História A Terra Esquecida - Capítulo 2


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Tags Magia
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Magia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não me aguentei, tive que postar logo.

Capítulo 2 - Sou salva por um caçador-mirim


Graças aos deuses de qualquer tipo de religião, começou a chover. Os ursos começaram a correr para todos os lados, como se tivessem medo de chuva, até sumirem na escuridão. A fogueira se apagou, mas eu ainda sentia meu sangue no meu cérebro. Eu precisava dar um jeito de me virar...

Até que uma flecha foi atirada por sabe-sei-lá-quem (ou será que você-sabe-quem? Vai que era Voldemort!) e me fez cair dura no chão.

- Quem é você? – Gritou uma voz.

- A pergunta certa é quem é você, e não quem sou eu. – Respondi.

Um menino saiu da escuridão. Estando iluminado pela luz da lua e com a minha cabeça girando, não consegui ver muito bem a aparência dele. Mas ele definitivamente tinha os cabelos tão escuros quanto o céu naquela noite.

Ele me estendeu a mão.

- Obrigada. – Falei. – Mas, afinal, quem é você?

- Meu nome é Lucas – Respondeu o menino, me olhando fixamente. – Mas isso não importa. Você literalmente caiu do céu.

- Caí?

- Sim, caiu. E isso pode parecer meio estranho, mas meio que eu já previa isso.

- Como, o quê, hã...

- Antes, por favor. Me diga. Quem é você.

- Meu nome é Clarissa.

O menino recitou alguma coisa como: "A luz do céu cairá".

- Ei! Para de murmurar!

- Hã, desculpa. Só houve uma pequena coincidência. Deixe-me apresentar um pouco melhor. Meu nome é Lucas. Eu tenho 11 anos. Eu também caí do céu. O seu nome significa claridade. O meu significa luz. Aqui existe uma antiga lenda que duas crianças cairiam do céu e libertariam esse mundo. Isso não é muita coincidência?

- Por mim isso é muito louco e eu só posso estar sonhando.

- Não, você não está. Acredite em mim, eu já tentei me beliscar. Definitivamente, não dá pra sair daqui.

- A quanto tempo você está aqui?

- Uns 2 ou 3 meses. Eu estive esperando pela claridade cair do céu. E ela caiu.

- Eu não entendo.

- Quem sabe entenda com a lenda por escrito.

Ele me entregou um pergaminho.

"Duas crianças da luz, o mundo salvarão.

A luz do céu caíra, as justiças prezarão

         No fim, apenas a claridade vencerá

         E na escuridão as trevas cairão"

         - Ok, isso não faz o mínimo sentido. – Gritei, depois de terminar a leitura. – As trevas já são a escuridão. E... Isso não faz sentido! Como, como...

         Eu percebi que o dia estava amanhecendo. Consegui finalmente ver o rosto do menino que estava fazendo minha mente explodir em 5 minutos de convivência.

         Ele tinha o rosto bonito, até. Mais ou menos. Parecia ter ficado eras sem dormir, e algumas cicatrizes estavam em seu rosto. Eu esperava seriamente que essas cicatrizes fossem de grampeadores, como a de um menino de um livro que eu uma vez li. Seus olhos eram castanhos-avelã.

         Eu percebi que ele me observava também. Ele nunca tinha visto meu rosto. Parecia estar me fitando, conferindo detalhes com alguma foto.

         - Venha, vou te mostrar a minha casa.

         Ele me puxou até uma ponte.

         - Você mora embaixo de uma ponte? – Eu gritei.

         - Não, claro que não. Primeiro as damas.

         Eu atravessei a ponte. Foi aí que eu me toquei que eu ainda estava de pijama. Até que eu olhei para meus pés. Eu estava com uma sapatilha preta lustrada e um vestido amarelo pastel rodado até meus joelhos. Meu cabelo estava preso numa trança. Aquilo era muito estranho.

         Lucas passou. Ele também teve uma transformação de visual, parecendo uma espécie de bibibobidibu. As olheiras sumiram, ele ganhou novas roupas e a maioria das cicatrizes se esconderam.

          - Ponte das fadas – Disse ele – Deixa você mais bonito. Bom, essa é a teoria.

         - Você disse... Fadas?

- Sim, eu disse. Você se acostuma com o tempo.

Eu estava confusa. Eu tinha caído do céu em cima de urso, depois eu tinha quase sido comida, depois um menino que eu nem conhecia me salvou e agora, depois de eu não ter feito nada de útil sozinha eu descubro que eu tenho que salvar um mundo que eu não conheço que aparentemente tem fadas e que, magicamente, me vestiu com a roupa que bem entendia.

         What?

Nós chegamos num pequeno vilarejo. O dia tinha amanhecido. Era uma cidadezinha pequena, com casinhas de madeira. Estranhamente, a madeira era roxa. No horizonte, eu consegui ver um castelo. Ele era roxo, muito roxo.

O menino continuou me puxando, até que nós chegamos na menor casa de todas.

- Você mora sozinho? – Eu perguntei.

- Não – Disse ele – Eu moro com a minha tia. Mas se a sua pergunta é se a minha família está aqui, sim. A sua também. O único problema é que só poderemos voltar para casa depois de completar isso.

- Tá, ok, deixa eu ver se eu entendi. – Falei. – Quando eu caí aqui, minha família veio junto, e eu só vou poder ver eles no final dessa baboseira?

- Não é baboseira – Ele disse, rispidamente. – Eu também quero voltar pra casa. Mas eu não tenho culpa!

- Tá bom, tá bom. Podemos continuar com um papo menos delirante?

- O quê?

- Quer ver se você é do meu mundo.

- O quê?

- Vou te fazer algumas perguntas sobre a atualidade, e sobre coisas velhas também.

- Ok.

- Presidente dos Estados Unidos em 2017?

- Donald Trump.

- Ok. Que filme da Disney estreou esse ano?

 - Hã.... O live-action de Bela e a Fera? Moana também estreou esse ano.

- Ok.... Você é do meu mundo sim. Não vou perder tempo com isso.

Isso foi meio estranho. Eu nunca pensei que em algum momento da minha vida eu iria fazer um questionário para uma pessoa que eu conhecesse a uns 10 minutos para saber se ele era ou não do meu mundo. Aquilo estava se tornando cada vez mais e mais estranho.



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