História A Semana Em Que Te Conheci - KaiSoo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Jongin, Kai, Kaisoo, Kim, Kpop, Kyungsoo
Exibições 68
Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - "Terça-feira"


"Terça-feira"

Nunca sentira tantas dores na minha vida como naquela terça-feira de manhã.

Quando senti a minha mente voltar finalmente à vida, já não estava a sentir frio como na noite anterior; mas o meu pescoço, em conjunto com o meu tronco e as minhas pernas, estavam tão doridas como se eu tivesse passado uma semana a fazer desporto. As minhas pálpebras abriram-se lentamente devido à preguiça, mas também porque os fortes raios solares matinais magoavam-me a pele, queimando-a ao de leve. Sentei-me naquele sítio que denominara logo de 'confortável', e esfreguei os olhos com as duas mãos, apenas para melhorar a minha visão. Demorei alguns segundos a raciocinar devido ao sono, mas apercebi-me de que estava num quarto desconhecido; isso fez com que a minha mente acordasse de repente e entrasse logo em alerta. Encolhi-me dentro dos lençóis, e arregalei os olhos, entrando em pânico. Olhei à minha volta: estava num quarto demasiadamente creme, onde as paredes combinavam com o imobiliário, e assim por adiante. As cortinas (cremes) estavam entreabertas, e deixavam os raios solares espreitarem por entre elas, sendo o principal motivo de eu ter acordado. Não sabia onde estava, mas tivera de admitir que aquela cama (com lençóis cremes e brancos) era bastante tentadora para me fazer voltar a entrar no 'mundo dos sonhos'. Mas as expectativas ultrapassaram-me a sonolência: estava com medo de ter sido raptado pelo grupo de delinquentes da noite anterior, e de ter sido realmente violado. Com esse pensamento, fui ver se tinha alguma marca no meu corpo; nada. Tinha apenas muitos curativos pelo corpo, talvez pela luta violenta que sofrera. Não fora violado, e por isso suspirei de alívio. Era um problema a menos.

"Bom dia." – uma voz estranhamente acolhedora e reconhecível entrou nos meus ouvidos, e olhei para onde ela vinha; estava tão concentrado à procura de alguma marca suspeita que não reparara no rapaz alto e de pele escura que entrara no quarto – "Já estás melhor?" – perguntou timidamente, trazendo consigo um tabuleiro repleto de comida.

"Q-Quem és tu?!" – os meus instintos fizeram-me saltar da cama; sem notar que estava apenas vestido com os meus boxers e com uma t-shirt totalmente branca, revelando as minhas pernas extremamente brancas. Envergonhado, tapei as minhas 'partes íntimas' com as mãos e voltei a exclamar – "Quem és tu? Onde é que raio estou?"

assim que me agradeces, depois de ontem?" – riu-se baixinho o desconhecido, enquanto pousava o tabuleiro em cima da mesa de cabeceira da cama.

Os meus pensamentos voaram rapidamente para a noite anterior: a luta; os meus gritos; a minha quase violação; e finalmente a minha salvação. Fora salvo por aquele alto rapaz de olhos negros. Aquele rapaz pelo qual eu tanto sentira carinho, tanto por me ter salvo como também por ter ouvido os meus pedidos desesperados de ajuda; aquele a quem eu poderia agradecer com a minha vida. Encarei o seu olhar para tentar ver se o que ele me dizia era verdade, e quando os nossos olhares se encontraram, só pude sentir uma pura inocência vindo dele – no entanto corei por reparar mais na sua beleza física. Os seus cabelos castanhos claros faziam contraste com os seus olhos negros e profundos; a sua pele, incrivelmente escura para um asiático, parecia ser tratada com cuidado e bastante suave; a sua franja passeava um pouco por cima das suas pestanas, e isso fazia com que ele ficasse com um ar maravilhosamente adorável, como uma pequena cria de um cão; eu tinha de admitir que, durante toda a minha vida, nunca vira um homem tão belo, com umas feições tão simétricas e bem delineadas. Mas o que mais me espantara não fora nada das suas características, e sim apenas uma coisa: o sorriso que me foi dirigido quando os nossos olhares se encontraram. Aquele era simplesmente o sorriso mais lindo e branco que já tinha visto, e transbordava de pureza e felicidade. Era uma coisa inexplicável: como é que alguém conseguia sorrir de uma forma tão calma e gentil?

"Foste tu que...?" – não completei a frase, pois não me queria lembrar da noite anterior. Era muito assustador pensar na probabilidade de ter sido quase violado por pessoas que eu não conhecia.

"Fui." – respondeu com um meio-sorriso entristecido, fazendo-me estremecer. Ele parecia estar com pena de mim, mas ao mesmo tempo trasmitia uma aura alíviada; talvez por ver que eu estava bem de saúde – "Mas não te precisavas de levantar agora. Ainda é cedo e deves estar com dores depois de ontem..."

"Não... Eu estou bem." – acenei negativamente com uma mão, encarando o chão. Sentia o sangue latejar fortemente por toda a área do meu rosto, e isso só significava uma coisa: eu estava a corar mais do que nunca. Não conseguia olhar para o rapaz; talvez por vergonha, pois ele vira um lado muito vulnerável e vergonhoso meu na noite anterior; mas também podia ser porque a sua beleza era intimidadora. Cerrei os olhos com força, tentando ganhar coragem para lhe agradecer; afinal de contas, ele salvara e acolhera na sua casa um completo desconhecido – "Hã... E-Eu..." – levantei a cabeça, e vi-o a remexer nos cabelos com uma expressão curiosa – "E-Eu... Agradeço-te muito por me teres salvo ontem. Se não fosses tu, eu poderia realmente ter sido vio-" – cortei as minhas próprias palavras, abanando a cabeça – "Quer dizer, se não fosses tu, eu não sei o que é que poderia ter-me acontecido." – andei um pouco até ele, e estendi-lhe a minha mão – "Muito obrigado. Eu não sei mesmo como te agradecer."

"Não precisas de agradecer." – respondeu-me com uma expressão divertida, agarrando firmamente na minha mão. A sensação de nos tocarmos pela primeira vez foi como se todas as minhas células implorassem por atenção: todas elas chamavam constantemente por aquele belo ser humano de pele escura – "Eu fiz aquilo porque quis. Não podia simplesmente passar por ali e deixar-te sofrer nas mãos daqueles animais." – corei ainda mais pelas suas doces palavras, largando a sua mão (infelizmente) – "Mas podes oferecer-me uma coisa em troca."

"O-O quê...?" – os pêlos dos meus braços arrepiaram-se ao ouvir aquele pedido; a sua voz rouca punha-me louco de desejo, mas eu quase que perdera a virgindade no dia anterior; ainda estava um pouco 'traumatizado', por assim dizer. Aquele pedido, vindo daquela boca com lábios carnudos, não me pareceu nada 'inocente'. Quis fugir, mas a sua voz fez presença novamente no quarto.

"Uma fatia de bolo e um café." – os seus olhos fecharam-se em pequenas 'meias luas', e um sorriso belíssimo apareceu na sua face delicada, quase de orelha a orelha – "Existe um café muito bonito e com tudo muito barato, perto da praça principal." – apontou para a janela, como se fosse lá que se encontrava o estabelecimento – "Se quiseres, amanhã..." – levou uma mão à nuca e as suas bochechas coraram levemente – "...Podiamos ir lá. Comer uma fatia de bolo e conversar."

"Eu aceito." – respondi de imediato. Pagar um simples café e uma fatia de bolo não compensaria a salvação que ele me fizera; mas se era apenas aquilo que ele queria, eu faria de bom grado. Se ele queria a minha companhia, em troca de me ter ajudado contra aqueles monstros, eu dar-lhe-ia com toda a vontade – "Então..." – constrangido, olhei ao meu redor – "E-Eu vou embora... Não quero incomodar mais... Já passei aqui uma noite inteira e ainda te dei todo aquele trabalho ontem." – ao voltar a encarar a sua cara, e o meu coração apertou-se ao reparar finalmente num curativo que lhe tapava um pouco a bochecha. Eles magoaram-no, assim como me tinham magoado a mim – "Peço mesmo desculpa por tudo."

"Já disse que não faz mal!" – exclamou com um sorriso – "Mas se queres mesmo ir embora, não te vou impedir. Deves estar muito abalado. Só te peço que comas um pouco antes de ires, e que me deixes acompanhar-te a casa. Não quero que corras riscos novamente... Apesar de que eles não te vão voltar a aparecer à frente." – fez um 'v' com os dedos, orgulhoso de si mesmo como uma criança convencida – "Liguei à polícia. Foram todos presos por tentativa de violação e agressões físicas." – explicou como se tivesse percebido a minha confusão mental.

"Uau..." – suspirei com os olhos arregalados. Aquele bando de bostas finalmente fora preso, e tudo graças a um rapaz simpático que aparecera no meio da noite para me ajudar – "Obrigado."

"De nada." – a sua voz saíu mais calma, e talvez ainda mais carinhosa. Caminhou em direção a uma cadeira que se encontrava no quarto, e lá pegou as minhas roupas que vestira na noite anterior – "Se te quiseres vestir, podes ir para a casa-de-banho." – apontou para uma porta que existia ao pé da cama. Entregou-me as roupas – "Sente-te à vontade... Hã..."

"Do Kyungsoo." – completei, também com um meio-sorriso – "E qual é o teu nome?"

"Kim Jongin." – o seu nome saíu dos seus lábios como uma bela melodia: rouca e lentamente – "Mas podes tratar-me apenas por Jongin."

Apertei a minha roupa fortemente contra os dedos, tornando-os ainda mais brancos devido à força excessiva. Olhei timidamente para as suas expressões, que variavam entre a satisfação e a felicidade. A minha mente entrou em colapso quando o seu sorriso voltou a surgir, e o silêncio do quarto só tornava as coisas piores. Eu estava fascinado; fascinado com tanta beleza, gentileza, doçura e coragem. Nunca encontrara alguém que seria capaz de me socorrer a meio da noite, por iniciativa própria; em toda a minha vida nunca me sentira tão feliz e realizado como naquela manhã. Kim Jongin, nos meus pensamentos mais intimidos, era a personificação de um anjo. Naquele momento, com o medo de sair à rua ainda presente, tive o desejo egoísta de querer que ele me protegesse para toda a vida contra quem me fizesse mal. Mas era apenas um sonho fraco. Kim Jongin era apenas um rapaz alto simpático. Ele fizera aquilo apenas por pena. Pena de mim.

E foi assim que a nossa bela amizade começou: com uma troca de olhares desesperados, e que agora se tornara numa saída simpática entre pessoas que se acabavam de conhecer. Kim Jongin fora tão simpático ao ponto de, depois de eu me vestir e de ele me alimentar, me acompanhar a casa, que (ao pesquisar-mos arduamente) afinal não era assim tão longe da dele. Despedimo-nos com um aceno de mãos, e prometemos encontrar-nos no dia seguinte na praça principal da cidade, às 21h. Corei mais uma vez ao ver o seu último sorriso antes de se virar, e fiquei abismado pelo facto de ele parecer tão fantasticamente bonito mesmo com o nariz vermelho, devido ao frio. Fiquei a vê-lo partir para ter a certeza que ele ficaria bem – eu sabia que era uma desculpa para mim mesmo: eu apenas queria ficar a admirá-lo. Estava tão perdido com estes desabafos mentais que, ao entrar em casa, é que me apercebi: não tinhamos trocado números de telemóvel. Corri novamente para fora, nem reparando na neve que começava a cair lentamente do céu. Ao chegar à rua, ele já tinha desaparecido; não havia nenhum sinal de Kim Jongin.

Desisti de o procurar, pois não queria ficar muito tempo na rua; ainda tinha medo que – mesmo sabendo que eles estavam presos – alguém me pegasse por trás e me tentasse maltratar como me haviam feito na noite anterior. A minha pele arrepiou-se só de imaginar: iria demorar algum tempo até poder sair outra vez à rua sem quaisquer medos. Entrei em casa, atirando o meu enorme blusão para o sofá. Deitei-me em cima do mesmo, suspirando. Estava quase a adormecer até que os meus pensamentos aleatórios pararam em Kim Jongin. Eu não queria parecer uma rapariguinha apaixonada, mas não conseguia evitar. Ele era perfeito.

E eu sabia que já estava a nutrir mais do que sentimentos de amizade por ele.    



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