História A Song For You - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jungkook, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 59
Palavras 2.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Can't control the kids! Pt1


Minha vida amorosa é tão amarga quanto o latte macchiato da Rosa. Uma comparação muito infeliz preciso admitir, minha vida amorosa não podia ser tão amarga quanto o café que me obrigo a engolir, não quando minha vida amorosa se resume a Kim Taehyung, o mais doce mentiroso.

- Rosa ya oír hablar en azúcar? – perguntei sem muita certeza de que ela entenderia meu péssimo espanhol. – El café es una mierda.

- Yo sólo uso stevia. – respondeu com uma colher apontada para meu rosto.

- Acho melhor continuar meu café no refeitório. – soltei a xícara na mesa e peguei minha bolsa no encosto da cadeira. – Até mais tarde, Rosa. – beijei sua bochecha.

- Hasta Jungkook. – Rosa começou a cantarolar uma música que reconheci ser do Ricky Martin.

Encarei meu reflexo no vidro escuro do carro, uma imagem deprimente. Mal havia conseguido dormir noite passada, após chorar por horas encarando o vazio com um copo quente de uísque intocado nas mãos, resolvi por fim tomar um banho e dormir. Foi como fechar os olhos por cinco minutos, o sol invadiu meu quarto com tudo naquela manhã, me arrancando um palavrão, Rosa fez questão de abrir os três pares de cortinas, um por vez, enquanto me mandava sair da cama num tom mais alto que o normal. Era engraçado o fato de que ela estava em todas as minhas memórias felizes da infância, minha primeira medalha no Taekwondo, minha faixa preta, minha última medalha em competições, meu primeiro dia na escola, meu aniversário de onze anos, os Natais, feriados na praia... Mais presente que meus próprios pais. Mais amada por mim que a minha própria mãe, se eu seguisse a lógica de que mãe é quem cria e não quem coloca no mundo, Rosa então seria a minha mãe e eu nunca diria um palavrão em sua frente. Nossa maior barreira, a de língua, não nos impediu de construir laços fortes, o que fez com que ela deixasse a casa da minha família e viesse tomar conta de mim em minha própria casa.

O refeitório estava vazio naquela manhã, exceto pelos trabalhadores da cozinha que chegavam mais cedo que qualquer outra equipe do campus. Finalmente provei um café cheio de açúcar, com uma espuma deliciosa. Peguei minha bandeja e sentei-me numa mesa afastada, verificando meu celular, mensagens do Jin, do Hoseok, chamada perdida da minha mãe biológica, um minúsculo “obrigado pela noite mais promissora e agradável dos últimos meses” do Yoongi que respondi com um emoji de coração e nada do Taehyung. Soltei o ar em frustração. Passei os dedos em meus cabelos algumas vezes, tentando arrumar o emaranhado de fios que se formava quando esquecia usar meu amigo secador.

- Confesso que você todo bagunçado é minha visão favorita, mas em circunstâncias diferentes, é claro. – Taehyung sentou-se ao meu lado provando do meu café e fazendo uma careta em seguida. – Quanto açúcar. É nojento. Faço um latte macchiato bem melhor.

- O que você faz aqui tão cedo? – puxei minha xícara de volta.

- Liguei para a sua casa e levei uns quinze minutos até entender que você já havia saído. Às vezes eu acho que a Rosa me odeia, ela realmente dificulta nossa comunicação. – Taehyung passou a língua entre os lábios.

- Não sei como ela pode odiá-lo, você é um rapaz adorável. – dei um gole no café.

- Verdade. Sou mesmo. Até mandei um pedaço da sua torta favorita enquanto você jantava com outro cara. - ele sorriu de canto me fazendo revirar os olhos em seguida.

- Min Yoongi me ofereceu emprego e eu aceitei. Ele tem um estúdio em Gangnam-gu, elogiou minhas habilidades e disse que vou me dar bem por lá. – expliquei.

- Nunca duvidei de suas habilidades. Seu primeiro emprego merece uma comemoração. – ele passou um braço em volta dos meus ombros. – Vamos ao cinema hoje?

- Eu não quero comemorar nada. – me livrei do seu braço e levantei. – Vou para a sala.

- Mas você não terminou o seu café sabor açúcar e as aulas nem começaram... – protestou.

- Tenho que terminar uma música. – saí do refeitório o mais rápido que consegui. Odiava a maneira como ele me fazia sentir uma grande piada.

- Jungkook espera! – ouvi Taehyung gritar e comecei a correr, para longe dos prédios, para longe dele, em direção ao estacionamento.

Peguei minhas chaves com dificuldade no bolso da mochila e destravei meu carro. Infelizmente não fui rápido o suficiente e Taehyung arrancou as chaves da minha mão colocando em seu bolso traseiro.

- Qual é o seu problema Jungkook? Você enlouqueceu? – ele parecia tão confuso quanto eu.

- Devolve as minhas chaves! – avancei em cima dele, tentando alcançar minhas chaves.

Não sei ao certo quando aquilo se tornou um abraço, estava atacando Taehyung com meus punhos cerrados, batendo em seu peito e no segundo seguinte estava agarrando a parte de trás de sua camisa entre os dedos e sentindo seu cheiro.

- Jungkook você me deixa louco. – ele sussurrou com sua voz mais rouca que o habitual.

- Eu quero muito ir ao cinema com você. – respondi. Mesmo sem ver seu rosto, tinha certeza de que ele sorria.

- Podemos ir depois do almoço, se não for um problema para você perder algumas aulas.

- Hoje? Não hyung. Estou feio e descabelado. Meus olhos estão cheios de olheiras porque passei a noite chorado e... – me dei conta do que acabei de falar quando senti Taehyung estremecer.

- Você nunca está feio Jungkook e sabe disso. – seus braços soltaram minha cintura, embora eu não quisesse soltar sua camisa, ele me segurou pelos ombros me obrigando a soltá-lo. – Vai me dizer por que chorou a noite toda ou vai sair correndo se eu perguntar?

- Pessoas choram o tempo todo. – falei sem graça.

- Não vou forçá-lo a falar.

- Hyung não fique preocupado, não é nada. – fiz menção a abraçá-lo outra vez, mas ele se afastou.

- Esteja aqui no estacionamento depois do almoço, se você não aparecer eu vou buscá-lo pelos cabelos. – Taehyung puxou as chaves do bolso e balançou diante dos meus olhos. – Vou continuar com elas, só pra garantir que você não vai fugir outra vez.

- Isso é totalmente desnecessário, mas tudo bem fique com elas. – sorri.

Taehyung diminuiu nossa distância outra vez, erguendo meu queixo com sua mão livre e depositando um beijo no canto da minha boca. – Eu realmente o beijaria agora se pudesse, mas estamos em público e isso seria imprudente.

As aulas da manhã eram as piores e mais cansativas, sempre focando na teoria musical, às vezes me imaginava cortando minha garganta com uma folha de partitura. Por isso minha preferência pelas aulas da tarde, as aulas práticas no estúdio, em grupo, onde eu podia aproveitar bem minha percepção rítmica. Yoongi sentou-se ao meu lado, perdi a conta de quantas vezes sorri para ele e desviei o olhar, já estava constrangedor ser pego o encarando, mas eu realmente estava ansioso para trocar algumas palavras com ele.

- A equipe está muito ansiosa para recebê-lo na próxima semana. – ele comentou ao fim do turno.

- Estou ansioso para começar a trabalhar. Eu realmente queria agradecê-lo não só pelo jantar e por ser tão gentil, mas também pela oportunidade. – sorri.

- Você será muito bem aproveitado por mim. No estúdio. – completou meio sem graça.

- Infelizmente não vou participar das aulas da tarde, tenho algo para resolver, um assunto meio delicado de família. – menti.

- O mesmo que te fez atrasar ontem à noite? – ele perguntou curioso.

Tossi seco nervoso, lembrando o que me fizera atrasar para o jantar. – É sim, o mesmo de ontem.

- Espero que consiga resolver tudo da melhor maneira. – ele sorriu. – Posso anotar algumas coisas para você da aula de hoje e repassar amanhã.

- Muito obrigado hyung. – caminhamos para fora da sala, onde encontrei um Hoseok com cara de culpa e o Jin curioso. – Até mais.

- Até mais Jungkook. – Yoongi se curvou diante dos meus amigos e saiu.

- Hoseok eu vou arrancar a sua cabeça! – falei entre dentes. – Que ideia estúpida foi essa de contar ao Taehyung sobre os doze meses?

- Porque você acha que fui eu? Poderia muito bem ter sido o Seokjin aqui. – ele desviou o olhar para o chão.

- Está escrito culpado na sua testa com letras enormes em neon. Seu linguarudo! – avancei em cima dele que colocou o Jin entre nós dois.

- Fiquem quietos, estão se comportando como dois colegiais. – Jin nos guiou até o refeitório.

Puxei um cardápio das mãos de um dos rapazes da cozinha e seguimos até a nossa mesa de sempre.

- Como foi o jantar com o esquisitão? Vocês estão trocando mais que sorrisos e acenos? – Jin deu uma piscadela.

- Estamos trocando folhas de pagamento. Ele me ofereceu um emprego. – falei dando uma olhada rápida no cardápio que eu conhecia muito bem.

- Que tipo de emprego? – Jin pareceu ainda mais interessado.

- No estúdio dele, ainda não sei direito o que farei por lá, mas aceitei é claro.

- Decepcionado. – Jin simulou um suspiro e revirou os olhos. – Achei que finalmente você se libertaria do encosto Taehyung.

- Taehyung quer me levar ao cinema agora à tarde, depois do almoço. – falei baixo, olhando para os lados.

- E você vai? – perguntou Hoseok.

- Não estou falando com você, fofoqueiro.

- Ah, me desculpa Jungkook. Eu juro que não fiz por mal. Achei que assim estaria te ajudando a resolver mais rápido a situação de vocês.

- Tudo bem hyung, eu não fiquei com raiva de verdade, juro. – sorri para ele. – Bom, ele tomou minhas chaves do carro e disse que se eu não estivesse no estacionamento no horário marcado ele me buscaria pelos cabelos.

- Isso é tão abusivo Jungkook. – falou Jin. – Se eu resolvo tratar alguma garota desse jeito, corro o risco de morrer sozinho.

- Concordo com o Jin, ele meio que está te obrigando a fazer o que ele quer.

- Aceitei antes das ameaças, vocês me conhecem, sabem que eu sou idiota quando se trata dele. Ontem à noite as coisas ficaram quentes entre nos e eu saí correndo literalmente. – falei.

- Defina quente... – pediu Jin.

- Não defina! Acho que entendi perfeitamente. – Hoseok me interrompeu antes que eu explicasse.

- Sou estúpido. – constatei.

Entrei no banheiro masculino me despedindo uma última vez dos mais velhos. Escovei meus dentes após passar o fio dental meticulosamente como sempre fiz, aproveitei também para urinar e inutilmente melhorar minha aparência, mas nada mudou. Meu cabelo continuava um lixo assim como minha feição de cansaço. Verifiquei a hora pela milésima vez na tela do celular, adiando meu encontro com o Taehyung para o próximo minuto. Respirei fundo, tentando conter meu nervosismo, era mais fácil me apresentar para uma plateia do que encarar os olhares do castanho sobre mim. Coloquei minha mochila no ombro e saí do banheiro, rumando ao estacionamento.

Encontrei um Taehyung ainda mais bonito que o da manhã, seu sorriso dobrou de tamanho quando me viu, ele desencostou do meu carro e caminhou até mim, pegando minha mochila e jogando no banco de trás. Deu a volta até a porta do carona e abriu para que eu entrasse.

- Meu carro. Eu dirijo.

- Seu carro. Eu dirijo. – ele praticamente me empurrou no banco, tal como fez com a minha mochila e fechou a porta.

- Onde está o seu carro? – perguntei olhando para o estacionamento pela janela.

- Vim caminhando essa manhã. – Taehyung se inclinou sobre meu corpo e prendeu meu cinto.

- E a Hayoung? – ele me olhou como se eu fosse de outro planeta, cruzei meus braços e desviei seu olhar.

- Ela está bem. – respondeu sem jeito. Deitei minha cabeça no encosto do banco e fechei os olhos.

O caminho até o cinema foi tranquilo, não havia transito naquele horário provavelmente porque a população estaria ocupada trabalhando ou estudando. Taehyung estacionou meu carro em frente a uma placa de “é proibido estacionar”, fiquei tentado a esfregar seu belíssimo rosto na placa. Mas ao invés de priorizar minha tentação, apenas pedi gentilmente que tirasse meu carro dali. Ele comprou os ingressos e a comida, enquanto esperei atrás dele checando minhas redes sociais.

- Vamos assistir MON ROI, é um filme francês que está sendo reprisado aqui, sei que você gosta de cinema francês.

- Aham. Gosto. – respondi automático.

Taehyung tomou meu celular e desligou o aparelho, colocando em seu bolso da frente. Olhei incrédulo para ele e recebi um sorriso. Ele deixou que eu fosse à frente e escolhesse nossos lugares, já que a sala estava praticamente vazia, exceto por um rapaz ao celular no fundo e um casal a nossa frente.

- Viu? Ele está mexendo no celular... – apontei.

- Ele não é minha companhia.

- Você está meio chato hoje. – revirei os olhos.

O filme em reprise escolhido por ele fazia parte de uma sessão especial do cinema, dramas franceses, era um filme conhecido por mim, mas nunca assistido. Lembro que estreou na época em que comecei a estudar, consequentemente não tive tempo livre para assistir e acabei esquecendo. Pude apreciar o filme por meia hora, até que nossos refrigerantes acabaram e Taehyung decidiu que queria manter sua boca ocupada com outra coisa.

- Hyung eu quero assistir ao filme. – falei firme.

- Eu também. – Taehyung encostou seus lábios em meu pescoço e deixou um beijo suave, voltando ao seu lugar e encarando a tela.

Sua mão pousou em minha coxa, e logo fez caminho pela parte interna parando próxima a minha virilha, um local delicado. Imaginei que se eu o ignorasse, ele apenas desistiria. O castanho aproximou os lábios da minha orelha, deixando seu hálito quente escapar me provocando um delicioso arrepio.

- Jungkook o que você acha de brincarmos um pouco? – sussurrou.

- Eu não quero brincar hyung, eu quero o filme. – falei arrastado. Taehyung mordeu o lóbulo da minha orelha e voltou a atacar meu pescoço, simulando um beijo de língua molhado e com estalos. Meu medo era que alguém nos ouvisse, mas o casal parecia adormecido e o rapaz via coisa mais interessante na tela do celular. Sua mão saiu da minha coxa e parou sutilmente entre minhas pernas, no meu pênis, onde começou uma massagem torturante sobre o tecido.

- Você gosta desse filme Jungkook? – balancei a cabeça afirmativamente. – Não consegui te ouvir. O que você disse?

- Oh, sim. – minha voz saiu mais fraca do que o imaginado, arrancando um riso do mais velho.

- Certo. Não quero atrapalhar. – Taehyung levantou a mão, o que me fez segurar seu pulso e devolvê-la ao lugar em que estava.

- Não hyung, você não está me atrapalhando. Apenas faça mais rápido. – pressionei sua mão no lugar. Ele retomou a massagem, agora um pouco mais rápida, roçando sua palma contra minha recém-adquirida ereção. Passei a língua nos lábios, atraindo o olhar do outro.

- Você fica tão bonito excitado. – seus dedos livres foram de encontro a minha boca, seu polegar passeou pelo lábio inferior, me fazendo abrir a boca. Taehyung tomou meu lábio entre os dentes, iniciando um beijo lento e preguiçoso, me fazendo gemer em protesto.

- O que foi hyung? Você não quer me beijar? – perguntei confuso.

- Não quero. – ele tirou a mão do meu pênis e cruzou os braços. – Esse filme é interessante.

Minha boca tomou um formato de O diante tamanha indignação. Não acredito que fui idiota de cair na brincadeira estúpida dele, ou melhor, na vingança estúpida.


Notas Finais


Continua...


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