História A tarde que ainda vai chegar - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Amanha, Espírito, Sol
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Palavras 878
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Lírica, Poesias

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Naquele dia que amanhece e gradativamente se ilumina, sinto os raios do sol cobrirem minha vista com luminosidade que acalma a alma. Esse calor estranho que o astro-rei nos emana todos os dias durante a manhã sempre foi mágico para meu corpo, pois com ele sinto-me vivo, vibrante, e sinto meu coração gritar que minha vida pode se tornar algo muito maior do que é.

Os raios atingem minha alma, enquanto encaro a paisagem urbana afora e conduz a minha vista para prédios. Mas ao mesmo tempo: Eles gritam para que eu me livre disso, e mude a paisagem que meus olhos enxergam para algo próximo da perfeição.

Estes raios, junto com o meu corpo gritam: A paisagem perfeita é o mais belo horizonte infinito do mar. A praia.

Saio aos pulos do meu prédio, preparo uma mochila com uma bermuda e uma garrafa da água, e vou sem ponderar para a praia mais próxima da minha cidade. O calor do sol faz bem para o espírito, e não para a racionalidade.

Chego a praia, e sinto um peso inexistente sair de mim, pois observo o brilhante mar em sua coloração azulada se estendendo ao infinito, sob a iluminação de um dia com nuvens praticamente inexistentes, sinto meu corpo ferver.

Quero gritar pro mar, mexer-me sem razão, mergulhar e esperar que toda a felicidade somada com ansiedade que me atinge seja eliminada de alguma forma que eu não sei como.

Tiro os chinelos, corro para o mar com os pés descalços sob a areia, grito vigorosamente e sorrio para os céus, como se minha vida fosse uma obra de arte que apenas eu entendesse.

Porque eu sou um maluco.

No entanto, este vigor não acaba, e o fogo que há dentro de mim não cessa. Como se a obra de arte dentro de mim nunca fosse finalizada.

Como se eu pudesse fazer minha vida tornar algo maior do que aquilo que eu estava vivendo com todas as forças.

Mas não dava mais, pois agora eu não sabia o que fazer para acalmar esse sentimento dentro de mim.

“Hey! Grite mais alto! Senão o mar, grande como é, não vai te ouvir!”

Viro-me, e encontro-me frente a frente com o que acalma minha alma apenas ao olhar.

Seus cabelos lisos que voam ao vento.

Seus olhos que fitam os meus de forma tão familiar, embora nunca os visse antes.

Sua voz doce, que combate a vigorosidade em sua maior forma.

Surge como um espírito, e assiste a inconstância de um artista tentando pintar sua própria felicidade que nem mesmo consegue imaginar.

Respondo que não há nenhum problema, mas sim que o Mundo é lindo demais para guardar tudo que vê para si mesmo.

E tudo que vejo é você concordar comigo, com um sorriso que me remete a intriga, mas, ao mesmo tempo, a modéstia e a pureza.

“Ao menos tire essas roupas pesadas a próxima vez for entrar no mar!”.

É verdade, minhas roupas ainda estão em mim, e só me remeto a pensar que elas existem agora. Encontro um lugar para retirá-las, e troco pela bermuda que estava na minha mochila.

“Mas você tem razão, o Mundo é bonito demais para se manter preso dentro de si. Meu maior desejo era poder abraçar o mar e sua grande amplitude, e gritar para que todos os céus pudesse me ouvir. Mas no final, eu saberia que isso não seria o suficiente.”

Pois quando chegamos aos céus, queremos que nossos sentimentos transcendam tudo que somos até mesmos capazes de imaginar.

“Mas por mais que não consigamos… Você quer tentar?”

Tentar…

Você se levantou da areia, e correu para o mar como selvagem em busca do gosto da vida de verdade, gritando, estendendo os braços aos céus e fazendo gestos para acompanhar o ritmo.

Eu enlouqueço como o maluco selvagem que me tornei sob o sol, e entro no mar gritando para que os céus me ouçam.

Enlouquecemos no mar, cantamos letras sem nexo para nós mesmos, sem qualquer alma a vista, a não ser o mar, a areia límpida, e o céu azul para constatar o quanto nós buscávamos o verdadeiro sentimento de felicidade dentro de nossas próprias loucuras.

Seus olhos me fitam como se o passado denunciasse grandes experiências. E seus lábios me levam longe, para além do que o céu é capaz de atingir. Para além do que o mar é capaz de acalmar. Para além do que a areia é capaz de fazer pensar. Para além do que o sol é capaz de aquecer.

Para além de qualquer grito que eu tenha sido capaz de dar para qualquer um deles.

Fim de tarde, e saímos do mar. E sinto meu corpo me acalmar a medida que as gotas de água saem dele.

Viro-me, e você sumiu.

Sumiu como um espírito. Da mesma maneira como chegou.

Pois apenas como um espírito, algo seria capaz de me fazer sentir a realidade acima de como ela mesma é.

Que me leve em seus sorrisos, olhos e cabelos, para o que eu sequer sou capaz de imaginar.

E a medida que o sol se põe, esse dia que guardou mistérios se afasta e faz a noite se aproximar.

E com a noite, tudo que eu espero é o amanhã chegar.  


Notas Finais


A história em questão é de minha autoria, mas foi inspirada e teve seus sentimentos modelados a partir da mensagem da música "Tarde Livre" da banda "Selvagens à procura de lei".


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