História A Sereia Azul - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Mahou Shoujo Madoka Magica
Personagens Hitomi Shizuki, Homura Akemi, Kyoko Sakura, Kyosuke Kamijo, Madoka Kaname, Mami Tomoe, Oktavia von Seckendorff, Sayaka Miki
Tags Kyosaya
Visualizações 74
Palavras 2.777
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Hentai, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Sinfonia do Caos


Fanfic / Fanfiction A Sereia Azul - Capítulo 20 - Sinfonia do Caos

.

Sayaka se ergueu do chão serenamente.

 

Kyoko e Mami sentiram um alívio indescritível ao vê-la. Mas assim que viram seu rosto, a sensação desapareceu..

Havia algo de estranho nela. Uma certa aura sombria.. era difícil descrever bem. Seus olhos já não tinham a mesma luz celeste de sempre. Estavam frios e desbotados, como a neblina do inverno. Sua boca sorria, mas não era um sorriso alegre. Era um sorriso curto e misterioso. E para completar, sua cor parecia anormalmente pálida.

– Sayaka.. – repetiu Kyoko, agora em voz baixa.

A garota caminhou pelo salão inundado em meio a destroços e bonecos quebrados.

– Miki-san.. – falou Mami, estarrecida – Não esperávamos que fosse aparecer aqui..

Sayaka não respondeu. Ela continuou em frente, sem olhar para as colegas.

– Você realmente nos salvou agora. – continuou Mami – Obrigada.

– Salvei? – perguntou Sayaka, distraída – Eu nem sabia que estavam aqui. Só estou procurando a bruxa.

Mami olhou para ela intrigada.

– Você está bem, Miki-san..? Acho que não deveria estar caçando ainda..

– Eu estou ótima.

Sayaka se aproximou com a espada das bonecas amarradas no canto. Elas continuavam se sacudindo violentamente, até finalmente arrebentar as fitas amarelas com as correntes de ouro de Mami.

– Para trás, Miki-san! Não deve lutar com essas bonecas!

– São bonecas vodu. – se apressou a explicar Homura – Se machucá-las, vai machucar a nós também!

– Mesmo?

O sorriso de Sayaka se alargou.

– Interessante..

Sayaka empunhou a espada e andou na direção delas.

– Miki-san??

Então ela se aproximou até parar de frente pra falsa Homura.

– Se forem iguais às outras que retalhei, vai ser bem fácil.

A boneca apontou a pistola diretamente pra testa de Sayaka, mas essa foi mais rápida. Com uma única estocada, enterrou a espada no peito da boneca.

Aqui.

– Sayaka!!

Todas ofegaram de uma só vez. Instintivamente Homura levou a mão ao coração, mas nada aconteceu. Não havia ferida, e ela tampouco sentia dor.

– Mas o que..?

Sayaka não havia tocado no exterior da boneca. Sua espada tinha passado por uma finíssima fenda na articulação do peito - um corte milimétrico de precisão cirúrgica.

– Eu sabia. – sorriu Sayaka – São todas iguais.. não passam de relógios com cordas e engrenagens por dentro. Você só precisa cortar no lugar certo...

Ela moveu a lâmina dez centímetros pra direita, rompendo uma ligação. A boneca tombou a cabeça pra frente, os braços caídos.

– ...e pronto. A magia acaba.

Sayaka recolheu a espada e a desferiu brutalmente contra a boneca, cortando-a ao meio.

– Vejamos.. quem será a próxima?

As outras duas bonecas atacaram ao mesmo tempo. Sayaka enfrentou ambas, esquivando e revidando. Seus movimentos estavam assustadoramente ágeis. Sua força e velocidade tinham quadruplicado, e as outras garotas apenas puderam assistir admiradas.

Primeiro ela desarmou a falsa Kyoko, jogando sua lança no outro lado do salão com um único golpe. Depois avançou contra a falsa Mami. Esta recuou para trás, descarregando uma sucessão de tiros contra Sayaka. Ela continuou avançando calmamente, bloqueando todas as balas com sua espada. Quando chegou perto o suficiente, cortou sua espingarda ao meio, enfiou a espada na boneca, desarmou ela, e depois a esquartejou. Então deu uma cambalhota invertida, indo parar do outro lado do salão. Ela aterrissou bem atrás da falsa Kyoko, que se agachava pra pegar sua lança. Sayaka perfurou suas costas com ela ainda agachada, cortando seus movimentos. E pra finalizar, decapitou a boneca. A cabeça voou pelos ares, quicando no chão e indo parar aos pés da verdadeira Kyoko.

– Ei, Kyoko..

A ruiva ergueu o rosto, pasma. Era a primeira vez que Sayaka lhe dirigia a palavra, desde que tinham discutido no colégio.

– O-o que..?

Sayaka mantinha a cabeça jogada pra trás, olhando o teto.

– Tira essa coisa.

Kyoko olhou pra barreira escarlate que as protegia da bruxa.

– T-tem certeza?

– Sim.

Sayaka começou a andar na direção dela.

– E estenda sua lança.

Elas ficaram sem entender nada. Aquilo não parecia uma boa ideia. Mas de qualquer forma a magia de Kyoko estava no limite, e a barreira acabou sublimada. Na mesma hora Madoka recomeçou a disparar flechas. Sayaka correu em direção a Kyoko, que subitamente entendeu o plano.. Ela pegou sua lança e a apontou para frente. Sayaka pulou em cima da lâmina, e Kyoko a impulsionou para o alto. A garota foi arremessada pro teto, dando uma magistral cambalhota acrobática, e num único golpe cortou todos os fios que prendiam Madoka. Imediatamente a menina caiu, gritando aterrorizada.

– Ei..!

Homura reagiu por reflexo, correndo pro meio do salão e se lançando de joelhos pra segurar o corpo de Madoka.

– Sempai, agora!! – berrou Kyoko.

Mami transformou a espingarda num monumental canhão prateado, apontado para cima.

Tiro... FINALE!!!

Houve uma explosão ensurdecedora, e a bruxa foi pulverizada numa nuvem de fogo junto com metade do teto. Os destroços vieram abaixo, se espalhando pelo hall inundado, até finalmente pararem.

 

Então tudo ficou em silêncio.

 

As garotas respiraram aliviadas, agora que a bruxa havia morrido. Então olharam em volta, e para além do teto quebrado, por onde se via um céu branco com rachaduras negras.

– Ué.. – disse Kyoko – Por que o labirinto não se desfez?

Como em resposta àquela pergunta, nesse instante um ruído se ouviu atrás delas. As garotas se viraram e viram um novo caixão, que não estava ali antes. Era preto e reluzente como os anteriores, e se achava parado de pé no meio do nada.

– O que..? Ainda não acabou?

Um pressentimento ruim tomou conta do grupo.

A tampa do caixão desabou no piso encharcado. O temor delas foi confirmado.. dentro do caixão, estava uma perfeita boneca vodu de Sayaka.

As meninas prenderam a respiração. Elas olharam perplexas pra boneca, mas Sayaka a observou com indiferença. Com a espada em punho, ela começou a andar na direção da boneca.

– Miki-san..

– Tá tudo bem. Eu cuido disso.

A boneca saiu do caixão, também empunhando uma espada. Sayaka se aproximou calmamente da sua réplica. Ela parou e a olhou de cima a baixo, como se olhasse o próprio reflexo no espelho.

– Patético. – sorriu ela.

A boneca atacou com a espada. Sayaka se defendeu sem a menor dificuldade, e depois de bloquear três vezes, revidou com um golpe no rosto. As bochechas de ambas foram simultaneamente feridas.

– Sayaka! – repreendeu Mami.

Um filete de sangue escorreu do rosto de Sayaka, mas a ferida logo fechou. Ela continuou a luta como se nada tivesse acontecido. Após um tempo, cortou novamente a boneca na outra face.

– Você não sente nada, não é..? – perguntou, olhando pros buracos negros que a boneca tinha no lugar dos olhos – Sorte a sua..

Sayaka cortou mais uma vez a boneca, dessa vez no ombro. Em seguida cortou de leve no peito, e depois na cintura.. para cada corte que fazia na boneca, uma chaga se abria em sua própria pele, fazendo o sangue escorrer.

– Sayaka-san! O que está fazendo??

– Ei..!

Kyoko não entendia. Por que Sayaka não desarmava o mecanismo interno de uma vez? Olhando para o sorriso estampado em seu rosto, era quase como se ela estivesse se divertindo com aquilo. Que tipo de brincadeira doentia era aquela..?

Vazias.. – murmurou Sayaka, avançando – Elas são todas vazias...

Ela continuou cruzando espadas e ocasionalmente ferindo a boneca. A luta foi ficando cada vez mais agressiva, e Sayaka mandou a espada da boneca pra longe.

– Não tem nada aí dentro além de peças e tralhas.

Ela passou a golpear a boneca mais rápido, que cambaleou e recuou pra trás.

– Quem precisa de sentimentos? Eu mesma não sinto mais nada...

Os cortes no corpo de Sayaka foram ficando mais profundos, e demorando mais pra fechar. Lá fora, as rachaduras no céu branco começaram a crescer como garras negras. A boneca tropeçou e caiu no chão.

– Sayaka!! – clamou Mami.

– Já parou pra pensar por que essa coisa saiu de um caixão, sempai..?

Sayaka parou de frente pra boneca, olhando-a com desprezo do alto.

– É porque ela já está morta... não tem uma alma. Está oca e vazia. Assim como eu.

Então ela desceu a espada contra a boneca, e a atacou com mais força que nunca. O sangue jorrou de seu corpo, esguichando a cada golpe, mas Sayaka não se deteve. Ela continuou mutilando a boneca selvagemente, seu corpo mal conseguindo fechar os cortes, enquanto ria alucinada..

– Kyubey tinha razão.. – falou ela, em meio aos risos – É bem melhor lutar desse jeito!

As garotas assistiram aquilo horrorizadas.

Madoka caiu de joelhos e levou as mãos à boca, as lágrimas escorrendo em seu rosto.

Pare.. – implorou ela, em voz fraca – Por favor, pare..

Foi Kyoko quem finalmente a agarrou pelo braço, interrompendo o ataque. Mas a essa altura, a boneca já estava destruída. Sayaka só não havia morrido graças a seu poder de cura.

 

O cenário em volta se desmanchou, e elas se viram de volta ao pátio do Colégio Mitakihara.

Ainda chovia na noite, mas elas estavam sob a proteção de uma cobertura de vidro. Todas estavam caladas e sérias agora. Sayaka deu lentamente um passo pra fora. Ela fechou os olhos e ergueu o rosto, deixando a chuva lavar seu corpo ensanguentado. Kyoko a observou o tempo todo, bastante perturbada.

– Ei.. qual é o seu problema?

Sayaka olhou de esguelha pra ela, sem se mexer.

– O que foi..? Não gostou de perder para mim?

– Não é isso!

– Sayaka-chan.. – falou Madoka, enxugando os olhos – Por que está fazendo isso?

– Isso o que?

Isso. Essa.. violência. Isso não tá legal.

– E de que outro jeito se pode lutar?

– Você não precisava se machucar.. – disse Mami.

– Que eu saiba, eu salvei a droga da vida de vocês! – retrucou Sayaka, aumentando o tom – Então por que estão enchendo o meu saco??

– Nós só queremos te ajudar. – disse Madoka – Você não devia lutar desse jeito, Sayaka-chan..

– Então me mostra como se faz!! Por que não cria coragem e faz logo a porra do contrato, sua covarde?!

Houve um arquejo geral de espanto. Todas encararam Sayaka boquiabertas. Madoka recuou um passo, humilhada, e depois saiu na chuva correndo e chorando. Homura lançou um olhar furioso para Sayaka.

– Sua idiota.

E então saiu correndo atrás de Madoka.

Sayaka assistiu aquela cena aturdida. Por um segundo a comoção pareceu abalar seu próprio íntimo, como se suas palavras tivessem voltado contra ela. Seus olhos piscaram confusos, voltando um pouco da cor.

– O que eu..? – murmurou ela, baixinho.

Kyoko pareceu ouvir aquilo. Ela olhou com estranheza pra Sayaka, que apenas recuou para trás em meio à chuva.

– Sayaka..?

Mas a garota já tinha dado as costas e disparado na direção contrária. Kyoko congelou um segundo, mortificada, e então também correu atrás dela.

 

Apenas Mami permaneceu no lugar.

Ela olhou pros dois lados dividida, sem saber a quem seguir. Olhando pra baixo, viu a Grief Seed da bruxa equilibrada no chão. Ela se agachou e a pegou cuidadosamente.

 

ƒƒ

 

Após correr sob a chuva um tempo, Sayaka chegou numa rua deserta.

Ela foi se refugiar debaixo de uma marquise, e apoiou as costas contra a parede. Então, com a mão no rosto, ofegou fortemente.

O que há de errado comigo..? – pensou – Como pude ser tão cruel com minha amiga?

Sayaka não estava entendendo.

Estava tudo muito confuso. Ela estava pensando e fazendo coisas que nunca imaginou que faria. Como quando se está dentro de um sonho - um sonho surreal, onde você é dono de uma personalidade totalmente diferente. Na hora parece natural, mas quando se acorda você percebe o quanto aquilo foi absurdo. Exceto que naquele momento Sayaka não estava dormindo.. ou será que estava?

 

Agora que pensava, aquelas rodas não deveriam estar correndo soltas pela rua.. não deviam ter carruagens em cima delas?

E de onde estava vindo aquela estranha música..?

 

Parecia uma sinfonia fúnebre. Mas não havia nenhuma orquestra por perto.. talvez estivesse vindo das inúmeras sombras nas janelas das casas. Sim. O mesmo menino feito de sombra estava em cada janela, tocando cem violinos. Era isso.

Sayaka olhou em volta, e se deparou com a vitrine da loja atrás dela. Na superfície do vidro, ela viu uma figura refletida.. Era uma imensa armadura de ferro. Tinha um laço rosa debaixo do elmo, uma coroa com cinco espadas em cima, e uma enorme gola azul em forma de coração atrás.

 

“Você é uma cavaleira medieval, Sayaka..”

 

As palavras de Kyoko lhe vieram à mente.

Essa sou... eu?

Impossível. Ela devia estar alucinando. Aquilo não era real.

Sayaka se virou e percorreu a calçada aflita. Precisava sair dali. Ela pegou a primeira entrada para o metrô que viu na esquina, e desceu as escadas rolantes. Ela também desativou sua magia, retornando ao normal. Agora era ela mesma de volta. Sem truques nem ilusões. Só a mesma Sayaka sem graça de sempre, com roupas comuns e cabelo azul molhado.

Ela ingressou na estação subterrânea, que naquele momento estava vazia. Já era tarde, e as linhas de trem estavam prestes a encerrar. Sayaka andou devagar pela plataforma, perdida em devaneios. Então passou ao lado de um painel espelhado, e se virou para olhar.

 

Lá estava novamente a figura de armadura, mais grande e terrível que nunca.

 

Abaixo da cintura, se via agora uma longa cauda de peixe. O braço direito portava uma descomunal espada de ferro. E logo atrás, uma capa azul escura esvoaçava as pontas rasgadas pro alto, como se a figura estivesse mergulhada em águas profundas.

– O que.. – sussurrou Sayaka, abismada – Quem é você?

Em resposta, surgiram runas estranhas no espelho. Não eram de nenhuma língua que ela conhecia, mas mesmo assim de alguma forma ela conseguiu decifrar a escrita:

 

O k t A v i a

V o n

S e c k E n d o r ƒƒ

 

Sayaka olhou aquilo pálida.

Ao mesmo tempo, a sinfonia do caos voltou a tocar em sua mente, cada vez mais alto.

– ME DEIXA EM PAZ!!

Sayaka desferiu um soco no espelho, partindo-o em mil cacos. Então deu um passo pra trás, assustada com o próprio feito. Naquele momento um rumor de trem se aproximou da estação. O trem parou na plataforma levantando uma lufada de vento, e abriu as portas. Sem pensar direito, Sayaka aproveitou pra fugir. Ela entrou num vagão vazio, e foi se sentar num canto. O trem recomeçou a andar, e Sayaka apoiou a testa nos dedos.

Certo.. fique calma..

Sayaka repetiu esse pensamento a si mesma, enquanto o trem seguia viagem.

Precisava se recompor. Estava tudo uma bagunça. Sua mente estava fragmentada, como o espelho que ela havia acabado de quebrar. E como aquele espelho, parecia impossível juntar os cacos de volta no lugar.. quanto mais ela tentava, mais ela se cortava. Só o que ela sentia era angústia e raiva. Já não havia rostos nem imagens. Ela não se reconhecia, e nem sabia mais quem ela era. Ela mal sabia dizer onde estava. Tudo era escuro e sem cor, como as profundezas de um mar..

 

O trem parou numa estação, e dois homens bem vestidos entraram.

Eles se sentaram de frente pra Sayaka, que mantinha a cabeça baixa e mal os notou. Eles também não pareceram notar ela, e o trem continuou viagem. Então eles começaram a seguinte conversa:

– Você não pode deixar aquela vagabunda enrolar você. Tem que mostrar quem é que manda.

– Pois é.. se deixar ela me suga e gasta toda a grana em burrices.

– Mulher é tudo burra. Não se pode tratar elas como seres racionais. Temos que trata-las como cachorros.

– E capaz delas ainda gostarem disso!

– Claro que gostam! Já viu cachorro largar o dono?

– Nunca!

– To te dizendo.. quanto mais elas apanham, mais fiéis e obedientes elas ficam.

Os dois continuaram aquela conversa grosseira, rindo e falando de como tratar as mulheres. Sayaka ouvia tudo do canto, de cabeça baixa. Até que em certo ponto, ela os interrompeu:

– Ei..

Os homens se calaram e olharam pra ela.

– Me conte mais sobre essa moça.

– Oi..?

– A mulher de quem você está falando.

Sayaka mantinha o rosto abaixado, e sua voz era fraca e inexpressiva.

– Aposto como ela te ama e faz de tudo pra te deixar feliz. Não deveria falar assim dela..

Os homens se entreolharam confusos.

– Conhece essa pirralha?

– Eu não..

Sayaka abaixou ainda mais a cabeça, contemplando os próprios sapatos.

– Será que vale mesmo a pena proteger esse mundo..?

Ela falava tão baixinho agora que mal se ouvia.

– Pra quê afinal eu estou lutando? Me respondam..

O trem parou novamente numa estação, e os homens se levantaram.

– Vai pro inferno, vadia.

E dizendo isto, se dirigiram às portas de saída abertas.

– Inferno..? – murmurou Sayaka.

As portas do vagão fecharam subitamente diante dos homens.

As luzes internas piscaram até apagar. Sayaka se levantou. Ela estendeu a mão aberta com a Soul Gem, emitindo uma débil luz azul no escuro..

 

– O inferno está vazio. E todos os demônios estão aqui.

 

.


Notas Finais


Confesso que foi um pouco difícil pra mim escrever esse capítulo. Mas ele é um dos mais importantes da fic (assim como o próximo).

Então, o que estão achando?


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