História A Última Lágrima - Capítulo 8


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Categorias Originais
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Palavras 1.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Escrúpulos




- Então foi a partir daquela noite que criou a R.A.L ? - Falou Adler enquanto tragava seu cigarro.

- Demorou algumas semanas para eu encontrar pessoas que sabiam que tal "tratado de paz" que eles davam para nós não passava de um puro teatro - Respondi olhando diretamente para ele.

- Como encontrou tais pessoas? - Disse Adler.

- Eram do mesmo vilarejo do que o meu, tanto é que Mya foi o primeiro ser quando sai de casa. - Respondi logo depois de um longo suspiro.

Quando Adler estava prestes a terminar seu cigarro, Losty entrava em meu quarto rapidamente.

- Senhor!!! - Logo em seguida Losty prestou continência e prosseguiu um pouco sem fôlego:

- Senhor, acho que você vai gostar do presentinho que pegamos no campo de batalha a Sudeste daqui.

Logo em seguida me levantei juntamente com Adler.

- Espero que seja algo bom - Disse Adler, dando um pequeno sorriso.

Começamos a seguir Losty até chegar no porão, onde estava o que aparentava ser um oficial alemão amarrado por cordas em uma cadeira de madeira.

- Senhor, pegamos este oficial em uma emboscada ao comboio alemão a sudeste, ele foi o único sobrevivente dos alemães. - Falou Losty.

- Estranho... Ele não era aquele garoto de quando fomos presos naquela cabana de Allen? - Indagou Adler, olhando atentamente para o oficial.

- Seus vermes, deixe eu me soltar e juro que atiro na garganta de vocês. - Falou em um tom alto o oficial em alemão.

- Claramente você se lembra de nós, certo?  - Respondeu Adler em alemão para o oficial.

- Lembro muito bem... E não sei por qual motivo o grandioso Allen não os matou logo. - Disse o oficial.

- Não vou lhe torturar garoto, apenas me deixe lembrar de seu nome... - Adler pensou por alguns segundos olhando para o teto. 

- Édri? - 

- Eddie, seu bastardo... Falar o meu nome ou não, não irá interferir em nada seu desgraçado - Falou Eddie enquanto olhava furiosamente para Adler.

Olhava toda aquela situação, tentando pensar no quê deveria fazer com ele.

- Você decide, Kayziel... - Afirmou Adler, olhando para mim.

- Decidir o quê? - Falei um pouco confuso.

- Se devemos tirar algumas informações dele ou fazermos algo melhor com ele... - Respondeu Adler olhando para Eddie.

Pensei por alguns segundos olhando para Eddie.

- Tente ser o mais formal possível com ele, não somos animais. Mas caso ele não colabore, use da forma que você quiser para adquirir tais informações. - Logo em seguida comecei as subir as escadas do porão, deixando Adler sozinho com Eddie. 

Logo após subir as escadas me dei de cara com Steelhound, um híbrido de lobo e huskie, tinha sua a pelagem branca como neve e apenas parte de sua cauda e cabelo com um tom levemente cinza, com seus chamativos olho azuis.

- Kayziel. Cheguei o mais rápido que pude para lhe avisar sobre o novo batalhão de voluntários. - Falou Steelhound, olhando para mim.

- Eles já estão prontos? - Eu o indaguei.

- Sim, alguns tiveram notas impressionantes e os ordenei para maiores ordens de treino em nossas forças especiais. - Respondeu Steelhound.

- Ótimo, ótimo. - O respondi e demonstrei com meu dedo para que ele me seguisse.

Ele se dirigiu até a sala de rádio e me posicionei em frente a mesa de mapas, ele ficou ao meu lado.

- Aonde você vai posicioná-los? - Falei olhando para Steelhound.

- Na retaguarda da fronteira do Rio de Janeiro. Caso você queira posso comandá-los para um maior suporte dos nossos regimentos que estão sendo cercados por lá. - Disse Steelhound, apontando para o mapa.

- Você consegue dar apoio para que eles não recuem ou sejam cercados por 1 mês? - O indaguei.

- 1 mês? - Respondeu Steelhound com um olhar de sarcasmo para mim.

- Sei que é muito tempo para o tamanho dos ataques que alemães podem dar, mas é o tempo mínimo que posso usar para reagrupar os regimentos que estamos usando para atacar a última cidade de São Paulo... - Falei para Steelhound depois de um suspiro.

- Você tem certeza disto? - Ele falou olhando diretamente para meus olhos.

- Tenho... - O respondi com um pouco de receio de minha escolha.

- Oky... Vou tentar fazer o máximo que posso. - Disse Steelhound. 

Logo em seguida se ouviu um grande estrondo vindo do porão. Eu e Steelhound nos olhamos por alguns pequenos segundos tentando imaginar o que seria, em seguida corremos em direção ao porão. Quando finalmente chegamos lá, avistamos Adler ajoelhado lutando contra Eddie, que estava atrás de Adler, pressionado uma baioneta que mirava em direção a seu peitoral, onde tal tentava resistir que chegasse em seu corpo.

- Solta ele!!! - Gritei para Eddie. Logo em seguida tirei minha pistola do bolso e apontei para Eddie.

- Como vocês ousam irritar o filho do Rickder? - Disse calmamente Eddie em alemão, enquanto sangue de sua boca escorria.

- K-Kayziel. - Murmurava Adler, enquanto ia perdendo suas forças e a baioneta ia se aproximando de seu peito.

- Vamos fazer algo melhor, se você o matar, iremos atirar em você. Já que pensas que tem tanta habilidade de luta corporal, me desafie para uma. Se você ganhar, lhe devolvemos sem nenhum arranhão... - Falou Steelhound, em alemão para Eddie.

Eddie encostou a ponta de sua baioneta no peitoral de Adler e ficou olhando atentamente para Steelhound.

- Mesmo sabendo que vocês não fariam tal ato, será uma honra lhe matar. - Respondeu Eddie que logo seguida soltava Adler, que caía no chão com pouco fôlego e sangrando pelo nariz e boca.

- Steelhound, você não vai... - Fui interrompido quase ao mesmo momento.

- Confia em mim... - Falou Steelhound.

Eddie se aproximava de Steelhound lentamente, ainda com sua baioneta em suas patas já se aprontava para a posição de combate. Steelhound apenas tirou sua faca de sua bota e logo se aprontou para sua posição de combate. Em questão de segundos Steelhound avançou em direção a Eddie e lhe dava uma cotovelada em seu nariz, o que fez Eddie recuar e limpar seu sangue que já escorria.

- Bastardo... - Falou Eddie em alemão.

Logo em seguida Eddie deu alguns passos rápidos na direção de Steelhound e em seguida tentou dar uma facada certeira no pescoço de Steelhound, que falhou miseravelmente, pois Steelhound esquivou-se por centímetros. Tal ataque deixou todo o braço de Eddie livre, e assim Steelhound o fez. Rapidamente pegou o braço de Eddie e o empurrou para baixo. Enquanto Eddie estava a cair, Steelhound deu uma cotovelada em suas costas e deixou Eddie no chão. 

- D-Desgraçado!!! - Disse Eddie enquanto se levantava.

Quando Eddie finalmente havia se levantado, ele avançou novamente em direção tentando acertar o peitoral de Eddie. Em questão de milésimos, Eddie seguro o pulso de Steelhound e cravou sua baioneta em seu cotovelo, que logo se afastava e gritava de dor. Engatilhei minha pistola e quando estava prestes a atirar, Steelhound me interrompeu.

- N-Não é uma briga sua. - Em seguida ele retirava a baioneta de seu cotovelo e gemia de dor.

Eddie avançava lentamente na direção de Steelhound, que estava tentando amenizar a dor com a coluna um pouco envergada. Quando Eddie ficou novamente frente a frente com Steelhound, ele tentou lhe aplicar uma joelhada no estômago, mas errou pela esquiva que Steelhound dava para a esquerda, que logo em seguida estava nas costas de Eddie e com seu outro braço entrelaçou no pescoço de Eddie fazendo pressão. Eddie tentava desesperadamente se soltar de Steelhound, mas começava a perder suas forças e ficar roxo, depois de alguns segundos tentando se soltar. Steelhound deu uma joelhada nas costas de Eddie, que em seguida soltava gemidos de dor e apagava depois de mais alguns segundos.

- Filha da puta... - Quando Eddie finalmente desmaiava, Steelhound o soltou e com o outro braço começou a pressionar seu cotovelo do outro braço, tentando amenizar a dor.

Corri em direção a Steelhound e lhe ajudei a levantar apoiando em meu ombro, Adler finalmente havia se levantando e limpava o sangue que estava em sua boca e ia em nossa direção.

- Como ele se soltou? - Perguntei para Adler 

- Ele não estava ajudando, então comecei a usar o meu jeito de tirar algumas informações, virei apenas por alguns segundos para o lado e ele deu um pequeno salto com o cadeira, que o fez cair quebrando a cadeira e se soltando. Tentei imobiliza-lo, mas ele luta melhor do que eu imaginava. Mil perdões por isso. - Respondeu Adler olhando para Eddie.

Depois de alguns minutos, levamos Steelhound para cima e encaixamos seu braço. Voltamos para o porão e amarramos Eddie num pequeno e fino poste de metal que sustentava a estrutura.

- Agora podemos torturar ele? - Perguntou Adler. 

- Deixe ele acordar, mas não mate ele, ele pode ser útil mais para frente... - Respondi para Adler.

Subimos novamente as escadas do porão, aonde novamente Losty havia nos interrompido com certa pressa.

- Senhor... É sobre o Fernandes... -




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