História A Semana Em Que Te Conheci - KaiSoo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Jongin, Kai, Kaisoo, Kim, Kpop, Kyungsoo
Exibições 90
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - "Segunda-feira"


"Segunda-feira"

Estava tanto frio naquela segunda-feira ao ponto de me congelar os ossos.

Um beco escuro pode parecer sombrio visto do lado de fora, mas estar lá dentro ainda era muito pior. Lá dentro, enquanto se está a ser espancado quase até à morte, tudo parece um inferno. O sangue a escorrer-nos da boca, com todo aquele intenso sabor a ferro. Estamos tão vulneráveis e sensíveis que sentimos todas as feridas a abrirem-se na nossa pele, mas não conseguimos ouvir ou ver algo. Todos os berros, insultos e outras coisas sem anexo que nos gritam enquanto nos espancam a meio da noite... Nada entra nos nossos ouvidos. Estamos tão concentrados a tentar debater-nos contra a dor que sentimos, que nem ligamos ao que está à nossa volta. O frio, que devia ser apenas um pequeno incomodo, estava tão gelado que chegava a cortar a minha pele como pequeno espigões de vidro. Os meus gritos de ajuda e o meu choro alto eram abafados com as mãos dos meus agressores, assim como os sons das pancadas contra o meu corpo. Eu tentava mentalizar-me que tudo aquilo era apenas um pesadelo mau, e que dali a uns minutos voltaria a acordar no conforto da minha cama.

A culpa não era minha. Desde criança que era bastante fraco, não apenas em questões físicas, como também em questões psicológicas. Na escola estavam sempre a gozar comigo, com o meu aspeto, com a minha altura, com a minha força, com a minha sexualidade... As pessoas arranjavam basicamente tudo o que sabiam de mim para se meterem comigo. E o pior de tudo é que, mesmo sabendo que não devia, eu ficava sempre magoado. Triste, desiludido comigo mesmo. Porque é que eu era tão fraco? Ou talvez, porque é que eu era daquela maneira? Mas eu não podia fazer nada. Era uma criança, e é normal uma criança não se saber defender sozinha. A única coisa que tinha a fazer era isolar-me do mundo para este não poder me magoar; mas nenhum ser humano é assim tão forte. Ninguém consegue viver sozinho. Por isso é que, cada vez que eu tinha permissão para sentir felicidade ou conforto, tudo isso era destruido logo de seguida por pessoas que me odiavam sem razão. Porém eu era apenas uma criança; não tinha capacidades nem para conseguir proteger o meu próprio corpo.

Mas agora, com vinte e dois anos... É uma vergonha estar a ser espancado por ex-colegas de turma, a meio da noite, num beco escuro. Mesmo que a minha dor seja insuportável, a minha vergonha é maior ainda. Ter o meu orgulho a ser destruido desta maneira é simplesmente humilhante. Primeiro, o que é que eles tinham a ver comigo e com a minha vida? - mas aposto que nem isso eles queriam saber. E ainda por cima, já se tinham passado anos desde que nos tinhamos visto. Por obra do destino, tinha de me dar a fome a meio da noite, ir a uma loja de conveniência aberta 24h, e encontrar-me com eles a meio do caminho, logo naquele dia. Como é que eles ainda se lembravam de mim? Porque é que ainda faziam aquilo com as pessoas? Aquele grupo de delinquentes, que se achavam o máximo na escola, a meter medo a toda a gente só para se sentirem superiores; eu realmente achei que eles deviam morrer: que deviam ser queimados vivos enquanto lhes arrancavam os membros um a um, lentamente. No entanto, eu não podia dizer nem fazer nada, sem ser estar a ser espancado sem quaiquer razão; apenas por eu ser eu. Apenas por Do Kyungsoo existir.

"Filho da puta. Continuas o mesmo viadinho de sempre, Kyungsoo." - o que antes era o 'chefe do grupo' parou de me dar pontapés, e sorriu para mim com um ar demoníaco e aterrador, fazendo-me quase chorar de medo só de o encarar - "Precisas de levar ainda mais porrada do que quando andávamos na escola, para ver se te tornas num homem de uma vez." - depois o brilho do seu do seu olhar mudou, como se tivesse tido uma ideia explêndida - "Ou então..." - mandou os seus homens pararem, deixando-me estendido no chão, sem me poder mexer por causa das dores insuportáveis. Dirigiu-se a mim com passos lentos, deixando-me agoniado de expectativas. Agachou-se à minha frente, agarrou nos meus cabelos, levantando-me a cabeça; gritei de dor, recebendo um murro em resposta, fazendo-me calar. Aproximou os seus lábios da minha orelha - "... Se calhar deviamos mostrar-te como deve ser a rapariguinha que realmente és." - sussurrou com malícia na voz. Arregalei os olhos.

A minha mente entrou automaticamente em pânico. Aquilo que ele dissera não podia tornar-se realidade; eu podia estar a ser espancado, mas se fosse violado por mais de seis homens, não me permitiria viver depois. Ao sentir de repente as minhas calças a serem retiradas do meu corpo por um dos seus companheiros, gritei e chorei, implorando por ajuda. Tentava ao máximo lutar, tanto pelo meu orgulho como pela minha virgindade. Enquanto que eles tentavam retirar aquela peça de roupa, eu dava-lhes pontapés para tentar preservar o resto de sanidade que tinha. Mesmo que lágrimas grossas escorressem dos meus olhos, embaciando-me a visão, eu sabia que eles estavam a ter dificuldades em ter sucesso naquilo que queriam. Os meus berros tornaram-se ainda mais intensos, e mesmo que tentassem calar-me com murros ou pontapés, a minha adrenalina ajudava-me a continuar a reagir. Eu tinha esperanças; mesmo que aquele cenário estivesse completamente do lado dos meus agressores, eu tinha esperanças de poder sair dali vivo, ou pelo menos sem nenhum trauma psicológico. Os meus olhos voltaram a arregalarem-se ao sentir alguém a tentar puxar os meus boxers; a minha pele tocou no chão gelado, e o meu desespero foi tanto ao ponto de conseguir levantar-me para tentar fugir. Alguém logo me agarrou por trás, puxando-me outra vez em direção às trevas. Estava condenado. Eu não queria ser violado, e não queria ter de morrer com aqueles actos violentos no meu corpo. Preferia suícidar-me antes que isso acontecesse, mas algo me fez parar.

"Ei! O que é que pensam que estão a fazer?!" - uma voz rouca e sensual, porém séria, ecoou pelas paredes daquele inferno. Toda a gente parou o que fazia para encarar a figura que se encontrava no início do beco, a observar-nos - "Deixem-no imediatamente em paz!"

A minha mente ficou em branco com tamanha beleza: aquela pessoa não podia ser real. Por conta do frio, o seu cabelo esvoaçava com o vento fraco, e as suas roupas de inverno não me deixavam ver como deve ser as formas do seu corpo: mas para mim, naquela situação, ele era a pessoa mais linda à face da terra; pois era o meu salvador. Ele parecia realmente um super-héroi. O meu coração palpitou com tanta força, quase partindo as minhas costelas e saindo cá para fora em protesto. As lágrimas que antes escorriam paravam aos poucos, e agora as minhas esperanças e adrenalina aumentavam em dobro; eu sabia que aquela podia ser a minha última salvação. Existia alguém que havia ouvido os meus gritos e o meu desespero. Fiquei tão feliz ao ver aquele rapaz que jurei para mim mesmo que depois o compensaria com tudo o que tinha. Aquele podia ser o destino, e eu acreditei vivamente nisso.

"Não te metas onde não deves." - gritou-lhe um dos delinquentes - "Se te esqueceres do que viste aqui e te fores embora, não te fazemos nada."

"Então podem vir." - o meu suposto 'herói' tirou um dos casacos que vestia, atirando-o para o chão com força. Parecia estar com raiva, assim como também demonstrava um pouco de nervos pela briga que viria aí. Dignou-se a dar um passo à frente, demostrando a sua grande coragem e determinação. O seu olhar, apesar de eu não conseguir vê-lo bem por causa do escuro, estava repleto de ódio - "Eu não tenho medo de um bando de idiotas como vocês, seus cobardes de merda."

O que aconteceu a seguir foi tão rápido que nem me consigo lembrar exatamente de tudo. Recordo-me de ouvir um grito de fúria vindo de um dos homens que me agarrava, e senti a minha cara ir contra o chão; o que significava que me tinham largado para irem lutar contra o desconhecido. Ainda tentei me levantar, mas algo - ou alguém - batera-me na nuca com uma força tão grande ao ponto de me tirar a consciência. Por momentos, antes de desmaiar, a última coisa que me recordo de ver foi a cara do meu 'herói', e a sua expressão de pura preocupação e desespero. Lágrimas invadiram os meus olhos por vê-lo assim, e antes de o mundo se apagar na minha mente ainda tentei me levantar e ajudá-lo, mas caí outra vez contra o chão. Um sorriso vindo da sua face encarou-me, e foi a última coisa que os meus olhos visualizaram.

Isso, por alguma razão, reconfortou e acalmou o meu coração adormecido.



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