História À Sombra do Caos - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Redstar

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Exibições 53
Palavras 2.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie,
novo capítulo quentinho.
Já aviso que contém errinhos e peço desculpas.
Se gostarem, deixem suas críticas. Elas me incentivam a continuar.
Beijocas e cafunézinhos.

Capítulo 3 - Insensatez


Regina não desviara o olhar apenas, me prendia naquele mar onde eu me afogava lentamente. Minha respiração descompassada, os pensamentos desnorteados bombardeavam minha mente. Involuntariamente minha mão foi de encontro ao mármore de seu rosto, toquei a pele de veludo delicadamente com as costas da mão, deliciando-me ao roçar dos dedos, com os olhos desbravava cada milímetro de sua face, os lábios convidativos estavam entreabertos puxando - me para a loucura, encontrei seu olhar novamente e me deparei com sua expressão assustada, os olhos esgazeados e confusos, estava desnorteada com o que acontecia.   

-E...Em-ma? - Indagou com a respiração entrecortada.  

Recolhi rapidamente a mão ao sopro gelado do despertar para a sanidade.  

-Regina...me...me...desculpe...- Balancei a cabeça atrapalhada Levantei-me, colocando o copo sobre o móvel, e fui em direção a porta de saída, com o rosto e o corpo em febre.  

-Emma! Espere! - Chamou, me seguindo apressadamente.  

Estaquei onde estava, sem virar- me, não queria encará-la novamente.  

-Regina, não tenho o que dizer! Não sei o que explicar! Só... me deixe ir...- Dei alguns passos desnorteada, e quando cheguei ao portão da mansão, parei, tentada a olhar para trás, mas não o fiz.  

Fui a passos largos em direção à casa que havia adquirido recentemente, durante o período em que passei como Dark One. O manto de sombra da noite cobria o desespero em meu rosto, ao longe já conseguia avistar a silhueta de minha casa, retardei ainda mais o passo enquanto meus olhos se esforçavam para enxergar apenas sob a luz do luar. A figura recortava-se num retalho de sombra, encostada á parede, e o ténue pestanejar âmbar da brasa de um cigarro refletia-se nos seus olhos. Vestida completamente de escuro, uma mão no bolso do casaco e a outra a segurar o cigarro que tecia uma teia de fumo azul em torno de si. Não podia acreditar nos meus próprios olhos, o que eu via era minha própria imagem, os cabelos alvos a boca de um vermelho encarnado. Observava-me em silêncio, com o rosto velado a contraluz da iluminação da rua. Permaneceu ali por alguns instantes, o olhar fixo no meu, ao dar mais um passo a figura fez um leve aceno de cabeça, um cumprimento por detrás do qual depreendi um sorriso que não podia ver,  tentei falar algo, mas tinha ficado paralisada. Em segundos vi seu perfil desaparecer na penumbra me deixando completamente tomada pelo assombro e pavor.  

Quando finalmente conseguir caminhar novamente, entrei em casa ainda com o coração aos pulos. Fui até a cozinha ainda sem acender completamente as luzes da casa, um pouco d'agua me ajudaria a recuperar o folego que havia perdido tantas vezes em uma só noite. Enquanto bebia a água, me encostei no balcão tentando acalmar o juízo, sentia ainda no tato a pele de Regina, o que faria agora? Como explicar, se nem mesmo sei o que pensar sobre isso? Como olhar nos seus olhos novamente?  

Fui para o banheiro sentindo com se abelhas zumbissem em minha cabeça. Fiquei parada por não sei quanto tempo, sentido a agua morna banhar meu corpo, desejando que levasse as lembranças dessa estranha noite, a imagem de Regina em suas duas formas, minha própria imagem antagônica. Vi a mim mesma como Dark One, como isso podia ser possível?  

Saí do banheiro secando os cabelos com a toalha, e ouvi a campainha, enquanto descia ouvi novamente o som estridente, que insistia. Fui até a porta e ao abrir não tive tempo para sequer um rápido pensamento, em  segundos senti os lábios de Killian sobre os meus em um beijo que não sabia definir, tal foi minha surpresa. Seus lábios se moviam com força e sua língua me invadia sem pedir licença, com seu gancho puxava minha cintura colando meu corpo ao seu, enquanto sua mão segurava firme meus cabelos, tentei em vão me desvencilhar, mas desisti  quando senti que pressionou meu corpo contra a parede e desceu os lábios para o meu pescoço, fechei os olhos e tentei me entregar, talvez fosse isso o que precisava para salvar a noite, mas minha mente me traiu estampando em minhas lembranças o rosto de Regina, o toque de sua pele, tão...diferente, não consegui corresponder as investidas, apenas permaneci parada, inerte, vencida.  

Ele de repente interrompeu sua tentativa, me olhou com espanto e frustração, soltou meu corpo com desanimo, levantou a mão e o gancho em rendição, e deu dois passos para trás.  

-Amor, eu já não sei mais o que fazer? Você tem se comportado de forma estranha desde aquela dia que...-Balançou o gancho como se fizesse referencia à nossa ultima tentativa. Quando fomos interrompidos pela chegada dos novos visitantes - Você queria também, não queria?  

-Eu...Ando com a cabeça cheia de preocupações sobre os últimos acontecimentos! A Evil Queen tentou matar meus pais, ainda que fosse uma armadilha para Regina, ela tentou – Me aproximei  selando -lhe os lábios com os meus rapidamente – Olha, não vamos nos apressar ok? Teremos muito tempo – Sorri tímida, abraçando-o e apoiando a cabeça em seu ombro.  

Naquela noite mal me segurava em pé, e só o que desejava era dormir profundamente. Não tinha ânimo nem para levantar da poltrona em que me acomodara depois que Killian foi embora, ela parecia a  mais cômoda e acolhedora da história universal de todas as poltronas. Quando criei coragem, fui para a cama e tentei inutilmente conciliar o sono, fiquei por horas com as mão cruzadas sobre o peito encarado o teto. As lembranças dos recentes as acontecimentos, as visões, e as perguntas sem respostas se repetiam em loop em minha mente. Não sei quanto tempo passei assim , antes de adormecer.  

  

Regina me olhava com doçura, avançou alguns passos e tocou meu queixo com o indicador, levantando-o.  

-O que você quer Em-ma? - Senti  meu corpo tremer com a corrente elétrica que o percorreu.  

Um simples toque poderia tirar toda a minha sanidade e equilíbrio, os olhos escuros pareciam me lerem a alma. Ela tombava lentamente a cabeça me encarando estranhamente, com o que parecia ser um sorriso.  

- Oh Regina, nos poupe! Nós sabemos o que ela quer! – A voz rouca e sensual da parte sombria de Regina soou ás minhas costas.  

Como se as forças que me mantinham em pé fossem sugadas, senti o calor de seu corpo e a respiração quente em minha nuca, segurou em minha cintura com uma mão, colando nossos corpos, e a outra subiu pelo meu pescoço até o queixo, ergueu-o e tombando minha cabeça para trás, sobre seu ombro, começou a sussurrar em meu ouvido, gotas de seu veneno lento e prazeroso.  

- Eu sei que você está aí em algum lugar...lembra-se da sensação? Do poder? Ah! Toda aquela escuridão te deixava tão...- A mão que segurava minha a cintura, me apertou ainda mais contra seu corpo, enquanto ela soltava um gemido baixo.  

Eu já não era capaz de ouvir meus próprios pensamentos, as palavras enredavam um véu de sombras em minha mente. O semblante de Regina a minha frente imediatamente mudou, a doçura do olhar deu lugar a uma ferocidade, olhava me como um lobo rodeando a presa, mordia o lábio inferior e deglutia como se a boca salivasse. E então ouvi em uníssono as vozes das duas partes de meu pesadelo num sussurro ensurdecedor.  

-Deixe-nos vê-la Emma, como você realmente é!   

Senti meu corpo vibrar em um arrepio intenso ao toque suave dos lábios de Regina em meu pescoço, enquanto sua outra parte  deslizava a mão, que me apertava a cintura, até meus seios, levantando a minha camiseta.  Sentia a língua úmida da Evil Queen explorar a parte de trás do meu pescoço, seus seios em minhas costas, ela estava nua, foi despida em um passe de mágica, com a ajuda de Regina, que também já havia se desfeito de suas roupas. Fui ao delírio ao ver seu corpo exposto. Uma de suas mãos agora segurava firme em meus cabelos, enquanto a outra apalpava meus seios. Parou em um e o segurou para que Regina sugasse o mamilo que já estava vermelho pelo toque firme de suas mãos. Regina o fez com maestria fixando o olhar no meu, enquanto tocava o outro seio. Arqueei o corpo para trás, fechando os olhos, devido as ondas de prazer que me tomavam. Em meu ventre um calor doloria. Minha mente divagava pela escuridão, enquanto meu corpo se deleitava em prazer. As respirações ofegantes, as mãos, os lábios, o cheiro, sussurros, gemidos, o prazer, a agonia, a epifania.  

-Nãaaaao! - Gritei em desespero, tentado recuperar o ar que me era escasso em todo aquele mar de prazer e trevas em que me afogava.  

Abri os olhos e vi as duas partes se tornarem uma só ,em  uma gargalhada diabólica e num sorriso que deixava todos os dentes à mostra, a rainha se foi em sua nuvem de fumaça violácea.  

Me vi sozinha novamente na penumbra do cubículo que me isolava do mundo e me arrastava para a insanidade lentamente. Meu corpo banhando em suor, ardia ainda nas chamas de meu inferno particular, cada toque estava tatuado em minha pele.  

 

O sol já invadia o quarto com seu dourado através das cortinas, quando acordei. Meu corpo reclamava pela fome, decidi que tomaria o café em casa essa manhã. Desci as escadas enquanto vestia o  robe, quando vi  Henry entrando em casa vagarosamente.  

-Mãe? - Chamou antes de perceber minha presença.  

-Hey garoto! - Cumprimentei-o  beijando sua testa.  

-Hey ! - Ele sorriu tirando a mochila das costas.  

-Já tomou café?   

-Sim, com a minha mãe!  

Meu coração bateu forte somente ao ouvi uma referencia a ela.  

-E como ela está?  

-Está bem, eu acho...ela ainda se sente culpada por ter matado o conde.  

-Ela sabe que não teve escolha, fez o que era preciso – Ele concordou com a cabeça, pesaroso.  

Ia para a cozinha quando por impulso, parei, me voltei para Henry e fiz a pergunta que queria fazer, desde que o ouvira falar nela.  

-Henry?  

-Oi mãe - Ele já estava esparramado no sofá.  

-Ela perguntou alguma coisa...sobre mim?  

-Ela? - Perguntou com estranheza.  

-Regina! - Disse, travando meu maxilar.  

-Ela disse que precisavam conversar depois , mas não disse mais nada! Acho que é sobre os novos visitantes – Sentou-se e me encarou com um olhar inquiridor - Por que mãe?  

Senti meu rosto queimar, e continuei andando para a cozinha enquanto respondia.  

-Por nada...só...queria saber...  

Comecei a preparar meu desjejum, pensando no que ela queria conversar comigo, senti meu estomago se contorcer em um nó.  

-Mãe, o que está acontecendo? - Perguntou Henry me surpreendendo. Não havia notado sua presença na cozinha - Vocês estão bem, não estão? Digo, você e minha mãe?  

-Sim, claro! Está tudo bem garoto – Respondi ainda me recuperando do susto – Por quê?   

-Porque quando ela falou sobre você, ficou exatamente assim – Inclinou o queixo na minha direção, como se apontasse.  

-Assim como?  

-Vermelha e não sabia para onde olhar – Falou, apertando os lábios quase em um sorriso.  

-Eu não fiquei assim Henry, isso é coisa da sua cabeça! - Respondi saindo da cozinha com a caneca de café nas mãos.  

-Ok! Se você está dizendo! - Levantou as duas mãos encolhendo os ombros.  

Levei Henry até as casa de meus pais, cumprimentei minha mãe e dei um beijo em Neal. Como ele estava crescendo rápido. Segui para a delegacia, para conversar com meu pai sobre os dados que eu e Henry havíamos recolhido sobre os recém-chegados.  

Ao chegar na delegacia deparei-me com Regina encostada em uma das mesas, com os braços cruzados sobre o peito. Usava um dos seus tradicionais terninhos, estava linda, mesmo sem seu batom vermelho e a postura altiva de antes. Agora o semblante vinha carregado de  preocupações. Estaquei na porta e senti meu pulso acelerar.  

-Regina? O que faz aqui? Cadê o David? - Perguntei varrendo a sala com os olhos.  

-Bom dia pra você também Swan! Seu pai foi atender a um chamado, e eu vim falar com você - Disse  levantando-se da mesa.  

-Como sabia que eu viria pra cá?  

-Bola de cristal! - Zombou , enquanto eu a encarava boquiaberta – Liguei para o Henry e perguntei – Disse rolando os olhos – O que há com você?  

Joguei os papeis sobre a mesa, tirei a jaqueta e pus sobre o encosto de uma das cadeiras. Sentei- me e hesitei alguns instantes até que levantei meus olhos , que foram de encontro á suas orbes escuras . Por alguns segundos, que pareceram eternos, nos encaramos sem palavras, até que a vi se aproximar e se sentar ao meu lado sobre a mesa onde eu estava. 

-Regina...sobre ontem... - tentei me desculpar, sentindo o ar pesar em meus pulmões - Me desculpe! 

-Por tocar meu rosto? - Lembrou-me da minha insensatez.  Ela agora fixava o olhar em algum ponto perdido à sua frente.Mantinha as mãos apoiadas sobre a mesa ao lado do corpo. 

-É, eu não sei  o que deu em mim. Quando percebi já tinha feito -  Soltei o ar e me encostei no acento, tombando a cabeça para trás. 

-Foi ruim? - Falou com rouquidão, quase em um sussurro.  

-O que? - Levantei a cabeça, olhando - a confusa. 

-Sabe eu não queria assustar você, eu só... fiquei surpresa, eu nunca pensei que você...também - Ela abaixou a cabeça e tocou em um dos botões da camisa, e a vi tímida pela primeira vez. 

-Eu também ? - Perguntei, ainda tentando entender. Ergui a cabeça em sua direção em busca de seus olhos. 

Ela levantou a cabeça e respirou fundo, olhando para cima. 

-Às vezes é tão difícil conversar com você Emma - Disse rolando os olhos novamente. 

Ela se arrastou sobre a mesa até se posicionar na minha frente, obrigando-me a afastar a cadeira em que estava sentada para trás. Segurou meu rosto entre as mãos sem desviar os olhos por um segundo. Minha respiração falhava, meu corpo tremia, as mãos suavam. Aproximou-se tomando meus lábios em um beijo que começou lento e suave, e logo em seguida se tornou urgente e ansioso. Segurou em meus cabelos com uma das mãos,  a língua pedia passagem em minha boca, os lábios se comprimiam e se movimentavam mais rápido, a respiração desordenada. Coloquei uma mão em seu quadril em busca de mais contato, com a outra segurava uma de suas mãos que ainda estava sobre meu rosto. O coração batia-me no peito como se a alma quisesse abrir caminho e sair voando. 

Naquela manhã de céu dourado com seu sol brilhante, Regina roubou-me por completo o coração, a respiração e o sono. 

 

 

  


Notas Finais


Obrigada por ler.
Escrevi com o coração.
Te espero no próximo.
P.S.: Não existe um verbo dolorir, logo a palavra doloria também não. Sei que não é poesia, mas vou usar a licença poética aqui também, porque eu quis escrever assim.


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