História A Thousand Lives - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Vingadores (The Avengers), X-Men
Personagens Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Pietro Maximoff (Mercúrio)
Tags Feiticeira Escarlate, Incesto, Mercurio, Pietro Maximoff, Universo Alternativo, Wanda Maximoff
Exibições 63
Palavras 3.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Incesto, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem ♥

Capítulo 2 - Master plan - Part II


Fanfic / Fanfiction A Thousand Lives - Capítulo 2 - Master plan - Part II

—Está pronto? –Wanda revirou os olhos. Ela não se virou ao ouvir a voz do irmão, mas sabia exatamente como ele se pareceria. Pietro estaria encostado contra o batente da porta, os braços cruzados ao redor do peito, provavelmente usando uma camiseta apertada porque ele sabia que isso a faria largar a pintura assim que o visse.

Seus cabelos estariam bagunçados e seus olhos impacientes. Ele odiava esperar e normalmente ela teria abandonado qualquer coisa que estivesse fazendo para ir até ele, mas esse era um trabalho bem mais complexo e importante. Wanda não iria se permitir distrações até que todos os três quadros estivessem perfeitos.

E Pietro era um inferno de uma grande distração.

Isso tinha feito com que ela passasse os últimos cinco dias trancafiada em seu quarto se permitindo sair apenas para comer, tomar banho e dormir ao lado do irmão. Nada além de abraços inocentes eram permitidos enquanto ela estivesse trabalhando e isso o deixava louco. O que fazia com que aquele dia, quando ela finalmente se veria livre da sua parte do golpe, um momento muito especial.

—Não. –Murmurou ela sem tirar os olhos da pequena fissura que tentava reproduzir. Pintar era fácil, o verdadeiro desafio vinha quando tinha de copiar os erros e danos. Wanda ouviu Pietro bufar e então o silencio tomou o quarto.

Por alguns segundos ao menos.

—Terminou? –Ele perguntou mais uma vez. Wanda respirou fundo tentando não jogar o resto das tintas nele.

—Não.

—E agora¿

—Pietro! –Ele riu e ela se virou. Tinha acertado em cheio no cabelo e na camisa. Mas ela não previra as calças de moletom. Pietro parecia pronto para passar o resto da noite em casa, provavelmente no sofá com ela em seu colo, e ainda sim era sexy como um deus do sexo. E aquelas calças não a deixavam mentir. Ele ficava melhor em calças de moletom do que a maior parte dos caras, principalmente quando elas pareciam que iriam escorregar por suas pernas a qualquer momento.

Wanda respirou fundo. Não levaria mais do que dez minutos para terminar a ultima parte do quadro mas ela também poderia fazê-lo pela manhã. Estava tarde e depois de dias trabalhando com afinco talvez ela merecesse um descanso... Ela balançou a cabeça e se virou para a obra quase perfeita que tinha em mãos. Era mais forte do que aquilo, não iria se deixar levar tão facilmente.

—Dez minutos. Eu juro. Vá dar uma volta ou alguma coisa, mas saia daqui antes que eu te mate. –Ele revirou os olhos.

—Minha surpresa está começando a esfriar.

—Você esteve cozinhando? –Wanda perguntou genuinamente surpresa. Eles haviam desenvolvido um sistema bem funcional de dividir igualmente as tarefas da casa e trocar semanalmente. Mas Pietro nunca cozinhava. E os três quase incêndios das vezes em que ele havia tentado eram o motivo disso. Ele lhe ofereceu um sorriso brincalhão.

—Vai ter de vir aqui fora se quiser descobrir. –A tentação de terminar mais cedo a atingiu mais uma vez. Ela suspirou e agarrou o pincel sobre o apoio.

—Dez minutos. –Pietro fechou a porta do quarto dela. Apreciando a falta de olhos em suas costas Wanda voltou a trabalhar nas linhas finais do seu trabalho.

Tendo terminado, lançou um olhar para o relógio na parede contraria. Ainda tinha cinco minutos antes que Pietro tivesse completa permissão para tira-la do quarto. Pulou para dentro do chuveiro rapidamente aproveitando a água quente para se livrar de todas as manchas de tinta que pontilhavam seu corpo e roupas. Trocou suas roupas surradas e manchadas por uma das camisas de seu irmão e shorts confortáveis e soltou os cabelos.

Ele estava esperando do lado de fora. Seu corpo grande parado a frente dos quadros, observando as fotos dos originais e falsificações. Ela poderia ser a grande artista da família, mas seu irmão também tinha um bom olho para as artes. Wanda se permitiu observar em silencio enquanto ele continuava distraído.

Pietro era muito bonito. Sempre havia sido. O cabelo, não importando a cor que ele decidia usar, os olhos, o sorriso. E é claro, o corpo. Os músculos não eram exatamente importantes desde que mesmo quando ainda era um garoto magricela ele ainda era lindo como ninguém jamais seria. Eles eram um bônus. Um bem bonito.

Wanda não se lembrava de quando havia passado a pensar nele dessa forma. Provavelmente por volta dos quatorze anos quando sua vida tinha desmoronado e ele se tornara a única coisa que amava. Haviam passado dois anos fugindo de lares adotivos e orfanatos, sempre se mantendo juntos e sobrevivendo, roubando e trapaceando sem saber se estariam vivos para o próximo plano.

E então encontraram Ultron.

Ele tinha tomado conta dos dois, lhes dado uma casa e trabalhos. Mas seu mundo ainda era Pietro. Desse ponto em diante as coisas haviam começado a evoluir de apenas irmãos para algo mais. Wanda o amava e queria demonstrar isso com coisas que nunca havia feito antes. Ele era o único em seu coração, por que não poderia ser o único em seu corpo também?

Era complicado e ninguém jamais iria entender. Mas funcionava. E era o que ambos queriam. Nenhum homem jamais seria bom o suficiente para Wanda e ele tão pouco procurava por outras mulheres. Era o que Pietro costumava dizer quando ela tinha uma crise de consciência: “Eles tem inveja porque vão ter de procurar por uma coisa que nós já nascemos tendo. Afinal, não chamam de “alma gêmea” por nada.”

Isso sempre a fazia sorrir.

—Você se superou. –Pietro murmurou sem tirar os olhos das pinturas. –Eles são idênticos. –Ela deu de ombros ao se aproximar.

—Tive muitos anos para aperfeiçoar o meu plano. E então... Qual é a minha surpresa? –Pietro se esqueceu completamente dos quadros. Ele sorriu e se pôs atrás dela para colocar as mãos sobre seus olhos.

Wanda se deixou guiar até a sala sempre sentindo suas costas batendo contra o peito dele. O cheiro de comida italiana fez seu estomago roncar antes que ela estivesse completamente dentro da sala. Ele afastou as mãos para que ela pudesse ver a nova decoração improvisada que ele havia preparado.

As luzes estavam apagadas mas as muitas velas estrategicamente espalhadas pela sala iluminavam exatamente o que ela precisava ver. Cobertores e almofadas cobriam cada centímetro da pequena sala, tornando-a quente e aconchegante. A pequena mesinha externa havia sido arrastada até o centro da sala e estava repleta de comida, assim como mais velas e algumas rosas.

Pietro a conhecia tão bem quanto a si mesmo, talvez até melhor, e havia descoberto a muito tempo que Wanda gostava de um pouco de romance ocasionalmente. Mesmo que ela jamais fosse admitir isso em voz alta. Ele deu um passo para o lado observando atentamente a reação dela.

Wanda olhou para o irmão, pegando seu sorriso orgulhoso. Ele se parecia com uma criança satisfeita e ansiosa, balançando em seus calcanhares enquanto seus olhos corriam por toda a sala e de volta a ela.

—Você foi a única que realmente teve algum trabalho essa semana, então pensei que um jantar pudesse te ajudar a relaxar... –Pietro passou a mão direita pelo cabelo, bagunçando ainda mais os fios acinzentados enquanto a outra descansava no bolso da calça. –Você não gostou? Foi um exagero, eu sei...

Wanda revirou os olhos e fechou a mão ao redor do pulso dele.

—O que teremos para a sobremesa? –O gêmeo mais velho sorriu novamente.

—Torta de chocolate. –Wanda fechou os olhos e jogou a cabeça para trás enquanto sua mão deslizava de encontro a dele. Ela mordeu os lábios enquanto assistia o sorriso voltar ao rosto dele.

—Não poderia ser melhor Pietro. Obrigada. –Ela se inclinou para lhe dar um beijo rápido na bochecha, mas a mão dele se enlaçou contra a parte de trás de seu longo cabelo e Pietro pressionou seus lábios contra os dela. Wanda se viu enlaçada por seus braços, o súbito calor do corpo dele a fazendo tremer mais do que sua língua atrevida.

Quando ela finalmente se afastou em busca de ar, suas bochechas estavam em chamas e os olhos enevoados. Wanda respirou fundo tentando, em vão, recuperar o fôlego. Pietro permaneceu sorrindo ao lado dela, parecendo ainda mais presunçoso.

—Bom saber que ainda posso te fazer ficar vermelha assim. –Ela revirou os olhos e o empurrou para fora de seu caminho. Eles poderiam agir como um casal dentro de casa, mas isso não significava que ela não podia bater nele quando quisesse. E ninguém, nem mesmo Pietro, ficava no caminho dela quando havia uma torta de chocolate em jogo.

***

Pietro se levantou o mais delicadamente que podia, tentando não acordar Wanda. Ela tinha adormecido contra ele antes que o filme tivesse chegado na metade,mas ele deixara que ela o usasse como travesseiro durante a hora restante. Ele a pegou nos braços tentando ao máximo não acordá-la enquanto a levava até o quarto.

A colocou sobre a cama mas os braços dela agarraram seus ombros antes que ele pudesse se afastar.

—Venha para cama comigo irmão. –Wanda sussurrou. As luzes de toda a casa permaneciam apagadas, mas isso não o impedia de ver toda a imagem de sua querida irmão. A cabeça jogada para trás, para que seus lábios rosados pudessem roçar contra o pescoço dele enquanto ela murmurava aquelas palavras.

Ele correu a mão direita sobre a garganta arqueada dela, a pele parecendo quase translúcida na luz pálida que entrava pelas cortinas mal fechadas, e encaixou-a contra a base do pescoço dela. Podia sentir os longos cabelos, completamente negros naquela luz, escorrendo por entre seus dedos.

Ela era perfeita.

Pietro apoiou a perna esquerda sobre a cama com Wanda se espalhando sob ele. Ela não moveu os braços, sempre o puxando para perto, até que estivesse completamente deitado sobre o corpo dela. Ela liberou uma das mãos. Descendo-a por entre seus corpos até encontrar a barra da camiseta que ele usava antes de infiltrá-la por sob o pano.

Wanda tocou os músculos firmes de sua barriga, passando as unhas pouco crescidas por toda a extensão de pele que era capaz de alcançar. Ela lambeu os lábios e esticou a cabeça na direção dele, implorando silenciosamente que Pietro continuasse. Ele não se moveu de imediato. Aproveitava cada momento que tinha para observá-la como se jamais a tivesse visto.

Queria memorizar seu rosto, a curva dos lábios molhados e vermelhos, os olhos brilhantes na penumbra e os cabelos escuros caindo ao redor de sua cabeça. Ela mordeu os lábios, sendo vagarosa o suficiente para que ele pudesse acompanhar o movimento com o olhar. Depois de tantos anos estando juntos as escondidas ela sabia exatamente o que o fazia perder o controle.

Pietro baixou sua boca sobre a dela, buscando o doce sabor dos morangos.

E então as chamas tomaram conta.

Fogo lento e romance era bom, mas todo o tempo separados havia transformado aquela chama em um maldito incêndio fora de controle. Wanda mergulhou a mão livre no cabelo dele, puxando os fios conforme as ondas de calor a atingiam com força. Logo suas pernas estavam ao redor da cintura dele, empurrando-o de encontro a seu corpo enquanto sua boca buscava a dele com um tipo de fome que ela jamais sentira antes.

Pietro se afastou para tirar a camisa, deixando-a completamente aberta e ofegante sob seu corpo. Ela observou com curiosidade enquanto a primeira peça de roupa desaparecia. Wanda se colocou se joelhos sobre a cama, tirando sua própria camisa. Sua pele gritou em reação a súbita rajada de frio, mas as mãos dele estavam em suas costas no momento seguinte, afastando a memória daquele beijo gelado.

Ele tinha mãos grandes e Wanda amava isso. O gêmeo mais velho colocou a palma aberta contra a base de suas costas, deixando que as pontas dos dedos tocassem o elástico dos shorts. Ele apertou o corpo dela com mais força. Podia sentir cada contorno do corpo dela contra o dele, em um encaixe perfeito para suas mãos. Os seios esmagados contra seu peito, parecendo ainda mais quentes e tentadores todas as vezes em que ela puxava uma respiração pesada.

Com a outra mão, ele segurou o queixo dela, erguendo seu rosto até que ela não tivesse nenhuma escolha se não olhar em seus olhos. Wanda sorriu. Sorriu de verdade, como ela não fazia a semanas. Aqueles sorrisos eram raros, nem tanto para Pietro, mas ainda sim eram algo que ele fazia questão de se lembrar toda vez que via. Seus olhos dançaram na escuridão, esperando pelo próximo movimento.

O incêndio continuava ardendo em suas veias e o olhar intenso e carregado de pura luxuria que ele continuava lançando para ela apenas o fazia pior.

—Senti sua falta Wanda. –Pietro sussurrou. Ela mal podia ouvir sua voz, mas o tom baixo e sensual dele fez as palavras ecoarem por seus ossos. Wanda espalmou as mãos contra o peito dele, sentindo a necessidade de tocá-lo tanto quanto ele fazia.

—Eu também irmão. –Ela se inclinou e beijou seu pescoço, descendo para os ombros. –Você não faz idéia do quanto. –Ao sentir as mãos dela contra o cordão da calça de moletom Pietro agarrou seu cabelo com uma das mãos e o puxou apenas o suficiente para que ela recuasse.

Wanda permaneceu de joelhos, a respiração acelerada demonstrando o quanto ela gostava daquilo. Aquela era a única situação em que Wanda se permitia ser mandada na vida, e Pietro era a única pessoa em todo o mundo com quem ela era capaz de baixar a guarda o suficiente para ser cuidada. Ele jamais a subjugaria de uma forma que não a agradasse, e não havia qualquer necessidade de perguntas.

Ele sabia quando parar, quando veria ir mais rápido ou devagar, forte ou carinhoso, e ela jamais precisara dizer qualquer palavra. Eram feitos um para o outro a esse ponto. Pietro a içou para cima, até que seus rostos estivessem no mesmo nível. Ele a beijou mais uma vez, deixando que o gosto familiar de sua boca dominasse todos os seus pensamentos. A colocou para baixo na cama, mantendo as pernas abertas apenas o suficiente para que ele pudesse se postar entre elas.

Pietro queria beijá-la dos pés a cabeça, mas seu corpo implorava por algo mais. E a forma como Wanda se movia contra seus dedos, empurrando os quadris contra suas mãos, deixava bem claro que ela queria esse algo mais tanto quanto ele.

Ele agarrou a cintura dos shorts e os puxou para baixo sem cerimônia. Wanda esparramou as pernas e agarrou os lençóis com ambas as mãos. O calor que fazia seu corpo se contorcer em antecipação era quase tão bom quanto o toque dele, porém muito mais frustrante. Seus olhos cor de jade não perderam nenhum movimento sequer enquanto ele se despia do resto das roupas.

Wanda apoiou o pé esquerdo sobre a coxa torneada dele antes de arrastá-lo por todo o torso até que ele segurasse seu tornozelo. Ela mordeu o lábio enquanto ele agarrava o tornozelo direito e a puxava até ele. Pietro cruzou as pernas dela atrás de seu quadril.

Ela afundou contra o colchão ao senti-lo deslizar para dentro de si sem dificuldade alguma. Sua cabeça bateu contra a superfície acolchoada enquanto ela agarrava o cabelo dele com força. Wanda fechou os olhos com força mas deixando alguns gemidos baixos escaparem por entre seus lábios semi-abertos.

A cada vez que transavam a sensação de ser completamente preenchida por ele ficava ainda melhor. Pietro beijou a linha de sua mandíbula e então seu pescoço, descendo ainda mais para escovar os lábios sobre a clavícula e então voltando a seus lábios inchados. Ele se moveu, rápido e forte, exatamente do jeito que ela tanto ansiava.

Ela agarrou o cabelo dele com as duas mãos, beijando-o com toda a volúpia que tinha dentro de si. Seu nome continuava a escapar por entre suspiros e gemidos sussurrados enquanto Pietro continuava a se mover mais forte e mais rápido contra ela. Era como se nenhum deles pudesse ter o suficiente. Wanda cravou as unhas contra as costas do irmão, os suspiros se transformando em clamores por mais.

Ela viu uma pequena brecha e os girou na cama, agarrando a cabeceira de ferro para se firmar. Pietro afundou os dedos em ambos os lados da cintura dela, apertando a carne macia em suas coxas enquanto ela se movia sobre ele. Wanda escorregou as mãos para baixo, apoiando-as ao redor da cabeça dele.

Sua boca encontrou a dele novamente e ela descansou a cabeça contra a testa dele conforme as ondas de calor começavam a destruir seu corpo com êxtase. Ele sentiu Wanda se contrair ao redor de seu pênis, insuportavelmente quente e molhada e deixo-se ir junto a ela. A garota se deitou sobre o corpo dele ouvindo atentamente as batidas de seu coração ao passo que tentava recuperar um pouco do fôlego perdido.

Pietro respirou fundo junto a seu cabelo. Ela sentiu os lábios dele contra sua testa.

—Você é a coisa mais linda que já vi querida irmã. –Murmurou ele. –E da próxima vez vou beijar cada centímetro do seu corpo para provar isso. –Wanda levantou a cabeça, apoiando o queixo contar o peito dele. Ela observou enquanto o rosto dele assumia aquela expressão relaxada e ainda sim brincalhona que lhe era tão familiar.

—Como é possível que eu ame tanto alguém como amo você? –Sussurrou ela em retorno. Pietro deu de ombros.

—É exatamente o que me pergunto todas as vezes em que olho pra você. –Pietro puxou a mão dela para que pudesse entrelaçar seus dedos. Wanda encarou suas mãos juntas, apoiadas a apenas alguns centímetros de seu rosto e permitiu a si mesma deslizar para um estado de torpor e felicidade.

—Ultron sabe. –Murmurou ela depois de alguns minutos de silencio agradável.

—Sobre o que? –Ele perguntou parecendo bem distraído enquanto brincava com algumas mechas do cabelo dela.

—Nós. –Pietro respirou fundo.

—Que bom que estamos indo para longe então. –Ele deu de ombros. –Isso me lembra... Ainda não decidimos para onde estamos indo. –Wanda o encarou em silencio parecendo atônita. –O que acha da França? Seria legal. Ou poderíamos ir para alguma ilha tropical. Faz muito tempo desde a ultima vez em que te vi usando um biquíni. –Ela balançou a cabeça e se sentou ao lado dele na cama. Puxou os joelhos de encontro ao peito e apoiou a cabeça sobre eles.

—Como você consegue simplesmente não se importar com isso? Ele sabe sobre nós, é meio assustador. –Pietro riu. Ele tomou a mão dela e beijou os nós de seus dedos carinhosamente.

—Não me importo porque não muda nada. Já estávamos planejando sair, só tivemos de adiantar nossa viagem sem volta. E eu ainda te amo. Assim como você me ama. E vamos ter dinheiro. Muito. Por que deveria me importar com o que quer que essas pessoas pensem? Tenho você Wanda, e é isso que importa.

Ela balançou a cabeça negativamente mais uma vez e sorriu.

—Você é louco. –Ele ergueu uma das sobrancelhas em resposta.

—E você me ama mesmo assim. –Wanda suspirou.

—Sim, eu amo. –Ela se levantou da cama procurando por suas roupas. –Mas agora eu tenho um relacionamento sério com um pedaço gigante de torta para terminar.



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