História A Stark's Tale - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um para vcs <3

Capítulo 30 - O Retorno


Fanfic / Fanfiction A Stark's Tale - Capítulo 30 - O Retorno

                Sabemos que uma guerra é iminente. Ela pode ser evitada, mas quase sempre nos derruba, por mais preparados que estejamos. Por ininteligência ou por emoção, cometemos erros. Esses são os humanos.

                Destino-lhe algo que necessita de sua proteção que, por falta de razão, ainda está aqui. Pode ser que destrua a nós, pode ser que nos ajude, mas, pelos Deuses, proteja isso até o retorno.

                O homem que vinha à frente da caixa leu a carta em voz alta, o que tencionou ainda mais a curiosidade de todos.

                Lya sentia o frio que fazia no ambiente, mas isso não importava. Agora estavam ali, apenas ela e a caixa. Algo que, por ações fora da razão, ainda permanece aqui. Mors olhou-a curioso, como se soubesse a resposta de tudo aquilo, mas não percebeu aquela interrogação discreta. Apenas caminhou, passos leves como os de um lobo, até a caixa. Os homens deixaram-na no chão. Não precisamos de razão para nossos desejos. Sua mão esticou-se até a parte de cima. Não estava lacrada. O que seria a razão em um momento desses? Fez força, fazendo a tampa cheia de furos da caixa levantar-se. Vários panos criavam camadas naquele confinamento amadeirado. Afinal, estou aqui por seguir meus instintos. Tirou os panos, um por um, arremessando-os ao lado. E não será hoje que deixarei de segui-los. Uma mão pálida revelou-se. Estava fria e esquelética. Sua boca retorceu-se em um sorriso sanguinário. Pode ser essa a verdadeira habilidade concebida pelos Deuses? Apertou aquela mão fina com ternura. Como pude levar tanto tempo para perceber?

                Tudo escureceu. Por um tempo, não via nada. Sentia como se seu corpo estivesse sendo decomposto. Mas não estava. Ela realmente estava ali, não tão bem quanto esperava, mas ainda viva.

Moveu seus ossos frágeis, removendo os últimos obstáculos que a impediam de ver a luz do sol. Não por olhos alheios, mas sim pelos dela. Essa brincadeira de personalidades acabou. Eu sou Lyarra Stark, a verdadeira protetora do Norte. Levantou-se com dificuldade da caixa, todos a olhando com espanto. Ela, então, sorriu. Seu sorriso mais verdadeiro e puro. Um sorriso de verão, algo que achou que fosse inexistente.

                -Sentia falta daqui. Vê-lo novamente com meus próprios olhos é inestimável- Falou com uma voz rouca. Seu corpo inteiro doía. A aparência dos ossos estava infinitamente melhor do que antes. Jon terá de me explicar algumas coisas quando o ver novamente. Sentia como se não comesse há muito tempo.

                Mors a encarou incrédulo, virando o olhar para o suposto Jonnen, mas logo se recuperou, pois sabia o quanto a garota odiava quando se preocupavam demais com ela.

                -Você está com uma aparência horrível, senhorita- Mors disse com seu jeito de urso. Lya sorriu com a maneira que o mesmo falou.

                -Apenas Lya está bom. Não há razão para tanto respeito. Não tenho mais nada- Falou tentando se levantar, em vão. Um homem veio para ajudá-la, fazendo-a segurar-se no em seu ombro.

                -Você continua sendo Lyarra Stark, filha de Eddard Stark, mas se prefere assim... – Deixou a frase no ar, continuando após uma pausa- Garred te levará até o quarto. Parece que precisará de bastante tempo para se recuperar- Lya fez uma reverência rápida.

                -Aprecio muito o modo que me trata sempre. Se recuperar o Norte, retribuirei toda essa ajuda.

                -É bom que se lembre. Adiantando um pouco as coisas, gigantes como nós gostamos bastante de vinho- Respondeu bem-humorado. Lya sorriu com a resposta dele.

                -Espero que envelheça bastante até esse dia. Não sei se conseguirei arcar com todo o vinho que só você pode beber- Retrucou. O sorriso do Umber aumentou.

                -Não seja dura, garota lobo. Não recusaria os pedidos de um pobre velho como eu assim, não é?

                -“Pobre” – Falou em tom sarcástico. Percebeu como nada ali havia mudado, mas uma coisa ainda faltava.

                -Tem notícias de Grande Jon? – Perguntou preocupada. Mors suspirou.

                -Ele ainda é mantido refém- Falou com pesar- Ainda sinto falta dele.

                -Todos sentimos- Respondeu a garota- Eu ainda o tirarei de lá. Por todos esses bons anos de lealdade ao meu pai, tirarei ele de lá- Mors aquietou-se e continuou o caminho, deixando o silêncio prevalecer.

                Seguiram por corredores já conhecidos e chegaram ao seu antigo quarto. Não havia mudado nada.

                -Agradeço a hospedagem- Disse a garota.

                -Se precisar de algo, peça aos guardas- Falou Mors indiferente. Tudo está ficando cada vez mais tenso. Parece que até mesmo Papa-Corvos foi afetado. Lya fez uma reverência.

                -Pedirei- Respondeu mancando para dentro do quarto, fechando a porta e sentando na cama. Percebeu, então, que Winter havia a seguido até lá. A Stark sorriu.

                -Obrigada a você também, Winter. Teria morrido se não fosse por você- Acariciou o pelo escuro. A loba retribuiu com um olhar afetuoso- A partir de hoje, tentarei evitar nossos passeios, sinto muito. Minha consciência parece ceder cada vez mais- Winter deitou-se no chão e apoiou a cabeça sobre as patas, vigiando atentamente as portas. Ela não se esquecerá tão cedo.

                Apoiou a cabeça no travesseiro de penas, deixando descansar seus ombros doloridos e sua mente desequilibrada por todos aqueles eventos. Apenas hoje reflito tudo o que aconteceu, e minha cabeça dói. Esticou os braços e virou-se para o outro lado da cama, encarando a parede. Agora parece que tudo fora apenas um pesadelo. Mas não fora. Talvez tivesse de passar por tudo isso para aprender mais sobre a vida real numa guerra. Não posso vacilar, ou se não afundarei nesse mar de lâminas. Virou-se novamente, inquieta. Estou tão cansada, mas não consigo descansar.

                Por um bom tempo imagens horríveis passaram pela sua mente. Um misto de sentimentos invadiu a garota. Identificou todos, menos o medo. Não sinto mais medo. Não devo temer o passado, nem o futuro. Se tiver que morrer, morrerei. Se tiver que vencer a guerra, vencerei. Após um longo momento refletindo, acabou adormecendo.

                ...

                -Lya? – Uma voz ecoou pela floresta a sua volta.

                -Pai? – Perguntou sem acreditar. É ele mesmo?

                E então a figura perdida há tempos retornou para ela. Ele se aproximou e a alojou entre os braços num abraço quente e reconfortante.

                -Senti muito sua falta- Disse a garota derramando pesadas lágrimas. Elas tinham sabor de sangue e morte. Até que, por fim, percebeu que não eram as lágrimas. Olhando para o pai, via apenas um corpo sem cabeça. Sangue fresco escorria do pescoço cortado, banhando a garota.

                -Por que traiu Westeros, Loba? – Perguntou outra voz. Era Melisandre. Ela esticou uma mão, e então o senhor Stark começou a queimar- Nunca verá seus pais novamente, tudo por você. Poderia ter feito uma melhor escolha.

                Lya tentou falar. Sua voz não saía, nem seu corpo se movia. E começou a queimar. Não sentia calor, porém. Era tão gelado que chegava a congelar todo o sangue de seu corpo. Uma roda, formou-se a sua volta. Um leão, um lobo e um veado. Eles a olhavam acusadoramente, mas ela não conseguia se mover. E-eu não fiz nada, queria dizer. Por favor, deixem-me em paz!

                Levantou assustada e suando da cama.

                -Foi apenas um sonho- Falou para si mesma- Apenas um sonho...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem aí em baixo oq acharam


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