História A Stranger Love - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Candy Chiu, Dipper Pines, Grenda, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Personagens Originais, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Bill X Dipper, Billdip
Exibições 336
Palavras 1.686
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ALÔ!!!!!!
Obrigada pelos comentários, vcs me deixaram mt emocionada c': seus malvados
Agradeço mesmo pelo apoio e elogios, e ainda mais à AnaBlackKane, obrigada pela "dica", tava precisando urgente :v
Mas amo muito TODOS VCS :3 limõezinhos do meu coraçaum S2
Espero q gostem desse cap......

Boa leitura ^^

Capítulo 11 - XI


Fanfic / Fanfiction A Stranger Love - Capítulo 11 - XI

Por mais que fosse verão eu sentia que, naquele momento, o ar ficara frio e tenso. Mabel estava atrás de mim, segurando minha mão. Ela estava tão assustada quanto eu. É difícil explicar o que eu senti no momento. Ver um Bill o qual eu não via há três anos, o mesmo sendo o qual me acostumei a ver rir e fazer piadinhas, não me deixara nada bem, pelo contrario. Meu coração disparara da pior forma possível.

   - Bill...? – tentei me aproximar, mas Mabel me puxou, seus olhos lagrimejando.

   - Não... Espere... – queria gritar a ela que não podíamos esperar, Bill não estava sã, e isso não era bom.

De repente o loiro se levantou, sentou-se na grama e nos olhou. Seus olhos dourados e brilhantes. Suas roupas e mãos manchadas de sangue. Seu terceiro olho brilhava em meio a escuridão, encarando-nos, junto a alguns vagalumes por perto e nossas lanternas. As árvores chacoalhavam-se ao vento; ouvi o pio de uma coruja a distancia.

   - Pines... – sua voz ressoou pela floresta. Ele riu de nossas expressões horrorizadas – Nunca habitei um corpo morto, primeira vez que possuo um sem precisar fazer um contrato com o mesmo.

Minha espinha gelou. As feições de Bill me causavam desespero. Era um sorriso de dentes e gengivas, um tanto quanto perturbador. Senti Mabel começando a se apavorar ao meu lado.

   - Bill, cara... Você não... – dei três passos cuidadosamente, mas foi como se eu tivesse apontado uma arma na direção dele.

   - Não! – o loiro franziu as sobrancelhas, distanciando-se de mim. – Fique longe, Pines!

Eu não tinha o que fazer, estava desarmado. O que se usa contra um demônio?

   - Vá avisar Ford. – sussurrei à Mabel.

   - Não... Não posso lhe deixar sozinho aqui... – recusou-se ela.

   - Mabel... – apertei de leve sua mão e a soltei. Não queria gritar com ela, mas aquela situação desesperada pedia por medidas desesperadas.

Ela inspirou, relutante. Deu mais uma olhada em Bill, que continuava a sorrir, e se foi, voltando pela mesma trilha que viemos.

   - Cipher, ouça-me. – ignorei seu roso de desprezo e me aproximei, ajoelhando-me a sua frente. Seus olhos desviaram-se para a estátua ao lado; Bill passou os dedos pelos símbolos.

   - Vocês, humanos, são tolos e fracos. – ele rio – Se Stan realmente se importasse, ele teria se matado em vez de me trazer de volta. Bom, não que Ford teria permitido, é claro.

   - Mas que porra você está falando?! – fale de mim, não fale de minha família. Puxei o pela gola da camisa, cara a cara. – Olhe, Bill Cipher, você me disse que não faria mal a nós, a mim e a ninguém!

   - Hein?! Eu? – ele jogou a cabeça para traz e gargalhou – Eu não disse isso, meu lado fraco que disse.

   - Que se foda seu lado fraco, imbecil. – levantei-me, ignorando a dor de minha perna quebrada. Forcei-o a se levantar também, prensando-o logo em seguida, contra a árvore mais próxima. – Você vai voltar a sã, se não... Não me importarei de lhe matar com as minhas próprias mãos, como disse na primeira vez que o vi.

Ele me encarava, indiferente. O brilho de seus olhos quase me cegando.

   - Mas não é o que você quer, é? Pine Tree?

   - Você conseguiu minha confiança, Bill! Você estava me conquistando, para seu interesse! Eu realmente estava começando a gostar de você, seu filho de uma...

   - Ohoho – ele me interrompeu. Senti a mesma dor quando estava no telhado: como se alguma mão invisível me apertasse o coração. – Você sabe com quem está falando? Dipper, Dipper, posso me tornar sua própria loucura.

Trinquei os dentes. Aquela merda realmente estava doendo.

   - Apenas volte ao normal... – murmurei.

O loiro desviou o olhar, impassível.

   - Não é como se eu tivesse desejado isso. – sussurrou ele, sua voz agora normal. Graças aos céus.

Seus olhos, aos poucos, perderam o dourado, voltando ao castanho. A única luz ali era minha lanterna, caída na grama. Os vagalumes iam-se embora aos poucos. Senti meu coração relaxar, podendo-me deixar respirar aliviado. O terceiro olho de Bill fechou-se, tornando-se apenas um desenho em sua testa novamente.

   - Seu grande idiota... – murmurei, puxando-o para se sentar em um tronco caído, ali perto.

Bill apoiou seus cotovelos em seus joelhos, seu rosto em suas mãos.

   - Estou enlouquecendo, Pine Tree. É como ter duas mentes dentro de um cérebro. Eu luto contra “ele” – Bill fez aspas com os dedos, sem me olhar – Mas é difícil quando esse “ele” é você próprio.

Ficamos em silêncio, ouvindo apenas o vento e a respiração da floresta.

   - Queria poder lhe ajudar. Conheci um lado seu o qual não fazia a menor ideia que existia, e quero manter esse seu lado, Bill.

   - Me desculpe... – ele suspirou, levantando seu rosto e me olhando nos olhos – Mas caso eu perca o controle total, caso me torne por inteiro um demônio...

Ele pegou em minhas mãos, colocando-as em seu rosto.

   -... Quero que seja você, quero que você me mate. – arregalei os olhos, perplexo. – Você mesmo disse...

   - Eu sei o que eu disse! – exclamei, irritando-me e me levantado – Seu lado sádico me dá ódio, me deixa puto da vida! Mas meu subconsciente, sabendo que há um lado seu o qual eu gosto tanto, complica as coisas.

Ele sorriu, tristonho.

   - Quando eu mudar de feição, mudarei minha forma de pensar. Mas não importa o que “ele” diga, Pinheirinho, ele não irá dizer uma única verdade. Por mais que eu pertença a outra dimensão, sei que à essa sou um humano. É o que quero ser. Mas como minha promessa; não quero machucar a ninguém, então não me importo de morrer.

   - Cale a boca! – senti minha garganta se fechar, meus olhos ardendo.

   - Você me compreendeu. – ele concluiu, puxando-me para me sentar em seu colo. Bill selou nossos lábios em um beijo húmido e quente, sua língua explorando-me cada canto de minha boca. Ao nos afastarmos ele disse – Fome.

Ri, evitando uma lagrima.

   - Venha.

~~*~~

         Ford faltou jogar a cadeira na minha direção assim que apareci em frente à Cabana. Ele me deu um sermão que, juro, durou quinze minutos certinhos. Já com Bill o que não faltou foi avisos e ameaças. Era como se estivéssemos lidando com um amigo meu, o mesmo sendo um zumbi, o qual deveríamos tomar cuidado.

Assim que Bill fora tomar um banho, tio-avô Ford chamou eu e minha irmã para nos sentarmos na sala, junto a ele.

   - Olhe, crianças, eu andei pesquisando umas coisinhas, consegui lembrar, com muito esforço, algumas coisas que aprendi quando estava... naquela minha viagem há muito tempo. – ele pegou um diário. Prendi a respiração ao ver na capa vermelha, dentro da palma da mão de seis dedos, o número 4.  Comecei a me sentir eufórico. – Calma, ai, Dipper!

Ele riu, abrindo o diário, deixando-me ver, junto a minha irmã.

   - Vejam: achei um modo de como tranquilizar Bill, quando ele não estiver consciente de si. – na página, novinha em folha, o que não teve muito graça, já que eu estava acostumado a ver amareladas e gastas nas bordas, mostrava textos e textos, alguns símbolos e um desenho de Bill ao centro, com os olhos fechados e o Olho aberto – Pelo que me lembro, em uma dimensão alternativa, um demônio conseguiu, juntando todo seu poder, virar um deus.

Eu e minha irmã nos entreolhamos.

   - Até o final desse mês, não do verão, desse mês, Bill Cipher pode ter seus poderes de volta. – continuou ele – Quanto mais ele perder o controle, por mais que volte ao normal depois, mais ele fortalece esses poderes aos poucos, para no final estar forte o suficiente e se tornar um deus.

   - Mas um demônio como ele pode ser poderoso com um deus, não? – perguntou minha irmã, piscando para nós.

   - Quando ele tinha seu corpo original, sim, podia. – Ford encostou-se ao sofá e suspirou – Mas ele está em um corpo humano. Pelo que pesquisei, o mexicano, chamado Rick Alguma Coisa, já fizera um contrato com Bill. Uma ou duas vezes, por problemas psicológicos.

Assobiei baixinho. Por essa eu não esperava.

   - E o que devemos fazer? – perguntei, olhando meu tio-avô atentamente.

   - Se deixarmos Bill feliz, deixar ele bem e com saúde em sua forma humana, ele se mantem assim por muito mais tempo. Quanto mais ele se irrita, fica frustrado ou qualquer outra coisa, mais tendência tem de ele perder o controle.

   - Então temos que deixa-lo feliz? – Mabel me lançou um sorriso de profunda malicia.

Ford, alheio a isso, apenas confirmou. Santo caralho...

~~*~~

         Bill trouxera sua mala com suas roupas. Ainda bem, imagina que constrangedor seria; eu, emprestando minhas cuecas a ele?! Queria enfiar minha cabeça no chão só de pensar. Conseguimos, sem muito esforço, graças ao bom humor dele, mantê-lo feliz por longos dias. É, bom, o loiro tinha lá suas exigências, o que não me agradava muito...

   - Sabe o que suas tatuagens significam? – ele apontou para meus braços, em um sábado de puro calor infernal.

   - Sabia. – respondi levando uma colher de sundae de morango à boca.

   - Esse, significa força. – ele apontou para um símbolo que parecia mais um H deitado. - Esses significam luz e sombras. Esse tempo, esse aqui significa loucura... – ele contraiu os lábios, mas logo voltando a explicar cada um. Por fim, em bem braço esquerdo; - E esse é meu antigo corpo. Por que você me tem tatuado?

Corei, olhando o céu azul.

   - Me interessei por todos aqueles mistérios quando fiz essas tatuagens. – olhei-o.

   - Ah, sei... – ele riu, terminado seu milk shake.

Quando estávamos prestes a levantar-nos da mesinha, a qual ficava do lado de fora da sorveteria, com guarda-sol e mais outras mesas iguais, cheia de gente feliz e conversando, Mabel veio correndo, com suas amigas dando risadinhas atrás de si.

   - Brobro, adivinha... – ela colocou um convite feito à mão sobre mesa – Pacífica nos convidou, eu você e aquelas duas loucas ali, para a festa informal dela!

Retribui seu sorriso. Lá vamos nós, deixar coisas sobrenaturais de lado e ter um final de semana digno de adolescentes.

To be continued...


Notas Finais


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SINTO CHEIRO DE LIMÃO?!!!!!!!!!!!
obrigada por lerem até aqui ^^ xoxo


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