História À Sua Maneira - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anemia, Bulimia, Colegial, Comedia, Drama, Escolar, Fluffy, Hobi, Jung Hoseok, Kim Taehyung, Mistério, Romance, Suícidio, Suspense, Taekook!mention, Taeseok, Tdi, Vhope, Yaoi
Visualizações 61
Palavras 2.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Como prometido, aqui já está o primeiro capítulo.

— avisos básicos —
• a fic está dividida em: a cada um capítulo, ele será dividido em quatro partes. Então, além dessa parte, terão outras três que serão focadas no Jeongguk. Com o passar dos capítulos, isso vai ser mantido e focado nos outros personagens.
• as frases do começo são como "spin-offs" do capítulo, apenas.

É isso!

Espero que gostem e boa leitura! ♡

Capítulo 2 - CAPÍTULO 1.1; À maneira de J e o n J e o n g g u k.


— • primeiro capítulo • —

— • à maneira de Jeon Jeongguk • —


"Eu devo bastante à Jeongguk.

E tenho consciência do quanto o mesmo também é dependente de mim."
 

 

Jeongguk! Que susto! 

Eu quase morri do coração. O garoto — sem nenhum tipo de vergonha, devo frisar — entrou pela janela do meu quarto, já aberta. 

— Você se assusta muito fácil — comentou; um sorriso divertido surgindo em seus lábios. 

— Ah, claro — suspiro, derrotado, terminando de arrumar minha mochila. "Já deveria ter me acostumado com suas entradas triunfais enquanto eu não estou prestando atenção. Erro meu.", completei em pensamento, por mais que Jeon fosse mais do que bem-vindo em minha casa e esse era um hábito já familiar para mim.

Algo que percebi com o passar dos anos é que não se vence uma discussão de Jeongguk. Você pode tentar e tentar, pode até estar certo... Eventualmente você perderá por teimosia alheia. 

E também porque você está literalmente de saco cheio de discutir com um pirralho arrogante como ele. 

— Sabe, é seu primeiro dia de aula naquela escola, então, acho bom você ir logo. — O moreno comentou, usufruindo da expressão "ser de casa" enquanto puxava um dos meus quadrinhos da estante e deitava-se confortavelmente em minha cama. 

Certas coisas nunca mudariam. 

— E você? Tá fazendo o que aqui ainda? Sua escola fica a uns trinta minutos daqui, peste! — Jeon levantou o olhar da revista; a mesma aura carregada de sarcasmo e astúcia de sempre. 

Sua resposta, entretanto, jamais chegou. 

— Filho, você já está pronto? — Ouço a porta abrir timidamente, para logo após apenas a cabeça da minha genitora brotar na fresta. 
— Já sim. Jeongguk quase me atrasou, mais uma vez — ralhei, dessa vez, rindo cúmplice com o projeto de gente esparramado em meus lençóis. 

— Oh! Jeongguk está aqui! Bom dia — disse a mulher, sorrindo para meu melhor amigo. 

Jeongguk apenas respondeu com um aceno, enquanto minha mãe deixava-nos sozinhos outra vez. 

— É melhor eu ir também. Até depois, hyung

E foi assim que eu, pela segunda vez no dia, me vi sozinho dentro daquele pequeno quarto. 

Jeongguk é meu vizinho e melhor amigo desde que me entendo por gente. Para ser sincero, eu não sei muito sobre ele — não tanto quanto ele sabe sobre mim e quanto eu gostaria de saber sobre o mesmo, devo admitir. A questão, no entanto, é que ele está aqui por mim e isso é o bastante para nós dois, por enquanto. 

Por mais que eu nunca tenha dito isso em voz alta, eu admiro a coragem que exala do ser que é Jeongguk — Guk, para os íntimos —, porque ele me faz tomar decisões que eu jamais tomaria caso estivesse sozinho. 

Como andar de skate. 

Ou assumir minha sexualidade para os meus pais

A segunda fora, de longe, a mais difícil. Confesso que, se Guk não estivesse comigo, talvez eu ainda seria uma incógnita para as pessoas que me puseram nesse mundo. 

Eu devo bastante à Jeongguk. E tenho consciência do quanto o mesmo também é dependente de mim. 

Por que estou pensando sobre essas coisas mesmo? 

— Guk já foi? — Perguntou minha mãe quando eu apareci em sua cozinha. O cheiro bom de café diariamente me atrai para cá, por mais que eu nunca ingira mais do que uma caneca amarga do líquido. 

— Jeongguk? — Estranhei sua pergunta. Era óbvia a ausência do menor. 

A Kim sorriu compreensiva, entregando-me a simples caneca branca que eu possuía desde pequeno. 

— Apesar de você saber o caminho da nova escola, hoje eu vou levar você, tudo bem? Preciso acertar algumas coisas com o diretor, devido à transferência e tudo mais...

Minha mãe parecia exausta. Sua fala perdeu-se no ar, enquanto eu apenas assentia um tanto desanimado. Odiava mudar de escola ­— o que acontecia com certa frequência—, sendo duas vezes pior quando a mudança em questão ocorria no meio do ano letivo. 

Nessas horas, eu sinto sua falta, Guk. Tudo seria mais fácil com você ao meu lado. 

A mulher de cabelos curtos à minha frente checou o celular pela primeira vez naquela manhã, me surpreendendo. Penso que nascera na década errada, visto que sua dependência tecnológica era pior que a minha. 

— Acabei de conferir sua consulta. Também será hoje, então vou te buscar após a escola. Não esqueça. — Apesar das ordens, possuía um sorriso gentil, fazendo com que eu também sorrisse involuntariamente. 

Talvez eu consiga lidar com tudo sozinho, no final das contas. Não deve ser tão ruim. 

A quem eu quero enganar?

 

• • • 

 

 

O percurso de carro até minha nova escola é naturalmente mais rápido do que a pé. O que levaria em torno de trinta minutos, não passou de quinze. A HQ velha em minhas mãos contribuiu para a famosa sensação de tempo voando, porque, quando dei por mim, estávamos frente à construção opaca e grande demais para o meu gosto. 

Todas as escolas que frequentei durante meus dezessete anos de vida eram como deveriam ser: proporcionais ao tempo que ficaríamos enjaulados sem direito à uma refeição decente e, acima de tudo, sem comunicação com o mundo exterior. 

Aquilo ali parecia sorver as pobres almas assim que pisassem em seus azulejos ridiculamente brancos de tão enorme. 

Tudo bem, talvez fosse um pequeno exagero da minha parte. 

O sentimento de que eu entraria lá para nunca mais sair, entretanto, é o mesmo. E este — somado ao sentimento de solidão por ter deixado todos os meus amigos para trás — descia por minha garganta, já seca. Eu teria que, literalmente, engolir aquilo tudo. 

Kim Taeyang, como a boa mãe que era, pareceu ler meus conflitos internos ao afagar meus cabelos com uma expressão... arrependida, talvez? Não faço a menor ideia. Não durou muito, de qualquer forma. 

— Não será um ano completo, Tae. Não há nada com o que se preocupar — reafirmou e eu sorri como resposta, tentando transparecer uma confiança que não existia. 

Eu queria dizer que estava tudo bem e que ela não precisava se preocupar. Queria dizer que eu já era crescido e que mudanças de ambiente são tampouco temidas por mim; dizer que eu já me acostumara a passear de instituto e instituto, já tendo em mente qual seria meu próximo destino. 

As palavras, porém, jamais saíram. Talvez tenham ficado presas no carro que deixamos para trás. 

 

A grande sala de espera em tons terrosos compunha o restante da secretaria; uma porta bem envernizada separava tal espaço da sala do diretor — sala na qual os adultos resolviam as coisas de adultos enquanto a criança aqui, curiosa demais, começava a arrumar qualquer motivo que fosse para sair daquele ambiente acusatório. Toda aquela burocracia era exaustiva até para quem via de fora e eu não estava com a mínima paciência de esperar a conversa (que parecia interminável) findar-se. 

Minha mãe e o diretor Kwang pareciam ter entrado numa daquelas conversas importantes e eu não ousaria interrompê-los — até porque o homem, no auge dos seus talvez sessenta anos, possuía feições muito bem marcadas pelo tempo, dando-lhe um ar respeitoso. O simples ato de contrariá-lo fazia-me pensar o quanto eu não gostaria de ser o motivo de sua versão raivosa. Apesar de sua baixa estatura, cabelos grisalhos e encontrar-se pouco acima do peso, eu ainda desconfiava de sua personalidade. Parecia alguém explosivo. 

E, honestamente, eu prefiro manter distância de pessoas assim. 

Haneul, a secretária — uma bela moça, surpreendentemente jovem demais, o extremo oposto de Kwang —, ditava os horários e explicava com clareza onde eu encontraria as salas para cada aula do papel em suas mãos. 

Eu não precisava saber daquilo tudo. Havia visitado o Instituto há dois dias e todos os lugares daquela imensidão acinzentada estavam frescos em minha memória, mas, só de notar em como a conversa com aquela mulher estava me distraindo, só conseguia concordar com cada palavra e fingir prestar atenção em suas orientações. 

— Faltam apenas dez minutos para o começo das aulas de hoje — comentou, finalmente devolvendo-me o papel. 

Passei os olhos pela grade de horários rapidamente, tentando absorver o máximo daquilo tudo. Primeira aula do dia seria matemática e eu não poderia estar mais feliz; sala 204. 

— Eu vou procurar a sala, então. Obrigado pela ajuda — agradeci com um simples sorriso, caminhando para fora da secretaria sem esperar por uma resposta.

Abandonei Haneul e minha mãe lá; não queria despedir-me da Kim mais velha, porque de despedidas eu já estava saturado

Não que eu me importasse, de qualquer forma. 

Não demorou muito para encontrar a tal sala 204 e eu já pude observar diversos estudantes tagarelando e rindo, completamente alheios à uma nova presença — no caso, a minha. "Melhor assim, quem sabe eu me safo daquelas apresentações chatas e irrelevantes", pensei, suspirando aliviado e jogando minha mochila no pé da cadeira, sentando na mesma em seguida. 

Escolhi o último lugar vago, próximo à grande janela lateral, que dava vista para o enorme pátio abaixo de nós. Algumas árvores e bancos grossos de madeira compunham a decoração do lugar e eu agradeci pelo período de chuvas que era o mês de Julho ter passado. Sempre fui alguém que prefere passar dias chuvosos em casa, então, "começar" o ano letivo no verão, em Agosto, não era de todo o ruim — apesar de já sentir a quentura proporcionada pelo meu uniforme; um material nada propício para o calor de Seul. 

Sabe quando há aquele sentimento de estar sendo observado, não importa o quão distraído esteja? Bom, tal sentimento me fez olhar de relance para o assento à minha frente — agora ocupado, pude notar, por um garoto um tanto... peculiar, eu diria. 

Pelos poucos segundos em que consegui captar sua aparência, notei seus cabelos negros suspensos em um topete charmoso — combinava muito bem com ele, não posso negar —, seus olhos pequenos, nariz comprido e arrebitado e os lábios finos, envolvendo o enorme sorriso que direcionava à minha pessoa. 

Céus, ele era lindo. 

— Qual seu nome? — Perguntou-me sem rodeios, ainda com o maldito sorriso no rosto. 

Demorei um pouco para respondê-lo; estava muito concentrado em como sua pele era perfeita e parecia não haver nenhum defeito em como toda sua feição em si conseguia ser harmônica. 

— Taehyung. Kim Taehyung. — Minha voz saíra mais baixo do que planejado, mas não me importei; o rapaz pareceu ouvir mesmo assim. 

— Sou Jung Hoseok. Eu estava pensando se perguntar "você é novo aqui?" seria algo muito estúpido — comentou e eu sorri com sua sinceridade. — De qualquer forma, bem-vindo. 

— Obrigado, Hoseok — agradeci verdadeiramente, uma felicidade momentânea começando a preencher meu peito por me sentir, de fato, incluído. 

— Pode me chamar de Hobi, se preferir... É como todos chamam. — O tal Hobi fez uma careta desgostosa, como se não simpatizasse muito com o apelido e estivesse apenas acostumado a ser chamado daquela forma. Ri, por fim, sentindo-me estranhamente mais à vontade com aquele garoto. 

Invejei sua facilidade em manter uma conversa despretensiosa ao engatarmos no assunto "escola nova". 

O moreno contou-me um pouco sobre si, dizendo não imaginar como era a sensação de mudar de colégio tantas vezes como eu, afinal, estudava no Instituto Yonsei desde sempre — o que levou Jung a ser conhecido por, praticamente, todo mundo. 

Ele não quis admitir, mas eu sabia que era popular. 

Com poucos minutos de conversa, eu não pude deixar de reparar em sua postura confiante, como quem consegue tudo o que quer e quando quer, o que lembra-me um pouco Jeongguk. A diferença, contudo, era que o menor possuía uma aura arrogante junto à confiança. Hoseok não. Ele era gentil e parecia realmente preocupado com a minha estadia naquele lugar, então permiti sentir-me acolhido por sua presença radiante. 

Como tudo que é bom — infelizmente — dura pouco, uma senhora baixinha entrou na sala, calando a turma toda ao jogar a bolsa carmim em sua mesa. 

— Pronto para conhecer o inferno? — Hoseok indagou baixinho, ainda com um pequeno sorriso brincando em seus lábios. 

— Pior que minha vida não é — rebati no mesmo tom divertido, fazendo-o rir enquanto girava seu corpo para frente por completo. 

— Muito cedo para afirmar isso, novato. 

 


• • • 

 

 

O ambiente de exatamente uma semana atrás continuava o mesmo. Até mesmo as persianas brancas que fingiam cobrir a sacada — na qual dava visão à um amontoado de prédios e construções sem vida no lado de fora — estavam dispostas da mesma forma de sempre. No entanto, pude notar a presença de um quadro novo cobrindo a parede bege à minha frente: era um quadro de uma fazenda, eu acho. Quer dizer, existiam as mais diversas vegetações, uma casa no canto superior direito e um lindo pôr-do-sol em tons alaranjados pincelados com maestria. 

As cadeiras confortáveis em tons de verde-musgo pareciam mais atrativas hoje e eu não consegui saber o motivo. Talvez o sol lá fora — finalmente brilhando após meses de chuva intensa — fosse um motivo a mais para comemorar. 

Aquele lugar era aconchegante na sua própria maneira e eu sentia-me grato por isso. Muito provavelmente, eu não me sentiria à vontade para compartilhar metade das coisas que penso se não me sentisse bem aqui. 

O ar até mesmo cheirava à jasmim, por mais que eu odiasse o aroma artificial desses produtos de limpeza. 

Eu sou um pouco sensível à fragrâncias. 

— Como foi seu dia?

"Normal", pensei em responder. 

Como sempre respondia. 

Entretanto, eu sabia bem que essa não era a resposta esperada por ele. 

— Foi legal. Foi meu primeiro dia de aula no Instituto Yonsei e eu acho que fiz um amigo — contei sem entrar em detalhes; eu sabia que, futuramente, eles viriam de qualquer forma. 

Sorri involuntariamente ao recordar-me de Hoseok. 

O senhor Hideki era um homem de poucas palavras. Ele era alguém que gostava de observar e questionar, sem nunca responder ou prolongar em algum tópico. Esse era um dos motivos que fazia eu me sentir um pouco inquieto às quintas — dias das consultas semanais. 

Sr. Hideki alcançou seus óculos e preparou o bloquinho de anotações, tentando manter o contato visual comigo por cima das armações grossas e antiquadas. 

— E como esse amigo é? — Indagou, deixando um pequeno sorriso encorajador escapar. 

— Ele é... Uma boa pessoa, eu acho. Ele é bonito e engraçado. — O homem assentiu conforme eu descrevia o Jung, baixando o olhar apenas para anotar algumas coisas em minha ficha. — Eu queria dizer mais sobre ele, mas ainda não o conheço bem o suficiente — suspirei, transparecendo a minha própria chateação com aquele fato. 

— Isso é bom. — Hideki sorriu novamente. — E seus outros amigos? Como estão? 

O psicólogo sempre perguntava sobre meus outros amigos, então aquilo deixou de ser algo estranho à primeira vista. Parecia mais uma rotina cansativa; tanto para mim quanto para ele. 

— Jeongguk me visitou hoje cedo. Provavelmente vamos passar o resto da tarde jogando videogame quando eu chegar em casa... — comentei, recebendo um manear positivo do grisalho, instigando-me a continuar após fazer mais anotações. — Faz um bom tempo que não vejo Namjoon. Yoongi apareceu no final de semana. Ele se desculpou por ter sumido do nada. 

— E sobre o que você e Yoongi conversaram? — Hideki interrompeu-me. Sua postura mudou, tornando-se mais ereta e focada em minha resposta. 

Pode parecer loucura, mas acho que Yoongi estava certo quando disse que meu psicólogo não gostava nada dele. Eu percebia isso também. 

E esse é um dos motivos de eu omitir para Hideki algumas coisas sobre meu relacionamento com Yoongi. 

— Nada demais. Ele só se desculpou mesmo e... E disse que talvez fosse viajar e passar mais tempo fora. Dessa vez ele avisou, pelo menos — ri sem humor, esperando que minha mentira fosse tão convincente quanto parecia. 

A verdade é que, quase sempre, Yoongi está comigo. Mas eu não queria afastá-lo, por mais que meu psicólogo aconselhasse. Ele era meu amigo, apesar de tudo, e eu não achava justo, afinal, ele abria meus olhos para muitas coisas. 

— Entendo. — Hideki rabiscou mais algumas palavras no papel, dessa vez escrevendo mais do que eu esperava. Agarrei nos braços do estofado esverdeado, correndo os dedos pelos detalhes em veludo, tentando inutilmente arrumar uma distração. — E Jimin? Jin? 

— Ah... Eu não lembro da última vez que nos encontramos. — Vasculhei em minha memória e, de fato, não consegui recordações recentes daqueles dois. 

Por onde andavam? 

Mais anotações. 

— Você disse que você e Jeongguk irão jogar videogame juntos mais tarde — assenti em meio à sua fala. — Como está a relação de vocês? 

Pensei por poucos segundos antes de respondê-lo. Eu mesmo não saberia definir em palavras como nossa relação estava, então fui sincero.

— Eu não sei. Eu ainda gosto dele, mas ele não sabe disso. Estamos na mesma. — Hideki maneou a cabeça, murmurando um "uhum". Senti que deveria falar mais. — Faz muito tempo que nós não discutimos, então acho que isso é bom. 

— Ele ainda é seu vizinho? — Indagou o homem, arqueando uma sobrancelha em minha direção. 

— É sim. 

Mais uma pausa. 

Mais anotações. 

— E você tem tomado seus remédios, Taehyung? 

— Sim. 

 

No geral, eu odiava respostas monossilábicas. Acontece que, quando você começa a frequentar psicólogos e psiquiatras, elas costumam vir sem a devida permissão, como se já fossem algo natural. É muito estranho pensar em como você literalmente está pagando para alguém te ajudar a resolver seus problemas e conflitos internos; não é algo que você se sinta confortável a respeito — afinal, você e o profissional não possuem quaisquer laços fora daquele consultório. 

Eu não conheço o senhor Hideki fora daqui, mas, por outro lado, ele me conhece melhor do que ninguém. 

Isso é estranho. 

E, o pior de tudo, é que eu me sinto da mesma forma com Jeongguk


Notas Finais


Confuso? Estranho? Querem me bater?
Por favor, não. ç_ç
Me digam o que acharam!

Beijocas! ♡


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