História A Stranger In My Life - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 538
Palavras 5.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey!
Desculpem mesmo a demora, dnv, mas eu estava sem criatividade n e n h u m a pra escrever... foi com sacrifício que saiu esse -_- e bom... eu gostei dele até kkk
Enfim... esse capítulo vai ser mais focado no Sasuke e sua família, espero que gostem \o/

Boa leitura e.é

Capítulo 18 - Pequeno sol de esperança


 Como Ino acabou não se mudando na noite passada, pois resolver esperar Sasuke comigo, Sai apareceu logo de manhã no meu apartamento perguntando pela minha amiga, o informei que ela dormia no sofá e ele riu daquilo entrando no apartamento e vendo a namorada. Revolvi deixa-los sozinhos e voltei pro meu quarto, onde passei as últimas sete horas acordada. Não queria dizer, mas estava angustiada com a falta de informação sobre o que acontecia com Sasuke, será que ele decidiu fugir de fez ? Me nego a tirar conclusões sem saber exatamente o que está ocorrendo, mas não tinha muita escolha a respeito disso, Sasuke não me deixou muito o que pensar além de que ele não voltou pra casa, mesmo depois de me pedir pra espera-lo sem contar que nem voltar pra buscar a filha dele ele voltou.

Bufei cansada de pensar nas mesmas coisas nas últimas horas e resolvi tomar um banho demorado, assim fiz.

Após sair do banheiro procurei alguma roupa e me vesti em seguida. Peguei meu celular que estava jogado na cama com esperança de alguma ligação de um certo moreno, mas nada, e só ai lembrei que no tínhamos trocado números, é, as coisas só pioram. Vi uma mensagem do meu pai dizendo que quero que eu fosse o visitar e decidir fazer aquilo, como era Sábado não teto problemas com o curso. Peguei minha bolsa e sai do quarto, quando cheguei na sala me deparei com Ino e Sai quando trasando no meu sofá, mas como não estava nos meus melhores dias resolvi nem reclamar. Caminhei até a porta notando que nenhum dos dois tinham notado minha presença.

Sai do prédio e chamei um táxi.

[…]

— Que saudade, filha. — Minha mãe me abraçou assim que atendeu a porta e deu de cara comigo. Abracei ela de volta me sentindo mais confortável nos braços dela do que quando estava no meu apartamento.

Quando nos separamos eu entrei na mansão Hyuuga vendo meu pai sentado no sofá concentrado na tv, claramente não se importando com minha presença e por incrível que pareça, dessa vez, eu não liguei.

— Não veio com seu amigo gay dessa vez ? — Perguntou debochado sem desviar os olhos da TV. Minha mãe iria repreende-lo quando eu a olhei pedindo pra que se mantivesse quieta.

— Eu o trouxe, está bem aqui — Apontei para meu lado completamente vazio. Hiashi finalmente me encarou e levantou umas das sobrancelhas sem entender. — Ele, além de gay, é invisível, incrível né? — Ri debochada pela primeira vez na vida. Da onde saiu aquela coragem ? Não fazia idéia, mas no humor que eu estava não iria retirar o que disse. Estava estressada e descontando nos outros, o quão idiota eu consigo ser ?

— Repete. — Meu pai pediu se levantando. Deveria ter ficado com medo, mas não aconteceu, o que aquele homem estava fazendo comigo ?

Respirei fundo não aguentando mais manter aquela pose. Senti as primeiras lagrimas escorrendo no meu rosto pálido. Coloquei as mãos no rosto completamente frustrada comigo mesma por não conseguir agir como se nada tivesse acontecendo.

— Filha? — Ouvi a voz melodiosa da minha mãe. — O que aconteceu ? Por que está chorando ? Não foi pelo seu pai, não é ?

Não consegui responder, tentava a todo custo parar de fazer aquela cena, não podia ser tão fraca assim na frente dos meus pais.

— Hinata. — Meu pai me chamou o senti por perto. Ele encostou sua mão no meu ombro e eu só chorei mais. As mãos delicadas da minha mãe seguraram as minhas que escondiam meu rosto. — O que aconteceu ?

Meu pai poderia ser frio, distante e muitas vezes sarcástico, mas nunca deixou de se preocupar comigo, ao contrario, as vezes se preocupava demais.

As mãos da minha mãe afastaram as minhas do rosto tendo liberdade de encarar meu rosto molhado pelas lágrimas.

— M-me deixem ficar aqui hoje. — Pedi quando meu pai me abraçou forte. Eu estava acabada, com medo de não ter sido suficiente para Sasuke e ele ter fugido sem ao menos me dar a oportunidade de saber onde eu havia errado. O que tinha de errado comigo ? Por que nunca consigo algo sério com alguém mesmo quando me permito correr atrás ? Sentia meu peito apertar a cada pergunta sem resposta que passava pela minha cabeça. Perguntas que eu tentei evitar a madrugada inteira.

— Claro filha, vou preparar um chá pra você. — Ouvi minha mãe correr para a cozinha. Suspirei tentando parar de chorar, mas a tentativa foi em vão.

— Qual o problema ? Quem te vez mal ? Me diz agora que eu vou resolver isso rápido! — A voz do meu pai saiu apreensiva apesar da ameaça.

Não respondi e ele pareceu entender. Me levou até o sofá e eu sentei enxugando as lágrimas em quando notava o velho se sentando do meu lado.

Sasuke

ALGUMAS HORAS ANTES

Naruto apareceu no meu escritório logo depois que Itachi saiu me deixando sozinho com meus pensamentos, o que era um perigo. O loiro agiu naturalmente comigo, como se ontem nada tivesse acontecido e eu achei ótimo que ele não tenha tocado no assunto, ele estava respeitando minha decisão e a da Hyuuga também. O Uzumaki me disse também que iria no dia dos jogos com os caras, e que eles planejavam ir numa boate depois do jogo. Não liguei muito pra aquilo, tudo que eu queria era voltar pra casa e encontrar Sarada e a Hinata, mas como nada vai como eu planejo meu pai me chamou na sala dele e começou a falar de um caso importante para a empresa, era um homem importante que havia se metido com um escândalo e como o homem é rico só geraria mais dinheiro pra empresa. Ouvi a história dele com tédio, não conseguia entender onde meu pai queria chegar com aquela história toda, afinal, ele nunca me deixou representar casos tão grandes e eu nem fazia questão.

Até que ele concluiu a historia dizendo que não podia sair da empresa porque o seu sócio, Minato Namikaze, pai de Naruto, estaria chegando de férias. Itachi também não podia sair do país por conta da empresa e sobrou pra quem ? Pra mim. Tentei achar algum outra opção pra meu pai, mas nada deu certo. Ele queria que eu fosse pra Itália, representar um cara idiota só pelo dinheiro dele. Quase perguntei para o velho se ele esqueceu que tem neta, mas engolir as palavras quando ele disse que eu poderia levar a Sarada, contanto que ela fique com alguém enquanto eu trabalho. Revirei os olhos disfarçadamente. Não tinha como discutir com o velho, ele nunca me escutava.

Sai da sala dele bufando de raiva. Ele conseguiu estragar todos meus planos pra depois do trabalho e ainda acabou com meu humor.

Antes de entrar na minha sala vi Karin me olhar apreensiva quando reparou meu olhar frio. Caminhei em passos pesados até a ruiva sem graça.

— Prepare tudo para uma viajem pra Italia de apenas dois ou três dias. — Dizia seco. — Inclusive suas roupas, você vai comigo.

Consegui vê um pequeno sorriso nascer em seu rosto.

— Você vai cuidar da Sarada pra mim. — Vi o mesmo sorriso dela morrer. Ela ia abrir a boca pra falar alguma coisa quando eu lancei mais um dos meus olhares frios. Ela se calou. — Vai logo! Está esperando um convite pra começar ?

Logo ela começou a fazer telefonemas, comprando as três passagens e tudo mais. Respirei fundo e fui pra minha sala.

Queria voltar pra casa e contar o que estava acontecendo pra Hinata, me explicar para ela, mas vi pilhas de trabalho na mesa e soube que não poderia. Passei as mãos no cabelo enquanto olhava aquilo sem interesse algum.

Deveria ter pedido minhas ferias logo. Prometi que ficaria com Sarada e faria uma viajem com ela e agora o que temos é uma viajem a trabalho. Sou um péssimo pai, com certeza.

[...]

— O que foi, Sasuke ? — Itachi entrou na minha sala após ser convocado pela Karin pra vir aqui.

Já era de noite, havia se passado muito da hora pra buscar Sarada, mas acabei perdendo a hora com a pilha de papéis na minha mesa, fora a correria já que teria que viajar logo.

— Busca a Sarada pra mim. — Pedi sem o olhar, não precisei pra saber a cara de tacho que ele fez.

— Não sou sua secretaria que faz tudo por você. — Ouvi o deboche e não tive muito tempo para rebater, eu realmente precisava terminar tudo aquilo pra poder viajar.

— Ela já está ocupada. — Levantei a cabeça, pela primeira vez, o encarando. — Por favor, ela deve estar preocupada agora. — Insistir.

— Está falando da Sarada ou da Hinata ? — Perguntou erguendo uma das sobrancelhas em quando encostava no batente da porta.

— Das duas. — Confessei desviando o olhar para as papelarias e ouvindo a risada fraca do meu irmão.

— Quer mandar recado pra sua amada também ? — Manteve o deboche. Mostrei meu dedo do meio pra ele que riu com meu ato. Ele já estava se virando pra ir fazer o que eu pedi quando eu voltei a falar:

— E faça uma mala com minhas roupas! Você sabe onde deixo tudo lá em casa. — Ele se virou pra mim e revirou os olhos assentindo e, finalmente, saindo da minha sala.

[…]

Já tinha terminado tudo quando Itachi apareceu carregando Sarada no colo caindo de sono. Senti um arrependimento de ter que fazer isso com minha filha, mas não tinha muitas escolhas. Peguei Sarada e vi Karin que me aguardava em sua mesa, ela correu até mim me entregando meus documentos, que tinha pegado pra fazer tudo que era preciso pra arrumar as passagens para a Itália.

— O carro já está esperando. — Ela avisou e eu assenti sem muita importância. Itachi ainda estava ali e me encarava com certo receio, como se estivesse planejando algo, na hora soube o que era e neguei com a cabeça tentando manter a distância. Ele não se importou e me puxou pra um abraço, ele sabe que eu odeio esse tipo de contato, ainda mais quando todos param pra vê, como foi o caso. Por sorte, Sarada estava entre nós, então ele não pode me abraçar do jeito que desejava ou do jeito que sempre fazia quando acontecia de um de nós acabar fazendo uma viajem, ele sempre dava aqueles abraços de ursos que faltava me esmagar, afinal, sempre estivemos juntos e quando tinha alguma viajem, mesmo de poucos dias, como era o caso, Itachi começava a ficar muito meloso comigo ou muito grudento, como preferir dizer.

Eu entendo o lado dele, Itachi e eu sempre tivemos um laço forte, mesmo com a diferença de idade, que nem era tanta, ele tinha vinte e sete anos enquanto eu tenho vinte e quarto. A gente sempre, sempre mesmo, ficamos juntos, seja na escola ou quando eu fazia alguma burrada, Itachi sempre cumpria os castigos dos nossos pais comigo. Até chegar o ensino médio, que ele entrou mais cedo do que eu, já que, como já mecionei, era mais velho e pulou alguns anos pela sua inteligência acima da média. Dali em diante a gente se separou um pouco, mas nada muito grande.

Ele sempre foi o gênio, prodígio da família, isso ele mostrava dês de criança, apesar de sempre se envolver em confusão quando estava comigo. Eu nunca liguei pra nossa diferença, ao contrário, eu o admirava e ainda admiro, mas ele não precisa saber.

Apesar de não estarmos na mesma escola ele sempre fazia de tudo pra continuar do meu lado e isso se tornou algo fundamental pra mim, não me vejo sem ele por perto, me observando, tirando sarro de mim ou me apoiando. Ele, assim como Naruto, é meu melhor amigo.

— Tá, me larga. — Pedi empurrando ele. Itachi se afastou e me olhou fingindo estar ofendido. Olhei em volta observando todos aquele andar nos encarar como se fossemos algo de outro mundo. — Vão arrumar o que fazer! — Berrei tentando esconder a vergonha. Sim, fiquei com vergonha. Qual é! São raros os momentos que isso acontece, dê um desconto. Logo todos tinham voltado ao seus trabalhos e eu ouvi a risada baixa de Itachi e não fiz questão de o encara.

— Pai ? — Ouvi a voz baixa de Sarada e a encarei a vendo coçar os olhos. — Que horas são ?

— Não se preocupe quanto a isso. — Sussurrei pra ela e fiz um aceno com a cabeça em direção a Karin pra que me acompanhasse e assim seguimos em direção a o elevador.

— Suas malas estão com algum segurança lá em baixo! — Ouvi Itachi dizer, mas não o respondi.

— Pra onde estamos indo ? — Sarada perguntou sonolenta. Já estávamos entrando no elevador quando eu respondi simples:

— Itália.

Na hora pude vê ela arregalar os olhos e sorrir grande, afinal, era justamente aquele país em que ela queria ir, consegui lembrar disso quando discutia com meu pai. Sarada era louca por aquele país, nunca entendi o porquê, mas ela era fascinada acho que pela língua. Me senti tão mal por ter que dizer que era à trabalho que nós iriamos lá e que ela passaria o tempo quase todo com a Karin. Sarada não gostou nada daquilo, e eu entendo completamente, mas não pude fazer muita coisa pra mudar aquela situação.

— Senhor Uchiha, separou as roupas de Sarada também ? — Karin perguntou depois de algum tempo em silêncio no elevador.

— Você vai comprar roupas novas pra ela na Itália mesmo. — Disse indiretamente. Eu sei que talvez esteja abusando da boa vontade, ou vontade de ir pra cama comigo novamente, de Karin, mas não pude evitar.

[…]

Depois de embarcamos no avião única coisa que eu pude pensar era na Hinata. Eu não queria ter que sair do país assim, logo agora que quase tudo estava tão certo entre nós. Pior de tudo era que eu não tinha contato telefônico nenhum com ela, erro meu. Deveria ter pegado o número dela. Poderia ter pegado com Naruto, mas não seria cara de pau a ponto disso. O que me resta é esperar pra poder explicar tudo que aconteceu, isso se ela quiser me ouvir.

Não faço ideia do porquê, mas com ela eu quero que tudo saia perfeitamente, talvez seja por causa da Sarada, porém depois de descobrir que, realmente, gostava dela tudo que eu já fiz antes, com relação à mulheres, pareceu errado. Todo aquele papo de " pegar, usar e largar " Não fazia sentido algum agora. Eu usava as mulheres para suprir minhas necessidade, só isso, e agora que percebo que pensava que mulher só servia pra isso, suprir necessidades, porque nunca senti alguma coisa por mulher nenhuma, só tesão.

Até Hinata aparecer, se apegar tanta a Sarada e bater de frente comigo quando necessário. Ela era, sem duvidas, a garota que conseguia mudar esse meu pensamento machista sem nem perceber. Ela não chegou até a mim com segundas intenções, ela nunca me olhava com outros olhos, aqueles olhos que sou tão acostumado a lidar, aquele cheio de luxúria. Hinata me encarava com admiração, ainda mais depois que contei sobre o que aconteceu com Sakura.

Eu amava aquele olhar dela, me fazia sentir que tudo que fiz valeu realmente a pena e quando olho pra Sarada, como agora, encolhida na poltrona, dormindo com a cabeça apoiada no meu braço, me fazia me sentir muito bem, melhor do que antes quando era só eu e Sarada. Hinata conseguia aumentar esse laço que eu tenho com Sarada, o tornar mais forte, mais bonito.

Eu, realmente, gosto da Hinata e a quero comigo, pra ser apenas minha. Eu nunca cheguei a namorar alguma garota justamente por não achar que valia a pena, já que, na minha idiota visão, mulher era pra ser usada, mas agora talvez eu faça questão de que isso aconteça com a Hyuuga, só não quero a assustar com a ideia de me ter e ganhar de brinde Sarada. Tenho consciência do quão difícil deve ser pra algumas a ideia de namorar um cara que já tem filho, por isso disse aquelas palavras pra perolada, pra quê não tenhamos nada sério até ela saber o que realmente quer, mas estava começando a me arrepender disso. Eu sei, pode ser que seja egoísmo meu, porém a ideia de poder ficar assumido com ela, mostrar pra todos que aquela mulher é minha não me pareceu tão ruim quanto eu achava que seria.

[…]

DOIS DIAS DEPOIS

Enfim domingo.

Eu tinha me dado muito mal com o cliente da Itália, ele era um babaca que parecia com o antigo eu, só fazia cagadas. Mas todo o processo para o caso dele e com todas as defesas que eu planejei pude ter certeza que ganharia aquele caso, então não me preocupei em ficar muito por ali, voltaria apenas no julgamento, já quê, além do trabalho, eu tenho uma filha que estuda. Falando na minha pequena, ela está sem falar comigo por esses dois dias inteiros, me machucava saber que ela me ignorava por uma besteira que fui obrigado a fazer. Eu a entendia completamente, além de vir contra a vontade pra cá, o pai dela mal ficava em "casa", o que lhe restava era Karin, que não dava a mínima pra ela, isso eu pude perceber só de olhar a cara de tédio da ruiva quando voltei, no primeiro dia de trabalho, para o hotel em que estávamos hospedados, Enquanto Karin assistia TV Sarada estava tentando fazer um lanche, o que deu errado, muito errado. Não briguei com Karin, não era obrigação dela olhar minha filha, mas mandei meu olhar " eu ainda te mato " em sua direção que pareceu ser mais eficiente do que palavras, pois no segundo seguinte ela estava em cima de Sarada a pedindo desculpa. Revirei os olhos.

Voltamos logo cedo pra Londres, não podia negar o quanto angustiado eu fiquei, sem ter noticias de Hinata. Eu precisava saber como ela estava e me explicar por tudo. Nunca pensei que sentiria tanta a falta de alguém como eu sentia a dela, só perdia para Sarada.

Depois de que pousamos, meu carro já me aguardava no aeroporto. Itachi tinha o trago, então paguei o taxi para Karin e ela logo foi embora.

Olhei pra Itachi como quem pergunta o quê ele fazia ali.

— Vim dar boas-vindas. — Ele disse e se aproximou pra me abraçar, mas eu desviei. Ele então passou a puxar Sarada, que só nos encarava, para um abraço. — Estava com saudade da minha sobrinha preferida. Você deve estar muito mal por ter que viver encarando essa cara tediosa do meu irmão, não é? — Perguntou quando se separou dela. Sarada riu e assentiu diversas vezes. Senti que algumas pessoas nos encaravam por estarmos na calçada agindo como gente idiota, mas não fiz questão de olhar em volta.

Olhei pra Sarada, tinha me sentido ofendido, mas não falei nada.

— Ele é a desgraça da família, você deveria ser a minha filha. — E então ele a puxou de maneira possessiva. Bufei o puxei de cima dela. — Ainda vou pegar sua guarda.

Não adiantou que eu o tirasse de cima dela, Sarada agarrou a perna esquerda do meu irmão e me mostrou a língua, por um momento pensei que ela mostraria o dedo do meio também. Itachi riu da minha cara desacreditada e cruzou os braços com a maior pose.

— Vai me trocar por ele ? — Perguntei apontando pro meu irmão completamente perdido.

— Vou. — A ouvi dizer decidida. Passei as mãos no cabelo nervoso. Ela estava brava comigo, isso era bem óbvio, mas me trocar pelo Itachi ? Justo o Itachi ? Estava realmente ofendido. — É brincadeira, idiota. — Me surpreendi quando ela disse aquilo, talvez pelo apelido carinhoso que me foi dado. A encarei observando seu rosto virando pro outro lado e um bico se formando nos lábios finos. Ela era, com toda a certeza do mundo, minha filha. — Não te troco nem pelo tio Ita.

E então se desgrudou do meu irmão mais velho que me encarava risonho. Sarada cruzou os braços ainda sem me olhar.

— Filha… — Comecei meio sem jeito. — Desculpa pelo que aconteceu, foi algo que eu não contestar. — Me aproximei dela e me abaixei na sua altura. Ela finalmente me encarou e assentiu em compreensão, ela sempre me compreendia, nem parecia ser uma criança as vezes. Sorri fraco e ela passou suas pequenas mãos no meu rosto com carinho, fechei os olhos apreciando aquilo. Acabei sorrindo.

— Eu te entendo, papai, sempre entendi. — Então ela afastou a mão esquerda e eu abri os olhos a tempo de vê ela tocar minha testa como eu sempre fazia com ela. Foi algo tão puro que senti que ia começar a chorar ali mesmo, mas me segurei o máximo que consegui. — Deixamos essa conversa pra depois. — Sarada sussurrou o mesmo que eu dizia as vezes, enquanto sorria grande. Sorri com ela e me levantei vendo Itachi sorrir com a cena que acabou de vê, tinha esquecido da presença dele.

— Agora que eu quero mesmo a guarda dela. — Ele disse rindo. Acabei rindo também.

[…]

— Você que planejou aquilo, não foi ? — Perguntei a Itachi quando estávamos no meu carro. Eu dirigia, Itachi estava ao meu lado e Sarada no banco de trás olhando pra janela.

— Aquilo o quê ? — Perguntou fingindo confusão.

— Aquilo de jogar Sarada contra mim, só pra que eu me sentisse mal e ela fizesse as pazes comigo. — Apontei revirando os olhos sabendo que era exatamente isso que ele fez.

— Eu não fiz nada. — E começou a assobiar olhando a janela. Revirei os olhos desistindo daquilo. — Ah! Vamos na casa dos nossos pais.

— Fazer o que lá ? — Perguntei confuso. Ele me encarou como quem diz " você é um idiota ou o quê? " fechei a cara e ele riu.

— Sarada vai ficar com a nossa mãe. — Ele disse como se fosse óbvio e não era.

— Vai ? — Perguntei desentendido. Tentei prestar atenção no caminho, mas estava concentrado em ouvir a resposta de Itachi.

— Você esqueceu mesmo ? — Perguntou retoricamente. — Hoje é dia do jogo, você vai comigo.

Ah! Tinha esquecido aquilo completamente. Não estava nenhum pouco afim de sair com aqueles idiotas que meu irmão chama de amigos. Na verdade, estava querendo mesmo era voltar pra casa e vê uma certa morena que é minha vizinha e deve estar me xingando no momento.

— Não vai dar. — Mantive os olhos na estrada. Itachi bufou em impaciência.

— Vai sim e sabe disso. — Apontou sério e eu bufei revirando os olhos sabendo que não tinha como discutir com o Itachi. Mudei a rota do caminho e seguir para a casa dos nossos pais. — Ah! Sobre a babá da Sarada, ela ficou igual louca ligando para o escritório.

Ah! Outra coisa, ou pessoa, que eu tinha esquecido.

— Depois me resolvo com ela. — Dei de ombros s seguimos o resto do caminho em silêncio.

[...]

— Filho! — Exclamou Mikoto quando me recebeu em sua porta. Sorri fraco pra ela que me puxou pra um abraço, não consegui contestar, era minha mãe afinal. — Cadê a Sarada ? — Perguntou ao notar a ausência da pequena ao meu lado.

— Correu pelos fundos direto pra piscina com o traste do seu filho mais velho. — Dei de ombros entrando na mansão Uchiha. A casa enorme era muito bem cuidada. Olhei para uma das paredes reparando no símbolo que meus país faziam questão de mostrar pra qualquer um. Lembro que adorava as histórias que meu pai contava pra mim e para Itachi sobre a família, que anos atrás eram um clã. Era nostálgico voltar pra aquela casa e vê o símbolo da família ainda ali.

— Você sempre gostou do que esse símbolo representa. — Ouvi a voz do meu pai, mas não o encarei, estava ainda perdido em pensamentos olhando aquele símbolo.

— Família. — Sussurrei. — Ele sempre representou a nossa família. — E só então me virei, vendo o sorriso grande da minha mãe e o certo orgulho nos olhos do meu pai o que me assustou a princípio, não era normal ele me encarar daquele jeito.

— O que faz aqui ? — Fugaku perguntou visivelmente curioso, fazia algum tempo que não dava as caras por aqui, talvez fosse essa a razão da sua curiosidade.

— Vim trazer a Sarada. — Dei de ombros caminhando até o sofá e me jogando nele. — Itachi precisa da minha presença em um daqueles dias que tiramos pra relaxar, então pensei que você poderia ficar com ela. — Dessa vez encarei minha mãe que não gostou quando me referir a ela usando " você " mas não liguei.

Meu pais eram japoneses e faziam de tudo pra manter seus costumes ao menos dentro da própria casa. Tentaram me educar com esses mesmos costumes, posso dizer que sempre achei bonito o qual ligados eles eram com sua terra natal, mas eu nunca aceitei muito bem esses costumes, apesar de usa-los quando necessário, como foi o caso daquela ligação para a senhora Uchiha. Itachi, que nasceu no Japão também, acabou se acostumando com os costumes britânicos assim como eu, para decepção dos nossos pais que com os anos acabaram aceitando.

— Você nos procura apenas quando lhe é conveniente, não é? — Debochou meu pai que estava perto da escada com os braços cruzados.

— Procuro vocês quando eu preciso, afinal, família é pra isso. — Ri comigo mesmo. Meu pai bufou notando a referência e minha mãe encolheu os ombros.

O fato era: meu pai sempre falava que quando precisarmos poderíamos procura-lo sem pensar duas vezes, porque era isso que a família era: um porto seguro. Ele dizia isso quando eu era criança e bom, eu levei isso muito a sério, sempre vi a família como meu porto mais que seguro, isso acabou depois que ele descobriu que eu tinha engravidado uma garota no auge da minha rebeldia. Nunca fui rebelde sem causa, eu tinha uma causa, queria muito atenção, atenção dos meus pais já que eles olhavam apenas para o Itachi, nunca o culpei, a culpa era dos meus pais que não conseguia esconder o desgosto de não ter os filhos iguais, eles não sabiam lidar comigo, com o fato de eu ser diferente do Itachi.

Depois que souberam da gravides tudo piorou, tudo ficou confuso e eu fiquei desolado vendo meu porto seguro não tão seguro agora. Depois disso nossa família se separou muito, drasticamente, o que me restou de uma família foi Itachi, ele era o único que não me julgava por ter conseguido engravidar alguém tão cedo, ele foi o único da família que não virou o rosto pra mim e por causa disso ele acabou se afastando da família também por minha culpa.

Não que eu me importe, com o fato da nossa família ser tão distante, só gosto de lembrar meu pai por tudo que me fez passar e ainda faz e como ele conseguia se contradizer tão facilmente, mas sabia que não podia abusar, poderia acabar deserdado, sem emprego e na sarjeta ou ainda pior, sem Sarada.

Minha mãe depois de algum tempo acabou voltando atrás e me procurou dizendo que faria de tudo pra me ajudar, e eu aceitei já desesperado sem saber como lidar com Sakura e com uma filha a caminho. Mikoto conversou com meu pai e ele decidiu então que eu começaria a estudar, dessa vez sério, direito e então assumiria um dos cargos importantes em sua empresa. Nunca foi meu sonho trabalhar com meu pai, mas na minha situação não tinha muitas escolhas, e então eu fui, sem pensar duas vezes, caí de cabeça nos estudos e deu no que deu.

— Sasuke! Espero que você tenha alguma outra roupa pra Sarada. — Itachi apareceu na sala me tirando dos devaneios e quando virei o rosto para o encarar levantei uma das sobrancelhas ao ve-lo totalmente encharcado carregando uma Sarada risonha em seu colo bagunçando seu cabelo, agora solto e igualmente encharcada.

Minha mãe arregalou os olhos e logo riu alto olhando aquela cena, era estranho vê a senhora Uchiha, conhecida por não sorrir, acabar gargalhando por aquilo. Não fui o único a estranhar aquilo, Fugaku também estava surpreso ao presenciar aquilo, e por um momento pensei que ele tinha soltado um sorriso fraco, mas deve ser coisa da minha cabeça, com certeza era coisa da minha cabeça.

— Por Kami, Itachi. — Ouvi minha mãe dizer entre risos.

— Sarada me enganou e me jogou na piscina, pior disso é saber que fui eu que a ensinei a como enganar algum babaca com intuido de o babaca ser o Sasuke. — Ele dizia incrédulo fazendo nossa mãe rir mais e eu ri pelo nariz.

— Parece que o jogo virou. — Comentei o olhando de maneira sarcástica. Ele mostrou a língua em um ato totalmente infantil. Sarada bateu as mãos, uma de cada lado do rosto dele, e o repreendeu por me tratar dele jeito. Ri ainda mais era a primeira vez que Sarada me defendia do Itachi.

Ouvi o soluço de alguém e me virei pra minha mãe que agora chorava. Bipolar. Fugaku se aproximou da mulher e a abraçou de lado e a perguntando o porquê de estar chorando.

— Faz tanto tempo… que nossa família deixou de ser família e agora, olhando vocês, meu dois filhos… — Não conseguiu terminar e voltou a chorar. Fiquei meio desconfortável com aquilo, certa culpa da nossa família ter se separado mais era minha. — Eu tenho tanto orgulho do que vocês dois se tornaram, e você Sasuke, nos deu o presente mais lindo que conseguiu unir nossa família novamente, ao menos por enquanto. — Fiquei surpreso com aquela declaração, e em como ela olhava pra Sarada, era com um carinho tão grande tão parecido com o amor de uma mãe com o filho.

Olhei pra Itachi que permanecia sem jeito no mesmo canto. Sarada estava com a cabeça encostada no ombro do tio prestando atenção no que a avó dizia.

— A-aproveitando o momento. — Itachi começou atropelando nas palavras, o que foi inusitado, ele nunca se quer gaguejava. — Estou noivo e pretendo dar o segundo sol de esperança pra essa família.

Arregalei os olhos e me engasguei com minha própria sálvia. Itachi ? Noivo ? Quando o mundo ficou de ponta cabeça assim ?

Todos na sala permaneceram quietos, até minha mãe largar meu pai e correr até Itachi o abraçando apertado.

 — Kami! Quanto eu sonhei com isso. — Ela dizia entre lágrimas. Eu mirei o símbolo estampado na parede, talvez, não tivéssemos perdido totalmente a nossa família, talvez, ainda tenhamos salvação. Talvez Sarada realmente conseguisse reunir toda a família como nosso pequeno sol de esperança.


Notas Finais


É isssoooooo
Espero que tenham gostado... e me desculpem os erros...


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