História A Terceira Força - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Rey
Tags Adam Driver, Daisy Ridley, Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars, The Force Awakens, The Last Jedi
Visualizações 164
Palavras 2.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Uma mão lava a outra.


Fanfic / Fanfiction A Terceira Força - Capítulo 31 - Uma mão lava a outra.

Kylo precisava de cada grama de força de vontade para seguir até a sala de comando, e encarar uma longa reunião tática com os oficiais da Resistência.

Ele tinha que admitir: Estratégia nunca foi seu forte. Ainda mais que isso exigia uma boa dose de diplomacia e concentração - coisas que ele definitivamente não tinha. Kylo Ren era conhecido por toda sua impulsividade e violência. Todas as qualidades necessárias num campo de batalha, e não numa mesa de reuniões. Porém, ele conhecia os bastidores da Primeira Ordem mais do que qualquer um ali.

E numa guerra, informação é poder.

Parte dele sentia-se resistente em colaborar. Kylo ainda não confiava nestas pessoas o suficiente. Mas outra parte dele sabia que se trabalhar ao lado deles fosse sua única chance de salvar Rey. Assim ele faria.

Sem a Resistência, ele estaria sozinho nessa.

Kylo pensava em tudo isso enquanto pisava firmemente pelos corredores da base.

Como sua farda estava tão destruída quanto ele na ocasião em que o encontraram, Kylo usava agora - com certa relutância - o uniforme azul da Resistência. Ele percebeu que há muito não se via dentro de um traje que não fosse completamente negro.

Nos ombros, o símbolo da Nova República: Uma representação do pássaro estelar da Aliança. O símbolo de um novo dia, um novo amanhecer.

De certa forma, Kylo também se sentia como aquela Fênix renascida das cinzas.
*

A sala de comando da General Organa não era um lugar pequeno, mas como estava sempre apinhado de gente, fazia parecer.

Várias mesas ligadas na rede projetavam informações de diversas estações, revelando detalhes sobre frotas, baixa de soldados, previsões táticas. No meio do recinto, um grande painel holográfico mostrava o mapa da galáxia.

O lugar era modesto, em relação à eficiência da Primeira Ordem. Luxo não era uma prioridade para Leia, quando suas principais preocupações giravam em torno de trazer a paz na Galáxia.

“Esta é a melhor oportunidade que surgiu em muito tempo” a General Organa estava otimista “Se pudéssemos encontrar uma maneira de destruir Snoke durante o resgate de Rey, a Resistência eliminaria o último grande pilar que sustenta a Primeira Ordem”.

Kylo estava parado à porta, da mesma forma que ele fazia quando criança, observando a presença forte de sua mãe entre todos os oficiais. Ela era tão pequena, mas carregava o peso da Galáxia em suas costas. Ela tinha um sangue de aço, e agora ele reconhecia isso nele também.

Um silêncio desagradável caiu entre todos assim que Kylo entrou no recinto, fazendo-o se sentir como uma mancha indesejável num belo sofá branco. A presença do Cavaleiro ainda causava óbvio desconforto - Principalmente entre Capitão Poe e Finn, que sofreram pessoalmente nas mãos dele.

O fato é que, ninguém ali sabia realmente como se comportar diante daquele homem da Primeira Ordem. Como se tivessem medo de que, num piscar de olhos, Kylo matasse todos naquela sala à sangue frio - Não que Kylo estivesse muito longe de querer fazer isso de qualquer maneira - Mas Leia estava ficando cheia das pessoas dizendo que seu filho estava simulando uma trégua. Então ela se adiantou, antes que qualquer mal entendido pudesse ser desencadeado.

“Eu sei que meu filho não é bem vindo aqui. Sei também que ele fez coisas horríveis em nome da Primeira Ordem, e será julgado por isso! Mas vocês não o conhecem, ele está…”.

Finn atravessou Leia, antes que concluísse a frase.

“Desculpe General Organa, mas eu conheço Kylo Ren suficiente!” Finn baixou sua jaqueta, mostrando uma enorme cicatriz que atravessava seu dorso, de fora a fora. “Se não fosse por Rey, eu sequer estaria vivo!”.

Leia rebateu “Então faça isso por ela! Faça isso por Rey! Ben Solo pode colaborar conosco nos dando informações inestimáveis que podem nos ajudar a salvá-la”.

Poe remexeu-se, incomodado. “Como podemos ter certeza de que ele não está fingindo? Que não vai nos colocar numa emboscada?”

A suspeita sobre uma possível armadilha, fez os grandes olhos de peixe do Almirante Ackbar se agitarem.

“Ouçam-me!” General Organa ergueu sua voz, na intenção de por um ponto final naquilo. “Ben precisa deste voto de confiança. Eu juro sobre o meu nome, que ele não fará mal a nenhum de nós. Se isso não os tranquiliza como heróis da Resistência, então, por favor, façam isso por mim! Meu filho nos ajudará a fazer o melhor pela Galáxia”.

A sala se acalmou pouco a pouco, então Leia deu espaço para seu filho dar a palavra.

 “Eu preciso que vocês me escutem” A voz de Kylo era forte e segura. “A Primeira Ordem ainda está em vantagem. Vocês podem até pensar que a guerra está quase ganha, mas acreditem, não está.”.

Almirante Statura protestou, abrindo um gráfico no holograma “Discordo! Todos nossos cálculos de simulação apontam que a Resistência está à frente!”.

“Não se trata de números e porcentagens Almirante, é uma questão de poder. A armada que temos é notoriamente superior à da Nova República. Enquanto vocês comemoravam a vitória precipitada, a Primeira Ordem construiu em segredo uma nova frota na Orla Exterior, e em breve…”.

Poe cortou Kylo, rudemente “E esta suposta frota…” Poe deu ênfase no suposta “…tem previsão de quando ficará pronta, ou é só um rumor sem nenhuma comprovação?”.

Kylo se irritou por ter sido interrompido. Ele tem certeza de que Poe fez isso porque pensou que ele estivesse blefando. Sua vontade, agora, é de sufocá-lo até vê-lo implorar por desculpas. Mas Kylo está ciente de que se fizer isso, nem seus laços familiares seriam capazes de poupá-lo da justiça da República.

“As frotas já estão prontas, Capitão. E se eu não estiver muito enganado a respeito da forma que a Primeira Ordem conduzia as missões, um ataque pode acontecer a qualquer momento!”.

Ackbar deu de ombros “Devemos reforçar nossas defesas ou ir de encontro a eles?”.

“Nem um e nem outro” Kylo respondeu secamente, enquanto ativava um grande mapa holográfico que cintilava sobre a mesa, deixando todos com o rosto meio azulado.

A imagem fez uma varredura horizontal mostrando todos os planetas. Kylo conhece bem o mapa galáctico - Como era de se esperar de alguém na sua posição - Então logo se pôs a selecionar alguns pontos no mapa. A localização confidencial de três bases da Primeira Ordem.

 “Se atacarmos as principais bases fixas antes da armada chegar, a prioridade da Primeira Ordem vai ser se defender ao invés de nos atacar. Com sorte conseguiremos descobrir onde Snoke está escondido, dependendo para onde seguirem após os ataques”.

Um murmúrio de aprovação correu entre os oficiais. Parecia uma boa estratégia.

Prudentemente, Statura se opôs ao plano. Traçando com os dedos, um caminho imaginário pelo ar “Nossa armada não é tão abrangente. Seria quase impossível atacarmos três bases fixas ao mesmo tempo!”.

Capitão Poe contra argumentou “Embora nosso regimento de X-Wings esteja um pouco reduzido, nossas fragatas Nebulon-B são capazes de destruí-las sem problemas”.

Statura levantou uma questão relevante “Ok, mas como poderíamos atacar três pontos diferentes da Galáxia, e ainda nos mantermos atualizados em tempo real, sobre a direção em que a armada da Primeira Ordem seguiria depois dos ataques?”.

A incerteza fez todos os oficiais entrarem em uma ruidosa discussão. Até que General Organa os interrompeu, fazendo todos se voltarem para ela. Seus olhos brilhavam.

“Sim! Existe uma forma de conseguirmos isso!”.

“Han Solo pode não ter sido um ótimo marido ou até mesmo um bom pai” Leia olhou de relance para Kylo “Mas se tem uma coisa que este homem sabia fazer eram aliados! Vamos reunir todos conhecidos dele, cada contrabandista, cada saqueador, cada traficante e mercenário. Digam que a República está aberta a negociar suas infrações e perdoar suas dívidas”.

Houve um alvoroço entre os oficiais, com a estratégia nada apropriada da General, mas que, incrivelmente, parecia funcionar.

Kylo Ren os escutou por um momento. Se arriscar por Rey era algo que ele estava disposto a fazer, mesmo sem seu sabre de luz. Ao pensar nisso, ele deu um passo à frente. “Eu me encarregarei de ir pessoalmente até Snoke”.

Uma parte de Leia sentiu muito orgulho ao ver Ben finalmente lutando ao lado da República, mas uma parte dela - a parte mãe - sabia que arrastar Ben para um confronto com aquele maldito Sith, depois de quase morrer, era totalmente irresponsável.

Antes que Leia pudesse negar o pedido de seu filho, Luke surgiu entre os oficiais “Ben não irá sozinho” seu olhar permaneceu decididamente fixo em Leia “Eu irei com ele”.

Era o mínimo que Luke poderia fazer para se livrar daquele sentimento de culpa por ter ficado exilado numa ilha, em um planeta distante, enquanto sua irmã e todos os outros lutavam contra a Primeira Ordem.

O velho Jedi se aproximou, enquanto tirava um objeto de sua túnica. Kylo imediatamente reconheceu aquilo.

O sabre de luz de seu avô.

“Encontramos isso durante as buscas na Finalizer. Rey deve ter perdido quando Snoke a levou” Luke estendeu o objeto na direção de seu sobrinho. “Use-o”.

As mãos de Kylo estavam tremulas quando pegou o objeto cravejado de história. A história de sua família.

Algo em Leia continuou se rebelando contra a ideia, mas se haviam duas pessoas capazes de derrotar Snoke, eles eram Ben e Luke.

Leia suspirou, Resignada. Era hora de trabalhar. Hora de lutar.

*

A base encontrava-se em silêncio após a partida das frotas. Com as batalhas sendo travadas em cada canto da galáxia, só restava a todos ficarem de prontidão. Kylo e Luke permaneciam de sobreaviso, aguardando o recuo das frotas da Primeira Ordem para seguir até Snoke.

General Organa acompanhava o andamento de cada combate diretamente de sua sala de comando. Suas mãos não se desgrudaram do comunicador. Dois combates já estavam ganhos, assim que o último esquadrão deu o positivo. Leia imediatamente avisou a equipe.

“A última base foi derrotada!” A notícia fez os oficiais vibrarem entre si com urros e vivas.

Agora estavam todos diante do painel de transmissões, aguardando as notícias dos primeiros informantes.

Eles já tinham a confirmação de que uma grande armada se deslocava pela Orla Exterior, agora era só esperar para ver em qual setor eles seriam vistos primeiramente antes de tentar traçar uma rota.

O comunicador começou a bipar com diversos pedidos de conexão, até que o monitor emitiu o primeiro aviso, vindo da Região Remota, diretamente do Planeta Mytus. Logo o comunicador começou a ser bombardeado com todo tipo de voz e sotaque da Galáxia.

“Uma frota suspeita foi avistada por nosso cargueiro indo na direção da Expansão”.

“Passaram pelo setor Weneen. Alguns homens de KanjiKlub os avistaram rumo ao Sudoeste”.

 “Nossos radares os captaram nas Colônias. Continuam seguindo para a região do Núcleo”.

Ver o exército da Primeira Ordem passando pela região do Núcleo, era como assistir um Wampa faminto passar por entre um rebanho de Jerbas. Era algo arriscado. Muito arriscado.

Os oficiais estavam apreensivos, sem tirar os olhos do radar. E se Kylo tivesse mentido? E se o alvo não fosse a Resistência especificamente? E se tudo não passasse de algum plano de dominação territorial?

Então um segundou aviso piscou na tela: “Uma armada foi vista sobrevoando Columus, indo na direção de Daupherm”.

Statura e outros estrategistas soltaram um suspiro de alívio. O núcleo não era um alvo! E logo começaram a traçar todas as trajetórias prováveis pelo grande mapa holográfico. Todos as estimativas convergiam para a pequena região remota nas Fronteiras Ocidentais.

Os planetas daquele setor poderiam dar uma pista de onde Snoke estava escondido. Contudo, pelo fato daquele território não parecer tão vantajoso, tudo indicava que a Primeira Ordem continuaria avançando até as Regiões Desconhecidas.

As mensagens continuavam espocando na tela, até que uma voz destacou-se das demais, aos gritos “Estão chegando. Todos eles! Estão nos atacando!”.

Todos se calaram.

Leia voou no comunicador “Aqui é General Organa, de onde está falando?”.

Ao fundo som de explosões e gritos revelava o campo de guerra que o lugar tinha se tornado. A voz continuou, desta vez sem fôlego. Como se o homem estivesse correndo pela própria vida.

“Estamos em Jakku!”

Finn não pode deixar de se lamentar pela coincidência “Mas por que raios todo mundo quer ir pra Jakku?!”.

Com seu olhar atento, Almirante Ackbar observou a projeção de Jakku surgir diante dele, montado a partir de uma varredura em tempo real, enviado por uma sonda.

Quando o vídeo finalmente se estabilizou, o Almirante pode ver as explosões se espalhando pela vastidão do deserto. Um por um, os círculos se expandiam e se apagavam, convergindo aos poucos, para um mesmo ponto do mapa. Até que um clarão atingiu a sonda, interrompendo a transmissão. Mas a essa altura Ackbar já tinha tudo que precisava:

“As naves estão se concentrando ao redor do Tergo Carbonífero!”

Esta região, na qual se estendia uma ampla cordilheira, recebia este nome devido à uma floresta fossilizada em sua base. Remanescentes de um período em que Jakku foi coberto de água e vida vegetal.

Por algum motivo, este nome não era completamente estranho para General Organa. Algo dizia que tinha relação com alguns arquivos capturados durante uma ofensiva, na Batalha de Jakku. Leia não pensou duas vezes, quando correu até o computador central, procurando por mais informações.

Enquanto as maiorias das pessoas na galáxia se lembravam de Jakku, como um irrelevante planeta desértico onde aconteceu a vitória da República. Leia sabia que aquele planeta guardava algumas bases inativas da época do Império.

Mas havia uma região em especial, que há muito interessava Darth Sidious. E era justamente pra lá que as naves estavam seguindo: O Tergo Carbonífero.

Haviam relatos - não confirmados - de que foram vistas pessoas guardando aquele local, inclusive, com vários casos de desaparecimentos relacionados. Na época ninguém deu a devida atenção para isso. Afinal, o que o Império queria naquele fim de mundo? Muito provavelmente não passavam de catadores da região, brigando e se matando por sucata.

Com a vitória da Nova República, esta informação caiu no esquecimento.

Até aquele momento.


Notas Finais


A princípio eram para ser dois capítulos, mas que acabou virando um. Já que as duas cenas se passavam na sala de Comando da Leia. Sei que, por isso, acabou se tornando um capítulo meio cansativo, mas tentei tornar o mais legal possível. :-)
Tá, eu sei que o uniforme da Resistência é naquela cor meio de burro-quando-foge, mas eu acho tão feinho... por isso, eu declaro aqui no MEU universo Star Wars, que o uniforme da Resistência é azul! Pronto falei! X-D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...