História A small case - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Irene Adler, Jim Moriarty, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Sherlock Holmes
Exibições 19
Palavras 2.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiie, capítulo novo pra vocês :3
Ah, e ele será divido em duas partes. A segunda deve sair hoje mesmo.
Enfim, nos vemos nas notas finais!

Capítulo 9 - Bad dreams - Parte I


Fanfic / Fanfiction A small case - Capítulo 9 - Bad dreams - Parte I

Sherlock e Molly se encontravam sentados no chão novamente rindo e comendo mais pedaços de chocolate respirando ofegantes. A garota estava com as mãos todas lambuzadas de doce e o rosto também. A mesa de experiências estava uma desordem. Toby foi caminhando lentamente até a cozinha e subiu em sua dona, que lhe deu uma tigela cheia de leite. Não demorou muito para que o horário passasse e John chegasse de seu trabalho do turno da tarde.

- Sherlock? Encontrei com Lestrade há pouco tempo e ele disse que... - adentrou a sala e não viu o detetive em sua poltrona, onde costumava ficar. - Ele disse que precisava falar uma coisa importante... - adentrou a cozinha e viu os dois. Cruzou os braços e encarou toda a cena à sua frente com repreensão. - Vocês dois - apontou para cada um deles. - Poderiam me explicar o que aconteceu aqui?

Eles pararam de rir e olharam para John, que não estava em seus melhores momentos.

- Ahn... foi ela! - o moreno apontou para Molly.

- Foi ele! - disse em conjunto com Sherlock apontando também para ele. - Quer dizer... - fingiu pensar por um tempo e segurou seu gato sujando-o um pouco de chocolate. - Toby, que coisa feia!

- É! - o detetive assentiu e se levantou arrumando sua roupa.

- Não, Sherlock. Você não vai sair. - impediu o detetive de se retirar do local. - Porque você é que vai arrumar essa bagunça toda. Inclusive ele. - apontou para o filhote que lambia a própria pata suja de doce. O doutor os deixou ali e desceu as escadas do 221B indo para o flat da Sra. Hudson. Sherlock e Molly começaram a rir discretamente da reação de John quando ele saiu, e a garota se dispôs a limpar seu gato e em seguida à si própria.

Sherlock por sua vez, pegou seus adesivos de nicotina e os colou nos braços, já que seus cigarros foram confiscados, deitando no sofá com as mãos coladas sob o queixo para tentar relaxar. Adentrou no seu Palácio Mental e começou a pensar em muitas coisas, desde acontecimentos passados até os atuais. Ele não sabia ao certo como faria para manter as coisas em ordem diante do que estaria próximo de acontecer. Agora, ele, tinha ganhado uma responsabilidade muito grande. Ele precisava manter Molly bem, ela era apenas uma criança.

Ela não tinha culpa pelo que acontecera com sua família, e nem merecia passar por uma situação ruim outra vez, até porque agora sua vida tinha aparentemente tomado um caminho melhor - pensou o detetive. Mas com Moriarty interferindo em sua vida, ele teria que fazer algo a respeito, tomar uma atitude.

Ainda no sofá, o detetive continuava pensando. Já havia se tornado noite e ele não notara. Resolveu que iria dormir - caso fosse necessário - ali mesmo pois era mais cômodo assim, quando escutou a porta do corredor sendo aberta.

- Molly? - perguntou ao ver a figura da garota passando pela sala com o rosto um pouco molhado e as mãos nos olhos. - Por que está acordada à essa hora? Você deveria estar dormindo.

Ela correu até o sofá e praticamente pulou em cima do moreno, que no instante se sentara ao vê-la, abraçando-o.

- Foi ruim! - ela começou a soluçar e mais algumas lágrimas escorrerram por seu rosto. - Tio Sherlock, foi muito ruim! - suas bochechas antes claras, agora estavam vermelhas, assim como o contorno de seus olhos.

- Se acalme Molly. 

- E-eu estava lá, dormindo, e... e tinha u-um... alguma coisa... e... - falava rápido e com a voz um pouco trêmula devido aos soluços.

- Ouça, não precisa tentar se lembrar do que aconteceu, isso só vai fazer você se sentir mais triste.

- Mas... mas e se a-aquilo acontecer de novo? O-o que eu faço? - ela encarou o detetive enxugando com seu moletom cinza estampado de cachorros o líquido de suas bochechas rosadas.

- Se acontecer de novo, tente pensar em uma coisa boa. Como... em Toby! Você acha ele legal, não?

- A-acho.

- Pois então. A solução é essa: tente focar nos pensamentos bons e assim os maus irão sumir. - apontou para sua testa e colocou uma mecha de cabelo atrás de sua orelha. - Foi só um sonho ruim, só isso.

Ela o abraçou mais forte e se recostou ao ombro do moreno, que se deitou com a garota ainda abraçada e encolhida sobre si. De vez em quando, algumas outras lágrimas silenciosas saíam por seus olhos pequenos e castanhos.

Dando um beijo em sua testa, Sherlock pegou a caixinha de música que encontrara em uma de suas investigações.

- Guarde isso com você. É uma caixinha muito bonita.

Ela assentiu.

- Okay, mas por favor... não demore à voltar pra casa! - olhou por um tempo o objeto que o detetive segurava e, depois de alguns minutos, seus olhos ficaram pesados e se fechavam aos poucos. Com uma das mãos de Sherlock em suas costas afagando-a, Molly se sentia um pouco melhor enquanto dormia, e, quando percebeu que uma outra situação ruim poderia aparecer, tentou pensar em algo feliz. Sonhou então que o detetive da Baker Street lhe dera seu violino de presente, para que pudesse fazer apresentações por todos os cantos de Londres.

- Se fosse possível, eu desejaria que você não crescesse nunca. - deu um beijo no meio de seus cabelos e fitou o teto. - O que eu não daria para te matar agora, James... assim tudo isso seria mais fácil.

***

No dia seguinte, Moriarty havia sido levado para julgamento, de onde sairia sua sentença. Sherlock fora convocado para ajudar como testemunha, entretanto, acabou mostrando suas habilidades dedutivas como não deveria e quase foi preso por abuso de autoridade, a não ser por John ter pago uma fiança para que ele fosse liberado. Ele foi, então, para o 221B, e aguardou para que o doutor lhe contasse sobre o resultado.

Em seus pensamentos, o resultado a ser dado era claro. Ele deveria ser considerado culpado.

Algumas horas se passaram, e o detetive já ficava nervoso por não saber sobre a sentença. Juntou as mãos sob o queixo e fechou os olhos. Segundos depois, seu telefone tocou.

- Inocente. Ele foi declarado inocente! - disse o loiro na ligação.

Sherlock desligou na mesma hora e atirou o celular contra o sofá. Seus nervos estavam no estado mais puro da tensão. Sentia que a adrenalina passava por cada milímetro de seu corpo. Aquilo seria resolvido - pensou. - nem que pra isso ele tivesse que fazer a coisa mais absurda ou talvez arriscada do mundo. Fazer um sacrifício para manter as pessoas próximas de si à salvo.

Pegou seu violino e foi até a janela para tentar se controlar. O manejou, assim, arrancando notas suaves e melancólicas.

Percebeu que passos leves eram vindos da escada, parou apenas uma vez para ter certeza de que estava chegando próximo ao seu flat. Quando os passos se cessaram, nem fez questão de se virar para atender a porta, pois ela já fora aberta.

- A maioria das pessoas bate. Mas... você não é como a maioria. - apenas fez sinal com o arco do violino para que se encaminhasse até a poltrona do doutor Watson.

- Está recebendo uma visita ilustre na sua casa e mesmo assim sua personalidade continua a mesma. - fez uma pausa com um sorriso. - Eu gosto disso. - se sentou na poltrona do detetive e o mesmo respirou fundo. Teriam uma conversa e tanto. - Ah, vamos, seja sincero. Você está um pouco satisfeito com isso.

- Com o quê? O veredito? - o detetive pegou o bule com chá que fizera há pouco tempo sobre uma bandeja e serviu o conteúdo em uma xícara.

- Com o fato de eu estar solto. Eu invadi a Torre de Londres, acha que não conseguiria invadir 12 quartos de hotel para um julgamento?

- Ah, sim. A TV à cabo. - entregou a xícara para Moriarty e pegou uma para si, tentando sempre passar naturalidade em suas palavras não se esquecendo de adicionar à elas ironia e intimidação.

- Cada quarto de hotel, para as respectivas pessoas do júri, possui uma televisão com tela personalizada. E cada pessoa possui um ponto de pressão, algo com que ela se importa muito. Eu apenas interferi e mandei uma mensagem pra que eles não se esquecessem de mim. Easy peasy. - deu um gole em seu chá.

- E com isso você conseguiu manipulá-los... interessante. Vejo que sua inteligência pode finamente ser comparada à minha, James.

- Admita que eu sempre estive no mesmo nível que você. Ou talvez até um pouco superior. A questão é que, você precisa de mim, Sherlock, ou não é nada, pois todo conto de fadas precisa de um bom vilão à moda antiga. Sem contar que somos muito parecidos, a diferença é que você é chato. - aproximou a xícara de sua boca e soprou o vapor que o líquido exalava enquanto se expressava em modo calmo e solene. - Você está do lado dos anjos.

- E o que pretende fazer agora? Me queimar, me esfaquear... o quê?

- Esse é o problema. O problema final. Já conseguiu descobrir o qual ele seria? Qual é o problema final, Sherlock? - sorriu de forma cínica. - Eu já lhe disse, mas será que prestou atenção?

Jim começou a bater os dedos sobre seu joelho em ritmo, e o detetive focou sua atenção à isso.

- Está com dificuldade de falar que não sabe? - interrompeu os pensamentos do moreno.

- Eu não sei. - Sherlock o encarou deixando sua xícara sobre o pires.

- Nossa, isso foi muito sincero. - ironizou. - Sincero de mais. Falando nisso, já contou para os seus amiguinhos?

- Contei o quê?

-  O porque de eu invadir todos aqueles lugares e não levar nada.

- Não. - respondeu em seco.

- Mas você sabe o motivo?

- Óbvio que sim.

- Então diga.

- Quer que eu diga algo que você mesmo já sabe?

- Eu quero que você prove que sabe. - juntou as mãos e sorriu. - Termos diferentes.

- Você não levou nada porque não precisa. Nada daquilo se compara à chave que o leva a esses lugares.

- Eu posso fazer o que eu quiser com simples linhas de código de computador. E eu a implantei em algum lugar, resta à você a função de descobri-la. - pegou uma maçã de uma tigela de vidro com várias delas e um canivete dentro de seu bolso. - Aprenda uma coisa: em um mundo onde todas as salas estão trancadas, o homem que possui a chave é o rei. And honey, you should see me in a crown.

- Você não quer dinheiro, muito menos poder. Então, qual o objetivo disso tudo?

- Eu quero resolver o nosso problema, ainda não entendeu? Será que é tão difícil assim? Ah, e lembre-se: a queda irá começar em breve, Sherlock. - abaixou a cabeça e em seguida assobiou. - Mas não tenha medo, cair é como voar, só que com um destino certamente programado. - o detetive então se levantou e arrumou o terno que usava.

- Nunca gostei de charadas.

- Então aprenda, pois eu lhe devo uma queda, Sherlock. Eu, lhe devo isso. - dizendo sua última frase, ele se retirou.

Sherlock notou que Jim havia deixado a maçã que pegara sobre o braço da poltrona, então a pegou e viu a mesma mensagem encontrada no urso.

"I.O.U."

Agora, para o detetive, a mensagem tinha um pouco mais de sentido.

Mesmo assim, ele não conseguia saber o que se passava por dentro da mente daquele homem, cuja descrição era a de um completo psicopata, segundo ele.

***

Naquela mesma tarde, Sherlock recebeu uma ligação de Lestrade dizendo que precisariam dele em uma investigação. Duas crianças sumiram de um colégio interno. Aparentemente foram sequestradas. Eles eram filhos de um homem com alto cargo no governo, e mesmo sendo período de férias escolares, as crianças estavam no local pois não havia ninguém que cuidasse delas no momento.

Sherlock e John então foram à muitos lugares. Analisaram provas nos quartos das crianças desaparecidas, fizeram uma pausa para se alimentarem, e em seguida foram para a Scotland Yard. Com as deduções do detetive de acordo com as informações que possuiam, acharam as crianças em uma fábrica abandonada. Se demorassem um pouco mais para achá-las, elas certamente poderiam estar mortas, pois ingeriram uma substância letal por meio de bombons.

Aquilo, de alguma forma, estava relacionado ao conto de João e Maria, onde as crianças foram sequestradas pelo padrasto e abandonadas em uma floresta - pensou o detetive. - O ponto em questão era descobrir quem havia feito isso.

Tentaram também fazer algumas perguntas para a menina sequestrada assim que comunicaram que ela já estava bem apesar do acontecido, contudo, ela gritou assim que Sherlock entrou na sala de interrogatório e ele teve de ir embora dali.

Depois do ocorrido...

- Eu não entendo como vocês podem ser tão cegos! Ele sabia de todas as informações e elas eram compatíveis com os locais... com tudo! - disse Donovan.

- Sally, por favor, me deixe pensar! - Greg Lestrade, em sua mesa encarando uma pilha de papéis, recebera Donovan e Anderson em sua sala, que diziam precisar analisar a situação de Sherlock no caso.

- Realmente, ele já sabia de muita coisa. Parece até que seus atos foram premeditados. - Anderson opinou.

- Por favor, por favor, eu não sei se o que vocês disseram pode ser feito! - Lestrade passou as mãos pela testa. - Não temos provas!

- Tem certeza de que precisa de mais alguma? Bom, vocês já sabem qual é a minha opinião sobre isso e acho melhor vocês pensarem nas suas rapidamente. - Donovan cruzou os braços e se encaminhara para a saída. - O tempo está se esgotando.

***

Tudo fazia alusão à um conto de fadas - pensou novamente o Holmes mais novo enquanto olhava as luzes da cidade londrina através do vidro do táxi em que andava. - e ele estava certo.

De volta à Baker Street com o doutor já pela noite, no que seria sua última visita durante um longo tempo, ele viu Molly sentada no chão de pernas cruzadas assitindo algum desenho comum.

- Oi tio Sherlock! Você veio se despedir de mim antes de ir resolver as suas coisas importantes? - correu até a porta e abraçou o detetive mesmo tendo noção de que ele não era da mesma altura que ela. John estava pagando o táxi, então não escutou a conversa dos dois.

- Er... sim. Isso. - respondeu com simplicidade. - Mas eu vou passar a noite aqui antes de ir. 

- Ah, entendi. Então... será que você pode jogar xadrez comigo agora? - entrelaçou os dedos e pediu.

- Infelizmente agora não. - deu um beijo em sua testa e pegou seu notebook sentando próximo à mesa da sala.

O doutor apareceu por fim no flat e, quase que ao mesmo tempo, a Sra. Hudson.

- Olá Sherlock, você ficou fora durante toda a tarde, e chegou um envelope pra você. - falou a proprietária entregando o objeto amarelo para o doutor Watson. - Tem um daqueles nomes engraçados como os de histórias pra crianças. Acho que é alemão se não me engano.

O detetive praticamente saltou de onde estava, deixou o aparelho de lado e segurou o papel. A senhora saiu logo após.

Ao abrir o envelope colado com um selo vermelho que possuia a consoante M cravada, tirou de dentro um biscoito de gengibre.

- O biscoito está torrado e nele está escrito o nome original dos Irmãos Grimm. Veja, John.

- Mas o que significa?

O doutor escutou a Sra. Hudson provavelmente discutindo com alguém no andar de baixo e foi até lá saber do que se tratava.

Depois Lestrade e Donovan, entraram seguidos do doutor.

- Sherlock, você está preso por sequestro. - Greg não queria falar essa frase, mas era necessário.

- O quê? - Molly, que não falara nada durante a conversa do detetive e do doutor e agora estava imóvel ao escutar a frase dita por Lestrade, se pronunciou retirando o silêncio momentâneo da sala. Encarou Sherlock com uma expressão em misto de confusão e receio, e olhou para os outros dois oficiais que entraram na sala e começaram a levar o detetive para fora do famoso local na Baker Street.


Notas Finais


O que acharam?
Beijinhos e até logo ♡


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