História A última Guerra de Percy Jackson - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean
Tags Guerra, Heróis, Mitologia, Olimpo, Percy Jackson
Visualizações 24
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Essa história é uma continuação de Os Heróis do Olimpo.
É baseada no arco final do mangá Bleach.
A capa é de minha autoria (eu sou o Avassalador).
A escrita é feita da maneira mais Rick Riordan que eu consegui, com o objetivo de deixa-los à vontade como em um livro qualquer de PJO ou HDO. Espero que realmente gostem.
Eu continuarei postando dependente dos reviews.

Capítulo 11 - Bem acima disso


11.

 

Annabeth se pôs entre Hazel e Frank, os três olhando para Lilibelle sem saberem ao certo o que fazer. A estrada em que estavam ainda se encontrava deserta. Os casebres coloridos eram como grandes enfeites para o cenário florido. Nenhuma viva alma além deles estava por lá. Nenhum carro passava ao longe, ninguém parecia administrar os moinhos da fazenda.

— Você tem algum plano? – Frank sussurrou para Annabeth.

Ela cerrou os olhos. Uma estratégia seria bem-vinda. Lilibelle ainda sangrava, seu corte estava aberto. As outras duas, Janice e Lúvia, pairavam a poucos metros. Não parecia que fossem interferir tão cedo. Nesse ritmo nem precisariam, Lilibelle parecia uma criança interessada em novos brinquedos, sem o mínimo sinal de que estava com dificuldades. Ela levantou a mão direita, apontado para o céu. Então apontou com a mesma mão para baixo. Os três arfaram.

— O que é que está acontecendo? – grunhiu Hazel.

— E-eu não sei – respondeu Annabeth, fazendo força para ficar de pé.

Um peso desproporcional tomara conta deles, os puxando para baixo. Pouco a pouco foram cedendo, se abaixando, até ficarem deitados de barriga para baixo no chão. Faziam força, mas não podiam se levantar. Era como se uma mão invisível os puxasse cada vez mais para baixo. Frank se transformava em vários animais. Cachorro, lontra, jacaré, cupim... Nada adiantava. Lilibelle deu um sorrisinho e seus grandes olhos brilharam.

— Vocês ficarão aí até eu dizer o contrário, tá bom?

Os três se debatiam e lutavam contra seus próprios corpos. Exerciam toda a força que conseguiam, e nada era o suficiente.

— Ande logo com isso! – rosnou Janice.

— Não queremos ficar assistindo você brincar de boneca, Lilibelle – falou Lúvia.

Lilibelle rolou os olhos infantilmente.

— Tá bom, tá bom.

Ela tentou levantar o outro braço para fazer alguma coisa, no entanto tudo o que fez foi gemer de dor. Sua ferida causara estrago.

— Vocês foram bem malvados comigo – lamentou – terei que me transformar para ficar melhor. Com sua licença.

Ela então pegou em seu bolso um pingente cristalizado com quatro pontas. Uma estrela.

— Essa é a minha Kulon, bem bonita, não acham? – questionou de maneira orgulhosa.

Lilibelle esmagou o pingente com a mão e seu corpo começou a brilhar. Os semideuses pararam de se debater, cedendo para a força que os puxava. Encostaram a testa no pavimento e fecharam os olhos. A garota emitiu um brilho intenso por alguns segundos e depois soltou um grito de prazer. Hazel levantou o rosto e deu uma olhada em sua aparência. Era a mesma coisa que Jacques: pernas bovinas, corpo esguio, quatro longas e belas asas. Estava mais branca que antes, clara como a neve. Sua ferida sumiu e ela conseguia abrir os longos braços. Desceu até tocar no chão e dar uma gargalhada.

— Maravilhoso, não acham? Mal posso expressar em palavras a sensação!

Ela transbordava felicidade. Annabeth deu um olhar silencioso para Frank e Hazel. Teriam que esperar Percy aparecer e fazer alguma coisa. Nesse meio tempo, oraram para seus respectivos pais e torceram para que não virassem churrasco.

— Bom, acho que é isso – disse Lilibelle tristemente – mas foi bem legal brincar com vocês, sério mesmo!

Ela levantou os braços para os três caídos. Uma luz azul começou a resplandecer nas palmas de suas mãos. Annabeth sabia que ela iria usar o volna, a habilidade de energia capaz de destruir até paredes. Fechou os olhos firmemente e esperou que o raio a atingisse. Seus amigos seguiram o exemplo.

— Ei, não tão rápido! – gritaram de algum lugar na direita da criatura.

Todos olharam na direção. Percy estava na orla do lago após a divisão da estrada. Ele segurava Contracorrente e olhava com raiva e determinação. O surpreendente é que ele estava em cima de um dragão, um dragão de água. Seu grande pescoço de muitos metros saia do lago como uma extensão. Percy estava acima da cabeça do monstro líquido. A feição do dragão era assustadora. E não era para menos, já que as cabeças de Ladon serviram como inspiração.  Lilibelle olhava aquilo inexpressiva. Difícil de dizer o que se passava na cabeça da garota. Talvez ela estivesse impressionada ou simplesmente muito desinteressada. De qualquer jeito, foi o suficiente para capturar sua atenção e fazer com que os três conseguissem se levantar de onde estavam.

— Percy Jackson – disse ela bobamente.

Ele apontou Contracorrente em sua direção e o dragão avançou. Ele rugiu ferozmente, o que Percy não sabia como, já que ele era feito de água. O monstro avançou através do ar, com seu longo pescoço se esticando do lago até a criatura branca. Lilibelle nem se mexeu, continuou encarando o dragão sem sair do lugar. O dragão abriu sua grande boca líquida e a engoliu em um grande redemoinho de água. Percy pulou de cima da sua cabeça e caiu tropeçando perto de seus amigos, eles o olhavam admirados. A água ainda avançava e só foi parar de se mexer quando o focinho do monstro atingiu o chão. O restante de seu corpo se derramou e molhou o chão. Nem sinal de Lilibelle.

— Cabeça de alga, pelos deuses, isso foi... Foi incrível! – ofegou Annabeth – Mas precisamos sair daqui rápido, ainda tem duas delas.

— Venham comigo, acho que tenho energia para viajar pelas sombras – disse Hazel.

Ela estava prestes a se virar para que os outros a seguissem. De repente, algo os empurrou de uma só vez para um casebre azul bem atrás deles. Partiram a cerca branca e bateram as costas com tudo na parede. Os quatro gemeram de dor e perceberam que estavam flutuando. Suas costas estavam na parede e seus pés não tocavam o chão.

— Nós estamos colados? – perguntou Percy.

— Não, não é isso – falou Frank – ela fez a mesma coisa com a gente, mas no chão.

Lilibelle surgiu voando em frente a eles. Seu corpo branco estava encharcado pelo ataque, entretanto não aparentava estar ferida.

— Vocês não podem escapar desse jeito, poxa! – ela avisou com desgosto – Me deixaria muito chateada.

Percy olhou seu rosto de garota. O resto de seu corpo era igual o de seu inimigo anterior, Jacques. Mas o seu rosto fugia do padrão animal exótico. Ele viu nela uma inocente garotinha brincalhona que queria muito se divertir. Tratou rapidamente de tirar esse pensamento de sua cabeça. Ela era uma inimiga tentando mata-los, nada mais que isso. Lembrou-se também que não era a primeira vez que via alguém poderosa em forma de criança, podia simplesmente ser uma aparência opcional. Ártemis e Héstia, duas das deusas donzelas, faziam a mesma coisa.

— Vossa Majestade foi muito bonzinho comigo, ele me agraciou com a letra G, de Gravity (tradução: gravidade). Posso concentrar e puxar vocês para qualquer ponto que eu queira, então, por favor, sejam obedientes – ela anunciou como uma mãe conversando gentilmente com o filhinho.

— Isso é ruim – esganiçou Annabeth – não há como sairmos daqui desse jeito.

Lilibelle sorriu.

— Realmente não há, então... Tchauzinho.

Ela levantou os longos braços, mais uma vez pronta para atirar.

— Dessa vez não tem nada que a impeça de nos explodir – Frank comentou e olhou de lado para Percy – você não teria mais um dragão de água escondido aí, não é?

Então ouviram um som parecido com quando um azulejo quebra. Aos pés da criatura, na varanda do casebre onde estavam, duas longas erva daninhas surgiram arrebentando o chão. Elas se entrelaçaram em suas pernas e foram subindo até prender a maior parte de seu corpo. Lilibelle ganiu e fez força para voar e sair, mas aparentemente a força das erva daninhas era grande, e pernas de boi não eram muito úteis para situações como aquela. Os quatro caíram da parede e exclamaram um “ai” antes de se levantarem.

— Qual de vocês fez isso? – quis saber Lilibelle, fazendo força para se soltar do amarro.

Eles se olharam e também não souberam responder. Nem eles sabiam quem os estava ajudando. Uma flor gigante desabrochou do lado de fora da varanda, no jardim do casebre.

— Entrem na flor, rápido, antes que as outras duas venham! – aconselhou fervorosamente uma voz feminina na mente deles.

 - Bem, a opção de esperar não me parece muito convidativa – disse Annabeth correndo para a flor.

Os outros foram atrás.

— Como nós entramos? – perguntou Hazel.

— Apenas pulem nela! – avisou a voz.

Hazel deu de ombros e pulou no centro amarronzado da flor. Ela foi engolida e desapareceu. Os outros três seguiram o exemplo, um de cada vez. A sensação foi de escorregar para dentro da escuridão.  Não mais de quatro segundos depois eles caíram em um amontoado de arbustos fofinhos.

— Está todo mundo bem? – questionou Percy.

Annabeth puxou algumas folhas de seu cabelo.

— Ah, claro, nunca estive melhor.

Então eles olharam em volta. A primeira impressão era de que estavam em uma caverna. Olhando bem, perceberam que na verdade parecia-se mais com o interior de uma árvore. Era uma sala ampla e espaçosa, com vários tipos de troncos e flores espalhados. Alguns lírios estavam pendurados nas paredes de madeira escura. Nenhuma janela ou passagem para o lado de fora era visível, mas muitos vagalumes iluminavam o ambiente, dispensando qualquer lâmpada.

— Uau! – disse Hazel.

— Onde nós estamos? – Percy indagou enquanto passava a mão por um jardim suspenso com correntinhas amarradas ao teto.

— Estão em um dos meus lares – disse a voz de antes.

Dessa vez o som não veio de suas mentes. Eles se viraram, e antes onde não tinha nada agora se encontrava uma mulher com um vestido branco cobrindo até parte de sua perna. Sua pele era como cobre, seu cabelo castanho estava amarrado em coque e sua expressão era de preocupação. Ela tinha as mãos na cintura, como se estivesse prestes a dar bronca em alguém.

— Dessa vez eu salvei vocês, semideuses, mas acho que não terão essa sorte futuramente – disse a mulher em um tom amargo.

Annabeth deu um passo à frente.

— Hã... Perdão, senhora, mas quem é você?

A mulher levantou uma sobrancelha.

— Ora essa, você sabe quem eu sou. Não foi você quem matou minhas pobres plantas no jardim lá de cima apenas para me chamar? Sou Pomona, a deusa romana.

— Mil perdões, senhora Pomona – Annabeth corou – mas Hermes recomendou que fizéssemos isso para chamar sua atenção.

— Ah, sim, Hermes, não é? Ele só não disse a parte que eu os transformaria em orquídeas depois disso. Na verdade, eu normalmente deixaria vocês para morrer, semideuses. Não gosto de heróis. Mas gosto menos ainda daqueles idiotas encapuzados.

Ela começou a andar pela sala, pegando plantas aqui e ali, provavelmente ingredientes, pois com um estalo de dedos ela invocou um grande caldeirão de ferro.

— Os encapuzados, a senhora sabe quem eles são? – questionou Hazel.

— Se eu sei quem eles são? Não, eu não sei. Mas as notícias correm. Boatos de guerra estão surgindo em todo canto do país – ela jogou as plantinhas no caldeirão e começou a remexer com uma grande colher de pau – o Olimpo está agitado. Pelo visto é uma ameaça maior que Gaia, visto que dessa vez os deuses decidiram agir desde o principio e até estão quebrando as Leis Antigas. Não é para menos que todos estejam assustados.

— Você não aparece assustada – observou Percy.

A deusa levantou seus olhos para ele por um momento e depois voltou sua atenção para o caldeirão.

— Percy Jackson, não é? Eu me lembro de você. Confundiu-me com Deméter, um erro comum na verdade. Mas que ainda me irrita.

Foi Percy quem corou dessa vez.

— Perdão.

— Não me levem a mal, heróis, mas fiquei do lado dos Titãs e dos Gigantes nas últimas guerras. Assim como a maioria dos deuses menores. Hécate, Morfeu, Jano, e vários outros. Dessa vez é diferente, não se trata de uma guerra entre “família”. Sem falar que vocês conseguiram ganhar a simpatia de muitos deles.

Annabeth decidiu pegar o embalo da conversa.

— É justamente para isso que viemos, senhora! Fomos enviados diretamente por Júpiter para pedir ajuda de vocês. Ele disse que precisamos de todos, sem exceção. Por favor, nos ajude com a guerra – ela pediu com uma necessidade bem nítida na voz.

Pomona parou o que fazia e os olhou.

— Eu não sou uma guerreira, heróis. A extensão de meus poderes não é algo que possa ser usado em batalhas, tampouco em uma guerra. Ouvi dizer de ninfas e náiades que seus acampamentos foram atacados. Isso sequer é a ponta do iceberg, foi apenas uma demonstração de força, um aviso, embora eu não entenda porque simplesmente não mataram todos vocês.

— Também é uma dúvida nossa – resmungou Percy.

Pomona suspirou. Ela pareceu mais velha por um instante, como se sua força vital fosse drenada.

— Eu irei ajudar – confirmou – mas só até onde me diz respeito. Farei o possível para proteger os bosques e florestas com as criaturas mágicas. O amigo de vocês, Grover Underwood, ele é um bom sátiro, e sinto nele a presença de Pã. Deve me ajudar com isso. E deixem-me dar um conselho: se pretendem ir de deus em deus pedir ajuda, desistam. Não é fácil assim. Dionísio tentou antes se lembram?

Annabeth e Percy se lembraram de quando o Olimpo enviou o Sr. D para recrutar os deuses menores. Ele não foi muito bem sucedido, mesmo sendo um Olimpiano.

— Hm... Ela tem razão – admitiu Hazel – talvez eles nem nos deem ouvido. Sem falar na demora até que encontremos todos. Até lá o inimigo já terá agido.

Pomona largou sua colher de pau no caldeirão e se aproximou dramaticamente dos quatro.

— Na verdade, existe um jeito mais fácil de conseguirem isso. Mas eu não sei se é verdade, eu mesma nunca vi acontecer pessoalmente.

Frank empertigou-se.

— Do que exatamente a senhora está falando?

A deusa sorriu. Ela tinha um brilho verde no olhar.

— O que vocês achariam de se tornarem imortais?

Eles ficaram quietos. Mudos. Olhavam para ela com uma intensidade incrédula. Se ela não tivesse poderes para transforma-los em flores, provavelmente teriam dado risada.

— Olha, senhora – disse Percy tremendo – se estiver falando sobre se banhar no Estige...

— Ah, não, não, não! – ela falou calorosa – É algo bem acima disso. Algo que poderá ajuda-los a varrerem seus inimigos. Poderão convencer qualquer deus a ajudarem. Vencerão a guerra e encherão seus pais de orgulho. Podem imaginar cenário melhor? Então, estão interessados em saberem?

Ela estava ansiosa e os quatro se entreolharam. Não era todo dia que isso acontecia. Uma deusa estava oferecendo informações sobre a imortalidade.


Notas Finais


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