História A Terra Esquecida - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
Tags Magia
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Magia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Próximo capítulo: 26/06

Capítulo 1 - Sou (quase) comida por ursos como se fosse churrasquinho


Minha vida era um pouco estranha. Tá, ela era normal, mas eu sempre senti que eu não pertencia ao mundo em que eu vivia. Claro, isso é normal para a maioria das crianças. Mas estranhamente, eu sentia isso com muita força.

         Até demais.

Meu nome é Clarissa. Eu tinha 11 anos quando tudo começou. É mais ou menos com essa idade que as crianças vivem suas maiores aventuras, mas para a minha vida, que era tão monótona, eu achei que ia ser só mais um ano qualquer.

Como eu estava enganada.

Meu cabelo é castanho-caramelo. Ele era muito loiro, mas magicamente escureceu. Meus olhos são azuis-esverdeados.

Eu moro com os meus pais numa casa pequena e aconchegante no subúrbio da cidade. Mas isso não importa. O que importa foi a aventura que eu vivi.

Tudo começou no Natal. Eu fui passar o Natal com a minha vó e os meus primos, como sempre. Minha vó me deu uma caixa enorme de presente, e eu estava realmente assustada com o que aquilo poderia ser.

Eu abri. Era uma caixa de papelão, sem nada dentro. Não me importei muito com aquilo. Foi quando eu voltei pra casa que a coisa começou a estranhar.

Eu coloquei a caixa no meu quarto. Tinha pensado em pintar ela de roxo e amarelo, que são minhas cores favoritas, e colocar meus livros (amor da minha vida) lá dentro. Mas eu comecei a ouvir um barulho vindo de dentro. E eu abri a caixa, pela milionésima vez. E magicamente encontrei uma xícara de chá.

Estranho? Estranho.

Era uma xícara pequena, branca, com listras azuis. Era de porcelana e rangia em um pequeno pratinho que estava por baixo. A xícara rangia e tremia, e eu estava começando a ficar assustada, até que eu larguei ela em cima da minha escrivaninha e ela parou.

Estranho? Estranho.

Aí eu decidi fazer chá. Eu tinha uma xícara, por que não?

Porque não, Clarissa.

Enfim.

Eu fiz o chá e coloquei na nova xícara. Até aí tudo bem. Mas eu peguei a xícara na mão, e o chá sumiu. E a xícara continuou rangendo.

Estranho? Estranho.

Eu coloquei a xícara na mesa, e finalmente ela parou de ranger. Eu fui para o meu quarto, achando que ou eu estava louca, ou a minha vó tinha me dado uma xícara engane-seus-netos. Aí que a coisa ficou ainda mais estranha.

A caixa de papelão. Estava cheia. Cheia de chá. Eu fui examinar a caixa, até que uma chaleira apareceu em meio a uma fumaça vermelha. Parecia ser da mesma coleção engane-seus-netos que era a xícara.

E pelo resto da semana, aparatos de chá decidiram aparecer na caixa de papelão. Puft, vinha mais uma xícara. Puft, um açucareiro. E foi assim até eu ter uma coleção de itens para chá engane-seus-netos. No momento em que começarão a aparecer colheres, eu decidi ligar para a minha vó.

- Isso é algum tipo de truque mágico? – Perguntei.

- Só porque é mágico não quer dizer que é um truque, querida. – Respondeu minha avó.

Estranho? Estranho.

O telefone desligou. Por um tempo, as coisas pararam de aparecer. Eu fiquei triste. Por mais louco que parecesse, eu gostava de ter um pouco de loucura na minha vida.

Eu nem esperava que isso era o início de uma nova aventura.

Até que, numa manhã, eu acordei em cima da caixa de papelão. Sabe, eu me mecho tanto de noite que já tive que dormir em camas com grade pra não cair. Mas eu pensei que estava me controlando.

Daí eu comecei a cair, e cair, e cair, numa vasta escuridão. "É só um sonho, Clarissa" pensei.

Até que eu caí em cima de alguma coisa.

Era algo macio, mas não parecia ser feito para se cair em cima. E esperava que fizesse parte da coleção engane-seus-netos, pois já estava me assustando.

E, depois de eras, me dei conta de que eu estava em cima de um bicho. Era um urso.

Ele estava dormindo. Conti meu grito. Eu estava numa espécie de floresta. Vários ursos me cercavam.

Eu desmaiei.

Quando eu acordei, estava pendurada de cabeça para baixo, apontada para uma fogueira.

- Isso, B2. – Gritou uma voz grave – Vamos matar a escolhida antes da mestra saber!

- Ela vai ficar tão feliz, B8.

Eu estava sendo assada. Por lobos.



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