História A última noite - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Comedia, Drama, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


EU VOLTEEEI! E AGOR É PRA FICAR!!! Minhas férias acabaram e eu decidi que vou postar um capítulo, ou dois (se der), aos domingos. tentarei ao máximo postar algum durante a semana, mas não é certeza. desculpem o sumiço e Boa Leitura.
:) ;) S2 <3

Capítulo 17 - Beijo? Rafael?


Fanfic / Fanfiction A última noite - Capítulo 17 - Beijo? Rafael?

Alma off.

Eric on:

— Eric! Por que você fugiu da gente? — Vitória ri, colocando as mãos em meus ombros.

— Porque eu tenho mais o que fazer!

— Ah, Eric! Sei que você nos ama. Não negue...

— Eu não nego nada... não amo vocês. Simples assim. — digo secamente e dou de ombros.

— Podemos sentar? — Katherine pergunta, fingindo inocência.

— Não. — respondo, sem olha-la. Mas já é tarde, Katherine e Vitória puxam duas cadeiras e se sentam, convidando os garotos que estão com elas a sentarem também.

— Espero que não se incomode. Esses são Caio e Breno. Eles não estão mais na escola e...

— Será que dá pra calar a boca? Sua voz me irrita. —

— Quê isso, Eric? Perdeu a noção? — Vitória exclama, me olhando com uma expressão indignada.

— Não tenho medo de vocês. Tem muito tempo que vocês duas vem se mostrando cada vez mais fúteis e vazias. Eu de fato amava vocês. Mas não mais...

Eu tinha que dizer isso... eu sei que, bem no fundo, sinto falta delas e das nossas tardes engraçadas. Elas ainda são minhas pequenas...

Vitória e Katherine abaixam a cabeça. Encontrei o ponto fraco delas!

— Agora, se me dão licença, temos que ir. — digo e puxo Alma pelo braço até a entrada do shopping.

— Desculpe por isso... elas são sempre inconvenientes assim.

— Não tem problema. Eu me diverti! — Alma diz e sorri para mim. Eu já mencionei que ela tem um sorriso lindo?

— ERIC! — Que merda. Elas não vão parar de me seguir não? — Eric... nós não somos as únicas culpadas por isso. — Vitória fala ofegante. — você nos abandonou!

Os caras que as acompanhavam não estão mais aqui. Katherine permanece impenetrável, mas Vitória parece prestes a chorar.

— De fato, eu abandonei. Mas vocês nunca quiseram saber meus motivos. E eu tinha muitos! — me lembro de tudo nos mínimos detalhes. É uma longa história...

— Então nos dê um motivo, Eric. — Katherine pede.

— Não é mais da conta de vocês.

Tenho que sair logo daqui. Essas duas estão me irritando! Puxo Alma pelo braço novamente e a guio por entre os carros até o outro lado da rua.

Elas continuam nos seguindo...

— É por causa dessazinha aí que você não quer nos contar?

— Isso é problema nosso, não dela.

Alma parece desconfortável. Está claramente incomodada com tudo isso.

— Garota, se toca! O Eric não vai ficar com você, para de tentar. Não vê que está atrapalhando?

Isso já é de mais. Alma não tem nada a ver com isso, Katherine não tem o direito de falar com ela assim!

— Tem certeza, Kathy? — Alma diz, falando o antigo apelido de Katherine em tom de deboche. A garota com os olhos mais enigmáticos que eu já vi se aproxima de mim, puxa a gola de minha camisa e fica na ponta dos pés. Ela está perto de mais!

Vitória e Katherine parecem surpresas com o que Alma vai fazer, seus olhos estão fechados e os lábios entreabertos. Engulo um seco.

Estranhamente, ela me solta e se afasta antes de fazer algo, me olha de cima a baixo e depois encara as duas a sua frente.

— Eu nunca mencionei que essa era a minha intenção. Eric é meu amigo e o que você quiser resolver com ele é problema seu. Não me coloque no meio!

— M-mas... você não ia... beijar ele?

— Não... eu estaria provando algo para você que eu não preciso e nem sei se é verdade —  Alma diz. Eu não me importaria se ela quisesse me beijar...

Um silêncio mortal reina sobre nós. O barulho dos carros passando me agonia. Quero dizer tanta coisa! Essa merda de consciência fica me atazanando o tempo todo!

— Bem... vou deixar vocês se resolverem. Até mais Eric! — ela vai embora?

— Vou te acompanhar.

Deixo as duas paradas sem expressão no meio da calçada. Tenho que admitir: achei a atitude de Alma estranha, mas a das meninas foi muito mais. Em fim... acho que nunca vou entender.

— Eric... — Vitória grita. Eu me viro para vê-la. — Desculpa... — e abaixa a cabeça. Parece realmente triste.

Me viro de novo e continuo a andar.

— Você queria mesmo me beijar? — pergunto, esperançoso, para Alma durante o trajeto.

Ela ri. Apenas isso. Não diz mais nada.

Eric off.

Alma on:

Eu pensei em beijar Eric por um momento, mas não seria legal. Eu estaria fazendo isso para provar para alguém sobre algo que eu não sei. Não sei se ele quer me beijar.

Depois de finalmente conseguir me afastar daquelas meninas, Eric me pergunta algo que me faz refletir:

— Você queria mesmo me beijar?

Sim. Eu queria. Mas não posso dizer isso a ele, não agora. Só de pensar que eles não estariam aqui para conhece-lo, meu coração aperta. Também tem o problema com Miguel... meu Miguel. Não quero alimentar esperanças, tanto minhas, quanto dele. Eu já senti isso por alguém antes e é uma merda.

Caminhamos silenciosamente lado a lado. Não queria ter encontrado elas lá. Também não acho que isso tenha estragado nosso pequeno encontro. Apenas acho que poderia ter sido melhor...

— O que está acontecendo aqui? — digo, olhando para minha casa no fim da rua.

— O que foi? — Eric pergunta, olhando na mesma direção que eu.

Tem um grande carro cinza estacionado na porta de minha casa. Minha avó está recebendo alguém, mas não sei quem é.

— Quem será? — digo, apontando minha casa para Eric entender melhor a situação.

Trocamos olhares confusos e continuamos caminhando, agora em uma velocidade relativamente avançada.

À menos de cem metros, eu posso reconhecer a pessoa com quem minha avó conversa.

Não pode ser...

— RAFAEL!!!

Olho Eric mais uma vez e, sem conseguir esperar por uma reação dele, saio correndo em direção ao garoto alto e com os cabelos cacheados mais lindos que já vi em toda a minha vida.

Ele larga uma bolsa de ombro enorme e a mochila no chão e semi- flexiona os joelhos, abrindo os braços para mim.

Pulo em cima dele com força e prendo minhas pernas em sua cintura. Foda-se se estou de vestido. Meu menino veio me ver! Ele veio me ver!

— O que faz aqui? Não devia estar em São Paulo? — pergunto à ele, sem me desgrudar de seu corpo.

— Meus pais estão resolvendo algo da empresa deles. Vou morar aqui!

Lágrimas escorrem de meus olhos sem controle. Meu principezinho vai morar perto de mim? Não dá pra acreditar!

Desço de seu colo e o encaro. Noto a presença de minha avó ao lado, sorrindo com as mãos na cintura.

— Não chora, pequena... isso atrai os monstros.

Rafa sempre me disse, quando éramos menores, que os monstros sentem cheiro do medo e as lágrimas os alimentam. Mas as minhas, nesse momento, não são de medo...

— Seu bobo! — dou um soco leve em seu ombro. Eric se aproxima e cumprimenta minha avó. — Rafa, esse é Eric, meu amigo. Eric, esse é Rafael, meu amigo-quase-irmão.  — apresento os dois.

Rafael força um sorriso junto de Eric e o cumprimenta. Os dois parecem desconfortáveis com a presença um do outro...

— Pra quê esse tantinho de coisa? — pergunto a Rafa. Ele vai se mudar pra cá, não vai? Devia ter trago mais que isso.

— Meus pais só vão vir na semana que vem. Eles conversaram com a Dona Lisa e ela concordou em me deixar  ficar aqui até tudo lá na nova casa estiver pronto.

Meu dia não pode ficar melhor e...                                                                              

— Eu vou indo, Alma. — Eric diz, me olhando. Ele está realmente desconfortável!

— Fica pro jantar. Por favor. — peço a ele.

— Minha mãe disse que queria que eu fosse para casa mais cedo...

— Ah, quê isso! Eu gostaria muito de conhecer um dos amigos da minha princesinha. Achei que ela iria ficar um pouco isolada, quando veio pra cá.

Rafael envolve seus braços ao redor dos meus ombros. Os cabelos escuros caem sobre os olhos e me fazem lembrar da época que eu amarrava os caxos em diversas mexas. Ele odiava!

— Tá bem... só vou avisa-la. — Eric ainda parece desconfortável... pega o telefone e liga para a mãe. Talvez ela estivesse realmente preocupada com o horário em que o filho chegaria em casa.

— Vamos? — minha avó convida. — Alma, pode ajudar o Rafael com as malas?

— Claro.

Antes que eu possa pegar a bolsa dele no chão, Rafa me barra:

— Eu levo, sem problemas.

E entramos.

Alma off.

Eric on:

Rafael. Esse cara me parece suspeito. Muito educado e cavalheiro. Carinhos de mais com Alma. Espera... não era para ser uma coisa boa?

Assim que entro na casa de Alma ( pela segunda vez) a mesma sensação estranha que senti naquele dia volta. É uma mistura de sentimentos que me confunde. O cheiro de macarrão que exala no ar é maravilhoso. As inúmeras rosas vermelhas que decoram algumas pequenas coisas na sala, dão à casa um ar mais antigo e harmonioso.

— Não me lembrava dessas rosas, Alma... — o tal Rafael comenta, fitando a garota no fundo dos olhos.

— São as flores favoritas da minha mãe. — ela diz e abre um sorriso de orelha a orelha.

Ele sorri também, mas é um sorriso de pena. Isso é muito estranho.

— Alma, mostre onde ele vai dormir, vou terminar a comida. — Manda a avó dela.

— É no quarto de hóspedes? Eu sei onde fica.

— Pode deixar que eu levo. Você deve ter tido uma viagem cansativa.

O garoto não insiste. Ele deve estar realmente cansado.

Ele se senta no sofá e eu faço o mesmo.

— Cara... Eu vou ser bem direto: vi como você olha para ela. E pra bunda dela também! — ele ri — relaxa... Alma é quase minha irmã. Jamais pensaria em fazer algo com ela nesse sentido.  

Por que eu me sinto aliviado?  (n/a: tú ainda pergunta?) (n/E: SHIU! Eles ainda não sabem. eu acho...)              

— Ela parece gostar de você também. Só digo uma coisa: se magoa-la, eu mato você. — Rafael diz, com a expressão séria.

— Não é o que você está pensando. Ela é minha amiga, nunca magoaria ela.

Ele encosta o tronco no sofá e estica as pernas, respirando profundamente:

— Senti falta desse cheiro de flores e macarrão. Dona Lisa também faz ótimos doces!

Antes que eu possa falar algo, Alma surge na escada .

— Rapazes...?

— O quê? — Eu e Rafael dizemos simultaneamente.

— Nada, não. Só queria saber se estavam me ouvindo.

— Eu sempre vou te ouvir. Menos quando você dá chilique! — Rafael exclama, puxando Alma para se sentar no sofá.

— Eu não dou chilique. Eu protesto contra algo que eu acho errado.

— Deixar a escova de cabelo no chão do banheiro é errado a ponto de você ter que “protestar”? — Rafael faz sinal de aspas com os dedos. Alma bufa, encolhendo os ombros. Os dois são uma figura!


Notas Finais


Foi isso meus amores, gostaram?
<3 S2 ;)


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