História A Seleção - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção, Bangtan Boys (BTS), Got7, K.A.R.D, Seventeen
Personagens B.M, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jiwoo, Jungkook, Rap Monster, Somin, Suga, V
Tags A Seleção, Adaptação, Bts, Gay, Jikook, Kookmin, Namjin, Yoonmin
Visualizações 257
Palavras 2.404
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E com essa capitulo eu anuncio: O fim esta próximo!!
Agora segura essas eliminações e esse momento jikook meu povo.

Capítulo 30 - Eliminação


Fanfic / Fanfiction A Seleção - Capítulo 30 - Eliminação

Joohyun, Minhyuk e Yerim foram embora dali a horas. Eu não sabia dizer se por causa da eficiência de Jaebum ou do estado de nervos de todos. De repente éramos dezenove, e tudo pareceu progredir muito rapidamente. Ainda assim, eu jamais poderia ter previsto a velocidade com que as coisas iam se mover dali para a frente.

Na segunda-feira depois dos ataques, retomamos nossa rotina. O café da manhã estava delicioso como sempre e fiquei imaginando se chegaria o dia em que deixaria de gostar daquelas refeições espetaculares.

— Yugyeom, isso não é divino? — perguntei.

Eu mordiscava uma fruta em formato de estrela. Nunca tinha visto nada igual antes de chegar ao palácio. Yugyeom estava de boca cheia, mas concordou com a cabeça. Sentia um clima cálido de irmandade naquele dia. Após termos sobrevivido a um grave ataque rebelde juntos, parecia que os pequenos laços que nos uniam se tornaram indestrutíveis. Ao lado de Yugyeom estava DongSung, que me passou o mel. Perto de nós, Jihoon me perguntava, com olhar admirado, como eu tinha arrumado meu cabelo hoje.

O clima lembrava os jantares da minha família de uns anos atrás, antes de Jay Park se transformar em um babaca e de perdermos Chanyeol para o marido: cheio de gente, radiante e com muita conversa. Dei-me conta na hora de que, como Jungkook contara sobre sua mãe, eu manteria contato com todos ali ao longo dos anos. Ia querer saber se todos tinham se casado e mandaria cartões de Natal. Dali a uns vinte e poucos anos, se Jungkook tivesse um filho, telefonaria para eles para saber quem eram seus favoritas na nova Seleção.

 Relembraríamos tudo por que passamos e riríamos daquilo como se tivesse sido uma aventura, não uma competição. Por mais incrível que pudesse parecer, a única pessoa com aparência perturbada na sala de jantar era Jungkook. Ele nem tinha tocado na comida. Em vez disso, corria os olhos pelas fileiras com a expressão de quem estava concentrado. De tempos em tempos, parava para pensar e parecia discutir consigo mesmo sobre alguma coisa. Depois continuava.

Quando chegou a vez da minha mesa, o príncipe me flagrou olhando para ele e abriu um sorriso fraco. Tirando o breve diálogo da noite do ataque, não conversávamos desde nossa discussão, e algumas coisas ainda precisavam ser ditas. Eu é que tinha que tomar a iniciativa. Com uma expressão que revelava tratar-se de um pedido, e não de uma exigência, mexi levemente no meu nariz. Seu rosto permaneceu distante, mas ele também mexeu no dele.

Respirei aliviado e por acaso olhei para as portas daquela sala enorme. Como suspeitava, outro par de olhos estava fixo em mim. Tinha notado Yoongi ao entrar na sala de jantar, mas tentei não demonstrar. Era difícil ignorar alguém que eu amava. O príncipe se levantou. Aquele movimento repentino fez a cadeira chiar com o atrito contra o chão. E esse barulho foi suficiente para atrair a atenção de todas. Ao ver todos aqueles rostos voltados em sua direção, Jungkook pareceu querer sentar novamente, sem que ninguém percebesse. Sabendo que isso seria impossível, ele começou a falar:

— Senhores e senhoritas— saudou, fazendo uma breve reverência com a cabeça. Ele parecia sofrer demais. — Receio que após o ataque de ontem eu tenha sido obrigado a repensar profundamente o funcionamento da Seleção. Como sabem, três de vocês pediram para sair ontem, e eu cedi. Não quero ninguém aqui contra sua vontade. Além disso, não me sinto confortável mantendo no palácio, sob a constante ameaça de risco de vida, pessoas com quem estou certo de que não terei futuro.

Pela sala, a confusão deu lugar à compreensão infeliz e inequívoca dos fatos.

— Ele não vai... — murmurou Jihoon.

— Sim, ele vai — respondi.

— Embora me doa tomar essa atitude, conversei com minha família e com alguns conselheiros íntimos, e decidi proceder ao afunilamento da Seleção para a Elite. Contudo, em vez de dez, decidi dispensar todos vocês, com exceção de seis — afirmou Jungkook, com um tom de voz bem formal.

— Seis? — perguntou Yugyeom, impressionado.

— Isso não é justo — resmungou Jihoon, já prestes a chorar.

Corri os olhos pela sala de jantar conforme o burburinho de reclamações crescia e diminuía. Mingyu juntou coragem, como se fosse lutar por uma vaga. Wonwoo fechou os olhos e cruzou os dedos, talvez na expectativa de que aquela pose lhe angariasse alguma simpatia. Jin, que tinha admitido não querer nada com o príncipe, parecia muito tenso. Por que ele queria tanto ficar?

— Não quero estender o assunto além do necessário. Assim, apenas os seguintes permanecerão aqui: senhor Jin, senhor Yugyeom...

Jin suspirou aliviado e levou a mão ao peito. Yugyeom ensaiou uma dança feliz e contente na cadeira, olhando para todos ao redor esperando que estivéssemos felizes também. E eu estava até me dar conta de que duas das seis vagas já tinham sido preenchidas. Com uma discórdia entre Jungkook e eu, será que ele me mandaria para casa?

Ao longo de todo esse tempo, eu tivera nas mãos o poder de decidir sobre minha saída. Naquele instante, percebi o quanto era importante para mim continuar.

— ... senhor SeungCheol, senhor Mingyu... — continuou Jungkook olhando para cada um deles.

Eu me contorci ao escutar o nome de Mingyu. Ele não podia deixá-lo ali e me mandar embora. Eu mal acreditava que ele não ia dispensá-lo, aliás. Mas seria esse um sinal de que eu ia embora? Brigamos exatamente por causa da presença dele.

— ... senhor Junhui... — ele anunciou. Toda a sala prendeu a respiração à espera do último nome. Dei-me conta de que Jihoon e eu estávamos de mãos dadas. — ... e senhor Jimin.

Jungkook olhou para mim e senti cada músculo do meu corpo relaxar. Jihoon caiu em prantos na hora. E ele não estava sozinho: a lista de Jungkook provocou muitos soluços.

— A todos as demais, meu sincero pedido de desculpas. Espero, contudo, que acreditem em mim quando digo que fiz isso para seu bem. Não quero alimentar suas esperanças nem arriscar suas vidas à toa. Se alguma dos que estiverem de saída quiser falar comigo, estarei na biblioteca ao final do corredor. Podem me encontrar lá assim que terminarem de comer.

Jungkook se retirou o mais rapidamente possível, sem correr. Observei-o até que passasse na frente de Yoongi, quando minha atenção se desviou. O rosto de Yoongi estava confuso, e eu sabia o motivo. Eu tinha dito que não amava Jungkook, e por isso Yoongi entendeu que eu não significava nada para o príncipe. Se era assim, por que tinha ficado tão tenso para saber se ia sair ou ficar? E por que Jungkook ia querer me deixar ali? Nem bem passou um segundo e DaHyun e Jonghyun já estavam correndo atrás do príncipe, sem dúvida em busca de uma explicação.

Algumas garotas choravam, claramente com o coração partido. E recaiu sobre os garotos que ficavam a responsabilidade de confortá-las. Uma Elite apenas de garotos. Se a Coreia ainda tinha duvidas que Jungkook era gay, agora não teria mais.

A situação era de uma bizarrice insuportável. Jihoon acabou por soltar violentamente minhas mãos e correr para o quarto. Eu esperava que ele não ficasse com raiva de mim. Todos deixaram a sala em poucos minutos, já sem fome. Eu mesmo não demorei muito a sair; não era capaz de lidar com aquela torrente de emoções. Passei por Yoongi, que sussurrou:

— Hoje à noite.

Concordei com a cabeça discretamente e segui meu caminho. O restante da manhã foi esquisito. Nunca na vida tivera amigos ou amigas de quem sentira saudades. Todos os quartos ocupados no segundo andar estavam abertos, e todos corriam de um lado para o outro, trocando bilhetes e pegando endereços. À tarde, o palácio já era um lugar bem mais sério do que quando chegamos.

Não restou ninguém na parte do corredor onde eu ficava. Não se ouvia mais o som dos criados passando de um lado para o outro nem o do abrir e fechar das portas. Sentei-me à mesa para ler um livro enquanto os criados tiravam o pó dos móveis. Perguntei-me se o palácio sempre tivera aquele clima de solidão. O vazio fez com que sentisse saudades da minha família.

De repente, ouvi batidas na porta. Hoseok correu para atender, com os olhos em mim para garantir que eu estava preparado. Assenti com a cabeça. Quando Jungkook entrou no quarto, pus-me de pé com um pulo.

— Senhores — ele disse, olhando para Hoseok e Jigaemae  —, reencontramo-nos afinal.

Eles se curvaram e deram uma risadinha. Ele os cumprimentou e se voltou para mim. Até então eu não fazia ideia de como estava ansioso para vê-lo. Estava em êxtase ali, ao lado da mesa.

— Me perdoem, por favor, mas preciso falar com a senhor Jimin. Vocês nos dariam um momento?

 Mais reverências e risadinhas, e Hoseok perguntou ao príncipe — com um tom de voz que dava a entender a adoração que tinha por ele — se podia lhe trazer algo. Jungkook recusou, e os dois saíram. As mãos dele estavam nos bolsos. Permanecemos em silêncio por uns instantes.

— Pensei que você não me deixaria ficar — admiti, por fim.

— Por quê? — ele perguntou, soando realmente confuso.

— Porque brigamos. Porque nossa relação é esquisita. Porque...

E porque apesar de você estar saindo com outros cinco caras, acho que estou te traindo, pensei. Jungkook diminuiu a distância entre nós aos poucos, escolhendo as palavras conforme caminhava. Quando finalmente chegou até mim, tomou meu rosto em suas mãos e explicou tudo:

— Primeiramente, deixe-me dizer que sinto muito. Eu não devia ter gritado com você — seu tom de voz era totalmente sincero. — É que alguns dos comitês e minha mãe já me pressionam, e quero ser capaz de tomar a decisão por mim mesmo. Foi muito frustrante deparar com outra situação em que minha opinião não é levada a sério.

— Outra situação? — perguntei.

— Bom, você viu minhas escolhas. Jin é o favorita do povo, e não posso desprezar isso. Mingyu é um jovem muito poderoso e vem de uma família com que seria ótimo me alinhar. SeungCheol e Yugyeom são caras bonitos, ambos muito agradáveis, e os preferidos de alguns membros da minha família. Junhui tem contatos na China. Como estamos tentando acabar com essa maldita guerra, devo tê-lo em conta. Fui massacrado por opiniões e encurralado por todos os lados nesta decisão.

Ele não explicou nada sobre mim, e eu quase não pedi que explicasse. Sabíamos que no meu caso a amizade vinha em primeiro lugar e que eu não tinha nenhuma serventia política. Mas precisava ouvir essas palavras para decidir por mim mesma. Não podia olhá-lo nos olhos.

— E por que eu ainda estou aqui?

Minha voz saiu um pouco mais alta que um sussurro. Eu sabia que ia doer. No fundo, tinha certeza de que só estava ali por que Jungkook era bom demais para quebrar uma promessa.

— Jimin, pensei ter sido claro — ele disse calmamente.

O príncipe respirou fundo para demonstrar sua paciência e levantou meu queixo com a mão. Quando finalmente o olhei nos olhos, ele confessou:

— Se o assunto fosse simples, já teria eliminado todos os outros. Sei o que sinto por você. Talvez seja impulsivo da minha parte ter tanta certeza, mas estou certo de que seria feliz com você.

Corei. Pude sentir as lágrimas brotarem, mas as contive. Seu rosto tinha uma expressão apaixonada que eu não queria perder.

— Há momentos em que penso que rompemos todas as barreiras. E há outros em que penso que você só fica pela conveniência. Se tivesse certeza de que eu, e apenas eu, sou sua motivação... – ele fez uma pausa e balançou a cabeça, como se não quisesse chegar ao final da frase. — Eu estaria errado se dissesse que você ainda não tem certeza sobre mim?

Eu não queria magoá-lo, mas tinha que ser honesto:

— Não.

— Então não posso arriscar muito em minha aposta. Você pode optar por sair, e deixarei se quiser. Enquanto isso, preciso escolher um esposo. Estou tentando tomar a melhor decisão dentro dos limites que me foram dados. Agora, por favor, não duvide por um segundo de sua importância para mim. Porque é imensa.

Não pude mais conter as lágrimas. Pensei em Yoongi e nos meus atos. Senti-me tão envergonhado.

— Jungkook... — solucei. — Será que um dia você vai me perdoar...

Não consegui terminar minha confissão. Ele se aproximou ainda mais e começou a limpar as lágrimas do meu rosto com seus dedos fortes.

— Perdoar o quê? Nossa briguinha besta? Já é passado. Seus sentimentos demoram mais para passar que os meus? Sem problema. Estou pronto para esperar — ele disse, dando de ombros. — Acho que não há nada que você possa fazer que eu não possa perdoar. Lembra-se da joelhada?

Não consegui segurar a risada. Jungkook também riu, mas uma vez só. Depois, ficou sério de repente.

— O que foi? — perguntei. Ele balançou a cabeça.

— Eles foram tão rápidos dessa vez.

A voz dele estava cheia de uma admiração raivosa pelos talentos dos rebeldes. Só então me dei conta de quão perto de uma tragédia estive por tentar salvar minhas criadas.

— Tenho ficado cada vez mais preocupado, Jimin. Nortistas e sulistas, os dois estão cada vez mais determinados. Parece que não vão parar até conseguirem o que desejam. E eu não faço ideia do que seja — Jungkook parecia confuso e triste. — Penso que é só uma questão de tempo até destruírem alguém importante para mim. – ele me olhou nos olhos e prosseguiu. — Sabe, você ainda pode escolher. Se tiver medo de ficar, pode dizer — ele fez uma pausa e pensou. — Ou se chegar à conclusão de que nunca vai me amar, seria melhor me contar já. Deixarei que siga seu caminho e seremos amigos.

Lancei meus braços ao seu redor e apoiei a cabeça em seu peito. Jungkook pareceu ao mesmo tempo confortado e surpreso com o gesto. Ele demorou apenas um segundo para me envolver nos braços.

— Jungkook, não tenho certeza do que somos, mas sem dúvida somos mais que amigos.

Ele deixou escapar um suspiro. Com a cabeça em seu peito, pude finalmente ouvir as batidas de seu coração através do paletó. Pareciam aceleradas. Sua mão, delicada como sempre, acariciava minha bochecha. Ao olhar nos seus olhos, percebi que um sentimento inominável crescia entre nós. Com o olhar, Jungkook me pedia algo que tínhamos concordado esperar.

Estava feliz por ele não querer mais esperar. Inclinei levemente a cabeça em consentimento, e ele fechou o pequeno espaço entre nós me beijando com um desejo inimaginável. 


Notas Finais


Quem ficou com o cu na mão quando o Jungkook tava dizendo os nomes?
A partir de agora eu digo de certeza: Muitas irão odiar o Jimin.
Seria muito tarde pra um Lemon? Hum... To pensando. Mas se for ter mesmo, vai demorar um pouquinho pra sair, porque quero trabalhar bem.

Em breve (ainda hoje talvez), vou atualizar o príncipe: https://spiritfanfics.com/historia/o-principe-a-selecao-9787165


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