História A Terceira Força - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Rey
Tags Adam Driver, Daisy Ridley, Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars, The Force Awakens, The Last Jedi
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Palavras 2.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Espectros da morte.


Fanfic / Fanfiction A Terceira Força - Capítulo 33 - Espectros da morte.

Os temidos Cavaleiros de Ren eram um grupo seleto, altamente treinado e bem disciplinado, formado por seguidores de Darth Vader. Posteriormente, foram condecorados pela Primeira Ordem como uma espécie de força de elite especial, tendo Kylo como seu Mestre precedente.

Eles já lutaram lado a lado. Mas agora estavam ali para lutar contra ele. Ah, as ironias da vida… Kylo queria poder rir desta situação, mas sua tensão não permitiu.

“Eles viram a gente” Kylo disse, enquanto os observava avançando pelas dunas encharcadas de Jakku.

“Será?” Luke se perguntou. Sabendo que os Cavaleiros de Ren não eram sensíveis à Força, ele teve uma ideia. “Ben, ative seu sabre!”

Sem pensar numa alternativa melhor, Kylo fez o que o tio sugeriu. A espada azul cintilante projetou-se a partir da empunhadura, faiscando suavemente com o contato da chuva. Fazendo com que toda a atenção das sombras voltassem somente para ele.

Luke, sabiamente, manteve seu sabre desligado, permitindo assim manter-se incógnito na escuridão. O plano funcionou, e logo os seis homens seguiram até a luz azul.

Mesmo no escuro, Kylo conseguia distinguir cada um dos Cavaleiros pela sua silhueta: Mon-Kyo, Snaipa, Rogutō, Armo’ki, Heabī e Shage. Todos adornados com suas máscaras e seus sobretudos pretos que chicoteavam ao vento.

Mas para Kylo, agora, eles eram apenas como um bando de abutres. Suas próprias presenças eram um lembrete de todas as mortes que Kylo cometeu em nome de seu avô.

Estabelecer uma estratégia de ataque ali era complexo. Cada Cavaleiro lutava de uma forma, com uma técnica e uma arma diferente. Todos exaustivamente treinados, alguns até a morte. Eles não recebiam este título à toa. Os Ren eram letais como uma lâmina afiada.

Mas Kylo também era letal.

Percebendo que Kylo Ren trajava um manto Jedi, Mon-Kyo, o atual Mestre do grupo, provocou-o. “Que infortúnio ver que o próprio assassino de Jedis curvou-se à esta doutrina de Luz!”

“Não me importo com o que pensa de mim, Mon-Kyo!”. Kylo rosnou.

O atual Mestre parecia determinado em depreciá-lo “Pois então, revogamos seu título, seu nome e seu poder como Cavaleiro de Ren, por descumprimento das normas de conduta da ordem. Em nome de Darth Vader. O mestre dos mestres.”.

Kylo riu de escárnio “Eu não me tornei um Cavaleiro para fazer parte de um clube!”.

Sinceramente, ele não se importava mais com merda de título nenhum. Para o inferno os Cavaleiros de Ren e seus malditos regulamentos. Kylo sabia que já tinha renunciado à eles no momento em que escolheu Rey. Somente ela importava naquele momento.

Três dos Cavaleiros o flanquearam, sem dizer uma palavra, no mesmo instante que um lampejo de luz brilhou no céu. Kylo estreitou seus olhos, procurando o próximo movimento.

De longe, Snaipa sacou seu rifle de alta precisão, mirando exatamente onde Kylo estava. Ele pode perceber isso através do laser que atravessou a chuva, numa longa faixa vermelha.

Num movimento rápido das mãos, Kylo puxou a arma de Snaipa, jogando-a para longe, perdendo-se na escuridão do deserto. Depois de ser alvejado na Finalizer, Kylo não queria saber de tiros tão cedo.

Um trovão ressoou, quando Snaipa alcançou Kylo, atingindo-o com um soco. Aquilo não foi o suficiente para desestabilizá-lo, mas Kylo não pensou duas vezes, quando enfiou o punho do seu sabre entre as placas da armadura, acionando a luz que ultrapassou o abdômen do homem, feito prego num pudim.

O Cavaleiro de Ren gritou de agonia, indo ao chão, direto sobre uma poça - Kylo sinceramente não sabia se era uma poça de água ou de sangue.

Sem que esperasse, uma mão enluvada segurou firmemente o pulso de Kylo. Fazendo-o torcer o corpo, tentando se livrar do aperto.

Rogutô tinha a habilidade de roubar a energia vital dos seus adversários, e ela apertou Kylo por tempo suficiente para que pudesse enfraquecê-lo momentaneamente.

Kylo sentiu um calafrio subir pelas pernas. Mas conseguiu se livrar das mãos mortíferas, atingindo-a com uma cotovelada na clavícula. O golpe funcionou, e Rogutô saiu da frente dele, dando uma mortal para trás. Kylo interrompeu a espalhafatosa acrobacia, forçando sua coluna ao meio com seu poder, fazendo a mulher desmoronar no chão, feito um brinquedo desarticulado.

Não demorou muito para que Mon-Kyo surgisse novamente, girando seu bastão na direção de Kylo, feito um turbo hélice. Ele era o mais velho entre os Cavaleiros de Ren. Sua alcunha de o monge vinha de toda tranquilidade que emanava enquanto matava seus adversários cruelmente.

Num movimento ágil, o homem esquivou-se do bloqueio de Kylo, atingindo-o com um súbito golpe entre as costelas. Kylo grunhiu de raiva.

Kylo tomou distância, andando num semicírculo. Mantendo seu sabre em constante movimento, impelindo a aproximação do homem. “Cadê aquele filho da mãe” Kylo pensou, já meio irritado, enquanto tentava localizar Luke. Sua respiração era pesada no seu peito. O fluxo de ódio crescendo dentro de si, fazendo-o se sentir um pouco fora de controle.

Mesmo com dor, Kylo se aproximou do Cavaleiro, abaixando e girando seu corpo na intenção de golpeá-lo nas pernas, mas Mon-Kyo foi mais veloz, acertando-o com uma bofetada lateral. Fazendo o mundo inteiro ficar de ponta-cabeça, enquanto ele caia, batendo com as costas no chão molhado. “Droga!”

O Cavaleiro de Ren apontou o bastão com uma lâmina pontiaguda no pescoço de Kylo, no mesmo instante que um tiro zuniu pelo ar, atingindo a areia, num estampido. “Ah, não! Tiro não!”. Kylo se irritou.

Os olhos de Kylo foram da lâmina, para o rosto de Mon-Kyo, e então desceram para seus joelhos. Ele não teve dúvidas quando chutou o homem bem na rótula, forte o suficiente para fazer Mon-Kyo ir pra trás com a pancada. Kylo levantou-se num movimento, deslizando o sabre de Luz numa linha azul. O capacete negro - ou melhor, a cabeça - do Cavaleiro de Ren separou-se do corpo, rolando pelo chão arenoso.

Kylo não foi o líder daquele grupo à toa.

Nesse exato momento, a chuva engrossou, dificultando a visão.

Kylo estava afastando o cabelo molhado de seus olhos, na tentativa de enxergar o atirador no breu, quando outro disparo foi feito, desta vez, atingindo-o pelas costas. Fazendo-o se virar, furioso, enquanto sua roupa ainda sapecava com o choque.

Ao longe, ele viu Armo’ki com todo seu arsenal bélico ao alcance de uma mão, fixando-o na mira novamente. Antes que seu dedo chegasse ao gatilho, Kylo partiu sua arma ao meio, num rápido movimento do punho, fazendo as peças soltas caírem no chão molhado.

Sem sua arma em punho, o Cavaleiro de Ren correu até Kylo, determinado em entrar numa luta corporal.

Kylo não hesitou em usar a Força, para dominá-lo em meio à corrida. Mesmo dolorosamente paralisado, o homem conseguiu abrir as mãos trêmulas, somente para mostrar um detonador térmico sendo ativado com o polegar.

“Merda!”

Kylo girou seu corpo, tentando minimizar possíveis danos, enquanto arremessava o suicida para o alto usando a Força. O homem explodiu no ar, iluminando toda a paisagem de laranja e amarelo, como um show de fogos de artifício.

O som da explosão ainda apitava em seus ouvidos, quando um movimento lateral chamou sua atenção pelo canto do olho. Ele teria sido partido ao meio, se não fosse pelo brilho que iluminou a ponta da espada de Heabī. Que vinha, num impulso, na direção de Kylo, que habilmente desviou num giro, atingindo-o com seu sabre no ombro.

Heabī era o mais forte entre os Cavaleiros. E isso ficou claro quando revidou o ferimento com um soco certeiro nas costas de Kylo, que voou, caindo num baque, sem ar e sem o sabre.

Kylo imediatamente virou-se de barriga pra cima, no instante que Heabī vinha como um bantha nervoso pra cima dele. Kylo ergueu os braços, numa tentativa inútil de segurar toda aquela massa. Agora era uma luta para tentar se livrar das mãos massivas de Heabī, que apertavam seu pescoço contra o chão.

Sem chances num combate corpo a corpo com o grandalhão, Kylo tentou segurar o homem com um braço só, enquanto o outro braço tateava ao seu redor, procurando o sabre caído. Kylo já estava quase ficando sem fôlego, quando conseguiu levantar seu braço na altura da têmpora do homem, para enfim, acionar seu sabre. O ar se acendeu ao lado do Cavaleiro de Ren. O mundo pulsou conforme um feixe de luz azul cortava seu capacete, chegando até o crânio, que foi facilmente atravessado.

Tudo foi muito rápido. Kylo ainda estava se livrando do corpanzil do homem morto, quando uma linha lancinante de dor cruzou seu braço. Era Shage, atacando-o com sua afiada lâmina.

As mãos de Kylo voaram para o braço ferido, e logo ele estava no chão novamente. Desarmado, molhado e sozinho, Kylo tentava empurrar sua raiva, buscando raciocinar uma saída. Quando Shage parou a poucos metros dele. Somente os olhos estavam visíveis dentro da armadura, e era uma expressão agonizante de dor.

Um sabre de luz verde brilhava no meio do peito do último Cavaleiro de Ren. Shage cambaleou, com as mãos tentando explorar o buraco que se abriu nele. Luke surgiu de trás, triunfante, desativando seu sabre e fazendo o corpo cair no chão.

Kylo ficou aliviado, mas muito aborrecido com toda a situação. "O que você fez?"

"Salvei sua vida", o velho Jedi respondeu. Completamente sereno diante de sua agitação, talvez até um pouco brincalhão.

Kylo levantou-se, raivoso. O cabelo molhado colado na testa. “Não! Você quase me matou! Onde estava todo este tempo? Procurando um banheiro?”

“Eu estava analisando sua luta, meu jovem”. A voz de Luke era calma e controlada, naquele tom sapiente que tirava seu sobrinho do sério.

Kylo resmungou, enquanto pegava seu sabre. “Espero que tenha se divertido então, velhote”.

Naquele momento, Luke não parecia preocupado em questionar suas habilidades. No entanto, queria amenizar a frustração de seu sobrinho.

“Você é poderoso na Força, Ben. Mas precisa de orientação”.

“Orientação? A-hã. Certo!” Era só o que faltava. Kylo revirou os olhos, sem paciência.

“Sim. Eu vejo em sua mente agora mesmo. Eu consigo sentir a sua raiva e seu medo. Você não vê?”.

Kylo mordeu o interior da boca, desviando os olhos de seu tio.

“Ben, me escute pelo menos uma vez! São suas emoções que o levam a falhar. Você deve aprender a ter controle sobre si, antes de ter controle sobre seu poder".

“Já ouvi esta lição antes” disse Kylo.

“Então você não aprendeu nada” o Jedi balançou a cabeça, desapontado. “Controle suas emoções. Concentre-se no seu poder e só então poderá salvar Rey!”.

Kylo virou-se para Luke, numa expressão de desdém. “Você sabe que não acredito nesta bobagem Jedi, né?”

“É por isso que você falha, Ben.”

Kylo odiava aquilo. Odiava ainda ser visto como um Jedi pelo tio. “Através das minhas emoções eu ganho mais Força! Só assim alcançarei meu poder máximo para destruir Snoke e salvar Rey!”.

Luke suspirou, procurando a santa paciência dos antigos Mestres Jedi. Ele era incapaz de lutar contra a teimosia monumental de seu sobrinho, que, nitidamente tinha muito do fervor de Vader correndo em suas veias.

*

Ambos continuaram seguindo pelo caminho, agora livre.

Felizmente a montanha era bem visível, apesar da chuva. Uma frágil luz brilhava oscilante na cavidade da montanha, onde supostamente seria a entrada.

Uma fenda se estendia entre as paredes escarpadas. A barreira que antes selava o local estava destruída, numa bagunça de pedras e metais. Um claro sinal de que alguém já tinha passado por ali à pouco tempo.

Ambos encararam a abertura com uma desconfiança desagradável. “Vamos entrar” Kylo disse, inquieto. Tomando a dianteira.

Luke, no entanto, ainda não parecia tão certo. Como se tentasse decidir se entrar pela única porta fosse a melhor escolha, ou se estariam indo rumo a uma armadilha. “Você tem certeza disso?”

“Não” Kylo suspirou. “Mas só existe uma maneira de saber, não é mesmo?”.

Um largo poço escavado estava logo adiante, de formato espiralado, como um parafuso. Marcas de escavações do tempo do Império. Uma escadaria de ferro circular, parafusada entre as estruturas, levava até o interior da montanha, cerca de cem metros pra baixo. Rumo ao exomanto de Jakku.

 Luke reclamou, enquanto descia os primeiros lances “Tantos degraus e nenhum elevador. Francamente… os Sith já foram melhores que isso”.

“Quem vê, pensa que naquela ilhazinha inútil que você escolheu para se esconder, não tinha nenhuma escada, né?”. Kylo disse isso, acelerando o passo, em provocação.

Seu tio só fungou em resposta. Ele não tinha mais idade para estas ousadias.

Neste nível, o som ininterrupto da chuva já não era audível, exceto pelas trovoadas.

Mais alguns metros abaixo, o ambiente já mudava drasticamente. Proteções de aço se erguiam do chão, numa aparência fortificada. Ao longe, mais como uma vibração do que como um som, um zunido ressoava pelas colunas de sustentação do grande túnel. Agora, a íngreme descida se estendia rocha adentro, numa combinação avançada de metal e pedras, tornando-se um grande saguão. Era uma verdadeira fortaleza, cravada no coração de Jakku.

Os passos ecoavam no amplo ambiente. À direita deles, havia uma porta, que levava até uma sala demarcada como Lab 01.

Lá dentro havia - o que parecia ser - uma estação de pesquisa. Com vários decks de monitoração. Todos desligados. Os computadores não eram nada que eles já tenham visto: Sem teclados, apenas uma bolha convexa lisa, na frente de uma holotela verde. Parecia tudo muito avançado, ou até mesmo muito antigo para ser reconhecido.

 “Isso é estranho… Porque este laboratório está abandonado?” Muitas perguntas vinham até Luke, mas Kylo tinha um palpite.

 “Não foi abandonado, foi temporariamente interrompido” ele comentou. “Talvez porque ainda não tivessem encontrado um receptáculo poderoso o suficiente.”

Era de conhecimento geral que Darth Sidious tinha interesse nesta região de Jakku, mas ninguém sabia seus reais motivos. Porém, a resposta estava ali, debaixo do nariz deles: Sidious estava atrás do conhecimento de Plagueis.

Ambos voltaram para o saguão de onde vieram, e entraram na sala esquerda desta vez, denominada Lab 02. Onde outra estação de pesquisa, igualmente grande, se abria.

Nesta sala, havia mesas hospitalares e prateleiras com todo tipo de materiais, metodicamente aparelhados: Tubos de ensaio, beckers, balões de fundo chato, condensadores, centrífugas, bisturis, pinças… Aquele laboratório cuidadosamente equipado, que poderia tranquilamente incluir uma grande equipe de cientistas e engenheiros, estava incontestavelmente vazio. O que tornava tudo ainda mais bizarro.

“Venha ver isso aqui” Luke chamou, seu tom de voz era preocupante.

Dezenas de vidros com líquido de conservação estavam dispostos lado a lado, numa prateleira. Onde fetos humanos boiavam. Em diversos estágios de desenvolvimento. Uma cena estarrecedora.

“Você acha que isso tem alguma relação com o projeto de imortalidade de Plagueis?” Kylo perguntou, meio nauseado.

“Não só acho como tenho certeza”. Luke concluiu, desviando os olhos.

Bastou aquilo para ligarem os pontos, e entenderem o que estava acontecendo: Snoke não estava ali para se esconder da Resistência. Ele tinha retornado ao seu laboratório na intenção de finalizar seu ambicioso projeto definitivamente.

Kylo só desejava que não fosse tarde demais para Rey.


Notas Finais


Ok, praticamente o capítulo todo foi o Kylo lutando com os Cavaleiros de Ren. Ficou maior do que eu imaginei, mas são seis cavaleiros né? Não tinha como ser rápido mesmo, hehe.
Luke ainda tenta por alguma coisa na cabeça do seu ex-padawan rebelde, mas Kylo não quer nem saber deste papo Jedi. Que teimosia!

Ah, o nome dos Cavaleiros de Ren surgiu depois que vi algumas artes conceituais deles. Em uma delas, havia cinco definições para cada: Monk, Sniper, Rogue, Armory, Heavy. Eu criei um último, Shadow. Então misturei os termos em inglês e em japonês e deu nisso! :-)


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