História À Sombra do Caos - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Redstar

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Exibições 69
Palavras 1.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu e Redstar, luz dos meus dias, não conseguimos nos controlar e já fabricamos o segundo capítulo, ansiosa como sou, não consegui me segurar para postar depois , então espero que apreciem o que vem a seguir.
Boa leitura!
Divirtam-se!

Capítulo 2 - Desespero


Eu já não aguentava mais as visões que  atormentavam os meus dias, e como se não bastasse elas, minha família resolveu que deveria interferir no que quer que fosse que eu estava passando. Uma semana se passara desde o incidente no Grannys, meus pais me cercavam com olhares preocupados, e Gancho me sufocava com seu cuidado excessivo, eu sei que tudo que ele fazia era por amor, mas eu simplesmente não estava disposta a compartilhar meus fantasmas, não ainda, não com ele, tudo que eu queria naquele momento era uma boa garrafa de cerveja, bem longe de tantas perguntas e olhares preocupados. Me sentei de frente ao balcão e abri a garrafa com a mão, quando virei o gargalo na boca senti a presença de alguém ao meu lado,  sua voz irônica e rouca é tão familiar a mim que nem mesmo tenho a necessidade de me virar para saber de quem se tratava. 

-Problemas para dormir salvadora?- Não respondi, apenas suspirei e levei a garrafa novamente á boca – Talvez eu possa  ajudá-la , tenho a maldição perfeita para dificuldades com o sono! - Sua risada penetrou meu ouvidos como laminas afiadas. 

 Regina estava adornada com suas vestimentas e joias de rainha, e armada de seu ar imponente. 

-O que você quer ? - Inquiri rispidamente sem fitá-la. 

-Eu me preocupo com seu bem estar Emma! Já passamos por muito, não? -Debochou usando a minha fala. Chamou a garçonete e pediu um uísque. 

Se fez silencio por alguns instantes, e eu continuei olhando fixamente um ponto qualquer. 

A garçonete voltou e a serviu dando uma leve piscadela e um meio sorriso. 

-Sabe, fico imaginando como você deve se sentir, presa aí dentro! - Levou lentamente o copo de uísque aos lábios, dando um pequeno gole vagarosamente. 

-O que você quer dizer? Eu não estou presa, nada me prende! - Ela não me olhava, apenas sorria cinicamente. 

-Você não sente falta? - Continuei a encarando confusa, enquanto ela passava a língua pelos lábios lentamente limpando os resquícios de uísque, ver aquela cena me causou um arrepio, uma sensação desconhecida , perturbadora. 

-Falta? De que sentiria falta? Tudo que preciso está aqui, todos os que amo... - Interrompi minha fala quando ela aproximou sua face da minha bruscamente, me desnudando a alma com os olhos e me fazendo sentir seu hálito morno, etílico. Tentei engolir a saliva, mas tinha a boca seca. 

-Do poder Emma! Do prazer de senti-lo em todo o seu corpo! Da ausência do medo! - Não conseguia mover um musculo, os olhos me prendiam, a voz me embriagava, e a lembrança do que me amedrontava a dias me povoou a mente  - Está com medo agora? Do que tem medo? Eu posso vê-lo, quase posso toca-lo – Desprendi-me daquele sussurro demoníaco num salto. 

Me afastei atordoada, o coração retumbava feito um tambor em meu peito, a mão tremia freneticamente e o terror estava novamente estampado em minha face denunciando o meu estado de vulnerabilidade, a boca seca, os olhos ardiam pelas lágrimas que teimavam em querer saltar violentamente. 

A rainha ainda fixava o olhar desconcertante em mim, enquanto exibia um sorriso vencedor nos volumosos lábios carmim.   

-Você não sabe nada sobre mim!!! - Avancei sobre ela, agarrando a gola de seu vestido, despejando todo o desespero de minha alma em gritos de agonia – Não sei qual é o seu jogo, mas fique longe de mim e da minha família!!! 

-Ou ? - Retrucou ainda sorrindo vitoriosa. 

-Ou eu vou te destruir!!! - Ela abriu ainda mais o sorriso, e os olhos tinham um brilho  de prazer que beirava à loucura. Olhar que exibia sempre que conseguia alguma demonstração gratuita de fraqueza, física, mental ou moral de suas vítimas. 

Sentia o ódio sobrepondo o medo, o desespero exalando em  meus poros. 

-Aí está ela! Senti sua falta miss Swan! Era exatamente por você que procurava! - A soltei derrotada, quando me dei conta de que fui induzida a fazer exatamente o que ela queria. 

Ela aprumou a sua figura altiva, majestosa e arrogante, que desprezava a humanidade e a fraqueza, nunca se fartava de ver o medo estampado nos olhos daqueles dos quais possuía o coração, e se jogavam ao chão feito uma esteira  quando ela passava. 

Dei alguns passos para trás cambaleando desconcertada, ela continuou parada sorrindo abertamente, ao passo que eu fugia envergonhada de minha fraqueza. 

Corri pelas ruas de Storybrooke, com lágrimas quentes queimando meu rosto, o sopor das ruas adejava minha face, precisava  me refugiar, me esconder de mim mesma, solapar meu fraquejo. 

Meus pensamentos lutavam em minha mente, quando de súbito senti o impacto de um corpo quente se chocando ao meu. 

-Emma? Emma? O que houve? - No insulamento da noite ouvi a sua voz pela segunda vez, só que agora desprovida de toda aquela superioridade e imponência. 

Não consegui balbuciar uma palavra sequer, ainda soluçava, ela se afastou e me segurou pelos ombros, me encarava a fim de entender o que se passava. Tentei abaixar ainda mais o rosto, colocando as mãos sobre a face banhada em lagrimas. 

-Oh! Emma – Regina olhou-me com ternura, e me puxou para o abraço que eu nunca antes havia recebido, senti seus braços me apertarem, afundando meu rosto em seu pescoço quente e pele macia, o cheiro era suave, levava ao conforto e segurança de que eu precisava, permaneci ali por alguns instantes enquanto arfava tentando me recompor, lágrimas grossas ainda escorriam em meu rosto sem pudor, meu corpo convulsionava pelo soluço descomedido. 

Regina começou a caminhar ainda abraçada em mim, eu não tinha forças para me soltar daquele abraço, queria continuar ali me abrigando de meus pesadelos. Percebi que me direcionava a algum lugar, seu carro. Se desprendeu de meu corpo, abriu a porta e pediu para que eu entrasse, não tive ânimo para relutar,  apenas assenti obediente e fiz o que pediu.  

Fizemos o percurso até a sua casa no mais profundo dos silêncios, encostei minha cabeça, no encosto do assento, e virei o rosto completamente para a janela descansando-o onde meu braço  estava apoiado. Vi a cidade passar mergulhada em seu torpor, a noite iluminada pelo banho de prata da lua, as ruas sussurravam em meu ouvido histórias e segredos de contos dos personagens que por ali passaram e passariam. 

Por vezes senti seu olhar sobre mim indagando silenciosamente pelo motivo daquele rompante choroso e desesperado. 

Ao chegarmos, entramos na mansão que outrora visitei em situações desastrosas, sem nunca ser realmente bem vinda. Regina me pediu um momento e  se dirigiu à cozinha, enquanto eu permaneci na sala sem saber onde colocar as mãos, onde pousar os olhos. Ela voltou com dois copos nas mãos. Olhei-a de esguelha, temerosa em encontrar seu olhar, á meia luz perolada que pairava a sala, seu rosto e braços vestiam uma pele acobreada. Tinha as feições finas, desenhadas a traço firme sob a cabeleira negra que brilhava como pedra úmida.  

-Sei que deve ser estranho para você ouvir isso, mas fique á vontade Emma – Sorriu tristemente entregando me um copo com uísque. 

Sentei-me desconsertadamente e levei a bebida aos lábios, desviando meu olhar para qualquer coisa que não fosse o seu. Era uma situação nova, inusitada, e por mais amigas que fossemos, o constrangimento tomava conta de mim. 

-Ãram - Pigarreou tentando quebrar o silencio – Emma, eu sei que alguma coisa está acontecendo com você  - respirou fundo e continuou – Eu vi que você se perdeu durante a luta contra o Mr. Hyde, e naquele dia no café com sua mãe...sua mão...Ou...É alguma coisa com Gancho? 

Inclinei me para a frente colocando os cotovelos sobre a parte superior das pernas, segurando o copo com as duas mãos, em busca das palavras para começar a falar sem parecer completamente louca. 

-Olha Swan, você não precisa falar se não quiser...- Insistiu - É só que eu me preocupo... 

-...com meu bem estar! - Completei a frase que já tinha ouvido aquela noite, encarando-a pela primeira vez. 

Seu olhar confuso se prendeu ao meu por alguns instantes, e um silencio se instalou entre nós arrastando consigo um embaraço desconhecido, engoli em seco, e desviei o olhar novamente, dando um gole na bebida.  

Não sabia o que sentia, porque agora era tão difícil olha-la? Porque a boca secava? As mãos suavam? Nunca pensei nela de forma diferente da que sempre vi, como amiga e mãe do meu filho. O que mudara em mim ? Como poderia sentir alguma coisa assim pela pessoa que provavelmente causaria minha morte? 

-Regina...me desculpe... eu...- Senti que as lágrimas brotavam novamente nas pálpebras já inchadas e vermelhas de meus olhos. Levei a mão á testa, coçando os olhos em seguida. 

Percebi que ela se aproximara, e sua mão deslizava em  minhas costas e ombros, consolando-me de um choro que não saiu, virei o rosto para ela, e fiquei paralisada, atônita com a proximidades de nossas faces, pude sentir sua respiração quente, mergulhei na escuridão aconchegante de seu olhar sentindo meu corpo formigar, e meu pulso acelerar a cada  vez que inalava o ar que parecia aos poucos estar se acabando.


Notas Finais


Então é isso!
Depois tem mais!
Deixem um comentário pra eu ficar felizinha!
Beijocas na pontinha dos narizinhos!


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