História A Última Canção - Capítulo 1


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Palavras 759
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Saudades de escrever <3.
Mas a criatividade foi dar uma volta e não voltou :').

Uma one bem rapidinha para vocês s2.

Sugestão de música: Lil bo weep - Untitled

Capítulo 1 - Lembranças.


O relógio marcava 23:40. Não conseguia pegar no sono, horas e horas se passaram, e eu estava aqui, olhando para o grande abismo escuro que era o meu quarto. Depois que minha mãe foi levada de mim, nunca mais tive a vida de antes, ou pelo menos parte dela. Sentia que faltava algo, como se fosse a minha alma. Minha mãe, Elisabeth, era o que tinha de mais precioso em minha vida, que de uma forma, foi arrancada brutalmente da mesma. Elisabeth não era o perfil de mãe exemplar, talvez não para os padrões da sociedade. Mas ela era humana, e humanos falham. Ou pelo menos é o que sempre nos dizem. As bebidas eram o seu maior erro, e a destruía aos poucos e apenas ela não via, ou pelo menos não queria enxergar. As bebidas foram apenas uma forma mais ‘fácil’ de tentar enganar e afogar os seus demônios, que a perseguiam desde a morte do meu pai. Mas mesmo que você tente fugir dos seus pesadelos, uma hora ou outra eles te pegarão e a sua única saída é a sua força e a sua coragem. Você precisa enfrentar a você mesmo.

A mansão em que morava era grande, fria e solitária. Não havia mais alegria, apenas lembranças e tristezas, de um dia que já se foi. Ainda olhando para o teto, lembrei-me de uma canção que minha mãe cantava para mim todas as noites, com sua voz doce e serena. Elisabeth sempre a cantava ao lado da minha cama rosa de coraçõezinhos e eu adorava. Me lembro dos seus longos e brilhantes cabelos negros refletirem a luz prateada da lua que vinha do meu quarto quase todas as noites, seus olhos negros me transmitiam tranquilidade e amor. Mas com o passar dos anos, descobri que essa Elisabeth das minhas memórias era o último fragmento que restara do que ela era antes, e com o tempo, ele tinha sido totalmente encoberto pelo seu outro lado, totalmente agressivo. E então ela não era mais a minha mãe.

Ainda olhando para o teto, o sono veio, como a força de uma tempestade, como se algo tivesse me arrastado para um longo e profundo mundo dos sonhos. Apenas nesse lugar eu a encontrava, e apenas nesse lugar ela ainda era como a mulher que eu guardava em minhas lembranças.

Em meu sonho estava andando pela mansão escura, com a minha camisola de seda até os pés, estava descalça, não conseguiria achar nada naquela escuridão. Andei até a sala e vi uma vela acessa, era um sinal de sorte ou o destino. Comecei a andar pelos corredores quando ouvi um sussurro em meu ouvido.

"Minha doce, doce criança".

Nesse exato momento minhas pernas gelaram, e um frio percorreu minha espinha. Olhei para a grande janela que dava acesso ao jardim, e ele estava escuro como um abismo. Havia lápides, e o céu estava mergulhado em sangue. Engoli em seco, e abri a grande porta, andei pelo jardim, parei entre os túmulos, e um me chamou a atenção, estava gravado o nome Elisabeth, e um grande buquê de flores mortas fora deixado ali. Assustada, olhei para trás, e vi a figura de uma mulher, de preto, da cabeça aos pés, seu rosto era pálido como gelo, e seus olhos negros como o carvão, em sua boca, havia um singelo sorriso. Dei um passo para trás.

 - Fique longe de mim!

A mulher nada disse, apenas se aproximou, e colocou sua mão em meu rosto.

- Não tenha medo querida. A sua mãe está aqui para te buscar.

E então ela começou a cantar a mesma canção que minha mãe cantava para mim.

"Durma logo,
Durma em paz, meu anjinho.
Deixe o sono te levar,
até despertar.
A tristeza nunca te pegará,
pois sempre estarei contigo..."

 

Uma lágrima escorreu por meu rosto, e um uivo de um animal pairou pela noite. Comecei a correr, sem olhar para trás. Meus pés descalços afundavam na terra escura, não olhava para trás em nenhum momento. Ainda ouvia a canção em meus ouvidos enquanto corria, como se fosse uma caixinha de música quebrada tocando uma canção triste e solitária.

De repente, acordei em minha cama, minha respiração era ofegante e então percebi que tudo não passará de um pesadelo. Olhei para a janela, e tudo estava como antes. Algo no canto do meu quarto me chamou a atenção, ali havia uma pequena caixinha de música negra, e ao seu lado um pequeno bilhete.

"Durma com os anjos, minha pequena criança."

E então, eu finalmente reencontrei Elisabeth.


Notas Finais


Beijos de luz ;*


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