História A Substituta - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Asubstituta, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 158
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ei!

Capítulo 4 - Quarto


Terminava de ajustar o casaco ao corpo quando chegou à cozinha. Parou na porta, observando Sakura montar a mesa do café da manhã. Sasuke arqueou a sobrancelha e consultou o relógio, seus planos para segunda de manhã  se alinhavam com a ideia de passar na confeitaria no caminho do trabalho, comprar alguns dos pães doces e café. Mas, de repente, a sua mesa estava servida e o rádio tocava tão alegremente que tudo que lhe restava era apenas olhar para a mulher dançando conforme remexia em algo no fogão. 

O Uchiha se aproximou mais. Ela realmente possuía a mania de estar bem vestida mesmo quando não existia a necessidade. Recordava-se de que Karin jamais fazia algo do tipo, se fosse possível, ela ficaria de pijama o dia todo e ainda reclamaria. Algo que Aiko herdou e fazia questão de seguir. 

A mulher de cabelos róseos cantava junto ao rádio, tão mergulhada em seus afazeres que não o notou. O corpo dela se desenhava através da saia preta e da camisa laranja, ela ainda tinha a pulseira se sacudindo ao pulso. Uma corrente de prata, com pequenos pingentes que de longe eram impossíveis de serem decifrados. Mas ela parecia tão feliz consigo essa manhã. Diferente dele, que mal podia esperar para a batalha que teria de travar com Aiko em seguida.

Involuntariamente, ele sorria diante do pequeno espetáculo de Sakura. E ela gritou ao vê-lo ali, parado, assistindo-a. Foi preciso se apressar para segurá-la e não permitir escorregar no piso com o salto alto. Arfando, a mulher o encarava com os olhos verdes surpresos. Possuindo-a em seus braços, ambos se olhavam. Ela sorriu minimamente, enquanto era ajudada a se recompôr.

— Sinto muito — Sasuke disse.

— Ainda bem que é rápido em pegar uma mulher— a Haruno disse e sorriu ainda mais. O silêncio os envolveu, com ambos a se encararem e pensarem no sentido que a frase dita por ela poderia assumir. E Sakura também havia entendido as segundas intenções, suas bochechas pálidas tomaram cor de pitanga e o Uchiha apenas moveu os lábios sem deixar som algum rompê-los. — Café?

— Seria ótimo.

Mas ninguém se moveu, continuaram petrificados no lugar.

— O que é isso? — Aiko resmungou e apontou para o prato.

— Algo entre uma omelete e ovos mexidos — Sakura se aprumou —, é uma delícia. Ou pelo menos ninguém sobreviveu para reclamar...

Ao que ninguém riu e apenas olharam para o prato, a Haruno se sacudiu em altos risos.

— Era uma brincadeira — ela disse —, deixaram o senso de humor ir junto da água do banho matinal?

— Você é louca — a mais jovem disse enquanto escolhia cuidadosamente uma das frutas.

Depois de conferir o que havia para comer, resolveu que não sentia tanta fome assim. Optou pelo café. Forte e amargo, como deveria ser. 

A filha sequer o havia lançado um olhar e ele próprio não diria nada. Noite passada tinha sido o suficiente para calá-los ainda mais, se existisse alguma chance de algum dia conversarem como ele próprio tinha feito com o pai nessa idade, ontem isso se transformara em cinzas e dali não sairia uma fênix. Sentia-se totalmente na razão e não pediria desculpas. 

Do outro lado da mesa, Aiko evitava-o, como se fossem dois desconhecidos. Entre eles, Sakura tomava seu chá e sentia a premissa de guerra. Apenas o rádio cortava o silêncio das mentes ameaçadoras. 

— Será que poderia  me dar uma carona até o centro? — a Haruno perguntou. — Fica no caminho, já que tem que deixar Aiko na escola...

— Tudo bem — Sasuke respondeu

Foi preciso mais trinta minutos até que finalmente estivessem todos prontos. Ele odiava esperar, então, trocara de estação de rádio centena de vezes. Em alguns minutos se pegara discutindo com o locutor, que teimava em falar sobre os fumantes, ou então alguma notícia que não tinha um dedo de verdade. E foi então que elas apareceram.

Nessa manhã, depois do tempo de espera, ele decidiu que iria forçá-la a falar com ele, fosse por bem ou mal. Assim, que Aiko tentou abrir a porta, travou-a. A garota o olhou com ira a escorrer. E Sasuke sorriu sarcástico diante da reação dela. Viu-a cruzar os braços sobre o peito e fechar a cara, podia ouvir, mesmo através do som do motor do veículo ligado, que a filha batia os pés no concreto, impaciente.

— Peça permissão — o Uchiha disse.

— Não — ela sacudiu os ombros —, não farei isso.Você não tem o dia todo, então vai ter que ceder.

Sakura suspirou e puxou a chave do contato, acabando com a diversão. 

A jovem apenas entrou e se sentou, ele a podia ver através do retrovisor, sorrindo vitoriosa e orgulhosa. A faria falar com ele, de um jeito ou de outro. Mas não pediria desculpas.

— Podemos ir? — Aiko perguntou —, tenho algo importante a fazer. Como recuperar a minha reputação hoje.

— Reputação? — Sasuke riu. — Que reputação uma adolescente de quinze anos teria?

— É dezesseis — a garota revirou os olhos. — Aquela que fez o favor de estragar. Por que ficar na sua é muito, não é?

— Respeito é sempre bem vindo.

— Faço das suas palavras as minhas — ela sorriu de canto. — Será que podemos...

A jovem gesticulou o caminho da garagem com as mãos, tão irônica quanto deveria ser. Mas foi Sakura quem suspirou e decidiu falar.

— Certo — a Haruno murmurou —, peça desculpas à Aiko, Sasuke.

— Não mesmo — ele disse.

— Então não sairemos daqui — a mulher simplesmente enfiou a chave do carro entre os seios, sorrindo.

O Uchiha apertou o volante, irritado e sentindo as palavras se entalarem na garganta. Respirou profundamente, tentou contar até dez e pensar em coisas que o permitissem manter o controle de sua mente. Mas parecia impossível. Então, tudo que fez foi soltar o ar e engolir o orgulho, não tinha intenção de chegar tarde ao trabalho.

— Desculpa — Sasuke disse, tão baixo que foi preciso a filha se aproximar para ouvir.

Aiko sorriu e assentiu.

— Agora, peça desculpas ao seu pai, Aiko — Sakura disse.

— O quê? — o sorriso da mais jovem morreu de repente, dando vida ao dele. A mulher no banco da frente acenou com a cabeça, fazendo a outra bufar. — Sinto muito...

— Ótimo! — a rosada comemorou e devolveu as chaves ao Uchiha. — Não se sentem melhores? 

— Não — disserem pai e filha, em uníssono.

— Que pena — Sakura murmurou —, porque sinto o ar bem melhor aqui!

Nada disseram, todo o caminho fora suficientemente quieto. Deixou ambas em seus lugares e foi para o trabalho.

 

* * *

Sakura olhava para as vitrines, ponderando se deveria ou não entrar na loja. Mas as roupas pediam para serem compradas, como se os manequins falassem e a guiassem para comprar e encher seu guarda-roupa já tão atolado. A echarpe verde nesse instante suplicava para que a Haruno entrasse, provasse e levasse para casa.

— Você precisa disso? — perguntou a si mesma —, não, não precisa. É verde, não combina com nada que possua.

Deu um passo para longe da vitrine, até ver a vendedora adicionar um par de sandálias que poderiam ficar boas com um vestido azul que possui. Arqueou a sobrancelha e sorriu.

— Bem, precisamos de um sapato para usar com o vestido, então não será problema — sentia-se fazendo a coisa correta.

Entrou na loja e passou pela vitrine, até alcançar o item que tanto desejava. Pegou o sapato em mãos, sentindo o couro liso e as pedras cristalinas rústicas da decoração. Realmente ficaria bem com o vestido azul. Pegou o par e levou até o caixa, sentindo-se tão bem consigo mesma que não parecia ter uma divida milionária. Nesse momento esqueceu-se desse fato.

— Vou levar — ela disse para a vendedora.

— Tudo bem — a moça respondeu —, são cento e oitenta, como pretende pagar?

— Ok — Sakura mordiscou o lábio inferior —, coloque cinquenta nesse cartão — entregou-o à mulher, que fez sua tarefa. Pegou outro cartão de crédito da carteira e o estendeu a outra —, setenta neste.

— Falta sessenta...

— Aceita cheque?

— Sinto muito — a vendedora disse e apontou para a placa. a Haruno suspirou.

— Poderia guardá-lo para mim? — implorou, como sempre fazia —, é para um evento importante.

— É de um coleção única, não fazemos reserva — suspirou a rosada.

— Volto logo!

Ainda que pareça fácil, correr por uma calçada feita de lajotas num salto quinze jamais será simples. Amara o sapato que agora estava usando, mas nesse instante desejava lançá-lo para longe. Segurando o casaco e a bolsa nas mãos, a caminhada ligeira se tornava atrapalhada. Mas aquele sapato seria seu. Fosse como tivesse de ser!

Suspirou aliviada ao ver o vendedor de cachorro-quentes na esquina. Entretanto, a fila de compradores era enorme. Se enfiou entre as pessoas, se acotovelando em alguns, atingindo uns e outros com a bolsa. Ouviu resmungos e protestos de irritação, ignorou  todos e chegou até o vendedor.

— Ei — chamou-o —, será que poderia trocar meu dinheiro?

— Moça, tô  meio ocupado aqui — resmungou o homem. — Mais molho?

— É importante! — Sakura disse —, é para fazer uma doação importante...

— Sinto muito — o vendedor disse.

— Pense nas crianças que precisam desse dinheiro — o homem olhou-a, com a boca aberta e segurando o cachorro-quente —, apenas quero salvar vidas!

Ainda que os outros a olhassem, Sakura não se importou.

— Tome — um homem na fila disse.

— Obrigada! — pegou o dinheiro e foi então que o grito veio de seus lábios.

Olharam-se como se jamais tivessem se visto antes. Sasuke estava tão distraído com o celular em mãos que demorou apenas o tempo do grito dela para erguer os olhos na direção  da mulher. A Haruno corou e petrificou, não poderia deixá-lo saber de seus pequenos problemas milionários e também da grande mentira que inventara para comprar um calçado.

Mesmo assim...

— Sakura?

— Oi, senhor Uchiha — sorriu minimamente —, não o tinha visto ai.

— Apenas estou de passagem — ele encolheu os ombros —, preciso de um terno novo e resolvi comprar algo para comer, até pedirem doação e atrapalharem a fila.

Ele não a tinha notado. Sakura Haruno suspirou aliviada, mantendo o dinheiro dele bem guardado no bolso, se devolvesse era capaz de ter que dar explicações ainda mais longas e já tinha estado no limite da mentira por um dia.

— É, essas pessoas não possuem noção de espaço — ela disse e ele concordou. — Precisa de ajuda para escolher o terno? — não esperou por resposta, o puxou pela mão. — Venha, posso ajudá-lo. Tem uma loja ótima no fim da rua, preciso penas passar em uma antes.

— Já que se ofereceu.

Se havia algo que Sakura mais gostava nessa vida, era comprar. Sempre que podia visitava as lojas, seus itens iam dos mais simples aos mais bizarros, tudo pra que pudesse suprir uma necessidade de sua mente. O antigo trabalho como professor de inglês a permitia certos luxos, ainda mais sendo a particular de um garoto rico da costa oeste. Mas, quando o garoto e a família se mudaram, não tinha conseguido nada além de dividas. 

Foi Hinata quem a sugeriu procurar qualquer coisa para fazer, principalmente quando as contas vieram. Não sabia por onde começar  pagar, até que o trabalho como empregada de um delegado surgiu. Pensou que seria fácil, provavelmente seria um velho casado e que passava mais tempo fora de casa. Porém, ao se deparar com Uchiha Sasuke, sentiu que não seria tão simples assim. E a necessidade falou mais alto.

Olhando para ele, perguntava qual seria o problema da ex-esposa dele em tê-lo deixado. Bonito e interessante em diversos aspectos. No auge de seus trinta anos, Sakura não tinha sido casada ainda, seu último namorado havia partido mais de dois anos antes, na época em que fora demitida e as crises começaram. Suas colegas todas tinham a vida bem estruturada, algumas até filhos. E ela, nada. Nada além de expectativas e frustrações. 

Sasuke provava um casaco azul escuro, qual o deixava com os músculos bem definidos. Realmente interessante, pensara ela enquanto o olhava. Mas era os eu patrão, então as chances de dar em cima dele tinham de ser zeradas. Dinheiro, Sakura, pense no dinheiro que precisamos!

— Quem é vivo sempre aparece! — ouviu alguém dizer, uma voz feminina. Virou para a direção e encontrou Ino, sorrindo e... grávida. — Voltou a Konoha e não me ligou?

— Ino — disse a Haruno —, quanto tempo!

— Desde o batismo do Inojin — a loira se aproximou.

— E parece que teremos outro...

— Oh, sim — Ino corou. — Quer dizer, Sai quer uma família grande e estou na minha melhor fase. 

Claro que ela estava. Ino Yamanaka parecia ter nascido com uma sorte maior que a de todos, casou-se com um pintor famoso e tinha uma casa enorme num condomínio fechado. E, uma família própria, algo que Sakura parecia não ser capaz de ter. Odiava admitir, mas realmente estava encalhada.

— É seu namorado? — a loira indicou para Sasuke, que provava outro casaco. Não poderia dizer a ela que estava à própri sorte e ainda encalhada. Assim, assentiu e sorriu como se fosse verdade —, muito sortuda, hã? Precisamos marcar um jantar para os quatro.

— O azul ou o preto? — o Uchiha surgiu, com ambos os casacos em mãos e perguntando a Sakura sua opinião.

— Azul — sorriu a ele.

— Imaginei que sim — Sasuke concordou com a cabeça e voltou par a vendedora.

— Homens.... — Ino revirou os olhos e riu.

Sakura riu, mas no fundo sabia que a pequena mentira iria atormentá-la pelo resto do dia. O plano de se mudar para a Finlândia, trocar de nome e documentos agora pareciam a melhor coisa. Espero que ele não me demita, pensou.


Notas Finais


Me mandem um beijo pfvr


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