História A Seleção (Klaus e Caroline) - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Enzo, Klaus Mikaelson
Tags A Seleção, Caroline, Enzoline, Klaroline, Klaus, The Originals, The Vampire Diaries
Exibições 168
Palavras 2.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gatineos! Tudo bem com vocês?
Eu não sou Shakespeare, mas esse capítulo é uma tragédia!
Espero que gostem, e que chorem!
Minha bad foi responsável, beijos <3

Capítulo 19 - Kolvina - Mentiras de Orgulhosos


Fanfic / Fanfiction A Seleção (Klaus e Caroline) - Capítulo 19 - Kolvina - Mentiras de Orgulhosos

CINCO ANOS DEPOIS

Pov. Kol
Nos dois primeiros anos estava tudo bem, havia sentimento e cumplicidade. Mas depois disso, desandou totalmente.
Nossos caminhos se separaram, os olhares não se encontraram mais e nenhuma palavra de afeto havia sido proferida desde então, a não ser para nosso pequeno Andrew de três anos.
Havia me casado por aliança com a princesa Davina da Itália, foi uma questão de vida ou morte segundo meu irmão mais velho, se eu não me casasse, ela se casaria com Krum, o príncipe Russo, e os Estados Unidos perderia um grande aliado. Eu me apaixonei por Davina antes mesmo de nos casarmos, ela era divertida, animada e inteligentemente sarcástica, parecia um Kol com um belo par de seios.
Mas certa noite ela não voltou para o quarto, e depois disso nunca mais dormimos juntos, devido ao tratado eu não poderia lhe trair e muito menos ela, por isso, eu não entendia o que havia acontecido para ela ter mudado tão abruptamente. Tentei conversar, tentei lhe tocar, mas ela se desviava com louvor até que eu desistisse.
- É só uma fase. – disse a governanta semana passada.
- Que dura há anos? – perguntei incrédulo.
Davina foi quem me ajudou a superar perdas familiares, e agora me sentia mal em não conseguir superar a dela.
- Seu irmão solicita nossa presença em sua pátria, já tomei a liberdade de arrumar nossas malas, partimos em uma hora. – ela entrou no gabinete dando as informações com seu sotaque carregado enquanto eu a fitava boquiaberto acima do copo de wisky.
- A guerra novamente? – questionei me levantando e abandonando o wisky sobre a escrivaninha.
- Sim, ele tem medo de que a Inglaterra não os apóie, os motivos são bem óbvios. – ela encostou a porta atrás de si.
- Irão precisar das tropas?
- Não, acreditam que se assustarmos eles com as presenças dos chefes aliados, tudo ficará em extrema paz. – como disse, irresistivelmente inteligente.
- Andrew deverá ficar, não podemos o levar para o centro da guerra. – ela concordou – Eu mesmo cuido da babá e de sua guarda, nosso filho nunca ficara nas mãos de qualquer um, principalmente quando estivermos longe.
- Na verdade – ela se aproximou da mesa e falou em tom baixo – Seu irmão acredita que há infiltrados aqui, que querem nos matar durante a viagem, por isso acha melhor que mentimos sobre nossa ida de avião, mas na verdade iremos de carro até o porto e pegar o navio, realmente irá ser mais demorado para chegar, porém é inegavelmente mais seguro.
- Então teremos de levar Andrew! – falei me exaltando, só em pensar na possibilidade de alguém machucar meu primogênito.
- Eu já cuidei disso, fique tranquilo – ela tocou meu braço e eu senti meu corpo se eletrizar – Ficara com Anabela por alguns dias, na casa de campo.
- Sua prima? – perguntei não reconhecendo.
- Sim, ela mesma. – me garantiu e ao perceber que me tocava se afastou – Bem, estarei conferindo as malas se precisar, esteja pronto as dez.
- Estarei. – afirmei.
Nos despedimos brevemente de Andrew e os outros empregados, Davina derramou algumas lágrimas ao olhar o pequeno moreno que corria feito doido pelo quarto, porém não aceitou meu abraço e muito menos aceitou ser conduzida até o carro.
Algumas horas depois e estávamos há um dia do porto que ficava do outro lado da cidade que era realmente muito grande.
- Teremos de parar para dormir, tem algum hotel que prefira? – questionei enquanto tomava um gole de café.
- Não. – respondeu secamente se virando pela vigésima vez para a janela, procurando fugir da conversa.
Parei em um hotel que realmente ficava no meio do nada, achei mais seguro, talvez ninguém nos conhecesse, principalmente porque trocamos de carro e roupas após sair do castelo, parecíamos camponeses que arranjaram um jeito de lucrar. Subimos para o quarto e ela se trancou no banheiro.
- Está com fome? – perguntei em tom alto.
- Não. – respondeu ela no mesmo tom.
Minutos depois quando eu já havia tirado os sapatos e a camisa, Davina apareceu na porta usando um roupão de cetim, parou boquiaberta no vão da porta e me olhou, piscou e fechou a boca.
- Algum problema? – falei em tom provocativo.
- Nenhum. – ela disse se recompondo e passando por mim, indo para a janela fingir que olhava algo lá fora.
- Posso dormir no chão hoje, mas você irá dormir sem cobertores. – avisei já puxando os cobertores.
- Não precisa. – ela falou se virando – Por hoje, não é necessário.
- Quer que eu durma com você? – perguntei já ascendendo minha última esperança.
- Quero que durma na cama. – ela revirou os olhos.
Instantes depois e já estávamos deitados lado a lado, ela parecia querer me martirizar também, pois depois de tirar o roupão, eu me vi deitado com uma mulher irresistível numa camisola curta mais irresistível ainda.
- Onde foi que nos perdemos? – olhei de soslaio para ela, ambos de barriga pra cima.
- O que?
- Onde foi que você deixou de me amar? – mudei a pergunta.
- Você não se lembra não é? – ela virou a cabeça me olhando abismada. – Realmente não se lembra?
- Lembrar do que Davina? – me sentei na cama e ela fez o mesmo, parecia alterada pois seu peito subia e descia com veracidade.
- Uma noite de bebedeira com amigos e você proferiu em alto e bom som que ainda preferia as meretrizes a mim, porque amar não era para você, que você não me amava, que eu era apenas um meio de você conseguir filhos. – ela suspirou – Já estávamos casados há dois anos! E você ainda teve coragem de dizer aquilo, naquela noite algo morreu em mim e você nunca conseguirá recuperar!
- O que? – perguntei me empertigando – Você não pode levar a sério as palavras de um bêbado orgulhoso? Eu estava furioso naquele dia porque meus amigos me chatearam! Davina pelo amor de Deus – fiquei sobre meus joelhos na cama – Não me diga que passamos todo esse tempo separado porque eu disse bobagens, não me diga que eu passei noites em claro me perguntando o que fiz porque eu bebi e disse bobagens?
- As únicas três pessoas que dizem a verdade são as criadas, as com raiva e os bêbados. – ela deitou novamente e virou-se de costas para mim – Kol, acredito que deva dormir no chão, me viro sem cobertores.
- Davina, por favor...
- Kol! – ela se sentou e virou-se para mim, os olhos marejados, aquilo ainda doía nela, percebi que não era só uma bobagem, ela realmente acreditou nas idiotices que havia dito naquela noite e as minhas palavras embriagadas e orgulhosas haviam nos separados de um casamento feliz e de tantos momentos que poderíamos ter compartilhado juntos – Vá para o chão!
- Eu não vou! – ela me lançou um olhar furioso e começou a me estapear, até que ela desistisse e começasse a chorar. – Eu te amo!
- Pare de contar mentiras! – ela falou entre soluços enquanto meus braços circundavam seu corpo.
- Eu juro, nunca acredite em alguém orgulhoso na frente dos amigos, mas se você quiser, eu digo pra quem for: Eu amo você, mesmo depois desses anos separados, eu ainda guardei na memória a garota na qual eu me apaixonei, volte pra mim Davina!
- O que eu mais odeio nisso tudo – ela ergueu a cabeça – É que nem mesmo esse tempo, essa raiva e essa mágoa, me fizeram parar de te amar.
Fiquei em silêncio por muito tempo, tentando digerir, ela ainda me amava! Minha Davina me amava!
Abaixei minha cabeça para ela e toquei seus lábios uma primeira vez, ela fechou os olhos pelo toque, beijei novamente, e de novo, até que as chamas dela também ascendessem como as minhas.
Ficamos ajoelhados sobre a cama, ela tocando meu peitoral de maneira delicada, alisando e passando de leve as unhas que me causavam arrepios enquanto nossas bocas não se desgrudavam. Eu desci as alças de sua camisola e me deparei com apenas uma peça da lingerie, a debaixo. A contemplei por longos segundos antes de sentir seu sabor novamente, ela gemeu meu nome e puxou meus cabelos enquanto eu puxava ainda mais seu corpo para perto de mim, querendo que nossos corpos se fundissem.
E se fundiram entre gemidos, palavras devassas e declarações que eu ansiei por aqueles cansativos três anos.
- Essa noite foi um grande erro! – ela terminou de se vestir e antes de sair do quarto se virou para mim – E eu não te perdoei se quer saber. – bateu a porta com força.
Não havíamos sequer dormido, após alguns segundos onde eu estava a contemplando em meus braços, ela se levantou num sobressalto e começou a praguejar dizendo que éramos para ir agora, ela não ficaria nem mais um minuto no mesmo quarto que eu.
Quando descia as escadas, ela já estava na porta, e pelo jeito havia pagado a conta.
- Eu te amo Davina! – gritei do alto da escada e todos me olharam.
- Cale a boca! – ela disse envergonhada.
- Te amo, mil vezes te amo! Se quiser eu bebo para você saber que eu te amo de verdade! – ela me deu as costas e saiu correndo para o carro – Um lindo dia não acha? – disse rindo para a recepcionista.
- É. – ela confirmou franzindo a testa enquanto me entregava a chave do carro.
Quando entrei no carro, parecia que nevava e ela não me olhou por pelo menos uma hora.
- Linda, porque está assim depois da... daquilo maravilhoso que fizemos?
- Não me chame assim nunca mais. – ela me fulminou com o olhar.
- Você gostou ontem à noite. – disse provocador.
- A noite passada foi um erro, um grande erro, um catastrófico erro.
- Sabe que pode ter um irmãozinho de Andrew ai dentro não é? – coloquei a mão em sua barriga e ele me estapeou, estava começando a recuperar minha antiga Davina.
- Cale a boca e dirija Kol, não quero que isso dure mais que o necessário. – ela passou a mão pela testa fazendo círculos com os dedos, provavelmente não havia pensado na possibilidade de ter mais um filho.
- Davina...
- Maldita hora que eu me casei com você. – ela suspirou.
- Maldita hora que eu te amei. – rebati e olhei sua expressão, ela ruborizou, sorriu e censurou seu sorriso, depois olhou para a janela.
Alguns minutos depois a chuva reiniciou e já era madrugada.
- Está falando sério? – perguntou enquanto eu prestava atenção nas vacas quase cobertas pela escuridão no pasto onde passávamos.
- Que eu te amo? – ela se surpreendeu por eu saber do que ela se referia – Nunca deixei de amar, quando é de verdade, nada apaga.
- Como pode explicar alguém que te ama e odeia ao mesmo tempo? – ela se recostou no banco e suspirou.
- Porque você me ama, e é por isso que me odeia. Faz sentido? – perguntei.
- Talvez. – ela ficou em silêncio e começou a rir.
- O que foi? – perguntei sorrindo.
- A gente brigou mesmo por palavras de um bêbado orgulhoso, não pode ser mais piegas e ridículo. – ela se virou para mim – Tenho de admitir que não me arrependo de hoje, foi muito... esclarecedor.
- Estava com saudade de você. – falei lhe fitando.
- Também estava. – trocamos um olhar de intensidade que só foi interrompido por um grito de Davina. – Kol cuidado!
Me virei para frente e havia alguém na pista, puxei o volante rapidamente e ele deu dois giros na pista antes de cair na ribanceira.
Gritos, choro, vidros estilhaçados e o carro sendo esmagado por pedras.
E logo depois parou na grama que ficava lá embaixo, vi Davina inconsciente e a tirei do carro o mais rápido que pude, o cheiro de gasolina e a fumaça indicavam que haveria uma explosão, eu sentia meu corpo inteiro dolorido e sequer sentia que poderia realmente move-lo, mas eu o fiz por ela.
Quando a tirei longe o suficiente do carro, eu me joguei no chão e senti sangue escorrendo por minha boca, nariz, ouvido e testa, como se não obtivesse mais lugares onde não estivesse saindo sangue. Fechei meus olhos na tentativa de ignorar a dor, e só me senti pior.
- Kol! – alguém se levantou ao meu lado – Meu amor você está bem? Kol você está sangrando muito! Ai meu Deus! Como vou pedir ajuda estamos no meio do nada!
- Fique quieta Davina – falei baixo – Você estava desmaiada...
- E você me tirou de lá – ela deitou a cabeça em meu peito – Meu herói... – falou com meiguice, mas eu sabia que estava vendo meus batimentos – Você tem de resistir!
- Você me chamou de meu amor... – observei contemplando as estrelas no céu.
- Meu amor. – repetiu me olhando e tentando secar meu rosto com a roupa que rasgou, tentava sem sucesso estancar o sangue.
- Eu não consigo mais Davina, sinto muito. – porque o céu parecia querer me sugar? – Eu amo você e Andrew, nunca deixe isso cair no esquecimento.
- Eu vou achar ajuda, você não vai morrer! – ela falou determinada apesar de estar se debulhando em lágrimas.
- Um dia a gente se encontra. – sorri sentindo meu corpo levitar.
- Não Kol! Kol! Não! Não! Meu amor! Volta! Volta pra mim! – ela me chacoalhou e me abraçou, chorou tanto que eu sequer pude olhar muito, meu corpo estava lá, mas eu olhava de cima. - Eu te perdoo meu amor, mas volta pra mim!
No mesmo instante que eu estava ali, ouvi o carro explodindo e Davina soltar um soluço, ela não largou meu corpo até que o sol amanhecesse, e não parava de dizer que me amava.
Eu queria dizer que a amava também.
Que eu sempre amei.


Notas Finais


E ai choraram?
Eu tava assim: Nossa mais os casais tão muito felizinhos né nón? Então vou destruir.
Isso será importante uma hora ou outra... Vocês irão ver!
Tem spoiler nesse capítulo, só não pegou quem não quis! muahaha *0*
Qual a parte que mais gostaram?
Que será de Andrew e Davina?
Teorias?
Um beijo, um queijo e até lá!


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