrás de mim.

Eu estava no quarto lendo um livro, quando ele invadiu meu quarto. Ele nunca parecia irritado, mas naquele momento o estresse era visível em seu rosto. Me levantei da cama e o olhei de lado, ele suspirou.

- Por que não apareceu ontem? – Sua voz tinha um tom irritado, mas ao mesmo tempo calmo.

- Porque eu não quis. – Respondi dando de ombros.

- O Dylan me disse que seus sentimentos por mim eram confusos e...

-  Steban. – Eu o interrompi. – Você é mais novo que eu. Além do mais, quero seu irmão. 

- Está mentindo. – Riu de forma sarcástica. 

- Eu me escrevi na seleção pra casar com seu irmão. – Disse quase gritando.

- E por que quase me beijou ontem?

- Foi de momento.

- Samira... -  Ele quase gritou. 

- O quê? – Dei de ombros e ele revirou os olhos.

- Me desculpa.

- Pelo quê?

Mal perguntei e fui surpreendida pelos lábios de Steban no meu, seus braços agarraram minha cintura com força e me juntaram ao seu corpo. Eu o empurrei com força e lhe dei um tapa.

- Nunca mais faça isso. – Disse com a respiração ofegante.

Ele não disse nada, apenas ficou me olhando assustado. Então em um impulso eu o beijei e o empurrei outra vez.

- Eu transei com seu irmão. – Disse rápida. 

- O quê? 

- Eu sou uma oito. – Admiti com os olhos marejados. – Não tenho boa formação, nem sou educada, ou sei algo sobre medicina. Não sou inteligente. Sou andarilha. Mal pude completar os estudos. E transei com o príncipe no primeiro dia.

Suspirei enquanto tentava controlar o choro.

- Samira, você é uma princesa. É uma 3 desde que entrou na seleção. E será uma um. – Ele disse calmo e eu o beijei.



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