História A teoria do D.D.D. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Broken!jikook, Bts, Comedia, Crimes, Critica A Sociedade, Critica Ao Capitalismo, Criticas Demais Mesmo, Discos, Drama, Jungkook Rebelde, Mistério, Namjin, Romance, Suspense, Yaoi, Yoonmin
Exibições 14
Palavras 1.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpa pela demora imensa e boa leitura!

Capítulo 2 - O telefonema


Capítulo II

O TELEFONEMA

(Depois)

 

Jimin estava deitado na cama solitária de seu apartamento, os pensamentos perdidos na calçada do receio a meio caminho do desespero, em apenas um dos vários labirintos da sua mente, sendo o seu único porto seguro entre as milhares de estradas tortuosas, o anel reciclado preso em um dedo da sua trêmula mão.

─ Merda, Jungkook! O que você fez?

Perguntou aflito, mas o único som em resposta era o bater do frio coração de Nova York, onde carros perpassavam nas veias de asfalto e pessoas diziam palavras tristes para outras, que com peitos de miniatura, apenas ouviam os desabafos num tom baixinho, quase inexistente, quando estes na verdade saíam na altura de gritos entre as pulsações cruéis. Nem era total culpa delas, a sociedade que havia deixado esses seres de corações encolhidos, sem espaço para compaixão.

Mas até Jimin, ali, se sentia desprezado estando no lugar daqueles que ninguém escutava, acompanhado só pela dor e o medo que habitavam o seu peito. E pelas palavras de Taehyung, que pareciam ter sido gravadas com uma tinta brilhante no interior das suas pálpebras do mesmo jeito que as de crianças perdidas expulsando sentimentos por spray, em algum lugar qualquer. Exceto que o único que lembraria das frases de Kim seria o Park e a tonalidade escura usada pelos pichadores não iluminava o breu e sim almas, enquanto que as que Jimin recebeu, apenas mancharam a sua de sofrimento.

─ Faz tempo, mas acho que se lembra como eu odeio clichês, não é? Pena que dessa vez vou ter que começar usando uma das expressões mais banalizadas de todos os tempos: não sei como te falar isso. Porque é verdade, eu realmente não faço ideia.

─ Tae, é você? Do que tá falando?

Foi o que Park conseguiu perguntar após aquele pequeno amontoado de letras que Kim lhe disse, muito sonolento para prestar atenção ao tom triste de Taehyung. Mais sonolento ainda, então, para se preparar para o que viria a seguir, quando o garoto continuou como se Jimin nada houvesse dito. Talvez naquele momento a mente de Tae estivesse tão cheia por todo o barulho dos seus próprios pensamentos que a voz de Park ─ ou de qualquer um ─ realmente mal pudesse ser ouvida.

─ ­ Como falar, Jimin? Como falar que todo o seu esforço foi em vão? Como falar que aquele seu novo namoradinho, aquele mesmo em que você confiou tanto, tirou uma vida? Pior, matou um integrante da Phoenix! ­­─ Questionou Taehyung, ao mesmo tempo em que, confuso, Park se virava nos lençóis tentando encontrar o garoto e sentindo o medo lhe corroer no momento em que não o viu. Mas tudo bem porque, ele se lembrava agora, Jungkook tinha saído à uma da manhã atrás dos livros que iam levar para o asilo de tarde. E é, isso seria o suficiente para acalmá-lo se seus olhos não tivessem visto os números marcando três horas e meia no verde escuro do relógio digital que ficava na mesa de cabeceira, o que era muito tempo para quem só ia buscar histórias digitadas. Será que Tae estava sendo sincero?

 ─ Como falar que, depois de tudo o que fizemos, tu está em perigo outra vez? Como falar, Jimin, que eles estão indo atrás de você e que, se acharem, não terá mais nenhuma chance? Nenhuma chance de sobrevivência! Eles jamais irão perdoar! Jamais!

Foram as frases que o tom embriagado de tristeza e pavor deixaram escapar, enquanto Park tentava entende-las, descobrir os inúmeros porquês por trás delas para que aquela insanidade pudesse finalmente ter algum sentido. Porque era insano supor que o seu Jungkook seria capaz disso. Não, nunca que aquele garoto incompreendido e incompreensivelmente doce ia colocar um ponto final na existência de alguém. E essa era a única certeza de Jimin, a única que persistiu pelas horas que passou em claro, depois que, subitamente, Taehyung desligou.

Mas não podia deixar de se perguntar: se Kookie não havia feito aquilo, quem o culpou e por que? Qual era o propósito escondido para prender seu anjo sem asas com as frias barras do metal de um presídio?

─ Caralho, Jungkook, se pelo menos tivessem menos pessoas odiando a gente ia ser mais fácil! Com a nossa lista de inimigos, pode ser qualquer um dessa cidade: do cara do algodão doce até o próprio prefeito!

Disse Jimin, bufando irritado ao final da frase e caminhando até a janela do quarto de seu apartamento, como se esperasse que as luzes do lado de fora lhe dessem todas as respostas que procurava. Por um momento, realmente encarou as ruas agitadas e o céu quase vazio de estrelas, querendo um sinal do que fazer, mas logo a sua mente se perdeu e ele ficou ali, sendo atingido pela luminescência dos prédios e outdoors através das suas antigas persianas enquanto pensava em Jungkook, neles dois e na diferença entre parágrafos novos e pontos finais nas linhas do tempo da vida e em como os que acontecem nas de uma pessoa podem interferir nas de tantas outras.

Suspirou, fechando vagarosamente as tiras que impediam o escuro de reinar soberano em todo o cômodo, quando viu enfiado em um espaço minúsculo entre elas e a moldura de metal da janela um bilhete. Curioso, o pegou rápido nas mãos: “Veja os seus recados! É feio ignorar os outros!”. Aquela letra, aquela ironia... Kookie?

─ Ai, liga, merda!

Pediu o Park desesperado depois de correr atrás do celular que ainda repousava na cama, até tê-lo outra vez em mãos e poder discar para a operadora em uma mistura de esperança e ansiedade, onde os seus dedos foram apenas intermédio para suas conflitantes emoções conseguirem as respostas que almejavam.

Haviam vinte e cinco mensagens eletrônicas e o garoto, rapidamente, começou a ouvir a primeira:

─ Oi, Jimin...

E aquele timbre suave só podia ser mesmo de uma pessoa. Ou melhor, de um anjo.

Eternamente seu

(Eternamente embebido no teu amor)

Nas minhas lembranças provo dos seus lábios

(No meu peito provo da tua dor)

Jovens, inconsequentes e estúpidos

(Pulamos do abismo)

Provamos do torpor

(Agora, desiludidos e quebrados

Recolhemos os cacos

Dos nossos olhos de espelho)

Que um dia já refletiram rebeldia no seu mais alto ardor

Ah, o que fizemos, meu amor

(Que no canto dos seus olhos hoje eu só vejo o vazio?)

Plantamos maldade?

(Negamos a verdade?)

Nos pedaços já esquecidos,

(Vejo no seu belo rosto o culpado)

Mas no nosso fim forçado

(Só restou a minha saudade)

De ter um coração, nem que fosse para este ser sofredor

(Porque tu, oh anjo mal

Belo enganador

Roubastes ele do seu leito

E me tornaste para sempre seu fiel adorador

E eu com este ponto final sou apenas um escravo

Das linhas no meu peito de onde brotam o teu doente amor).

 

 

 

 


Notas Finais


O novo MV do BTS tava maravilhoso demais, senti um orgulho tão forte que falei do vídeo pra todo mundo dhdgds
Ah, só pra avisar que todos os poemas da história são de minha autoria e, pelo menos por enquanto, tem um certo padrão neles que pode ajudar a saber de umas tretas futuras ajjdhhd


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